English French German Spain Italian Dutch Russian Portuguese Japanese Korean Arabic Chinese Simplified

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Promotor diz que Hospital das Clínicas não tinha plano para incêndio

O promotor Reynaldo Mapelli Júnior disse ontem que o Hospital das Clínicas, autarquia vinculada ao governo José Serra (PSDB), não tinha um plano de emergência para enfrentar incidentes como o incêndio da noite de Natal, que só não acabou em tragédia graças ao "heroísmo de profissionais".

Para ele, ao invés de seguir um plano de desocupação previamente estabelecido, do qual deveria prever como e para onde os pacientes deveriam ser conduzidos, a desocupação foi feita de improviso.

"[O incêndio] Desnudou uma falha que, felizmente, por um ato de heroísmo das pessoas que estavam lá, não gerou uma tragédia maior", disse ele, que participa do Grupo de Atuação Especial da Saúde Pública e que, ontem, esteve reunido com a superintendência do HC.

Mapelli Júnior disse ainda que o episódio do HC também demonstrou que São Paulo não tem um planejamento para grandes emergências. O Estado não teria como atender, por exemplo, as vítimas do acidente da TAM em Congonhas, se elas tivessem sobrevivido.

Um exemplo disso, afirma o promotor, é que até ontem (27) o HC não havia definido para onde mandar seus pacientes. Isso só deve ocorrer hoje (28).

Mapelli Júnior e a promotora Anna Trotta Yaryd investigam o incidente e acompanham os pacientes. Também querem saber se houve negligência da direção do hospital.

Um exemplo é o adiamento da obra de reforma da subestação de energia do subsolo do Prédio dos Ambulatórios, onde começou o incêndio. Conforme a Folha revelou ontem, a obra estava prevista desde 2005, mas não foi realizada.

Outra dúvida é saber se o hospital tem alvará de funcionamento expedido pelo Corpo de Bombeiros. Há dois dias a Folha procura a corporação, mas não obtém resposta.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

