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sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Aposentado por invalidez pode requerer quitação do seu imóvel

◊ Os aposentados por invalidez têm direito a requerer a quitação do seu imóvel junto ao agente financeiro, que iniciará o processo, a partir dos antecedentes médicos do segurado.
Quando adquire uma casa financiada pelo Sistema Financeiro de Habitação (SFH), o mutuário paga um seguro destinado à quitação do imóvel no caso de invalidez ou morte. O SFH entende invalidez total e permanente como incapacidade total ou definitiva para o exercício principal e de qualquer outra atividade laborativa, causada por acidente ou doença, desde que ocorrido após a assinatura do instrumento contratual de compra e venda do imóvel. Os aposentados por invalidez têm direito a requerer a quitação do seu imóvel junto ao agente financeiro, que iniciará o processo enviando ao INSS, formulário próprio a ser preenchido pela Seção de Gerenciamento de Benefícios por Incapacidade, com informações relativas à concessão do benefício de aposentadoria por invalidez, a partir dos antecedentes médicos do segurado.
Aposentadoria por Invalidez - A Previdência Social concede a aposentadoria por invalidez ao trabalhador que, por doença ou acidente, for considerado incapacitado para exercer suas atividades ou outro tipo de serviço que lhe garanta o sustento. Todos os segurados da Previdência Social têm direito a requerer esse benefício desde que cumpram com a carência de, no mínimo, 12 contribuições mensais. Essa carência, porém, é dispensada nos casos de incapacidade provocada por acidente de qualquer natureza e nas situações em que o segurado, após filiar-se à Previdência Social, for acometido de alguma das doenças ou afecções previstas no artigo 151 da Lei 8.213: tuberculose ativa, hanseníase, alienação mental, neoplasia irreversível e incapacitante, cardiopatia grave, doença de Parkinson, espodiloartrose anquilosante, nefropatia grave, estado avançado da doença de Paget (osteíte deformante), síndrome da deficiência imunológica adquirida (AIDS), contaminação por radiação com base em conclusão da medicina especializada, e hepatopatia grave.
PREVIDÊNCIA SOCIAL

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Missão Bombeiro

Manhã tranqüila. Os bombeiros como fazem todos os dias, se posicionam em formação em pé em frente ao pavilhão de comando para preleções do oficial de serviço e para prestar as homenagens regulamentares dos símbolos nacionais.

Na cidade, o povo mantém sua rotina ordeneira e trabalhadora. Num bairro pobre da zona leste, uma senhora se prepara para fazer o que faz todos os dias, que é limpar a casa. não a sua, neste horário, mas a da sua patroa.

Neste dia porém, a pessoa que costuma ficar com seu filho de apenas 2 anos e 2 meses não pôde comparecer por problemas de saúde. Por isso, sem outra alternativa, esta senhora, que a partir de agora lhe daremos o codinome "Eva", levou consigo seu filho.

Nos bombeiros, tudo continuava calmo. As guarnições saem somente para abastecimento de combustível. Inclusive a que chamamos de "Comando Operacional" que tinha no seu interior um capitão e um cabo, esta também está nas ruas tanto para serviços administrativos quanto para apoio das guarnições.

Em dado momento, ouve-se pelo rádio a seguinte conversação:
- "ABS, COBOM. - "QRV". "Desloque-se ao bairro São Francisco entre na rua União à direita e em seguida dobre na sexta rua à esquerda. A ocorrência é no final desta. - "Qual a situação?" - "Uma criança caiu de cabeça para baixo dentro de um balde com água".
De imediato a guarnição tomou aquela direção e partiu no trânsito com brevidade (velocidade alta, sirene e giroscópio ligados). A guarnição "Comando Operacional" que estava ouvindo o rádio, também se deslocou nas mesmas condições e para o mesmo local.

Dali alguns minutos, uma nova mensagem é ouvida pelo rádio de comunicação:
- "OK, ABS! A criança está em óbito. A mãe dela nos passou que estava mergulhada no líquido a mais de 20 minutos.
Naturalmente a guarnição diminuiu a velocidade para pela segurança do trânsito. Contudo, a guarnição "Comando Operacional" ouviu a mesma mensagem e interpretou diferente. Chega a conclusão que a ocorrência requeria ainda mais brevidade, pois se passaram essa mensagem, é porque a criança estava inconsciente e sem respirar. Seu comandante mandou acelerar ainda mais a viatura para chegar mais rápido no local.

