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quarta-feira, 10 de março de 2010

Vacinação contra gripe A prioriza profissionais de saúde.

A campanha de vacinação contra a gripe H1N1 iniciou em 8 de março, priorizando indígenas e profissionais de saúde por estarem mais suscetíveis à contaminação. O lançamento da campanha ocorreu no Coren (Conselho Regional de Enfermagem) em São Paulo/SP. "Estamos felizes em participar do lançamento. Cada um deve abraçar essa campanha e levar aos seus pares. É importante que os profissionais de saúde sejam imunizados", diz a vice-presidente do Coren, Cleide Canavezi.
Segundo informações do Ministério da Saúde, estima-se que 1.915.000 trabalhadores de serviços de saúde sejam vacinados. Cada estado, em parceria com os municípios, é responsável por determinar como a vacina chegará a essa população (incluindo os trabalhadores da rede privada envolvidos diretamente no atendimento dos casos suspeitos da nova gripe), bem como os locais e horários de vacinação. Deverão ser vacinados, nessa fase inicial, médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem, recepcionistas, pessoal de limpeza e segurança, motoristas de ambulância, equipes de laboratório e profissionais que atuam em investigação epidemiológica. A vacinação dos profissionais de saúde ocorrerá no próprio local de trabalho.

Mário Bonciani, do Nepes (Núcleo de Estudos, Pesquisas e Ensino sobre Segurança e Saúde do Trabalhador em Serviços de Saúde), destacou a importância do envolvimento dos sindicatos de trabalhadores e empregadores na campanha para vacinar os profissionais de saúde. Outro ponto positivo foi a adesão de hospitais particulares assim como de universidades como a USP e a Unifesp. O Nepes buscou envolver todos os atores na campanha. "Estamos conscientizando os profissionais de saúde e foralecendo as ações não governamentais", diz Bonciani. Foram feitos cartazes e panfletos promovendo a campanha de vacinação contra a Gripe A (H1N1), distribuídos em estabelecimentos de saúde. Os sites das entidades profissionais e de empregadores também estão sendo utilizados para fortalecer a ação.
Em cada uma das etapas da vacinação, os pontos de vacinação serão definidos pelas Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde. As vacinas serão distribuídas pelo Ministério da Saúde ao longo do período de campanha, de acordo com cada etapa. Por isso, é importante que a população compareça aos postos de vacinação na data estabelecida para o grupo ao qual pertence. Ao todo, o Ministério da Saúde adquiriu 113 milhões de doses para vacinar 91 milhões de pessoas contra a gripe pandêmica. A meta é imunizar pelo menos 80% desse público-alvo.

Outras informações sobre as demais etapas da vacinação: clique aqui.
Fonte: Revista Proteção

terça-feira, 9 de março de 2010

Falhas na instalação e manutenção dos botijões são a causa de 99% dos acidentes com gás de cozinha no País.

Estudo do Sindigás (Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo) aponta que 99% dos acidentes com gás de cozinha (GLP) são causados por instalação mal feita e manutenção inadequada do botijão. Presidente da entidade, Sergio Bandeira de Mello orienta: “Para evitar problemas, o consumidor deve comprar gás somente nos pontos de venda autorizados”.
A verificação do equipamento pode ser feita pelo próprio entregador credenciado, que recebe treinamento para instalar corretamente e avaliar válvula e mangueira. “Também é necessário observar a validade da mangueira e do regulador, que devem ter o selo do Inmetro”, afirma o presidente do sindicato. A mangueira e o regulador têm validade de cinco anos, pois o gás provoca ressecamento dos equipamentos, o que exige a troca periódica.

O armazenamento do botijão de cozinha também requer cuidados especiais. É necessário que seja guardado num ponto ventilado para que, em caso de vazamento, o gás não fique concentrado no local e não ofereça risco de explosão ou asfixia. Segundo Bandeira de Mello, não há problema em guardar botijão fora de casa.
Dados do Sindigás mostram que de 360 milhões de vasilhames vendidos no País por ano, os incidentes com vazamento chegam perto de 7 mil. Ele diz que acidentes graves são raros. Segundo o Corpo de Bombeiros, durante o mês de janeiro foram atendidas 63 solicitações e 74 em fevereiro, até agora, por vazamento de gás.
Coronel bombeiro Jadyr de São Sabbas Silva afirma que é muito comum bombeiros lidarem com vazamentos causados por instalação mal feita e manutenção inadequada. “É um descuido das pessoas”, conta.
Segundo o coronel, em caso de escapamento os bombeiros devem ser acionados para evitar acidentes e diminuir o perigo. “O importante é não causar nenhuma centelha. Qualquer fagulha pode incendiar o gás que vazou”, alerta. O oficial aconselha não acender luzes, usar isqueiros, fósforos ou aparelhos eletrônicos.