A Prevenção como Parte do Negócio

Por: Cosmo Palasio*
Por toda parte vemos muitas pessoas falando sobre os mais diversos assuntos e do outro lado uma grande quantidade de expectadores tentando ao menos entender um pouco sobre aquilo.
Esta cena me parece ser um bom retrato das relações entre boa parte das empresas que prestam serviços e os responsáveis de algumas empresas.
Estas mesmas coisas também levam a este grande descrédito que vemos em boa parte do “chão de fabricas” – onde as pessoas volta e meia são chamadas a contribuirem com novos processos mas raramente entendem ao menos para que serve aquilo.
Boa parte disso nasce e sobrevive da imensa distancia entre conhecimento e prática, o vão que há entre os que detem conhecimento e aqueles que executam. Isso custa muito dinheiro e geralmente dá poucos resultados além de gerar aborrecimentos e conflitos e desvio de força de trabalho.
A grande verdade e que aquilo que teria como finalidade otimizar e racionalizar quando mal aplicado só aumenta o volume de trabalho e os problemas. Por detrás de algumas destas propostas de trabalho encontramos algo que nos faz lembrar da idéia da água em pó – grande solução que para ser usada e se obter um copo de água basta que seja diluído o conteúdo do saquinho em um copo de água. O pacote é maravilhoso, a idéia de modernidade fascina mas o resultado em si....deixa um pouco a desejar.
Durante décadas acompanhamos experiência neste sentido e com este perfil em muitos lugares. A chegada do “novo” parecia cegar algumas pessoas e muito disso acabou dando mais trabalho do que resultados.
Na área de Segurança e Medicina do Trabalho isso não é diferente.
No entanto, o resultado pode ser bem mais problemático e incorrigível. Os resultados de tais aventuras ferem, mutilam e matam pessoas. O uso de uma boa e nova idéia para ser usada apenas como pano que vai cobrir velhos sistemas acaba não sendo mais do que uma capa nova para um mesmo velho livro. Gasta-se muito dinheiro para dar aparência quando na verdade apenas parte deste dinheiro e decisão gerencial poderiam dar resultados bem mais interessantes e porque não dizer – verdadeiros.
O Brasil é um pais conhecido pela sua criatividade. Os profissionais brasileiros são visto em todo mundo como pessoas capazes de enfrentar amplos desafios e transformar realidades. E não poderia ser diferente já que ao longo de toda nossa história aprendemos a trabalhar a partir de cenários bastante complexos que tem como pano de fundo uma serie de dificuldades que raramente são encontrados em outros paises. A instabilidade de quase tudo que temos por aqui fez com que aprendêssemos a trabalhar sempre corrigindo rotas e adequando os sistemas. Pouca gente se dá conta disso e menos ainda são aqueles que tem noção do quanto isso vale.
Somos capazes por isso e outros fatores mais de encontrarmos nossas próprias soluções e o que nos falta as vezes e coragem de saber dizer não a aquilo que todo modismo indica como tendência. Obvio que podemos e devemos aprender com tudo que nos e proposto mas sem duvida não podemos deixar de lado a capacidade de interpretar o que temos a nossa frente levando em conta a nossa realidade.
Quando falamos em Segurança e Saúde no Trabalho não podemos pensar em qualquer coisa que não leve em conta a cultura e condição social de nosso povo. Imaginar que o trabalhador brasileiro tenha as mesmas reações e ações de um trabalhador europeu é um erro primário, até porque os cenários são amplamente distintos. Assim também é um grande equivoco supor que modelos prontos ou copiados de gestão terão sucesso por aqui. Podem até ter efeito de marketing e nada mais do que isso.
Portanto, muitos dos problemas em relação ao assunto começam muito distantes dos locais onde os acidentes continuam acontecendo: Começam na verdade na falta de critérios que levem em conta sistemas capazes de serem absorvidos e praticados pelos executantes. Na verdade os grandes despreparados para a prevenção não só sofrem acidentes mas aqueles que desenham modelos de trabalho onde muitas condições que deveriam ser essenciais jamais são levadas em conta.
O assunto é complexo – porque esbarra nas cúpulas e estruturas e os resultados dos problemas acabam sendo engolidos nestes mesmos espaços. No entanto a legislação brasileira vem se tornando estreita nesta direção e em pouco tempo as organizações terão que decidir entre manter o quadro atual ou enfrenta-lo pois os custos da insegurança serão bastante significativos.
Na direção das ações regressivas o que hoje é pago pacificamente pela previdência retorna como custo para as empresas.
Com o a chegada do nexo epidemiológico em pouco tempo aqueles que não conseguirem evidenciar de fato prevenção verão suas contribuições dobrarem de valor – e tudo isso dentro de um mercado cada vez mais competitivo e globalizado.
Não bastasse isso, a sociedade brasileira começa a alcançar patamares de compreensão e organização para problemas relacionados a condição humana e isso começa a chegar ao entendimento de que o consumidor pode e deve optar pela compra de produtos de empresas que respeitem os mesmos valores; As grandes organizações ao mesmo tempo mostram-se exigentes com o assunto evitando associar seus nomes e marcas a empresas que gerem problemas e a justiça vem demonstrando firmeza nas suas decisões que levam a indenizações que também são pagas pelas organizações.
Agora e daqui em diante pensar em prevenção já não á mais uma questão de tratar o assunto como algo secundário: passou a ser uma obrigação em direção a sobrevivência das organizações.
* Cosmo Palasio
Consultor e palestrante especialista em Segurança no Trabalho

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Cuide bem da sua alimentação

Alimentos: cuidados que começam no supermercado
Na hora de comprar um alimento não basta conferir seu prazo de validade. Alguns alimentos têm registro no Ministério da Agricultura (no caso dos alimentos de origem animal e bebidas) ou no Ministério da Saúde (alimentos especiais, como os funcionais, e os diets).

