quinta-feira, 31 de julho de 2008

Saúde Ocupacional - Regras vão mudar no atendimento do INSS.

Liberação de benefícios do INSS será agilizada.

A concessão das aposentadorias e benefícios previdenciários poderá acontecer com maior agilidade até o próximo ano. O Ministério da Previdência quer enviar ao Congresso Nacional um projeto de lei que inverte o ônus da prova para concessão dos benefícios. Pelo projeto será o próprio Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) e não mais o solicitante, que terá que provar que tem direito aposentaria, salário-maternidade ou pensão por morte, o auxílio-doença. por exemplo.
Em entrevista ao Jornal Valor Econômico, o ministro José Pimentel disse que está terminando de formatar o projeto. ´Quando o contribuinte pedir sua aposentadoria, não vai mais precisar levar documentos que comprovem esse direito. Para isso teremos um cadastro que será consultado. A proposta trará uma verdadeira revolução na Previdência Social e beneficiará a classe trabalhadora como um todo. ´, afirmou o ministro Pimentel.
Restauração
Para viabilizar a proposta, o Ministério terá que adaptar o banco de dados da Dataprev para processar dados sobre aposentadorias por idade e por tempo de contribuição . O ministro disse, ainda, que os registros de 1994 até hoje serão certificados. Já os dados de 1976 a 1994 terão que ser restaurados (restaurados).
A idéia é concluir esse trabalho até o fim de 2009. A partir daí o INSS terá condições de colocar em prática o novo sistema. Todo levantamento fará parte do Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS) que será consultado a cada pedido de benefício efetuado.
Serão beneficiados com a implantação desse novo sistema também os trabalhadores que solicitarem aposentadorias especiais, salário-família, salário-maternidade, auxílio-reclusão e pensão por morte.
Já o auxílio-doença e o auxilio acidente do trabalho, continuarão sendo concedidos através do mesmo procedimento utilizado atualmente, isto é, o trabalhador terá que apresentar documentos, fazer um requerimento e ser submetido a uma perícia médica. O perito é quem determina o tempo em que o trabalhador ficará afastado recebendo o benefício.
´É uma luta muito grande nossa da Unapeb. Considero uma vitória para todos os trabalhadores brasileiros´ disse o presidente da União dos Aposentados e Pensionistas do Brasil (Unapeb), o bancário aposentado MIlson de Oliveira. Segundo afirma, o INSS terá que passar por uma verdadeira transformação e inclusive contratar mais pessoal, ´acredito no Pimentel. Foi sindicalista e sabe das necessidades dos trabalhadores´, disse.
O projeto, no entanto, ao chegar ao Congresso deve sofrer resistências, pois não obteve consenso no Forum Nacional da Previdência Social. Mesmo assim o governo quer bancar a medida.
Outros projetos citados por Pimentel que, segundo ele, mudarão a face da Previdência são: a separação das contabilidades rural e urbana no Regime Geral da Previdência Social (RGPS); a Recriação da Superintendência da Previdência Complementar (Previc) e o micro-empreendedor individual, que vai integrar à previdência autônomos tais como feirantes, pipoqueiros, camelôs, sacoleiros entre outros que contribuirão com R$ 50 por mês.
FIQUE POR DENTRO
Fórum discute a melhoria da previdência.
O Fórum Nacional da Previdência Social (FNPS) foi criado pelo governo para discutir o aperfeiçoamento do sistema previdenciário e conta com a participação de representantes dos trabalhadores ativos, aposentados e pensionistas, dos empregadores e do próprio governo federal. Cerca de 50 pessoas compõem o fórum. Entre os integrantes estão o ministro da Previdência Social, José Pimentel, a ministra Nilcéia Freire, da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, representantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT), da Confederação Nacional da Indústria (CNI), da Confederação Brasileira de Aposentados, Pensionistas e Idosos (Cobap), e da Confederação Nacional do Comércio (CNC).
Fonte: Diário do Nordeste

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Os riscos da radiação ionizante aos trabalhadores e usuários

