O blog Saúde do Trabalhador e Meio Ambiente agradece a todos e deseja um Natal cheio de paz e que o Ano Novo seja brilhante, com grandes realizações.FELIZ NATAL E PROSPERO ANO ANO
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
Profissionais que falam com sotaque.
Por: Reinaldo Polito *
De maneira geral, nos habituamos tanto a ver pessoas de outras regiões se expressando de maneira própria delas, que nem notamos que todos nós falamos com sotaque. Tudo depende do local onde nos encontramos. Para o paulista, quem tem sotaque é o nordestino ou o gaúcho. Para o nordestino ou para o gaúcho, entretanto, quem tem sotaque é o paulista.
O fato de entendermos que todas as culturas e sociedades se orientam pela perspectiva dos costumes, valores e normas de sua própria sociedade é um fenômeno denominado etnocentrismo. Segundo o pesquisador e teórico cultural Edward T. Hall, não temos consciência da nossa própria cultura em nós mesmos.
De acordo com esse estudioso jamaicano radicado na Inglaterra, comportamo-nos a partir dos costumes e hábitos da região onde fomos criados e vemos tudo apenas com nossos próprios olhos. Tomamos como certo que os nossos costumes e hábitos devem ser a referência, ignorando como outras pessoas, formadas em outras culturas e lugares, e acostumadas a eles, podem nos ver e nos qualificar.
Com as mudanças cada vez mais frequentes do local de trabalho de profissionais de praticamente todas as áreas, a questão do sotaque e do regionalismo passa a ter importância especial. Afinal, será que você deveria mudar seu jeito de falar porque é diferente de como falam os outros profissionais com os quais vai conviver ou está convivendo?.
A resposta não poderá ser simplesmente sim ou não. Antes de se decidir, você precisará avaliar diversos fatores. Mudar o jeito de falar quase sempre significa uma ruptura de comportamento cristalizado por hábitos de toda uma existência.
Eu tenho uma experiência pessoal bastante curiosa. Nasci e fui criado em Araraquara, no Interior do Estado de São Paulo. Minha cidade natal possui uma característica muito interessante: uma parte da população tem sotaque interiorano bastante carregado, e eu vivi entre eles.
Quando me mudei para a capital, com 21 anos de idade, vez ou outra observava algumas pessoas cochichando e sorrindo, provavelmente por causa da minha maneira de falar. Pensava no assunto, mas não me incomodava, pois os grupos me aceitavam bem e eu fazia amizades com facilidade.
Entretanto, aos 24 anos, quando resolvi me tornar professor de expressão verbal, percebi que o sucesso da nova carreira poderia estar associado à minha maneira de falar. Imagine eu ministrando cursos e palestras em todos os cantos do País e orientando os alunos com aquele erre arrastado do interior paulista: "Laéérrrcio, você está toorrrto".
Antes de se decidir sobre a conveniência de eliminar ou não o sotaque, atente para a questão da naturalidade. Dependendo da maneira como você venha a fazer o trabalho para mudar a forma de falar poderá comprometer a naturalidade da sua comunicação e desenvolver um artificialismo que, por ser evidente, poderá até prejudicar sua credibilidade.
A mudança brusca, precipitada quase sempre é muito negativa. Você acaba cortando suas raízes, se despersonalizando e não obtendo nenhum tipo de benefício. Você deixa de falar como os habitantes de sua região, mas demonstra ostensivamente, de maneira artificial, que está tentando se expressar de forma diferente.
A compreensão da pronúncia
Não confunda sotaque com dicção. Ter pronúncia defeituosa é problema de dicção. O sotaque de algumas regiões é tão carregado que temos a impressão de que a pessoa está se comunicando em outra língua. É evidente que esse tipo de pronúncia prejudica a compreensão dos ouvintes e compromete a qualidade da comunicação. Nesse caso, a maneira de falar deverá ser modificada.
Pelos motivos já analisados, os ouvintes poderão estranhar a maneira como uma pessoa de outra região fala e por isso passar a ridicularizar sua forma de se expressar. Se você enfrentar essa situação, pense seriamente se vale a pena ou não acabar com o sotaque e mudar seu jeito de falar.