Há ainda categorias de alimentos que são dispensados de registro mas estão sujeitos à vigilância sanitária. São exemplos os biscoitos, cafés, chás, chocolates e gelados comestíveis (sorvetes e picolés).

É preciso ler atentamente os rótulos dos alimentos. Por meio da rotulagem o consumidor pode conhecer a lista de ingredientes, a origem do produto, a informação nutricional obrigatória e o número do lote, que permite a rastreabilidade do produto.

Quem vai encomendar a ceia em restaurantes, buffets, padarias ou confeitarias, deve ficar atento às condições sanitárias do serviço, em especial do ambiente onde os alimentos são manipulados. Ao comprar aves como o peru é preciso observar alguns aspectos, em especial se as condições de refrigeração são adequadas.

Cuidados adequados que abrangem desde a preparação até a venda do alimento, reduzem os riscos de Doenças Transmitidas por Alimentos (DTAs) e garantem a segurança no consumo.

Bacalhau

Engana-se quem pensa que o consumo de bacalhau é alto apenas no Natal dos portugueses. A tradição vem conquistando o Brasil. De janeiro a novembro de 2006 o Brasil importou da Noruega cerca de 24 toneladas do pescado. Em 2007, até o mês de novembro, as importações já respondiam por quase 26 toneladas, segundo o Conselho Norueguês da Pesca no Brasil.

Na hora da compra certos cuidados são necessários. Odor desagradável, amolecimento da carne e manchas avermelhadas podem indicar que o bacalhau está impróprio para o consumo.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Muito cuidado com as festas da sua empresa

Fim de ano! Chegou o momento de descontrair, liberar as tensões, esquecer os problemas e falar logo "adeus" para 2007, iniciando o novo ano com o pé direito. Neste clima, você começa a pensar na festa de confraternização da empresa. Comida, bebida, música, diversão, tudo de graça! Finalmente, é hora de aproveitar. Certo?
Nem tanto! Tenha cuidado e lembre-se que, por mais que o ambiente seja amigável entre os integrantes da equipe, você deverá encará-los no dia seguinte. Seja lá o que fizer, seu comportamento pode queimar, e muito, sua imagem diante do grupo e principalmente diante do seu chefe.
Cuidado com seu supervisor
Tudo bem que festa é local de descontração, mas tente não esquecer quem é quem! Imagine a cena: você bebe um pouquinho a mais e começa a fazer várias brincadeiras inconvenientes sobre seu chefe, diante dele. Ou pior, começa a falar de erros que já cometeu no trabalho, de prazos que perdeu, como se fosse algo engraçado. Você acha que, no dia seguinte, ele entenderá a sua bebedeira e o olhará com compreensão? Não conte muito com isso.
E outra: evite falar de trabalho nestas ocasiões. Todos estão precisando relaxar tanto quanto você! Deixe para amanhã os assuntos pendentes, os problemas com fornecedores ou com prazos de pagamento. Esta não é a melhor hora para conversar sobre isso.
Mais uma dica: procure respeitar a hierarquia, esteja onde estiver. Existem pessoas que misturam, com muita facilidade, vida pessoal com profissional, o que pode, e muito, prejudicá-lo.
Postura do empresário
A mesma recomendação vale para empresários ou para quem possui um cargo de liderança. Lembre-se: você deve dar o exemplo. Caso exagere na dose, você poderá ser visto de forma diferente no dia seguinte. O tratamento será de maior intimidade e sua autoridade poderá diminuir sensivelmente. Parece detalhe, mas não é.
Sinta o drama. Você bebe um pouquinho a mais e dá um "show" na festa de confraternização. Como nem todos sabem separar as coisas, podem olhá-lo com ironia logo na chegada ao escritório, lembrando das proezas do dia anterior.
Não passa pela cabeça de ninguém que nosso comportamento deve ser irrepreensível o tempo todo. Mas o melhor para se sair bem em qualquer situação é ter critério e saber considerar que, acima de tudo, trata-se do ambiente de trabalho.