O fato que alertou o Brasil para os perigos da radiação completa 21 anos este ano. O acidente de Goiânia, cuja exposição de 93 gramas de césio 137 acabou matando quatro pessoas em 1987 e outras dez no decorrer destas duas décadas, por complicações geradas pelo material radioativo, foi um divisor de águas. A segurança nos setores clínico-hospitalares e industriais foi reforçada e a preocupação com a saúde de usuários e trabalhadores intensificada. Em junho de 2008 é celebrado também os dez anos da entrada em vigor da Portaria 453, de junho de 1998, do Ministério da Saúde, que estabeleceu as diretrizes básicas de proteção radiológica em todo território nacional. Foram vitórias conquistadas por toda a sociedade, mas, apesar desses avanços, ainda persistem deficiências que podem comprometer à saúde e segurança dos trabalhadores e também dos usuários.
O gerente de Segurança, Saúde e Qualidade de Vida da CPFL Energia e professor da Universidade de Campinas (Unicamp), Luiz Carlos de Miranda Junior, atuou como supervisor de proteção radiológica na área de medidores nucleares durante 13 anos. Ele reforça que depois do acidente o controle ficou maior. “Desde 1987 não temos registros de grandes acidentes com fontes radioativas no país”, destaca. Miranda aponta, porém, que um dos entraves a serem superados ainda no Brasil é o duplo emprego dos trabalhadores que atuam diretamente com os aparelhos que emitem radiação. “Por questão econômica, o profissional pode se expor a níveis acima do permitido. Muita gente acaba trabalhando na informalidade e as empresas não executam os cuidados necessários para preservar a saúde deles”, expõe. O professor da Unicamp sustenta que não existem coletas de dosímetros, como rege a regulamentação da Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen). “Essas informações não chegam. Não que isso possa incorrer em acidentes, mas pode afetar a saúde dessas pessoas com efeitos tardios”, declara.
Fonte: Revista Proteção

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Explosão provoca susto na Avenida Paulista

A explosão no Conjunto Nacional, na Avenida Paulista, região central de São Paulo, na tarde desta terça-feira, 22, ocorreu durante a manutenção no sistema de ar-condicionado de uma das empresas do condomínio, na parte externa do prédio. A informação é da Polícia Militar. Duas pessoas ficaram feridas.
Segundo o comandante do 7º Batalhão da Polícia Militar, André Luís Almeida, duas pessoas trabalhavam na manutenção do sistema de ar-condicionado, no segundo andar, quando aconteceu a explosão, por volta das 15h.
“Foram levadas duas pessoas, feridas e conscientes, para o Hospital das Clínicas, mas ainda não sabemos a gravidade das lesões”. De acordo com o major Jovelino Barbosa Lima, do Corpo de Bombeiros, uma das vítimas teve 80% do corpo queimado. O outro ferido teve uma fratura na perna.
O economista Antônio Cunha Campos, de 38 anos, que mora no segundo andar da área residencial do Conjunto Nacional, disse que estava em seu quarto quando ouviu o estrondo. “Foi um barulho muito forte, o chão tremeu e o que eu fiz foi sair na janela para ver o que estava acontecendo. A cena que eu vi foi de um homem em chamas se debatendo perto de uma árvore”, contou.
O Coronel Orlando Rodrigues Camargo da Defesa Civil infomou que a dupla estava realizando reparo de peças sobre uma bancada, do lado externo do edifício. Por um motivo ainda não esclarecido, houve a formação de uma "bola de fogo" dentro da casa de máquinas do sistema de ar-condicionado e parte dela entrou pelo duto do ar-condicionado e chamuscou o teto da academia.
Segundo o coronel, a parte da academia atingida - que não sofreu danos - foi interditada. Nas demais áreas da academia, as aulas são realizadas normalmente.
Fonte: G1-Globo.com

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Destinação final de lampadas.

IAP multa fabricantes de lâmpadas fluorescentes - Grandes empresas não apresentaram plano de destinação dos resíduos.
O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) multou no dia 17 as fabricantes de lâmpadas fluorescentes Osram, Philips, General Eletric e Sylvania em R$ 10 mil diários pela produção de resíduos no Paraná sem destinação final adequada.
Quatro estabelecimentos que comunicaram ao IAP possuir estoques de lâmpadas foram vistoriados em Maringá, região Norte do Estado, onde foram identificadas centenas de lâmpadas produzidas por estas marcas aguardando recolhimento. A autuação foi baseada nas legislações federal 6.938/81 e estadual 12.493/99 e pela lei municipal nº 7055/05 - que obriga fabricantes de lâmpadas a recolherem os produtos comercializados.
Fonte: Bem Paraná

quarta-feira, 23 de julho de 2008

"Isca Humana" teve 12 vezes malária.