Lá chegando, deparou-se com uma mulher (Eva, lembra?) com uma criança no colo (seu filho), este estava desacordado. O capitão foi para o baú da viatura com a criança enquanto o cabo conduzia a viatura para o Hospital de Base.

No baú, o socorrista procurou verificar a respiração da criança, e constatou que a mesma não mais respirava. Fez ventilação artificial (boca a boca, pois não tinha o chamado "ambu"), observou que a caixa torácica movimentava (estava com a passagem do ar desobistruida), repetiu a manobra e observou a mesma coisa, aferiu então o pulso braquial e não conseguiu senti-lo (inconsciência, sem respiração e sem pulso). De imediato optou por uma manobra de "reanimação cardiopulmonar" na criança, vindo esta voltar a respirar no segundo ciclo.

Daí por diante, durante todo o percurso esta criança foi monitorada através dos sentidos: tato, audição e visão do socorrista. Por mais duas vezes a criança veio a parar de respirar. Voltou em ambas graças a pronta intervenção do socorrista, isso tudo presenciado por Eva.

No hospital ouve um princípio de desentendimento, pois o chefe da equipe médica, depois de analisar sumariamente a criança, que naquele momento gritava e chorava, mandou que os bombeiros a levasse para o hospital Cosme e Damião, daí o comandante daquela GU negou e disse que a criança já estava ali, o médico já a analisou e a responsabilidade era de e que para transportar-la para outro hospital era de responsabilidade da equipe médica de plantão.

Resultado: a criança ficou no hospital junto com os bombeiros e foi devidamente atendida.
Passado alguns dias o capitão dos bombeiros que atendeu a ocorrência foi até a casa conversar com Eva, mãe da criança, onde a mesma lhe contou que após sua saída a criança teve outra parada cardíaca e foi reanimada pelos médicos de plantão, seu filho passou uma semana internado sem ver nem ouvir temporariamente, mas que agora, graças a Deus, estava tudo muito bem, o que pode ser constatado pelo oficial que a toda hora observava a criança a brincar pela casa.
Para refletir: Se tivéssemos entendido a mensagem como os demais e desistido do deslocamento?
Se tivéssemos atendido ao médico a criança teria mais uma parada dentro da viatura. Será que teríamos condições de reverter a outra parada cardíaca sem os devidos equipamentos e medicamentos adequados?

Mais uma vez o Corpo de Bombeiros cumpriu sua missão: "Vidas alheias e riqueza, salvar".
Por: Cleildo Rodrigues de Cristo - Cap BM

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Crianças: Primeiros Socorros

Saiba como agir em casos de acidentes com os seus pequenos ou mesmo com familiares e amigos antes de levá-los ao hospital.
Prevenir acidentes é sempre a melhor solução, mas certas vezes nem os pais conseguem evitar que as crianças corram ao redor da piscina, brinquem com objetos perigosos, com fogo ou com aqueles amiguinhos mais briguentos. Até os adultos, por mais que se cuidem, uma hora ou outra acabam se cortando, caindo, enfim, se machucando. Por isso é fundamental saber como agir em situações de emergência.
Confira as orientações para os acidentes mais comuns, elaboradas pela Dra. Renata Dejtiar Waksman, médica pediatra da Unidade de Primeiro Atendimento do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo.
Mas lembre-se: essas são, apenas, manobras iniciais para ajudar a vítima. Após a realização dos primeiros socorros, leve o acidentado imediatamente ao pronto-socorro ou hospital.
Fraturas
As crianças mais sapecas se orgulham em dizer "eu já engessei meu braço cinco vezes!" e os amiguinhos fazem a festa no gesso, desenhando ou deixando um recadinho para o acidentado. Mas, na hora em que o acidente acontece, ninguém acha graça nenhuma: a criança chora e os pais ficam preocupados. Veja o que fazer:
  • Em caso de fratura exposta, cubra o ferimento com gaze ou pano limpo. Nunca tente realinhar o membro ou "encaixar" o osso, pois isto agravará a situação;
  • Antes de levar ao hospital, imobilize o segmento lesado com uma tábua, papelão ou madeira;
  • Ofereça um analgésico se a criança estiver consciente e com dor e a mantenha em jejum, pela possibilidade de cirurgia;
  • Eleve, se possível, as áreas inchadas e coloque uma bolsa de gelo por cima;
  • Se ocorrer hemorragia, faça uma compressão do local com panos limpos.

