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quinta-feira, 10 de julho de 2008

DICAS...

Por Roberto Shinyashiki *
1 - Converse.
Precisamos deixar nossa imaginação voar com um companheiro.
Criar tempo para conhecer o outro é fazê-lo entrar em nosso mundo.
Conversar, antes de mais nada, é ter curiosidade sobre o mundo do outro, é olhar essa pessoa com os olhos do novo.
2 - Não ame simplesmente o que você faz. Ame o próximo!
Ame a pessoa que está à sua frente, que o procura com seus dramas e desejos. Existe um ser humano à sua frente que precisa se sentir importante.
3 - Aja sempre como um ser especial que reconhece a grandeza que existe em cada um.
Destrua o hábito de pensar mal das pessoas e procure concentrar sua atenção nas virtudes delas.
4 - Peça desculpas.
Do mesmo modo que é impossível viver sem que alguém pise em nosso calo, é difícil passar pelas pessoas sem cometer algum erro ou sem incomodá-las.
Reconhecer o próprio erro e pedir desculpas são demonstrações de humildade e de valorização do outro.
É ter consciência da conduta inadequada e assumir o compromisso de agir diferente da próxima vez. É dizer “Você é importante para mim” de forma sensível.
5 - Perder faz parte da vida, e nós precisamos aceitar as derrotas inevitáveis.
O mais impute é aprender as lições que elas trazem.
As derrotas somente têm significado quando com elas adquirimos a consciência de que algo poderá ser melhorado. Se não for assim, nos acostumaremos a elas e perderemos a auto-estima.
6. Peça ajuda.
Somente as pessoas com elevada auto-estima revelam fragilidades e mostram que confiam no outro.
Pedir ajuda valoriza os conhecimentos do parceiro, mostrando que suas opiniões e idéias são importantes. E, quando todos se sentem aptos e importantes, a equipe fica mais forte!
7. Mantenha presença marcante na vida de seus filhos.
Apesar da falta de tempo, não deixe tudo para o final de semana. Principalmente os pais que são separados. Mesmo que, lá pelas 7 da noite, você ainda esteja trabalhando, telefone perguntando como foi o dia das crianças. Conte também sobre seu cotidiano. Seu filho deve ter curiosidade em saber o que você faz quando está longe dele.
8 – Medite.
Você é o único que pode criar esse tempo para pensar em sua vida. Não fuja de si mesmo. O grande encontro é com você.
A pessoa que precisa conhecer hoje é você, com sua alma, com suas reais preferências.
9- Errar faz parte da vida.
Por mais que sejamos competentes e queiramos acertar sempre, errar é uma característica de quem está no jogo.
10- Lembre-se de que Deus está sempre com você, por mais angustiante que seja a situação pela qual estiver passando.
Sentir a presença dele é o primeiro passo para ser capaz de superar qualquer obstáculo.
* Roberto Shinyashiki é psiquiatra, palestrante

terça-feira, 8 de julho de 2008

Pesquisas analisam a relação entre o trabalho e a depressão

Estudo realizado por pesquisadores do King's College London, no Reino Unido, confirmou que o estresse no trabalho pode causar depressão, inclusive em pessoas que não têm nenhum histórico de problemas psiquiátricos. A pesquisa constatou ainda que 45% dos novos casos de depressão e ansiedade entre os profissionais mais jovens são causados pelo estresse e que a ocorrência da doença independe da personalidade do indivíduo ou de sua posição socioeconômica.Além da pressão, outros fatores colaboram para o surgimento de problemas psicológicos. Não reagir a eventuais abusos, não conseguir expor seu ponto de vista, não estabelecer limites, não falar o que sente, alta expectativa, falta de reconhecimento, frustrações constantes são exemplos de situações que complicam, aos poucos, a situação emocional do funcionário.Em contrapartida, o trabalho também pode ajudar na recuperação da depressão, segundo resultados de uma pesquisa publicada na edição de junho da revista acadêmica Occupational Medicine. O estudo acompanhou, por um ano, 555 pessoas que haviam ficado fora do trabalho por um período entre 12 e 20 semanas por causa de depressão. Os participantes responderam a um questionário inicial e depois participaram de entrevistas. A pesquisa concluiu que os que haviam voltado ao trabalho afirmavam ter tido menos sintomas de depressão. Para os pesquisadores, a explicação pode estar no fato de que o retorno ao trabalho ajuda no restabelecimento da auto-estima e fornece ao paciente uma rotina e uma estrutura com as quais pode refazer sua vida.O estudo sugere ainda que empregadores devem ser flexíveis no que diz respeito às necessidades desses trabalhadores. Os pesquisadores avaliaram quais medidas adotadas pelos empregadores tiveram um impacto na recuperação dos funcionários e descobriram que mudar parte das tarefas desempenhadas pelo trabalhador pode gerar um efeito benéfico, contribuindo para a recuperação.
Fonte: ANAMT