Motorista, sem qualquer experiência, trabalhou como agente de captura de anofelinos.
Após ser motorista por alguns meses em 2003, o agente Marcílio Ferreira passou a trabalhar no Setor de Entomologia, no Bairro Remanso, onde coletava lâminas de pacientes com malária. Em seguida passou dois meses na lavagem de lâminas, colocando cerca de quatro a cinco mil em cada bacia ou balde com água sanitária e sabão em pó.
Submersas por dois dias, eram depois lavadas uma a uma e estendidas sobre um muro e em cima de um barco da própria secretaria. Secas, eram embaladas em volumes de 20 unidades e encaminhadas aos laboratórios para novas coletas. Mesmo usando luvas cirúrgicas na lavagem, sem qualquer treinamento para desempenhar a função, Ferreira não escapou de sofrer cortes.
Ele confirmou que, à exceção de duas calças de brim e duas camisas recebidas durante os cinco anos de serviço na Entomologia, nunca lhe repassaram máscaras, luvas e lâminas reutilizáveis. A captura durava das 18h às 24h, totalizando seis horas.
Ferreira vestia meias pretas até a metade das canelas, deixando os joelhos expostos para atraí-los pelo cheiro. O método utilizava um capturador com sucção - peça feita com uma borracha e uma mangueira comum. Os próprios agentes fabricavam os copos para armazenar mosquitos e eram obrigados a permanecer imóveis, no local de captura, por cerca de duas horas. Trabalhavam de três a cinco noites por semana na captura. Certa vez, na região de São Brás, em uma hora de sucessivas picadas, Ferreira atraiu 260 mosquitos. Teve malária 12 vezes.
Fonte: Amazonia de Noticias

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Cias. aéreas vão pagar taxa por poluição.

Parlamento europeu: companhias aéreas devem pagar por emissão de CO2.

O Parlamento Europeu aprovou por ampla maioria, na última terça-feira, um projeto de lei que obrigará as companhias aéreas a limitar suas emissões de dióxido de carbono (CO2) a partir de 2012 e a pagar uma parte da poluição que provoarem no meio ambiente.
O projeto de lei, resultante de um compromisso entre o Parlamento, a Comissão Européia e os Estados membros, foi adotado por 640 votos a favor, 30 contra e 20 abstenções, indicou o relator do texto, o conservador alemão Peter Liese.
O projeto deve ter ainda o aval dos ministros da União Européia (UE), uma simples formalidade. Depois, os Estados membros têm 12 meses para trasladar esta normativa para sua legislação nacional.
Fonte: AFP

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Falta de fiscalização de normas de segurança gera responsabilidade solidária de empresas em acidente de trabalho.

A 6ª Turma do TRT de Minas, acompanhando voto da desembargadora Maria Laura Franco Lima de Faria, negou provimento aos recursos de duas reclamadas (empregadora e tomadora dos serviços), condenadas solidariamente ao pagamento de indenização por danos morais e estéticos, fixada em R$20.000,00, a um empregado que teve um dedo amputado em conseqüência de acidente de trabalho no desempenho de suas atividades de conferente de mercadorias.

A Turma aplicou os artigos 157, da CLT e o 186 do Código Civil Brasileiro, para responsabilizar as reclamadas que não atentaram para a necessidade de fiscalizarem de forma constante e rígida o ambiente de trabalho a que seus empregados estavam diariamente submetidos, bem como as condições nas quais estes exercem suas atividades.

O juiz de 1ª Instância considerou que houve culpa concorrente também do empregado, que não observou o procedimento ensinado aos conferentes de mercadoria para os casos de material agarrado na máquina, já que deixou de chamar a equipe de manutenção, destravando o material agarrado sem que esta fosse sua atribuição.