Lembre-se de que, se precisar manter contato com pessoas de outras regiões por tempo prolongado, mesmo que, apesar da sua maneira de falar, compreendam bem o que você diz, não o ridicularizem e não o vejam como prepotente ou arrogante, vale a pena avaliar se convém ou não mudar. Essa é uma decisão sua.
Você fala com sotaque. Garanto. Diante dessa minha afirmação você poderia retrucar dizendo que não é verdade, pois sabe muito bem como é a sua comunicação. Poderia argumentar ainda que não existe o mais leve sinal de sotaque em sua maneira de falar.
De maneira geral, nos habituamos tanto a ver pessoas de outras regiões se expressando de maneira própria delas, que nem notamos que todos nós falamos com sotaque. Tudo depende do local onde nos encontramos. Para o paulista, quem tem sotaque é o nordestino ou o gaúcho. Para o nordestino ou para o gaúcho, entretanto, quem tem sotaque é o paulista.
O fato de entendermos que todas as culturas e sociedades se orientam pela perspectiva dos costumes, valores e normas de sua própria sociedade é um fenômeno denominado etnocentrismo. Segundo o pesquisador e teórico cultural Edward T. Hall, não temos consciência da nossa própria cultura em nós mesmos.
De acordo com esse estudioso jamaicano radicado na Inglaterra, comportamo-nos a partir dos costumes e hábitos da região onde fomos criados e vemos tudo apenas com nossos próprios olhos. Tomamos como certo que os nossos costumes e hábitos devem ser a referência, ignorando como outras pessoas, formadas em outras culturas e lugares, e acostumadas a eles, podem nos ver e nos qualificar.
Com as mudanças cada vez mais frequentes do local de trabalho de profissionais de praticamente todas as áreas, a questão do sotaque e do regionalismo passa a ter importância especial. Afinal, será que você deveria mudar seu jeito de falar porque é diferente de como falam os outros profissionais com os quais vai conviver ou está convivendo?.
A resposta não poderá ser simplesmente sim ou não. Antes de se decidir, você precisará avaliar diversos fatores. Mudar o jeito de falar quase sempre significa uma ruptura de comportamento cristalizado por hábitos de toda uma existência.
Eu tenho uma experiência pessoal bastante curiosa. Nasci e fui criado em Araraquara, no Interior do Estado de São Paulo. Minha cidade natal possui uma característica muito interessante: uma parte da população tem sotaque interiorano bastante carregado, e eu vivi entre eles.
Quando me mudei para a capital, com 21 anos de idade, vez ou outra observava algumas pessoas cochichando e sorrindo, provavelmente por causa da minha maneira de falar. Pensava no assunto, mas não me incomodava, pois os grupos me aceitavam bem e eu fazia amizades com facilidade.
Entretanto, aos 24 anos, quando resolvi me tornar professor de expressão verbal, percebi que o sucesso da nova carreira poderia estar associado à minha maneira de falar. Imagine eu ministrando cursos e palestras em todos os cantos do País e orientando os alunos com aquele erre arrastado do interior paulista: "Laéérrrcio, você está toorrrto".
Lógico que se continuasse me expressando assim poderia perder muito da minha força como professor dessa matéria. Por isso, fiz um treinamento autodidata intenso, durante muitos anos, para eliminar os vestígios mais marcantes desse sotaque interiorano. Mudei por necessidade profissional.
Antes de se decidir sobre a conveniência de eliminar ou não o sotaque, atente para a questão da naturalidade. Dependendo da maneira como você venha a fazer o trabalho para mudar a forma de falar poderá comprometer a naturalidade da sua comunicação e desenvolver um artificialismo que, por ser evidente, poderá até prejudicar sua credibilidade.
A mudança brusca, precipitada quase sempre é muito negativa. Você acaba cortando suas raízes, se despersonalizando e não obtendo nenhum tipo de benefício. Você deixa de falar como os habitantes de sua região, mas demonstra ostensivamente, de maneira artificial, que está tentando se expressar de forma diferente.
A compreensão da pronúncia
Não confunda sotaque com dicção. Ter pronúncia defeituosa é problema de dicção. O sotaque de algumas regiões é tão carregado que temos a impressão de que a pessoa está se comunicando em outra língua. É evidente que esse tipo de pronúncia prejudica a compreensão dos ouvintes e compromete a qualidade da comunicação. Nesse caso, a maneira de falar deverá ser modificada.
