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sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Explosão em shopping de SP mata 1 pessoa e fere outras 4.

Uma pessoa morreu em uma explosão enquanto eram feitas obras de um shopping center na rua Fidêncio Ramos, na Vila Olímpia, zona sul de São Paulo, na manhã desta sexta-feira. A Defesa Civil informou que a explosão aconteceu no momento em que estava sendo feito o trabalho de acabamento em uma das lojas do shopping com a fixação da fórmica com cascola (cola de sapateiro, produto inflamável). O acidente aconteceu por volta das 9h30.

"O operário acendeu a luz e aí pegou fogo e não deu tempo de sair porque ele estava amarrado ao andaime. É chocante", disse o agente de Defesa Civil Antonio Coelho, que afirmou que os outros colegas tiveram tempo de correr e escapar da explosão.

Três vítimas foram socorridas pelo Corpo de Bombeiros enquanto uma quarta vítima foi resgatada pelo helicóptero Águia, da PM.

Um pedreiro, que não quis se identificar e que trabalhava no andar superior do shopping no momento em que ocorreu a explosão, afirma que as obras no edifício já foram terminadas e que apenas as lojas fazem as readequações em seus espaços.

A empresa responsável pela obra divulgou uma nota no final desta manhã. Ela lamentou a morte de um dos funcionários e informou que os outros quatro operários feridos, que foram hospitalizados, não correm risco de morte.

A ocorrência será encaminhada para o 96° Distrito Policial (Monções), que também investigará o ocorrido.
Fonte: Portal Terra

Marketing pessoal na empresa.

Por: Reinaldo Polito *

Não, eu não vou falar do marketing pessoal a que nos acostumamos a ler nos livros e revistas. Quero discutir que tipo de imagem você está projetando pela forma como fala de você mesmo. Parece incrível, mas, às vezes, construímos uma narrativa de vida profissional que nem sempre é a mais favorável.

Pois é, adotamos um discurso para falar de nós mesmos e acabamos nos escravizando às palavras. Você não precisa e, talvez, nem deva falar de você sempre da mesma maneira. Pode estar certo de que há outras formas, provavelmente, mais interessantes para se revelar.

Para começar, seria interessante refletir a respeito do significado de muitas das tantas convicções que você tem, certezas que contam sua história de vida, uma narrativa incansavelmente tecida no dia a dia da sua existência.

Quem tratou desse tema de maneira esclarecedora foi Walter Benjamin em O narrador: “Podemos ir mais longe e perguntar se a relação entre narrador e sua matéria - a vida humana - não seria ela própria uma relação artesanal. Não seria sua tarefa trabalhar a matéria-prima da existência - a sua e a dos outros - transformando-a num produto sólido, útil e único?

(...)Seu dom é poder contar sua vida; sua dignidade é contá-la inteira “.

De Benjamin vamos considerar o “poder de contar sua vida” como sendo a experiência das diversas narrativas que somadas compõem nossa existência. E “contá-la inteira” a possibilidade de harmonizar o nosso interior, tão rico, com o mundo que nos cerca.

Trocando em miúdos: cabe a cada um de nós escolher como contar as nossas experiências e torná-las mais interessantes e agradáveis para nós e para os outros. Como se pudéssemos viver diversas vidas, todas verdadeiras, mas com cores e nuanças diferentes.

Um bom exemplo de como é possível falar sobre o mesmo fato, ou a respeito da mesma pessoa de maneira completamente distinta são os debates políticos. Um político fala de seu correligionário destacando as inúmeras virtudes e qualidades do candidato que defende, enquanto seu adversário, ao se referir à mesma pessoa, só vê defeitos e imperfeições.

Talvez até todos tenham razão, pois dependerá sempre da maneira como a narrativa foi produzida. O que demonstra que até sobre você mesmo, ou a respeito das experiências que vivencia, haverá inúmeras formas de narrar as mesmas informações.

Se você já teve a oportunidade de falar sobre sua carreira mais de uma vez, deve ter percebido que, provavelmente, contou sua história da mesma maneira. E, se tiver de contar outra vez, é quase certo que usará a mesma narrativa, valendo-se das mesmas circunstâncias, criando as mesmas expectativas e discorrendo a respeito dos mesmos desafios.