Cortes

Nunca deixe um ferimento grave aberto por mais de seis horas, caso contrário ele se contaminará, aumentando o risco de infecção. Antes de ir ao pronto-socorro, faça o seguinte:

  • Lave o local com água corrente e comprima levemente com um pano limpo, até parar o sangramento;
  • Não coloque medicamentos ou soluções caseiras no local, para evitar alergia ou infecção;
  • Se houver necessidade de sutura, ela deverá ser realizada no hospital, com anestesia local. A retirada dos pontos será definida pelo médico, em função do tipo, profundidade, extensão e localização do ferimento.

Queimaduras

  • A primeira providência a ser tomada é isolar a vítima do agente causador do acidente e, em seguida lavar com água corrente limpa a área queimada;
  • Seque o local de forma delicada, utilizando um pano limpo, pedaços de gaze estéril ou compressas. Evite usar algodão;
  • Se a roupa estiver grudada na área queimada, tenha muito cuidado. Lave a região até que o tecido possa ser retirado delicadamente, sem aumentar a lesão. Se continuar aderido à pele, recorte-o ao redor do ferimento;
  • Se a queimadura ocorreu por exposição a um agente químico ou cáustico, faça o contrário: remova a roupa para evitar que o produto permaneça em contato com a pele;
  • Não coloque água muito fria, gelo, sabão ou qualquer produto químico sobre a região lesada. Isso pode agravar a área machucada;
  • Proteja o local com um pano de tecido limpo e, se surgirem bolhas, não as rompa;
  • Para diminuir o inchaço, mantenha a região mais elevada que o resto do corpo e, se a pessoa sentir muita dor, administre analgésicos comuns.

Intoxicações

Tente sempre manter os produtos perigosos fora do alcance das crianças. E, em caso de intoxicações proceda assim:

  • Telefone para o centro de informação toxicológica de sua cidade;
  • Transporte a vítima para o Pronto Socorro o mais rápido possível e leve o tóxico responsável;
  • Não administre líquidos, principalmente se a pessoa estiver sonolenta ou inconsciente;
  • Não tente provocar vômitos, especialmente se o produto ingerido for cáustico;
  • Certifique-se de que a criança consegue respirar.

"Se a intoxicação ocorreu por inalação, retire a pessoa do ambiente tóxico, remova suas roupas, sem deixá-la passar frio e procure por queimaduras químicas. Se houver contato, remova as roupas da vítima, lave a região afetada com água corrente e sabão neutro e aplique compressas frias para diminuir a coceira" explica a Dra. Renata Waksman.

Trauma de crânio

Alguém caiu e bateu a cabeça ou sofreu um grave acidente? Leve imediatamente ao hospital, tomando os seguintes cuidados:

  • Se o local estiver sangrando, pressione uma bolsa de gelo ou pano limpo;
  • Se a pessoa estiver consciente e respirando, deite-a de lado e coloque os ombros e a cabeça ligeiramente elevados;
  • Fique atento para a possibilidade de fratura de crânio, para a presença de dor, sensibilidade e hemorragia no couro cabeludo, além de inchaço ao redor da ferida e perda de consciência.

"Leve a criança novamente ao pronto-socorro se, no período de observação (12 horas), ela apresentar episódios de náuseas ou vômitos, dor de cabeça ou tontura persistente, sonolência excessiva, palidez, convulsões, tremores ou presença de sangue no nariz, ouvido ou boca" alerta a pediatra.

Sangramento nasal

"Meu nariz sangra nos piores lugares ou momentos, como no meio de festas, em provas na escola ou até em restaurantes e eu nunca sei o que fazer!" conta Cesar Ribeiro. Veja como agir neste casos:

  • Coloque a pessoa na posição sentada, com o tronco inclinado para frente, para evitar a deglutição de sangue;
  • Pressione as narinas, com os dedos em forma de pinça, na região acima da ponta do nariz;
    se possível, aplique compressas frias. Após alguns minutos afrouxe a pressão vagarosamente e não permita que ela assoe o nariz;
  • Se o sangramento persistir por mais de 10 minutos ou recorrer, volte a comprimir a narina e procure o serviço médico.