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Ferrari quer que seus carros poluam menos

A fabricante italiana de carros esportivos Ferrari quer reduzir em 40%, em 2012, a emissão de CO2 de seus produtos. Atualmente, trabalha no desenvolvimento de carros híbridos, revelou seu presidente, Luca Cordero di Montezemolo, ao jornal alemão Welt am Sonntag.
"Queremos reduzir em 40% para 2012 nossas emissões de dióxido de carbono", principal responsável da poluição no inverno, assinalou Cordero di Montezemolo, igualmente presidente do império industrial Fiat, casa matriz de Ferrari.
"Trabalhamos atualmente no desenvolvimento de um Ferrari que utilizará fontes de energia alternativas e que estará baseado no que fazemos atualmente na Fórmula 1, com nosso sistema de recuperação de energia", acrescentou.
Este futuro modelo poderia ser comercializado "a partir de 2015", explicou o presidente da Ferrari.
Interrogado sobre se seus clientes estariam interessados em um carro de motor híbrido ou elétrico, o presidente respondeu: "se é o veículo mais esportivo do mundo, não haverá dúvidas. Continuará sendo fundamentalmente um Ferrari".
Fonte: yahoo!

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Mineração acusada de danos aos empregados.

A poeira do minério de quartzito que sai das chaminés da ômega Mineração causa medo e pesadelos na estudante Fancieli Marina dos Santos, uma menina de 7 anos criada no Bairro Cascalho, no município de Santa Cruz de Minas, na Região Central do estado, a 200 quilômetros de Belo Horizonte.

Órfã de pai e mãe, Francieli viu seus familiares agonizarem até a morte. Os parentes da garota trabalhavam na mineradora e morreram sufocados pela falta de ar e com os pulmões enrijecidos pelo pó. O pai da estudante, Joaquim dos Santos, foi o último a morrer. Pesando pouco mais de 40 quilos e sem forças para andar, o trabalhador foi vencido pela doença em 31 de março de 2006, aos 50 anos. Três meses depois, o irmão mais novo de Joaquim, Geraldo de Mello, também foi morto pela doença, aos 48 anos, quando era conduzido em uma ambulância a um hospital. Os 15 anos de trabalhado na Ômega também foram fatal para João Bosco de Almeida, irmão mais velho de Geraldo e Joaquim e tio de Francieli. Afastado do trabalho pela Previdência em 2003 , João Bosco morreu em 25 de outubro de 2004. Depois da perda dos pais, Francieli e o irmão, Jefferson dos Santos, de 14, foram morar com a tia, Janete Aparecida Santos Rocha, uma das poucas pessoas da família que não foram atingidas pela doença. Além da companhia da tia, do irmão e dos primos, Francieli se apegou a um papagaio na tentativa de afastar a dor e os pesadelos causados pelo pó da mineradora.

"Com tanta morte na família, Francielli, por morar perto da mineradora, ainda tem de conviver com toda essa poeira. Então, não é de estranhar que ela tenha pesadelos", afirma a tia da estudante.

Histórias como essa passaram a fazer parte da rotina de Santa Cruz de Minas, município com 8 mil habitantes, perto das cidades históricas de São João del-Rei e Tiradentes. De acordo com as estatísticas da Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança do Trabalho (Fundacentro), a silicose já matou 16 pessoas em Santa Cruz de Minas. A maioria das mortes ocorreu nos últimos quatro anos. O número de trabalhadores que contraíram a doença ainda não foi contabilizado
pela fundação, órgão ligado ao Ministério do Trabalho, que, em 2006, selou um acordo com a Organização Mundial do Trabalho (OIT) para fazer um diagnóstico da doença no estado. Embora a pesquisa ainda não tenha sido concluída, os pesquisadores da Fundacentro apontam Minas Gerais como o estado campeão absoluto de casos de silicose no país. Além de Santa Cruz de Minas, a Fundacentro detectou focos da doença nos municípios de Dores de Guanhães, Itaúna, Teófilo Otoni, Belo Horizonte, Corinto e São Tomé das Letras.