Adotamos um viés de discurso e nos aprisionamos a ele, como se aquela forma de ver e encarar a vida fosse única, cristalizada e imutável - tornamo-nos prisioneiros das nossas próprias palavras.

Edgard Morin, na sua obra Inteligência da complexidade (Fundação Peirópolis), escrito com Jean-Louis Le Moigne, diz: “Nossas visões do mundo são as traduções do mundo”.

Reflita. A montanha possui vários lados, embora seja sempre a mesma montanha. Dependendo do seu posicionamento, verá a montanha de um jeito diferente, mas, se tiver de descrevê-la, independentemente do lado a que se refira, o tema da sua narrativa será o mesmo.

Experimente contar sua experiência profissional de maneiras distintas. Você não irá mudar sua história, apenas aprenderá a descrevê-la por ângulos distintos. São suas as opções, as escolhas das informações que tiveram significado na sua vida. E dependendo da narrativa que adotar estará mostrando aos outros e a você mesmo a interpretação viva, rica e variada que tem do mundo.

Por isso, pela maneira como você narra os fatos que fizeram parte da sua existência estará revelando também quem é e como é. E você não é apenas uma coisa ou outra. A vida é muito mais ampla, aberta, repleta de experiências para as quais talvez ainda não tenha atentado.

Habituamo-nos a dizer que somos de um determinado jeito e acabamos acreditando que somos mesmo sempre assim - “sou intolerante”, “sou rígido”, “sou desorganizado“. Sim, talvez até você seja dessa forma algumas vezes, ou na maior parte do tempo, mas será que é só isso?

Não seria possível recontar sua interpretação do mundo, que no fundo faz parte da construção da sua própria identidade, por prismas distintos, que conseguissem mostrar as outras facetas da vida mais abrangente que você vive? Esse é um exercício possível que ajudará a libertá-lo das palavras que adotou para contar e recontar quem é e como é.
Ter convicção pode ser importante, mas ficar prisioneiro das próprias palavras, como se elas fossem a única maneira de ver a vida, é insensatez. No texto da próxima semana vou dar exemplos de alguns estereótipos que construímos para nós mesmos, como podemos refletir sobre eles e até de como nos livrar deles.
* Reinaldo Polito é mestre em ciências da comunicação, palestrante e professor de expressão verbal. Escreveu 19 livros que venderam mais de 1 milhão de exemplares.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Trabalhadores brasileiros têm medo de tirar férias.

Pesquisa mostra que muitos funcionários não conseguem relaxar e acabam desenvolvendo uma fobia por férias. Confira algumas dicas para aproveitar melhor seu período de folga.
Depois da mala pronta e com a viagem marcada, é preciso uns dez dias para conseguir relaxar de verdade. Uma pesquisa feita com trabalhadores de São Paulo e Porto Alegre chegou a essa média e mostrou que tem muita gente com medo de tirar férias. Isso tem nome: é o que os pesquisadores chamam de fobia de tirar férias.
Parece até brincadeira, mas não é. Dos entrevistados, 38% falaram que as férias são encaradas como um período estressante. As principais razões são: ninguém notar a falta deles durante as férias, receio que possa acontecer mudanças de cargos ou de responsabilidades, cortes de pessoal na empresa e até porque decisões importantes podem ser tomadas sem eles estarem na equipe.
“A pessoa que não consegue relaxar nas férias é aquela que, quando vai à praia, está com o celular e o notebook conectado na internet. Essa pessoa que esta de fato muito estressada, sofrendo com essa epidemia do milênio que é o estresse.


