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quinta-feira, 29 de maio de 2008

Dica do homem que mais ganhou dinheiro no mundo

Impressionante a notícia publicada pelo "Valor Econômico". Warren Buffett, o homem mais rico do mundo, aquele que mais sabe ganhar dinheiro, dá uma dica de ouro aos executivos: invistam na comunicação escrita e oral.
Segundo Buffett, "essa competência tem um enorme retorno, pois aquele que se comunica bem tem um grande impacto para vender e persuadir". O investidor bilionário também faz um alerta: "A importância da comunicação não está sendo devidamente enfatizada nas escolas de negócios".
Observe que Buffett não está afirmando que o executivo (e aqui dá para estender aos profissionais de quase todas as áreas) deva ter talento natural, nem que as escolas de negócio precisam se dedicar a esse ensino, mas sim que chamem a atenção sobre a importância da boa comunicação no mundo corporativo.
Outra informação relevante desse lendário mago das finanças é que "aquele que comunica bem tem um grande impacto para vender e persuadir". Com certeza, esse homem tão inteligente, sagaz e experiente não escolheu esses dois verbos sem motivo.
Buffett sabe que na vida, de uma maneira ou de outra, estamos sempre vendendo, seja um produto, seja uma idéia, seja uma competência. E não há dúvida de que, quanto melhor for a qualidade da comunicação, mais eficiente será o vendedor.
Da mesma forma, o homem dos cifrões é astuto o suficiente para saber que, de maneira geral, no mundo dos negócios mais persuadimos do que convencemos.
Enquanto convencer é levar alguém a agir pelo argumento em si, persuadir é fazer com que uma pessoa tome ou não uma iniciativa sem que esteja necessariamente convencida.
A importância da arte de falar bem no processo de persuasão é fundamental, porque pressupõe que aquele que comunica a mensagem sabe quais são as aspirações e os desejos do interlocutor. E conhecer o ouvinte está na essência do estudo da oratória.
Finalmente, cabe aqui analisar a primeira palavra da sua mensagem - retorno. Nesse caso podemos considerar o retorno tanto para quem sabe se expressar bem, como para organização para a qual o executivo trabalha. Mesmo não sendo possível mensurar o resultado com números exatos, os benefícios são muito evidentes.
Bem, se a boa comunicação é assim tão importante para a carreira do executivo e para os negócios das corporações, como será que esse assunto está sendo tratado em nosso país? Até por vivência profissional posso dizer que o tema não foi negligenciado.
Algumas faculdades e universidades, em alguns de seus cursos especiais, ensinam os executivos a falar com segurança, desembaraço e de forma persuasiva. Assim como Buffett, essas escolas também concluíram que a boa comunicação é importante para a atividade do executivo.
Pessoalmente tenho algumas experiências interessantes. Por exemplo, ministro a matéria "Comunicação Oral" nos cursos de pós-graduação em Gestão Corporativa, na ECA-USP, e "Técnicas de Comunicação" no MBA da Faap. Além de conversas adiantadas para assumir as mesmas matérias nos cursos de pós-graduação da Fecap.
Talvez não seja muito, pois esse tema deveria ser ampliado de forma generalizada. Entretanto, temos de concordar que a iniciativa dessas escolas de ponta é um sinal bastante positivo de que a comunicação está sendo vista como assunto relevante.
As empresas também se dispõem a preparar seus funcionários mais importantes para que desenvolvam uma comunicação de boa qualidade. Basta dizer que mais de 60% dos gerentes e diretores que freqüentam meu curso são financiados pelas empresas onde trabalham.
Cuidado para não se enganar. Não pense que falar bem significa apenas "falar bonito", ou que se trata de uma arte que tem importância apenas nos seus aspectos periféricos.
Saiba que, ao contrário do que alguns imaginam, falar bem é saber explorar de forma competente todo o potencial de comunicação que a pessoa desenvolveu ao longo da vida.
Além de saber aproveitar o que a vida naturalmente proporcionou para o desenvolvimento da comunicação, falar bem é acima de tudo saber ordenar o pensamento, usar a argumentação adequada e as técnicas de persuasão para atingir os objetivos pretendidos.
Assim, aprovar um projeto, vencer uma contenda na mesa de negociação, motivar uma equipe a superar desafios impostos pelo mercado, e tantas outras conquistas que fazem parte das atribuições normais dos executivos dependem essencialmente da qualidade e da eficiência da comunicação.
Por isso se você for executivo, ou estiver se preparando ocupar essa função, ou desenvolve uma profissão liberal, ou esteja em qualquer atividade que exija competência na comunicação, não espere mais para buscar seu aprimoramento. Falar bem é uma atividade que além de ser útil dá muito prazer em qualquer circunstância.
Fonte: Uol Economia

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Câmara Técnica aprova aterro sanitário de pequeno porte

