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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Seis ensinamentos para você ser um palestrante vitorioso.

Por: Reinaldo Polito *


Às vezes vemos um palestrante bem-sucedido e ficamos curiosos para saber como foi sua trajetória para se projetar tanto. A receita é simples, mas exige empenho e muita dedicação. Um dos palestrantes mais famosos e requisitados nos últimos tempos é o Max Gehringer. Dá para aprender muito com ele.

Além da sua larga experiência como presidente de importantes empresas multinacionais, Max se tornou um dos mais brilhantes escritores da história corporativa brasileira. Faz grande sucesso como comentarista sobre carreira na Rádio CBN e no programa Fantástico, da TV Globo.

Acompanho sua trajetória há muitos anos, desde a época em que era dos principais articulistas das revistas "Exame", "Você S.A." e "VIP", antes de se transferir para a revista "Época". Onde põe a mão faz sucesso. Não poderia ser diferente com suas palestras. Conseguiu transferir para os palcos a mesma leveza e bom-humor dos seus textos. Veja seis ensinamentos desse craque da tribuna:

Primeiro ensinamento: escolhendo o tema. Ele escolhe o tema da sua palestra de maneira bastante criteriosa. As organizações que o contratam sabem que ele aplica determinado fio condutor em suas apresentações. A cada evento, entretanto, este sedutor de plateias usa sua larga experiência como principal executivo de grandes organizações e o conhecimento adquirido como estudioso dedicado da vida corporativa para adaptar o conteúdo aos interesses do cliente.
Essa capacidade de estabelecer correlação entre os ensinamentos da sua palestra e a aplicação prática na vida dos ouvintes faz com que todos levem uma mensagem útil para as diversas atividades que desenvolvem, seja no relacionamento social, seja na vida profissional.
Segundo ensinamento: conquistando os ouvintes. Logo nos primeiros momentos Max mede a capacidade de compreensão da plateia. Começa com uma isca sutil que sempre provoca a reação do público. Se as pessoas reagirem rápido e de forma intensa, o caminho será mais leve e tranquilo até o final.
Se, entretanto, a resposta for lenta, sabe que deverá voltar à página dois da cartilha e redobrar seus esforços para explicar melhor os pontos que irá abordar. Esse respeito à capacidade de entendimento do público é um dos motivos que o torna tão admirado.
Terceiro ensinamento: mantendo a atenção. Manter concentração dos ouvintes o tempo todo é uma obstinação para ele. Max é tão preocupado em segurar a plateia ligada do princípio ao fim da palestra que teve o cuidado de gravar a reação de diversos públicos enquanto se apresentava. De posse das gravações analisou criteriosamente cada instante da sua apresentação para identificar quais os momentos em que o público começava a dispersar. Segundo ele, se os ouvintes se levantam muito para ir ao banheiro ou atender às ligações telefônicas tem algo errado com a palestra.

Para esses instantes críticos introduziu histórias interessantes e fatos bem-humorados que funcionam para recuperar e manter a atenção do grupo. Se você ficar do lado de fora da sala onde o Max se apresenta, irá constatar que suas brincadeiras funcionam, pois ouvirá risadas do público no máximo a cada dois minutos.

Quarto ensinamento: recuperando a concentração. Por mais que um palestrante se esforce, não tem jeito, depois de algum tempo alguns ouvintes ficam desatentos. O recurso preferido de Max para “trazer o público de volta à apresentação” é contar histórias pessoais bem-humoradas que estejam ligadas à realidade da assistência.

Esse artifício atinge vários objetivos. Além de mostrar o lado humano do palestrante, relaxa a plateia e mantém a concentração dos ouvintes. Essas histórias ajudam o público a se lembrar dos conceitos que foram discutidos. Passados meses e até anos, os ouvintes ainda se recordam das histórias que ouviram.

Quinto ensinamento: garantindo o resultado. Max se considera sempre mais um dente da engrenagem que movimenta o evento para ser bem-sucedido. Por isso, faz de tudo para que a sua participação ajude no resultado do encontro. Sendo assim, não admite falhas e exige muito profissionalismo do pessoal que dá suporte ao evento.