A identidade dela esta diretamente atribuída à sua função profissional. Esse é o tipo de sofre mais para parar nas férias”, diz Marta Sconhorst, gestora de pessoas.
Em empresas de pequeno porte, você pode até planejar as suas férias uns dois, três meses antes. Em empresas maiores, o ideal é com um ano de antecedência. Porém, de nada vai adiantar se organizar se o que você tem é um outro tipo de medo: o medo de ficar sem fazer nada.
“Essas pessoas precisam, de fato, procurar ajuda, procurar uma atividade que dê prazer, procurar ajuda médica, muitas vezes. Para se livrar dessa tendência que a gente vive hoje de estressar-se”, diz Marta.
Quem tem negócio próprio, não depende de ninguém para planejar as férias, mas, às vezes, esse período de descanso vira uma dor de cabeça. O comerciante Eugênio Martini acha isso. Ele tem uma loja onde vende aparelhos telefônicos, no centro de Vitória. Ele trabalha lá há 18 anos e não se lembra quando foi a última vez que tirou férias.
“Quem me dera, não tiro férias não. Nunca tirei, infelizmente, não tem como. A gente tem um comércio pequeno e a gente fica com a preocupação de dar errado e acabar fechando as portas. Então a gente tem que trabalhar muito, às vezes até no final de semana.

A gente se sente cansado, gostaria de tirar férias, porque a família exige isso, mas não tem como. Hoje, o mercado está muito competitivo, muita concorrência e a gente tem outros problemas. Um dia um assalto, um dia um prejuízo e a gente tem que correr atrás”, diz.
Algumas dicas, seja qual for a sua posição na empresa:
Veja qual é o melhor período para sair de férias;
Organize-se com antecedência;
Se for viajar, tente voltar para casa alguns dias antes do retorno ao trabalho;
Não deixe nenhuma situação pendente;
Nada de ficar abrindo a caixa de e-mails do trabalho na folga;
Nem pense em telefonar para saber se está tudo bem;
Lembre-se: você merece sair de férias. É um direito seu!

Confira a pesquisa sobre 'fobia nas férias'

Do prazer de tirar férias ao medo de tirá-las, muitos profissionais têm vivido o que os pesquisadores têm chamado de “fobia de tirar férias” (vacation phobia). Recentes estudos indicam que as férias, tradicionalmente associadas ao relaxamento e ao descanso, têm sido apontadas como um período estressante.
Pesquisa realizada pela International Stress Management Association no Brasil (ISMA-BR), com 678 homens e mulheres profissionais, de 25 a 55 anos, em São Paulo e em Porto Alegre, identificou as principais causas da fobia de tirar férias e a probabilidade dos profissionais manterem os benefícios ganhos durante as férias quando retornam à sua rotina.
Média:
10 dias para entrar em ritmo de férias,
10 dias usufruindo plenamente as férias,
10 dias antecipando o retorno às atividades;
Por isso, vantagem de tirar férias mais curtas e mais freqüentes.
Dos 678 profissionais entrevistados, 38% indicaram medo de tirar férias.
Razões:
46% decisões importantes podem ser tomadas na empresa durante suas férias;
32% possibilidade de mudanças de cargo ou responsabilidades devido às fusões e aos enxugamentos;
19% enxugamento na empresa;
3% ninguém sentir a falta do profissional em férias.
Manutenção dos benefícios das férias após retorno à rotina pelos 678 profissionais:
76% perdem os benefícios em uma semana;
16% integram os benefícios adquiridos à sua rotina;
6% retornam no mesmo nível de stress pré-férias
2% dos profissionais retornam mais estressados.
Fonte: Jornal Hoje

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Empresa ganha danos morais de empregado.

Em uma decisão que pode abrir precedente e favorecer empresas que forem acionadas na Justiça por ex-funcionários, uma juíza da 8ª Vara do Trabalho de Vitória, no Espírito Santo, condenou um empregado a indenizar uma empresa por danos morais, além de negar verbas pedidas.