A Câmara Técnica de Saúde, Saneamento Ambiental e Gestão de Resíduos do Conama, reunida nos dias 15 e 16 de maio, aprovou a proposta de resolução que visa simplificar os procedimentos para o licenciamento ambiental de aterros sanitários de pequeno porte. Com esta proposta, os empreendimentos poderão ser implantados em cerca de 80% dos municípios brasileiros que têm população com até 30 mil habitantes, com produção de no máximo, 20 toneladas de resíduos por dia.
A câmara definiu os critérios e as diretrizes necessárias para a simplificação dos procedimentos de licenciamento das obras para uma destinação correta de resíduos urbanos em aterros sanitários, com capacidade de até 20 toneladas por dia, sendo possível a dispensa do EIA/RIMA.
Essa proposta vincula a recuperação dos lixões porventura existentes ao licenciamento de um novo projeto de aterro, além de exigir cuidados especiais com relação à seleção de áreas na implantação de aterros sanitários simplificados, garantindo a necessária proteção ambiental.
Para o Ministério do Meio Ambiente (MMA), além de simplificar os procedimentos para o licenciamento, a nova resolução poderá trazer mais agilidade e controle dos órgãos licenciadores estaduais e locais, contribuindo para a implementação de alternativas técnicas viáveis para a destinação adequada de resíduos e recuperação de lixões nas pequenas cidades brasileiras.
A proposta foi demandada pelos 26 órgãos estaduais de meio ambiente presentes no Seminário sobre Licenciamento Ambiental de Destinação Final de Resíduos Sólidos, realizado pelo MMA em 2005 e debatida nas Comissões Tripartites Estaduais.
Esse texto será debatido na próxima Câmara Técnica de Assuntos Jurídicos (CTAJ) e no plenário do Conama. Se aprovado, o texto substitui a Resolução 308/2002.
Fonte: CONAMA

terça-feira, 27 de maio de 2008

Operário que perdeu quatro dedos em prensa receberá pensão vitalícia.

A Primeira Turma do Tribunal Superior do Trabalho condenou a Kepler Weber Industrial, de Campo Grande (MS), a pagar pensão mensal vitalícia a um operador de prensa que teve quatro dedos esmagados por uma prensa de quatro toneladas, num acidente de trabalho. Ao contrário da Justiça do Trabalho da 24ª Região (MS), o TST entendeu que o acidente resultou na diminuição significativa da capacidade de trabalho do operário, o que justifica a concessão da pensão.

O trabalhador foi admitido como operador de prensa para perfuração de chapas de aço em agosto de 2005. Menos de dois meses depois, sofreu o acidente: a colega que operava a prensa junto com ele acionou a máquina sem que ele tivesse retirado sua mão. O botão de emergência não funcionou, e o trabalhador teve os dedos de sua mão direita esmagados, com lesões múltiplas nos ligamentos, nos nervos e nas articulações. Pediu, na ação trabalhista, indenização por danos materiais, morais e estéticos.


Na contestação, a Kepler Weber alegou que o acidente ocorreu “por culpa exclusiva do trabalhador, que desrespeitou todas as orientações e instruções passadas diariamente a todos os seus colaboradores”. Afirmou que a empresa, com mais de 80 anos no mercado, desenvolvia programas de medicina e segurança no trabalho a fim de eliminar riscos a seus trabalhadores, e que suas máquinas, com dispositivos de segurança “da mais alta tecnologia”, são diariamente verificadas.


A 3ª Vara do Trabalho de Campo Grande condenou a empresa ao pagamento de indenização por danos morais, inclusive estéticos, no valor de R$ 50 mil. Negou, no entanto, o pedido de pensão vitalícia por considerar que as lesões, embora irreversíveis, “não o impediam de trabalhar e levar uma vida praticamente normal”. A decisão foi mantida pelo TRT/MS, cujo entendimento foi o de que o benefício por invalidez pelo INSS supriria essa necessidade.


No recurso de revista ao TST, o operador sustentou que o benefício do INSS não impede o recebimento de pensão mensal, e que o próprio TRT reconheceu a sua incapacidade para o trabalho. O relator, ministro Walmir Oliveira da Costa, afirmou em seu voto que o ordenamento jurídico nacional garante a concessão de pensão àqueles que tenham sofrido redução de sua capacidade de trabalho em virtude de dano causado por terceiro (artigo 950 do Código Civil).

Ressaltou, ainda, que o benefício previdenciário e a pensão mensal a título de dano moral possuem fatos geradores diversos. “O primeiro é decorrente do custeio patronal e profissional decorrente das contribuições ao INSS, com liberação independente de ato culposo do empregador”, explicou. “O segundo diz respeito à obrigação patronal em ressarcir o dano resultante do infortúnio em que concorreu com culpa.” Por unanimidade, a Primeira Turma deferiu o pagamento de pensão no valor equivalente à remuneração recebida pelo trabalhador, até que ele complete 65 anos de idade.