O efeito da avaliação dos ouvintes
Pelos motivos já analisados, os ouvintes poderão estranhar a maneira como uma pessoa de outra região fala e por isso passar a ridicularizar sua forma de se expressar. Se você enfrentar essa situação, pense seriamente se vale a pena ou não acabar com o sotaque e mudar seu jeito de falar.
Lembre-se de que, se precisar manter contato com pessoas de outras regiões por tempo prolongado, mesmo que, apesar da sua maneira de falar, compreendam bem o que você diz, não o ridicularizem e não o vejam como prepotente ou arrogante, vale a pena avaliar se convém ou não mudar. Essa é uma decisão sua.
* Reinaldo Polito é mestre em ciências da comunicação, palestrante e professor de expressão verbal. Escreveu 19 livros que venderam mais de 1 milhão de exemplares.
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
Bertin doará R$ 1,5 milhão por descumprir leis trabalhistas.
O frigorifico Bertin S/A da Capital está obrigado a pagar R$ 1,5 milhão em doações de carros e equipamentos e carne a entidades governamentais e não-governamentais da cidade. A medida foi tomada em assinatura de TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) junto à PRT (Procuradoria Regional do Trabalho) da 24ª Região, para findar inquérito que investigava a decisão da empresa de obrigar funcionários a trabalharem sob risco à saúde durante vazamento de gás amônia na unidade da Capital, em 2008.
"O valor deve ser entregue em mercadorias, as especificadas na documentação [carros, máquinas e computaores e carne para entidade beneficentes]. A empresa não pode fugir disso. Se ela conseguir por mais barato pode, ams deve entregar exatamente como o colocado no TAC", explica ao Capital News, o procurador do trabalho Odracir Juares Hecht (que realizou a investigação), via telefonema. Algumas entregas têm prazo de oito meses, outras de 14 meses, a contar de 1º de fevereiro de 2010.
“Por reconhecer o caráter social do termo a Bertin compromete-se a doar carne a instituições beneficentes e também bens de consumo para entidades ligadas à segurança estadual e federal”, informou a empresa ao Capital News, via mensagem encaminhada à nossa redação.
Segundo acordo firmado, a empresa se compromete a respeitar a legislação trabalhista quanto à jornada de trabalho e aos intervalos e a zelar pela segurança dos empregados.
Vários funcionários do frigorifico teriam sido obrigados a trabalhar em situação de risco de saúde, segundo a Procuradoria. Conforme assessoria de imprensa da instituição, o TAC foi assinado por conta de Inquérito Civil Público nº 235/2008, “instaurado para investigar o desrespeito aos intervalos para os empregados que atuam em câmaras frigoríficas, as irregularidades na jornada de trabalho e também em virtude do acidente ocorrido em fevereiro de 2008, quando houve vazamento de gás amônia nas dependências da unidade da empresa em Campo Grande, que culminou no ajuizamento da Ação Civil Pública nº 01655-2008-006-24-00-8 na Justiça do Trabalho, da qual o MPT desistiu com a assinatura do TAC”.
Em dezembro de 2008, o MPT (Ministério Público do Trabalho) ajuizou a ação contra o Bertin. O pedido era de condenação da empresa. A pena seria o pagamento de inndenização por danos morais coletivos no valor de R$ 10 milhões.
Naquele ano, houve vazamento de gás amônia na unidade da Capital. A empresa teria obrigado 26 funcionários da equipe de limpeza a trabalharem mesmo após o gás vazar, segundo apurações do procurador do trabalho Odracir Juares Hecht.
Mesmo com vários servidores passando mal por terem inalado o gás tóxico, o frigorifico teria os obrigado a continuarem em atividade, segundo assessoria da Procuradoria Regional do Trabalho. A empresa também não socorreu nenhum empregado e não permitiu que fosse chamado o Corpo de Bombeiros Militar, ainda conforme apuração.
Foram presos após o episódio, em flagrante, o gerente industrial do frigorífico e o encarregado da equipe de limpeza, pelos crimes de omissão de socorro e desobediência. A empresa emitiu as CATs (Comunicações de Acidente de Trabalho) somente dez dias depois do acidente, segundo PRT. Ela ainda teria descontado do salário dos empregados como falta os dias em que eles não foram trabalhar por estarem passando mal e demitiu, pouco tempo depois, várias vítimas sem realizar qualquer exame médico para avaliar o estado de saúde dos empregados.