Isso porque, no entendimento da magistrada, as alegações do autor da ação contra a Servtec Instalações e Manutenção Ltda. prejudicaram a imagem da empresa junto a sua antiga parceira, a siderúrgica ArcelorMittal - CST, que também chegou a ser colocada no polo passivo da ação.
O CASO
O autor da ação prestava serviços para a Servtec que, à época, mantinha um contrato de prestação de serviços por prazo determinado com ArcelorMittal. O acordo se encerrou e o ex-funcionário, que era cepeiro - função dada em convenção coletiva para que o escolhido cuide das normas de segurança - entrou com uma ação colocando as duas empresas como rés.
A alegação era a de que a Servtec não cumpria normas de segurança, como o devido fornecimento de equipamentos, tampouco seguia regras de trabalho. Em sua defesa, a empresa negou as acusações alegando que o funcionário não apresentou provas contundentes.
A disputa entre empregado e empresa, no entanto, gerou mais dor de cabeça do que apenas a disputa na Justiça do Trabalho. A ArcelorMittal, que já não figurava mais no polo passivo da ação, começou a cobrar documentos da Servtec para entender sob quais argumentos eram baseadas as alegações do autor da ação.
"Isso prejudicou a Servtec perante a ArcelorMittal. Mesmo o ex-funcionário não conseguindo sucesso na causa, a empresa ficou com a imagem momentaneamente prejudicada e, por isso, entramos com um pedido de indenização por danos morais em face do empregado, principalmente porque ele nunca conseguiu comprovar o que alegou", afirmou a advogada da Servtec, Mayra Palópoli, sócia do escritório Mazza e Palópoli Advogados.

Ela explica que foi utilizada a estratégia processual de reconvenção (peça processual adequada para que a empresa postule algum direito).

Para a juíza Márcia Frainer Miura Leibel, da 8ª Vara do Trabalho de Vitória (ES), o fato de colocar a ArcelorMittal na ação já serviria como dano à imagem da Servtec. "A empresa-ré tinha um contrato de prestação de serviços com a ArcelorMittal, sendo certo que uma das exigências do referido pacto era o cumprimento das normas de segurança do trabalho pela Servtec, até porque, a contratante poderia responder junto a terceiros por eventuais acidentes ocorridos na sua área.

Ora, além de denunciar que a sua ex-empregadora, propôs a presente demanda em face da ArcelorMittal, comprometendo, inevitavelmente, sua imagem perante a sua cliente, além de lhe causar constrangimento", destacou em decisão a magistrada.

Com isso, o empregado foi condenado a indenizar a Servtec em R$ 1.830 em danos morais. Ele recorrer da decisão ao Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região (ES) e a questão, agora, aguarda novo julgamento.Em decisão que pode abrir precedente, uma juíza da 8ª Vara do Trabalho de Vitória (ES) condenou um empregado a indenizar uma empresa por danos morais.
Fonte: Diário do Comercio e Indústria

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Estabilidade de empregado eleito para CIPA tem restrições.

O trabalhador eleito para cargo de direção de comissões internas de prevenção de acidentes (CIPA) para atuar em obra específica perde a garantia constitucional de emprego com a extinção da obra. Essa tese sustentada pela relatora, ministra Dora Maria da Costa, foi acompanhada por todos os integrantes da Oitava Turma do Tribunal Superior do Trabalho, ao rejeitarem (não conhecerem) recurso de revista de empregado que reclamava ter direito à estabilidade provisória, uma vez que tinha sido eleito suplente de CIPA.
Segundo a ministra Dora Costa, o que se discutia nesse processo era a dispensa de trabalhador em virtude da extinção de CIPA criada exclusivamente para a realização de obra. No caso, o empregado foi contratado pela Construtora LJT Ltda. para trabalhar na obra de Barueri. Para a relatora, ao ser eleito membro da CIPA, de fato, o empregado estava protegido da despedida arbitrária ou sem justa causa, conforme o artigo 10, II, a, do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias.
Entretanto, explicou a ministra, embora a jurisprudência do TST não faça mesmo distinção entre titulares e suplentes da CIPA para o reconhecimento da estabilidade, como alegou o empregado, por outro lado, também entende que não há despedida injustificada em situações de extinção do estabelecimento. Nessas hipóteses, é impossível a reintegração do empregado e não é devida indenização do período de estabilidade (Súmula nº 339/TST).
Portanto, na opinião da relatora, como a obra que previa composição da CIPA se encerrou, isso equivaleria ao fechamento de estabelecimento previsto na súmula. Consequentemente, o trabalhador não teria direito à estabilidade nem a diferenças salariais do período.
Ainda de acordo com a ministra, as violações legais e constitucionais apontadas pelo empregado no recurso não ocorreram. Por essas razões, a revista foi rejeitada (não conhecida) e prevaleceu a decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (SP) de não conceder estabilidade ao empregado.
Fonte: TST