Fonte: Tribunal Superior do Trabalho

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Como o corpo humano resiste a situações-limite

Na China, nove dias já se passaram desde o terremoto que arrasou a região central do país. A esperança que movia o trabalho das equipes de resgate, em encontrar sobreviventes, quase não existe mais.
Agências internacionais de notícias divulgaram na manhã de quarta-feira, 21, mais um caso impressionante. O resgate de Wang Youqun, de 60 anos de idade, vai entrar para a história. Ela foi encontrada depois de passar 195 horas debaixo dos escombros.
Wang contou que para se manter viva, bebia água de chuva. Disse que ficou inconsciente durante um dia inteiro, depois que uma viga bateu em sua cabeça. Wang estava dentro de um templo atingido por um deslizamento de terra. Ela conta que conseguia se mover, mas um segundo tremor a imprensou entre duas pedras. A aposentada sofreu uma fratura no quadril e escoriações no rosto.
Na quarta, 21 helicópteros da Força Aérea resgataram mais de 600 pessoas. Os moradores de Quingping estavam isolados em uma região montanhosa. A operação durou 11 horas. governo chinês anunciou, no início desta manhã, o resgate de um sobrevivente. Uma mulher foi encontrada dentro de um túnel de uma central elétrica na cidade de Hongbai.
O que explica a resistência do corpo humano em situações-limites?
A aposentada Lúcia Regina da Silva sobreviveu à explosão de um shopping em Osasco, na grande São Paulo, há quase 12 anos, em junho de 96. Foram duas horas sob os entulhos. “Ao mesmo tempo ue você se sente fraco, você quer viver e você acaba ficando forte ao mesmo tempo. Então, seu organismo não está agüentando e dentro dizendo: ‘eu preciso sair daqui, eu quero sair daqui”, conta Lúcia.
O menino Ismail, de 6 anos, ficou uma semana soterrado após um terremoto no noroeste da Turquia. Um outro ano, de 56 anos, resistiu 13 dias, só tomando água que vazava das ruínas. Como é possível sobreviver em condições tão adversas?
Em 2005, a força da tsunami arrastou um homem por dois quilômetros. Ele foi retirado debaixo de escombros cinco dias depois. Durante esse tempo, não comeu nada. Muitos sobreviventes tiveram experiência semelhante .”Raramente um idoso vai sobreviver a uma situação como essa. Da mesma maneira, crianças muito pequenas raramente vão sobreviver, devido às necessidades de alimentação que elas têm”, explica o cirurgião geral Milton Steiman.
“Fundamentalmente, a fé que ele possa ter numa entidade superior, em Deus, faz com que ele seja capaz de superar as maiores dificuldades”, declarou o psiquiatra Talvane de Moraes.
Sem lesões graves, o corpo tem reserva para agüentar as primeiras 24 horas sem comer nem beber água. No segundo dia, o organismo começa a ficar desidratado e vai buscar outra fonte de alimentação. A primeira reserva de energia sai do fígado, o glicogênio, e dos músculos.
No terceiro dia, por falta de água, o rim começa a parar. A liberação de potássio e a queda do índice de uréia podem levar a uma parada cardíaca. O metabolismo passa a se alimentar da reserva de gordura que formam o chamado corpo cetônico. “Esses corpos cetônicos passam uma barreira que existe entre o sangue e o cérebro e fazem com que o cérebro entre em torpor e depois até coma”, afirma Milton Steiman.
No estágio seguinte, começam a acontecer alterações cerebrais e lesões cardíacas mais graves. A energia vem da proteína dos músculos. Especialistas dizem que é raro um sobrevivente de desabamento não sofrer nenhum tipo de trauma. O mais comum é ter problemas físicos para o resto da vida, além do lado psicológico que fica abalado.
“Existem seqüelas emocionais, psíquicas, as cicatrizes na alma do individuo. Quer dizer, ele fica marcado para o resto da vida em razão daquele trauma que ele viveu no passado. Qualquer sensação semelhante à anterior que ele sofreu, um ruído ou um mal estar, ele passa a ter crises de pânico e crises de ansiedade incontroláveis”, explica Talvane de Moraes.
“Eu vivo tudo de novo. Tenho trauma até hoje. Não entro em shopping. Não vou em mercado que tem estacionamento”, revela Lúcia Regina da Silva.
A aposentada Mara Auada queria salvar o marido e as filhas mas não conseguia se mexer. “É uma sensação de incapacidade muito grande que você tem no momento”, conta a senhora. O fato de as crianças terem se salvado é um incentivo para superar as seqüelas. “Eu vejo que está acontecendo nos terremotos, e tenho essa sensação de desespero. O que eu desejo para todas essas pessoas que estão passando por isso hoje, como as minhas filhas, que elas acreditem que amanhã vai ser um dia melhor que hoje e que tudo isso vai passar. Essas pessoas vão ficar bem. A gente precisa acreditar que vai ficar bem”, afirma a aposentada.
O cirurgião Milton Steiman foi treinado em Israel para enfrentar emergências, provocadas por guerras e atentados, explicou que o tempo que o corpo humano resiste em uma situação limite varia de pessoa para pessoa e também de acordo com a idade da vítima, mas isso também é bastante influenciado pelas condições psicológicas da pessoa.
Outro exemplo de que o corpo humano é muito mais forte: em setembro de 1985 um terremoto de cerca de 8 graus na escala Richter atingiu a Cidade do México. Ao todo, 30 mil pessoas morreram, mas três bebês recém-nascidos foram retirados com vida de uma maternidade depois de quase sete dias presos nos escombros, sem comer e nem beber.
Fonte: Bom Dia Brasil