Botijão de 13 kg é seguro, diz bombeiro

O coronel bombeiro Jadyr de São Sabbas Silva explica que o botijão de 13 kg é seguro e não explode. “Tanto o de 13 kg quanto o de 45 kg, mais usado em restaurantes, possuem válvula para liberar o gás em caso de risco de explosão”, afirma.
Para que o vazamento não cause problemas, o botijão deve estar em local com boa ventilação. O coronel aconselha: “Nossa orientação é para que as pessoas verifiquem as bocas do fogão e fechem a válvula do botijão de gás quando terminarem de preparar os alimentos. São ações preventivas e necessárias”.
Na hora da instalação não é aconselhável usar ferramentas. O regulador do botijão deve ser apertado apenas com a força das mãos. Para verificar vazamentos, a melhor maneira continua sendo usar espuma de sabão na válvula e observar o surgimento de bolhas. Em caso de dúvida, o entregador legalizado pode fazer a instalação.
Fonte: O Dia On-line

segunda-feira, 8 de março de 2010

Construtora deverá indenizar pedreiro vítima de xingamentos e humilhações

O superior hierárquico que desrespeita o empregado, submetendo-o a humilhações e xingamentos, cria no local de trabalho um clima de hostilidade e insatisfação, o que pode acarretar o surgimento de doenças mentais.

O tratamento desrespeitoso dispensado ao empregado ofende a sua honra e dignidade, causando-lhe dano moral passível de reparação. Essa questão foi objeto de análise da 2ª Turma do TRT-MG, que acompanhou o voto da juíza convocada Maristela Íris da Silva Malheiros.

Pelo que foi apurado no processo, o encarregado da obra tinha o hábito de chamar o pedreiro de "vagabundo", "preguiçoso" e "macaco". Vivia dizendo que os pedreiros da cidade eram "meia colher", "arrancadores de feijão" e deveriam trabalhar na roça.

De acordo com o depoimento das testemunhas, o preposto da empresa estava sempre xingando o reclamante com termos racistas e palavras de baixo calão. Dizia que seu trabalho era mal feito e, por isso, deveria ir trabalhar na lavoura ou morrer de fome.

As testemunhas relataram que, certa vez, os pedreiros pediram para não trabalhar na chuva. Então, o preposto respondeu que, como a empresa havia comprado capas, eles deveriam trabalhar debaixo de chuva.

Reprovando o comportamento do preposto da empresa, a relatora do recurso enfatizou que o ambiente de trabalho deve ser considerado local sagrado, construído diariamente com base na harmonia e no respeito mútuo.

E, nesse esforço conjunto com o objetivo de harmonizar o ambiente de trabalho, o bom exemplo deve partir justamente do superior hierárquico, principalmente no âmbito da construção civil, onde o trabalho é árduo e penoso.

"Nessa construção e reconstrução diária, o que se espera dos chefes, encarregados e superiores de um modo geral é, no mínimo, o tratamento respeitoso com seus subalternos, pois, na maioria das vezes, quem dá o tom ao ambiente de trabalho são justamente os superiores hierárquicos, pois são eles, por sua experiência, vivência, respeitabilidade e maior capacidade de liderança, que reúnem mais condições de harmonizar o ambiente de trabalho, obviamente sem perder o comando que lhes cabe na empresa" - finalizou a magistrada, dando provimento ao recurso do reclamante para aumentar o valor da indenização por danos morais para R$4.800,00.
Fonte: Tribunal Regional do Trabalho 3ª Região Minas Gerais

sexta-feira, 5 de março de 2010

O que fazer em caso de acidente.

Médicos explicam forma correta de agir. Socorro deve ser prestado por alguém que consiga se manter sob controle.