Procura não conversar com ninguém enquanto cada equipamento, cabo ou aparelho de som não esteja em perfeito funcionamento. Se você contratar o Max, tenha certeza de que ele cumprirá a parte dele, mas esteja certo também de que ele exigirá que você cumpra a sua.

Se, entretanto, algo der errado, não se preocupe, pois ninguém como ele sabe contornar os contratempos. Pouco antes de uma de suas palestras o local ficou sem energia. Enquanto todos se desesperavam por causa do incidente, com toda a tranquilidade ele se apresentou apenas com luz de vela. E, mais uma vez, foi um sucesso.

Sexto ensinamento: encerrando bem. A maior preocupação de Max é deixar uma mensagem que sirva de reflexão para os ouvintes. Ele aproveita o encerramento da palestra para deixar dicas práticas para que as pessoas possam aplicar no dia seguinte. Sua intenção é a de que esses conselhos tenham efeito multiplicador e se espalhem para todos os setores da empresa.

Max Gehringer, como eu disse no início, é, sem dúvida, um dos mais brilhantes palestrantes da história do país. Seu sucesso não chegou de um dia para outro. Construiu sua trajetória com muita disciplina e trabalho. Por que não aproveitar esses ensinamentos que já estão prontos, à nossa disposição?!
* Reinaldo Polito é mestre em ciências da comunicação, palestrante e professor de expressão verbal. Escreveu 19 livros que venderam mais de 1 milhão de exemplares.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Operários mortos soterrados estariam sem condições de segurança.

Operários morreram soterrados, no dia 8 de janeiro em Porto dos Gaúchos/MT. Ao que tudo indica eles trabalhavam sem as mínimas condições de segurança. Uma vala que já estava com cerca de 5 metros de profundidade era aberta à enxada e picareta para fazer a drenagem de água de um secador.
Pedro Joaquim Batista de 44 anos e Marinaldo Antonio de Araujo de 46 ficaram soterrados por cerca de 30 minutos até serem resgatados por companheiros. No local em que houve o desmoronamento ainda é possível ver rachaduras na parede de terra, o que deve causar novos desmoronamentos. Os dois são da cidade de Juara, para onde foram levados os corpos.
Parentes das vítimas informaram que oito homens trabalhavam na obra por volta das 15 horas, no momento em que houve o desmoronamento de terra na vala que estava sendo cavada e que acabou por soterrar três operários. Gidelson Jerônimo, de 28 anos, teve fratura na perna esquerda.
Policia Militar e Polícia Civil estiveram no local fazendo o levantamento das possíveis causas do acidente.
Fonte: 24 Horas News

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Estresse no trabalho interfere no desempenho dos empregados.

O estresse psicológico no ambiente de trabalho pode tornar mais difícel aos trabalhadores depressivos desempenharem suas tarefas e serem produtivos, segundo um estudo publicado pela revista "American Journal of Health Promotion".
"Há um enorme custo econômico e humano", disse a principal autora do estudo, Debra Lerner, diretora do programa sobre saúde, emprego e produtividade no instituto de pesquisa clínica e estudos de políticas de saúde do Centro Médico Tufts.
"Temos de desenvolver e testar programas que enfoquem diretamente a situação no emprego das pessoas com depressão", acrescentou.
Os pesquisadores analisaram os casos de 14.268 adultos empregados e compararam com a situação de 286 trabalhadores deprimidos e 193 não deprimidos. Para o estudo, a equipe recrutou participantes entre 2001 e 2003 em consultórios de médicos.
Em muitos casos, os trabalhadores depressivos tinham problemas no ambiente de trabalho, disse Lerner.
"Frequentemente estavam cansados e tinham problemas de motivação", indicou. "Também podiam ter dificuldades para ajustar-se ao ritmo de trabalho ou a uma rotina, para desempenhar tarefas físicas e ainda para lidar com a carga de trabalho habitual".
As conclusões do estudo indicam que há uma vinculação entre a produtividade de um empregado e sua capacidade para controlar seu trabalho.
"O ambiente de trabalho ocupa uma parte importante", apontou Lerner.
Ronald Kessler, professor do departamento de políticas de saúde na Escola Médica da Universidade de Harvard, assinalou no artigo que as conclusões do estudo "são coerentes com um crescente conjunto de testes que apontam que a depressão tem importantes efeitos adversos no desempenho laboral, tanto nas ausências quanto no comportamento no trabalho".
A depressão tem um efeito maior sobre a assistência e a produtividade que "a grande maioria de outras condições de saúde", acrescentou.
Kessler disse que as conclusões levaram ao desenvolvimento de vários programas para detectar a depressão no ambiente de trabalho e para tratar os trabalhadores doentes.
"As avaliações começam a mostrar que os programas podem ser eficientes em termos de custos se aplicados na redução dos custos indiretos da depressão", acrescentou.
Fonte: Agencia EFE

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Raios de luz podem revelar se indústria está poluindo demais.