As reclamadas foram culpadas por não terem fiscalizado se os trabalhadores obedeciam à proibição do uso de anel, objeto que levou à lesão no dedo do empregado, sendo que também não houve prova de que o empregado estivesse usando luvas no momento do acidente, o que evitaria que o seu anel ficasse preso na máquina.

As reclamadas insistiam na tese de que o acidente se deu por culpa exclusiva do empregado, que praticou "ato inseguro". Argumentaram que o uso de anel era proibido, ressaltando ser desnecessária a "fiscalização constante e rígida" quanto à sua utilização.

No entendimento da relatora, entretanto, embora tenha ficado clara a imprudência do empregado ao tentar desobstruir a máquina, isso não foi determinante para o resultado do acidente:

"O dano decorrente do acidente poderia ter sido evitado se o autor estivesse usando, no momento do acidente, os equipamentos de proteção individual necessários às suas atividades, bem como se tivesse sido efetivamente fiscalizado o uso de anel nas dependências da empresa tomadora.
Tais precauções incumbiam às reclamadas e a prova oral demonstrou que elas não foram levadas a sério o bastante, tanto pela empregadora, quanto pela tomadora dos trabalhos do reclamante" - frisou.

Assim, a conclusão da Turma foi de que, por terem agido igualmente de forma negligente, contribuindo da mesma maneira para a ocorrência do ilícito e do dano causado ao empregado, as duas empresas devem arcar, de forma solidária, com a indenização devida ao reclamante, por aplicação subsidiária do artigo 942 do Código Civil Brasileiro, na forma do artigo 8º da CLT.
Fonte: Tribunal Regional do Trabalho 3 - Região Minas Gerais

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Chega de dizer "né?"

Alguns vícios se tornam tão desagradáveis na comunicação que podem prejudicar e até comprometer o resultado da mensagem. Um dos mais comuns e também dos mais irritantes é o "né?".
Se você for daqueles que dizem "né?" com freqüência no final das frases, talvez esteja prejudicando o resultado de suas conversas sociais e de negócios e até de suas apresentações diante das platéias.
Embora o "né?" seja o vício de maior destaque, ele é apenas um dos componentes de um time de chatos bastante familiares como "tá?", "ok?", "percebe?", "entendeu?", "tá certo?" e tantos outros.
Por isso, ainda que eu me refira apenas ao "né?", saiba que as considerações podem ser aplicadas a todos eles. Veja como esse vício se intromete na comunicação e o que fazer para eliminá-lo.
O "né?" vai se infiltrando de forma tão sorrateira que você passa a usá-lo sem perceber. Alguns alunos do meu curso ficam surpresos quando percebem na gravação dos seus exercícios que em dois minutos usaram mais de uma dezena de "né?".
Portanto, o primeiro passo para afastá-lo da sua comunicação é ter consciência da existência dele. Ao se dar conta de que o "né?" participa ativamente de suas conversas irá se sentir desconfortável que tenderá a evitá-lo.
No início, como o uso do "né?" é inconsciente, você terá alguma dificuldade para eliminá-lo de uma vez. É possível que fique revoltado por se sentir impotente para retirá-lo da sua comunicação.
Com o tempo, entretanto, você aumentará o controle e passará a reduzir a incidência até chegar a um número tolerável de dois ou três em uma conversa ou apresentação, o que até faz parte da forma natural de se expressar.
Para saber se o "né?" é um problema em sua comunicação, quando estiver falando ao telefone use um gravador de áudio comum para gravar sua conversa.
Deixe o aparelho gravando o tempo todo para que possa falar com naturalidade, sem se incomodar com ele. Talvez se surpreenda com o resultado e seja um dos candidatos a trabalhar para afastar o "né?" da comunicação.
Outro motivo para o surgimento do "né?" é a insegurança. Minhas pesquisas junto aos alunos do nosso curso de oratória mostram que este é o motivo mais forte para a presença desse vício.
Quando uma pessoa está insegura, de maneira geral, precisa de um retorno positivo dos interlocutores ou da platéia, e fala como se estivesse perguntando: "Estou sendo claro, né?", "estou falando bem, né?", "vocês estão entendendo, né?"
Ainda que esteja inseguro, não revele esse fato aos ouvintes. Fale sempre como se tivesse certeza e estivesse convicto da sua mensagem e se expresse afirmando e não perguntando.
Fique atento: se perceber que o tom e inflexão da voz no final das frases são de quem faz uma pergunta, mude a maneira de falar e conclua a informação como se estivesse afirmando. A não ser, evidentemente, que o seu objetivo seja mesmo o de perguntar.
Trabalhe com afinco para combater esse vício e fique sempre vigilante, pois, se negligenciar, ele reaparecerá nos momentos em que se sentir mais inseguro e vulnerável. Por isso, não vacile, fique sempre muito vigilante.
Por: Reinaldo Polito
Fonte: plano de carreiras UOL