Das 26 pessoas que teriam sido afetadas pela medida da empresa, quinze teriam entrado na Justiça para conseguir indenizações.
Compromissos firmados
Com a assinatura do TAC, explica a PRT, o frigorífico tem que elaborar e implantar corretamente o PPRA (Programa de Prevenção de Riscos Ambientais) e o PCMSO (Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional), de acordo com o risco da atividade, em atenção às instruções do TEM (Ministério do Trabalho e Emprego), referentes à refrigeração industrial por amônia, prevendo a realização do controle de saúde dos empregados expostos ao gás.
“O frigorífico Bertin deverá ainda organizar e manter em funcionamento a Cipa (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes), comunicar a ocorrência dos acidentes de trabalho, não mais fazer com que seus empregados cometam atos inseguros no desempenho do trabalho, e a providenciar, em caso de acidente, o socorro imediato dos empregados vitimados, sem a criação de qualquer obstáculo”, continua assessoria da PRT.
O Grupo Bertin não poderá prorrogar a jornada de trabalho dos seus empregados além de duas horas extraordinárias diárias, conforme dispõe a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho).
“Uma pausa de 20 minutos, para repouso e recuperação térmica, fora do ambiente de trabalho, a cada uma hora e 40 minutos trabalhados, aos empregados que laboram em câmaras frigoríficas, bem como aos empregados que movimentam mercadorias do ambiente quente normal para o frio e vice-versa, tudo sob pena de multas”, segundo informações da Procuradoria Regional do Trabalho.
Confira a íntegra da carta enviada ao Capital News pela Bertin sobre o assunto
“POSICIONAMENTO
A Bertin S.A. cumprirá Termo de Ajuste de Conduta (TAC) via Ministério Público do Trabalho dando por encerrada a ação civil pública sobre o vazamento de amônia ocorrido na Unidade da Divisão Carnes em Campo Grande em 2008.
Por reconhecer o caráter social do termo a Bertin compromete-se a doar carne a instituições beneficentes e também bens de consumo para entidades ligadas à segurança estadual e federal.
A Bertin S.A. assegura que na ocasião do vazamento os colaboradores foram prontamente socorridos. A companhia prestou todo o suporte necessário, acompanhou a evolução do quadro dos colaboradores, que receberam alta médica logo em seguida e respeitou todos os direitos trabalhistas dos colaboradores envolvidos.
A companhia ressalta ainda que, em nenhum momento, os colaboradores foram expostos à situação de constrangimento ou de risco de morte. Reforça também que todas as ações da empresa relacionadas à saúde, bem-estar e segurança de seus colaboradores têm caráter prevencionista e buscam priorizar a integridade física e emocional de suas equipes. Além disso, o Código de Ética e Conduta da Bertin S.A. reúne diretrizes que orientam e sustentam a busca contínua por um comportamento ético em seus negócios.
A Bertin S.A. está presente em Mato Grosso do Sul com quatro plantas industriais, sendo duas da Divisão Carnes, nas cidades de Campo Grande e Naviraí e duas da divisão Couros, em Naviraí e Rio Brilhante.
Sobre a Bertin S.A.
A Bertin S.A. é uma das maiores produtoras e exportadoras de produtos de origem animal da América Latina, como carne bovina in natura e processada, lácteos, couros, produtos pet e higiene e limpeza. Os produtos e serviços da Bertin S.A. são pautados por uma agenda de evolução permanente de práticas socioambientais e no constante aperfeiçoamento das tecnologias, comercializados no mercado interno e em mais de 100 países, nos cinco continentes. Atualmente conta com 38 unidades produtivas no Brasil e no exterior, e emprega mais de 29 mil colaboradores, incrementando o desenvolvimento econômico do País e a geração de renda para a sociedade brasileira. Com capacidade de abate de 14 mil cabeças de gado por dia, a Divisão Carnes destaca-se como a segunda maior do País no setor de frigoríficos.”