Um equipamento portátil posicionado no solo e que emite pulsos de luz pode revolucionar o controle dos poluentes emitidos pelas chaminés das indústrias. É no que trabalham os pesquisadores do Projeto Lidar, do Centro de Capacitação e Pesquisa em Meio-Ambiente (Cepema) da USP, que fica em Cubatão, na Baixada Santista.

A técnica do lidar (sigla para o termo em inglês light detection and ranging) é similar à do radar. O radar baseia-se na emissão de ondas de rádio e detecção das ondas que retornam de um objeto. Dependendo do comprimento e da intensidade das ondas refletidas - e recebidas por um sensor -, pode-se calcular a distância de um objeto, seu tamanho, velocidade, entre outras variáveis. No lidar, processo semelhante é feito, mas com a emissão de pulsos de luz por laser. Até então, essa técnica, criada há décadas, só era usada para mapear o ar da atmosfera, analisando a concentração de compostos gasosos e partículas. O projeto do Cepema inaugura um novo uso para o lidar, que pode tornar mais fácil e barato o monitoramento das emissões em processos industriais.

Hoje, as indústrias usam sensores caros e específicos para medir a composição dos gases liberados pelas chaminés. Como, muitas vezes, os gases são quentes e as chaminés são altas e de difícil acesso, a instalação e manutenção desses medidores é complicada e onerosa. Com o lidar, não é necessário subir até o topo da chaminé nem fazer a calibração do equipamento, pois ele é instalado em locais de fácil acesso e direcionado ao ponto almejado, o que possibilita o monitoramento a distância. Mesmo em um ambiente úmido e com névoa, como é a região de Cubatão, o lidar consegue obter resultados em tempo real a distâncias de cerca de 500 metros ou mais. A pesquisa do Cepema desenvolve métodos de análises específicos e confiáveis para monitorar gases como CO (monóxido de carbono), hidrocarbonetos, SO2 (dióxido de enxofre) e NOx (óxidos de nitrogênio), além de partículas poluentes. A próxima etapa do estudo visa aplicar a técnica para medir a distribuição de tamanhos do material particulado expelido por chaminés.

De acordo com o professor Roberto Guardani, responsável pela pesquisa, a técnica poderá ser usada tanto pelos órgãos fiscalizadores quanto pelas próprias indústrias. "A indústria pode usar como instrumento de controle de processo", afirma. Ele explica que "todo processo industrial possui parâmetros técnicos que permitem prever a taxa de emissão de poluentes". Por isso, os engenheiros especializados sabem a quantidade regular de componentes emitidos em cada etapa de produção. Com o uso do lidar, será possível detectar e corrigir falhas operacionais antes que isso cause prejuízos ambientais e financeiros. Os pesquisadores pretendem quantificar o que sai das chaminés para que, daqui a algum tempo, o controle de qualidade do ar e da produção sejam mais ágeis. Isso deverá causar menos gastos para a indústria e menos poluição à atmosfera.
Funcionamento
Um equipamento emite um raio de luz pulsado, criado por laser, dirigido para o ambiente que se deseja estudar. O feixe de luz refletido tem características diferentes para cada tipo de partícula ou molécula. A partir da detecção desse feixe refletido e sua análise, é possível identificar os compostos e calcular sua concentração.

As primeiras medições aconteceram entre outubro e dezembro. A cada dois ou três meses, o grupo pretende fazer novos experimentos e ajustes aos programas de leitura dos raios refletidos.
O Projeto Lidar é interdisciplinar, integrando químicos, engenheiros químicos, físicos e meteorologistas, envolvendo, além da USP, pesquisadores do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN) e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).
Fonte: USP Online

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Atividade de motoboys é marcada por pressa e risco de morte.