quinta-feira, 10 de julho de 2008

DICAS...

Por Roberto Shinyashiki *
1 - Converse.
Precisamos deixar nossa imaginação voar com um companheiro.
Criar tempo para conhecer o outro é fazê-lo entrar em nosso mundo.
Conversar, antes de mais nada, é ter curiosidade sobre o mundo do outro, é olhar essa pessoa com os olhos do novo.
2 - Não ame simplesmente o que você faz. Ame o próximo!
Ame a pessoa que está à sua frente, que o procura com seus dramas e desejos. Existe um ser humano à sua frente que precisa se sentir importante.
3 - Aja sempre como um ser especial que reconhece a grandeza que existe em cada um.
Destrua o hábito de pensar mal das pessoas e procure concentrar sua atenção nas virtudes delas.
4 - Peça desculpas.
Do mesmo modo que é impossível viver sem que alguém pise em nosso calo, é difícil passar pelas pessoas sem cometer algum erro ou sem incomodá-las.
Reconhecer o próprio erro e pedir desculpas são demonstrações de humildade e de valorização do outro.
É ter consciência da conduta inadequada e assumir o compromisso de agir diferente da próxima vez. É dizer “Você é importante para mim” de forma sensível.
5 - Perder faz parte da vida, e nós precisamos aceitar as derrotas inevitáveis.
O mais impute é aprender as lições que elas trazem.
As derrotas somente têm significado quando com elas adquirimos a consciência de que algo poderá ser melhorado. Se não for assim, nos acostumaremos a elas e perderemos a auto-estima.
6. Peça ajuda.
Somente as pessoas com elevada auto-estima revelam fragilidades e mostram que confiam no outro.
Pedir ajuda valoriza os conhecimentos do parceiro, mostrando que suas opiniões e idéias são importantes. E, quando todos se sentem aptos e importantes, a equipe fica mais forte!
7. Mantenha presença marcante na vida de seus filhos.
Apesar da falta de tempo, não deixe tudo para o final de semana. Principalmente os pais que são separados. Mesmo que, lá pelas 7 da noite, você ainda esteja trabalhando, telefone perguntando como foi o dia das crianças. Conte também sobre seu cotidiano. Seu filho deve ter curiosidade em saber o que você faz quando está longe dele.
8 – Medite.
Você é o único que pode criar esse tempo para pensar em sua vida. Não fuja de si mesmo. O grande encontro é com você.
A pessoa que precisa conhecer hoje é você, com sua alma, com suas reais preferências.
9- Errar faz parte da vida.
Por mais que sejamos competentes e queiramos acertar sempre, errar é uma característica de quem está no jogo.
10- Lembre-se de que Deus está sempre com você, por mais angustiante que seja a situação pela qual estiver passando.
Sentir a presença dele é o primeiro passo para ser capaz de superar qualquer obstáculo.
* Roberto Shinyashiki é psiquiatra, palestrante