Doações
Ainda segundo a Procuradoria, o grupo Bertin não admitiu que tenha havido danos causados à coletividade. Os órgãos beneficiados são a Comissão Regional de Obras da 9ª Região Militar do Exército Brasileiro, com um automóvel utilitário e veículo passeio, além de equipamentos de informática e aparelhos de ar condicionado; o 1º Grupamento de Bombeiros do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul, com equipamentos específicos para a realização de buscas e salvamentos; a SRTE (Superintendência Regional do Trabalho e Emprego ), com uma caminhonete cabine dupla para uso no combate ao trabalho escravo; a Polícia Rodoviária Federal, com equipamentos e navegadores GPS; a Polícia Federal, com um sistema de armazenamento de dados em rede; e a 2ª Compania de Polícia Militar Ambiental de Corumbá-MS, com uma caminhonete cabine dupla, segundo informações da assessoria da Procuradoria Regional do Trabalho.
As entidades Casa da Criança Peniel, a Fundação Carmem Prudente de Mato Groso do Sul - Mantenedora do Hospital do Câncer Professor Doutor Alfredo Abrão e da Rede Feminina de Combate ao Câncer de Mato Grosso do Sul, a AACC (Associação dos Amigos das Crianças com Câncer), a Creche Santa Fé, a Associação de Auxílio e Recuperação dos Hansenianos - Mantenedora do Hospital São Julião, do Cedami e da Casa da Vovó Túlia, o Lar Nossa Senhora Aparecida e a Associação Grupo Amor Vida Arthur Hokama serão beneficiadas com a doação de carne bovina durante o período de 60 meses.
Fonte: Capital News
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
Brasil terá o verão mais quente dos últimos anos, informa Inpe.
O verão brasileiro, que começou no dia 21, terá temperaturas acima das registradas nos últimos anos. Nas regiões Sul e Sudeste, a tendência é que continue a chover na mesma intensidade que vem sendo registrada.
A informação é do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTec) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
A excepcionalidade se deve ao fenômeno atmosférico-oceânico El Niño e ao aquecimento global. O fenômeno se caracteriza pelo aquecimento anormal das águas superficiais no Oceano Pacífico Tropical. A ocorrência afeta o clima regional e global e muda os padrões de vento e o regime de chuva em regiões tropicais e de latitudes médias. No Brasil, o fenômeno causa mais chuva na região Sul e seca no Norte.De acordo com especialistas do CPTec, em 2008 houve aumento de 0,36 graus Celsius na temperatura do planeta, quando comparado aos registros de 1961. A previsão de um verão mais quente, porém, não representa uma mudança climática definitiva. Para considerar a variação como fixa seria necessário analisar um período de 50 a 100 anos.
Fonte: Agência Brasil
sábado, 26 de dezembro de 2009
Campanha Saco é um Saco estimula uso de sacolas retornáveis pela população.
O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, participou no início da tarde de segunda-feira (21), no Rio de Janeiro, da campanha Saco é um Saco. Com o objetivo de incentivar os consumidores a reduzir o uso de sacolas plásticas nas compras de Natal, a ação prevê mobilizações em estações de metrô da capital fluminense e também em Brasília.
Na estação do Largo da Carioca, no centro do Rio, um papai noel distribui com seus ajudante, durante todo o dia, sacolas retornáveis aos passageiros, além de dar dicas de consumo consciente, como o uso de carrinhos de feira ou caixa de papelão como formas alternativas para transportar as compras, prejudicando menos o meio ambiente.
Dados do Ministério do Meio Ambiente apontam que a cada ano mais de 500 bilhões de sacolas plásticas são descartadas em todo o mundo, entupindo bueiros, agravando enchentes e contribuindo para a poluição dos mares, lagos e rios.
No Rio de Janeiro, uma lei estadual sancionada em julho deste ano determina a coleta e a substituição, por estabelecimentos comerciais, das sacolas ou dos sacos plásticos por outros de material reutilizável. O texto prevê que as microempresas têm três anos para cumprir a medida; as empresas de pequeno porte, dois anos; e os médios e grandes estabelecimentos devem se adequar num prazo máximo de um ano.
Estabelecimentos que não tiverem cumprido a norma após o prazo estipulado deverão receber sacolas e sacos plásticos devolvidos pelos consumidores e oferecer descontos ou permutas.
Fonte: Agência Brasil
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