Ver alguém sofrer um acidente é terrível. Mas como nem sempre se pode evitar, é bom saber o que fazer para afastar consequências mais graves. Segundo especalistas, atitudes simples, como colocar água corrente na mão ou no braço queimados, podem ajudar o paciente antes mesmo de ele chegar ao hospital.
Ainda no caso das queimaduras, não se deve colocar café, manteiga ou outras substâncias, mas sim resfriar a área afetada com água, sem esfregar, por até 10 minutos, cobrir com um pano e ir para o hospital.
“Geralmente, o parente próximo fica tão nervoso que o vizinho ou um tio mais distante é quem age. E é mportante que essa pessoa tenha conhecimentos mínimos”, diz o microcirurgião João Recalde Rocha.
Chefe do Centro de Reimplantes do Hospital Adão Pereira Nunes, João conta que atende pessoas que perdem parte dos dedos em portas, janelas e até nos ganchos que seguram a rede das traves de futebol. “Muitos acham que devem colocar a parte amputada direto no gelo. O correto é colocar num saco plástico fechado e, este, num isopor ou outro recipiente com gelo e água. Colocar direto no gelo lesiona os vasos e dificulta o reimplante”.
Em casos de amputações maiores, o médico diz que o ideal é que o membro seja colocado numa toalha e levado à unidade mais próxima, que fará o acondicionamento. “É importante que, no caso de dedo amputado, por exemplo, se levante a mão para diminuir o sangramento. Fazer um curativo com gaze também ajuda”.
Se objetos como facas, vergalhões e espetos perfurarem o corpo, não devem ser retirados. Somente médicos podem fazê-lo. “Já atendi uma menina que caiu em cima de um vergalhão e só sobreviveu porque o pai a levou ao hospital com o objeto. Se tivesse tentado tirar em casa, ela morreria porque a artéria sangraria muito”, diz a chefe da Pediatria do Azevedo Lima, Leonardo Passos.
Pessoas que perdem dentes em acidentes devem mantê-los na saliva, dentro da boca, ou colocá-los no soro até chegar no dentista, em no máximo seis horas. “Não segure o dente na raiz nem o lave”, alerta a dentista Domênica Leite.

PREVENIR É SEMPRE MELHOR DO QUE REMEDIAR
Todo cuidado com criança é pouco. Algumas medidas simples, no entanto, reduzem bastante o risco de acidentes em casa. Como O DIA mostrou em 20 de dezembro, a cozinha é um dos lugares mais perigosos. Saiba o que fazer em cada cômodo.
ÁREA DE SERVIÇO
Não coloque produtos de limpeza em embalagens coloridas ou de refrigerantes porque há risco de a criança se confundir e beber. Guarde material de limpeza em armários altos e fechados.
SALA E QUARTO
Fios elétricos desencapados devem ser cobertos. Deve-se evitar ainda que fios, como os de telefone, cruzem o caminho. Use plugues de plástico e tomadas com tampa para impedir choques, como na casa de Arthur, 2 anos. Evite passadeiras e brinquedos espalhados, que facilitam quedas. Nunca deixe objetos pequenos, pontiagudos (agulhas, alfinetes ou palitos) na cama ou perto da criança. Atenção às janelas e varandas, que devem ter grades de proteção. Travas de portas protegem os dedos dos pequenos.
COZINHA
Coloque os cabos das panelas para dentro do fogão e dê preferência às bocas traseiras. Toalhas não devem ficar penduradas na mesa porque há risco de a criança puxar e ser atingida por pratos, facas e copos. Atenção ao forno: pode causar queimaduras em crianças mesmo depois de desligado. Mães não devem cozinhar ou fazer café com a criança no colo devido ao risco de queimaduras.
BANHEIRO
Remédios e perfumes devem ser guardados em locais altos e com tranca. O vaso sanitário deve ficar sempre com a tampa fechada para evitar afogamento de crianças pequenas.
ESCADAS
É importante ficar atento a escadas porque muitas vezes a altura do degrau é obstáculo. O ideal é que fiquem isoladas com portinholas que impedem a passagem das crianças.
LAJES
Brincar em laje é um perigo e deve ser evitado. Crianças e adolescentes se distraem e correm sério risco de queda, que pode causar graves lesões.
Fonte: O Dia On-line