Na cidade de São Paulo, a atividade dos motoboys traduz parte da nova condição da cidade, onde o espaço, a circulação de mercadorias e de pessoas é tida como prioridade. "Eles também traduzem as transformações do mundo do trabalho, especialmente no caso brasileiro, devido a precarização do trabalho", explica o geógrafo Ricardo Barbosa da Silva.
Para o pesquisador, é necessário estudar a dinâmica dos motoboys a partir de dois ângulos: a nova condição da cidade no capitalismo contemporâneo e as transformações no mundo do trabalho. Segundo ele, a profissão de motoboy não é a única que representa a precarização do trabalho no País. "Trata-se de uma atividade que também permite a reflexão da ideia de informalidade, um ponto muito particular dessa profissão. É um trabalho que, a todo o momento, envolve situações de risco e a informalidade deixa os motoboys descobertos da maioria das leis trabalhistas", descreve.
Em seu estudo de mestrado dissertação Os motoboys no Globo da Morte: circulação no espaço e trabalho precário na cidade de São Paulo, orientado pela professora da FFLCH Amalia Inés Geraiges de Lemos, o geógrafo também mostra que, tal qual a atividade dos motoboys, a informalidade foi impulsionada entre o final da década de 1980 e início dos anos 1990 dentro de um contexto chamado "reestruturação produtiva", no qual o Brasil teve que se adaptar às exigências das competições internacionais. Dentro dessa competitividade, grande parte dos trabalhadores da indústria ficaram desempregados e optaram por tentar novas oportunidades com a terceirização e o trabalho temporário.
Alternativa ao desemprego
Uma das possíveis causas observadas pelo pesquisador que levou trabalhadores a optarem pela atividade de motoboys foi esse processo de reestruturação produtiva, além do fato de o Brasil não ter um estado de bem-estar social. "O cidadão fica mais tempo desempregado do que o previsto pelo governo e o seguro-desemprego oferecido tem tempo limitado. Por isso, na década de 1990, muitos dos desempregados decidiram virar motoboys pela possibilidade de conseguir um emprego que pudesse ser passageiro e fosse uma alternativa para sustentar suas famílias", explica o pesquisador.

Em sua pesquisa, Silva dividiu os motoboys em duas gerações: a primeira é produto dos desempregos causados pela reestruturação produtiva e a segunda é a dos jovens que não conseguiram se inserir em uma atividade formal e viram a profissão de motoboy como uma oportunidade de trabalho. Uma característica comum às duas gerações é a lógica do acelerador, da pressa desmedida no espaço voltado às exigências da circulação, os riscos e perigos da profissão e a falta de oportunidades de crescer profissionalmente.

Oportunidades e riscos
Segundo o estudo, há um verdadeiro estoque em potencial de população jovem - entre 15 e 29 anos - com baixa qualificação e concentrada espacialmente nas periferias pobres da cidade de São Paulo para trabalhar como motoboys. Uma das explicações para esse dado pode ser a falta de oportunidades de empregos para grande parte dos jovens que residem na periferia. "A atividade dos motoboys pode ser relacionada ao fator econômico, pois as exigências mínimas para ser inserido na profissão são ter uma motocicleta e uma carteira de motorista. Na maioria das vezes não é pedido que a pessoa tenha experiência, já que muitas empresas querem exatamente o dinamismo dos jovens", ressalta.

Por meio de dados obtidos pelo pesquisador, a frota de motocicletas da cidade de São Paulo em 2008 contava com cerca de 659 mil veículos, atingindo quase 11% de toda a frota de automotores. Apesar da dificuldade em definir o número exato desses profissionais, acredita-se que haja somente na cidade de São Paulo, entre 200 e 250 mil motoboys.

A situação de risco dos motoboys na cidade de São Paulo tem seu reflexo no número de acidentes com vítimas por ano. Segundo dados da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), em 2007 houve 15 mil acidentes com vítimas e, nesse mesmo ano, foram registrados 466 óbitos com motocicletas. As marginais Tietê e Pinheiros lideram o ranking de rodovias da cidade nas quais mais ocorrem acidentes com motocicletas. Só no ano de 2006 ocorreram 789 acidentes com vítimas, sendo que 37 deles com mortes.
Fonte: Agência USP de Notícias