Convulsões

Quando alguém tem uma convulsão geralmente as pessoas à sua volta se assustam e não sabem como ajudar. Veja o que fazer:

  • Mantenha a pessoa deitada de lado para que a saliva não se acumule na cavidade oral ou, se ocorrer vômito, para que este não a sufoque. Deite-a de preferência no chão ou numa superfície macia e proteja-a de traumas, mas evite restringir seus movimentos;
  • Coloque um travesseiro sob sua cabeça;
  • Não realize nenhuma manobra de reanimação cardio-respiratória como respiração boca-a-boca ou massagem cardíaca;
  • Registre a duração aproximada da crise;
  • Quando os abalos musculares cessarem, certifique-se de que a vítima esteja respirando sem dificuldades;
  • Não administre nenhuma medicação ou líquidos até que ela esteja bem desperta;
  • Ajude a pessoa a se orientar e, conforme ela readquirir a consciência, diga algumas palavras de encorajamento.

Ingestão de corpo estranho

Segundo a Dra. Renata Waksman, sempre que alguém ingere um corpo estranho, principalmente quando é uma criança, deve receber atendimento e orientação médica. É importante ressaltar que:

  • Não se deve provocar vômitos em nenhuma circunstância;
  • Objetos pequenos, plásticos, metálicos, não pontiagudos e não cortantes freqüentemente são eliminados junto com as fezes, sem causar nenhum sintoma;
  • Alguns objetos são particularmente perigosos e merecem atenção especial, tais como agulha, vidro, pilhas e baterias. Estes podem se romper e liberar substância tóxica.

Aspiração de corpo estranho

Quando se aspira um corpo estranho pela boca, se a pessoa conseguir, estimule-a a forçar a tosse, uma das melhores formas de expulsão.

  • Não tente retirar o objeto às cegas, enfiando o dedo na boca, pois este procedimento muitas vezes acaba introduzindo ainda mais o corpo estranho na via aérea da pessoa;
  • Se você conseguir visualizar o corpo estranho, retire-o utilizando os dedos polegar e o indicador, num movimento de pinça;
  • Se a pessoa não consegue tossir, falar ou chorar e apresenta coloração arroxeada da pele, necessita de manobras imediatas de desobstrução de vias aéreas. Somente pessoas que tenham sido treinadas em cursos específicos, como de Suporte Básico de Vida, podem realizar essas manobras.

"Leve imediatamente a pessoa ao pronto socorro para garantir que tudo esteja bem, mesmo que já tenha eliminado o corpo estranho. Nenhum tipo de alimentação deve ser oferecido à vítima, até que seja liberada pelo médico" conclui a médica.

* A Dra. Renata Dejtiar Waksman é médica pediatra da Unidade de Primeiro Atendimento do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. Membro do Departamento de Segurança da Criança e do Adolescente da Sociedade Brasileira de Pediatria e da Sociedade de Pediatria de São Paulo.

Fonte: http://www.clicfilhos.com.br

terça-feira, 28 de agosto de 2007

Acidente de Trabalho - O maior aumento acontece no "acidente de trajeto".