terça-feira, 8 de julho de 2008

Pesquisas analisam a relação entre o trabalho e a depressão

Estudo realizado por pesquisadores do King's College London, no Reino Unido, confirmou que o estresse no trabalho pode causar depressão, inclusive em pessoas que não têm nenhum histórico de problemas psiquiátricos. A pesquisa constatou ainda que 45% dos novos casos de depressão e ansiedade entre os profissionais mais jovens são causados pelo estresse e que a ocorrência da doença independe da personalidade do indivíduo ou de sua posição socioeconômica.Além da pressão, outros fatores colaboram para o surgimento de problemas psicológicos. Não reagir a eventuais abusos, não conseguir expor seu ponto de vista, não estabelecer limites, não falar o que sente, alta expectativa, falta de reconhecimento, frustrações constantes são exemplos de situações que complicam, aos poucos, a situação emocional do funcionário.Em contrapartida, o trabalho também pode ajudar na recuperação da depressão, segundo resultados de uma pesquisa publicada na edição de junho da revista acadêmica Occupational Medicine. O estudo acompanhou, por um ano, 555 pessoas que haviam ficado fora do trabalho por um período entre 12 e 20 semanas por causa de depressão. Os participantes responderam a um questionário inicial e depois participaram de entrevistas. A pesquisa concluiu que os que haviam voltado ao trabalho afirmavam ter tido menos sintomas de depressão. Para os pesquisadores, a explicação pode estar no fato de que o retorno ao trabalho ajuda no restabelecimento da auto-estima e fornece ao paciente uma rotina e uma estrutura com as quais pode refazer sua vida.O estudo sugere ainda que empregadores devem ser flexíveis no que diz respeito às necessidades desses trabalhadores. Os pesquisadores avaliaram quais medidas adotadas pelos empregadores tiveram um impacto na recuperação dos funcionários e descobriram que mudar parte das tarefas desempenhadas pelo trabalhador pode gerar um efeito benéfico, contribuindo para a recuperação.
Fonte: ANAMT

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Ferrari quer que seus carros poluam menos

A fabricante italiana de carros esportivos Ferrari quer reduzir em 40%, em 2012, a emissão de CO2 de seus produtos. Atualmente, trabalha no desenvolvimento de carros híbridos, revelou seu presidente, Luca Cordero di Montezemolo, ao jornal alemão Welt am Sonntag.
"Queremos reduzir em 40% para 2012 nossas emissões de dióxido de carbono", principal responsável da poluição no inverno, assinalou Cordero di Montezemolo, igualmente presidente do império industrial Fiat, casa matriz de Ferrari.
"Trabalhamos atualmente no desenvolvimento de um Ferrari que utilizará fontes de energia alternativas e que estará baseado no que fazemos atualmente na Fórmula 1, com nosso sistema de recuperação de energia", acrescentou.
Este futuro modelo poderia ser comercializado "a partir de 2015", explicou o presidente da Ferrari.
Interrogado sobre se seus clientes estariam interessados em um carro de motor híbrido ou elétrico, o presidente respondeu: "se é o veículo mais esportivo do mundo, não haverá dúvidas. Continuará sendo fundamentalmente um Ferrari".
Fonte: yahoo!

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Mineração acusada de danos aos empregados.

A poeira do minério de quartzito que sai das chaminés da ômega Mineração causa medo e pesadelos na estudante Fancieli Marina dos Santos, uma menina de 7 anos criada no Bairro Cascalho, no município de Santa Cruz de Minas, na Região Central do estado, a 200 quilômetros de Belo Horizonte.

Órfã de pai e mãe, Francieli viu seus familiares agonizarem até a morte. Os parentes da garota trabalhavam na mineradora e morreram sufocados pela falta de ar e com os pulmões enrijecidos pelo pó. O pai da estudante, Joaquim dos Santos, foi o último a morrer. Pesando pouco mais de 40 quilos e sem forças para andar, o trabalhador foi vencido pela doença em 31 de março de 2006, aos 50 anos. Três meses depois, o irmão mais novo de Joaquim, Geraldo de Mello, também foi morto pela doença, aos 48 anos, quando era conduzido em uma ambulância a um hospital. Os 15 anos de trabalhado na Ômega também foram fatal para João Bosco de Almeida, irmão mais velho de Geraldo e Joaquim e tio de Francieli. Afastado do trabalho pela Previdência em 2003 , João Bosco morreu em 25 de outubro de 2004. Depois da perda dos pais, Francieli e o irmão, Jefferson dos Santos, de 14, foram morar com a tia, Janete Aparecida Santos Rocha, uma das poucas pessoas da família que não foram atingidas pela doença. Além da companhia da tia, do irmão e dos primos, Francieli se apegou a um papagaio na tentativa de afastar a dor e os pesadelos causados pelo pó da mineradora.