"No caso de Santa Cruz de Minas, a situação estava tão grave que tivemos, durante a fase de pesquisa, de chamar os fiscais do Ministério do Trabalho para interditar a mineradora" , afirma Marta de Freitas, chefe do escritório da Fundacentro em Minas. Segundo ela, ao fazer uma vistoria na empresa, os técnicos da Fundacentro detectaram que, apesar de estarem com silicose, vários funcionários continuavam trabalhando. Esses empregados haviam sido examinados antes por laboratórios da região, que os consideraram aptos para o trabalho. ''O número de mortos pode ser maior, pois os familiares escondem os atestados de óbito por medo de represálias'', contou Freitas. Ela explica que a interdição da mineradora foi cancelada depois que a Ômega se comprometeu a tomar medidas de segurança para evitar a silicose. Os fiscais se comprometeram a fazer nova auditoria na empresa, em abril, o que não ocorreu devido à greve
dos servidores do Ministério do Trabalho.

"Ainda não fomos lá porque não temos dinheiro nem mesmo para a gasolina", justificou ao Estado de Minas Mário Parreiras, chefe-substituto do setor de segurança do Ministério do Trabalho em Belo Horizonte.

A poeira que sai das chaminés da ômega Mineração está levando medo e revolta aos moradores de Santa Cruz de Minas e de São João del-Rei. O pânico toma conta, principalmente, dos bairros Pedreira e Girassol, em Santa Cruz de Minas, e Cohab, em São João del-Rei, que ficam nas proximidades da mineradora. Conduzida pelos fortes ventos que sopram na região, a poeira tem como destino as casas dos moradores. A vegetação da reserva da Serra de São José também está
totalmente coberta pela grande quantidade de pó.

"É impossível conviver com tanta poluição. Meu carro e minhas plantas vivem tomados pelo pó. Tenho medo de estar ingerindo uma poeira fatal", afirma o aposentado Aluísio Januzzi, de 66 anos, que mora em Santa Cruz de Minas, a poucos metros da mineradora. Segundo ele, depois ter sido interditada em dezembro do ano passado, a empresa passou a ligar as chaminés somente durante a noite. "Estão querendo enganar os moradores e os fiscais", afirma Marta Januzzi, de
63, mulher de Aluísio, enquanto mostra um pé de couve em sua horta totalmente coberto pela poeira. Apesar dos transtornos, a família Januzzi, a exemplo da maioria dos moradores do município, é contra o fechamento ou a interdição da mineradora.

Para o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria e do Mobiliário de São João del-Rei, Valdeci Geraldo da Silva, parte dos moradores do município defende a manutenção da mineradora devido à falta de emprego na região. Ele conta que, depois da interdição, um grupo de funcionários da ômega chegou a organizar um movimento pela reabertura da empresa.

"Ameaçados de demissão, parte dos trabalhadores acabou se voltando contra nosso sindicato, que não tem nada a ver com a mineração. Está apenas apoiando as vítimas e seus familiares, porque eles não têm a quem recorrer. Não há lugar nem mesmo para se reunir", afirma Valdeci. De acordo com o sindicalista, a mineradora, que se dedica à produção de seringas de injeção e outros materiais elaborados com areia fina, durante mais de 40 anos esteve sob o controle de
um grupo alemão. No ano passado, devido a grande passivo trabalhista, a empresa foi vendida a um grupo de empresários da região. Para a chefe da Fundacentro, Sandra de Freitas, o impacto da poeira da ômega sobre a população ainda está sendo analisado. "O que não dá para negar é que a poeira está poluindo toda a região. Isso dá para ver a olho nu", afirma Freitas.

Mas, embora os impactos da mineradora sobre as cidades vizinhas ainda estejam sob análise, moradores da região garantem que estão sendo afetados pelo pó que sai das chaminés. "Há dias que vem tanta poeira para dentro da minha casa que sinto falta de ar e não consigo nem respirar", diz Ângela Aparecida de Almeida, viúva do trabalhador João Bosco de Almeida, ex- funcionário da ômega, que morreu de silicose.
Fonte: UAI(MG)

terça-feira, 1 de julho de 2008

Homenagem aos Bombeiros

2 DE JULHO - DIA DOS BOMBEIROS



Uma homenagem do Blog SAÚDE DO TRABALHADOR E MEIO AMBIENTE a todos vocês Bombeiros pelo o dia de vocês....PARABÉNS !!!