Acidentes no trajeto casa-trabalho foram os que mais aumentaram.
Os chamados acidentes de trabalho de trajeto, aqueles que acontecem quando o empregado vai para o local onde trabalha, ou na volta à casa, foram os que mais aumentaram nos últimos quatro anos. Dados do Ministério da Previdência Social (do Anuário Estatístico 2005)) mostram que, de 2001 a 2005, os acidentes de trajeto aumentaram 35,88%. Em 2003, houve 49.642 ocorrências desse tipo; a quantidade aumentou para 60.335 em 2004 e para 67.456 em 2005 (ou 2,55 acidentes para cada mil pessoas).
Os dados da Previdência também mostram que, em 2005, os acidentes de trajeto atingiram principalmente jovens na faixa etária entre 20 e 24 anos, com 13.793 casos. Para efeito de comparação, na faixa etária entre 40 e 44 anos o número de ocorrências foi quase a metade, 6.925. Na faixa etária de 45 anos ou mais, houve 11.279 registros.
Remígio Todeschini, presidente da Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho (Fundacentro), ligada ao Ministério do Trabalho, revelou que cerca de 209 mil vítimas de acidentes de trabalho em 2005 tinham entre 16 e 19 anos.
"A cada ano entram no mercado de trabalho cerca de 1,5 milhão de trabalhadores, em sua grande totalidade jovens com até 29 anos.Normalmente não há uma preparação, uma qualificação mais adequada, pelo fato de os jovens não terem maior experiência profissional nas diversas atividades econômicas", explica Todeschini.
O secretário de Políticas de Previdência Social do Ministério da Previdência, Helmut Schwarzer, diz que tanto o Ministério dos Transportes quanto o das Cidades já estão implementando políticas para melhorar as condições de segurança nas estradas e ruas. Entretanto, ele ressalta que o empregador também deve fazer a sua parte.
"Ele tem que se preocupar também com uma condução mais segura para os seus funcionários e procurar ajudá-los a prevenir esses acidentes de trânsito", disse.
Para o diretor do Departamento de Segurança e Saúde no Trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Rinaldo Marinho, o aumento dessas ocorrências é conseqüência da violência no trânsito e da violência urbana, já que se considera acidente de trajeto qualquer lesão que o trabalhador sofra no caminho entre sua residência e o local de trabalho, e vice-versa.
"Pode ser um assalto, um acidente com o veículo. A gente tem uma grande dificuldade nas ações do Ministério do Trabalho e Emprego de intervir.
Nossos instrumentos são muito mais adequados para intervir no ambiente da empresa, nos acidentes típicos e nas doenças relacionadas ao trabalho", afirma.
Segundo a Previdência, os estados com mais acidentes de trajeto foram, respectivamente, São Paulo, com 25.494 casos, ou 37,7% do total de casos no Brasil; em seguida vem o estado de Minas Gerais, com 6.499 acidentes e o Rio de Janeiro, com 6.196 casos.
Para Rinaldo Marinho, um caso que chama a atenção na cidade de São Paulo é a dos profissionais motoqueiros, também conhecidos como motoboys. Segundo ele, algumas estatística apontam que todos os dias morre pelo menos um motoboy na maior cidade da América Latina.

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Empresas querem enxugar gordurinhas de funcionários

Quem nunca se rendeu àquela coxinha ou a um bombom no meio do expediente que jogue a primeira pedra. Quando bate a fome nesse horário, é difícil recusar guloseimas que afetam não só a silhueta mas também a disposição para o trabalho.

Apesar do cenário, um levantamento feito em 2005 pela consultoria Watson Wyatt aponta que a maioria das empresas brasileiras não conta com iniciativas voltadas para a melhoria da saúde de seus funcionários ou para a redução dos custos médico-hospitalares.

Aos poucos, porém, empresas começam a oferecer programas de educação alimentar para seus colaboradores.

O Hospital das Clínicas é uma delas. Em março de 2006, a instituição lançou aos colaboradores o desafio de emagrecer cinco toneladas em 18 meses.

Os milhares de profissionais tiveram acompanhamento e avaliação semanais. Resultado: três meses antes do prazo, a equipe atingiu a meta.

Outra empresa que procura informar seus trabalhadores sobre a importância de um estilo de vida mais saudável é a Amway. O programa, focado na reeducação alimentar, conta com palestras, orientação nutricional, avaliação física e noções para equilibrar o cardápio.

"Estamos aptos a colocar em prática um estilo de vida mais saudável, o que melhora o nosso dia-a-dia no trabalho", conta Cássia Dias, gerente de RH da Amway de São Paulo, uma ex-"viciada" em chocolates.

Hoje ela é um dos exemplos do sucesso do projeto: substituiu as balas, chocolates e batatinhas por um copo de suco de laranja antes do almoço e por uma fruta à tarde.
A queda de enfermidades como hipertensão e diabetes é refletida no aumento de produtividade do trabalhador.

Para isso, a recomendação do chefe da disciplina de clínica médica da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), Paulo Monteiro da Silva, é manter distância dos petiscos.

Foi o que fez a gerente Patrícia Ávila após tomar um susto com um aumento de peso repentino e o desânimo para o trabalho. "Aos poucos, fui me reeducando", explica ela.
PRISCILA GORZONI
Colaboração para a Folha de S.Paulo