"Com tanta morte na família, Francielli, por morar perto da mineradora, ainda tem de conviver com toda essa poeira. Então, não é de estranhar que ela tenha pesadelos", afirma a tia da estudante.

Histórias como essa passaram a fazer parte da rotina de Santa Cruz de Minas, município com 8 mil habitantes, perto das cidades históricas de São João del-Rei e Tiradentes. De acordo com as estatísticas da Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança do Trabalho (Fundacentro), a silicose já matou 16 pessoas em Santa Cruz de Minas. A maioria das mortes ocorreu nos últimos quatro anos. O número de trabalhadores que contraíram a doença ainda não foi contabilizado
pela fundação, órgão ligado ao Ministério do Trabalho, que, em 2006, selou um acordo com a Organização Mundial do Trabalho (OIT) para fazer um diagnóstico da doença no estado. Embora a pesquisa ainda não tenha sido concluída, os pesquisadores da Fundacentro apontam Minas Gerais como o estado campeão absoluto de casos de silicose no país. Além de Santa Cruz de Minas, a Fundacentro detectou focos da doença nos municípios de Dores de Guanhães, Itaúna, Teófilo Otoni, Belo Horizonte, Corinto e São Tomé das Letras.

"No caso de Santa Cruz de Minas, a situação estava tão grave que tivemos, durante a fase de pesquisa, de chamar os fiscais do Ministério do Trabalho para interditar a mineradora" , afirma Marta de Freitas, chefe do escritório da Fundacentro em Minas. Segundo ela, ao fazer uma vistoria na empresa, os técnicos da Fundacentro detectaram que, apesar de estarem com silicose, vários funcionários continuavam trabalhando. Esses empregados haviam sido examinados antes por laboratórios da região, que os consideraram aptos para o trabalho. ''O número de mortos pode ser maior, pois os familiares escondem os atestados de óbito por medo de represálias'', contou Freitas. Ela explica que a interdição da mineradora foi cancelada depois que a Ômega se comprometeu a tomar medidas de segurança para evitar a silicose. Os fiscais se comprometeram a fazer nova auditoria na empresa, em abril, o que não ocorreu devido à greve
dos servidores do Ministério do Trabalho.

"Ainda não fomos lá porque não temos dinheiro nem mesmo para a gasolina", justificou ao Estado de Minas Mário Parreiras, chefe-substituto do setor de segurança do Ministério do Trabalho em Belo Horizonte.

A poeira que sai das chaminés da ômega Mineração está levando medo e revolta aos moradores de Santa Cruz de Minas e de São João del-Rei. O pânico toma conta, principalmente, dos bairros Pedreira e Girassol, em Santa Cruz de Minas, e Cohab, em São João del-Rei, que ficam nas proximidades da mineradora. Conduzida pelos fortes ventos que sopram na região, a poeira tem como destino as casas dos moradores. A vegetação da reserva da Serra de São José também está
totalmente coberta pela grande quantidade de pó.

"É impossível conviver com tanta poluição. Meu carro e minhas plantas vivem tomados pelo pó. Tenho medo de estar ingerindo uma poeira fatal", afirma o aposentado Aluísio Januzzi, de 66 anos, que mora em Santa Cruz de Minas, a poucos metros da mineradora. Segundo ele, depois ter sido interditada em dezembro do ano passado, a empresa passou a ligar as chaminés somente durante a noite. "Estão querendo enganar os moradores e os fiscais", afirma Marta Januzzi, de
63, mulher de Aluísio, enquanto mostra um pé de couve em sua horta totalmente coberto pela poeira. Apesar dos transtornos, a família Januzzi, a exemplo da maioria dos moradores do município, é contra o fechamento ou a interdição da mineradora.

Para o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria e do Mobiliário de São João del-Rei, Valdeci Geraldo da Silva, parte dos moradores do município defende a manutenção da mineradora devido à falta de emprego na região. Ele conta que, depois da interdição, um grupo de funcionários da ômega chegou a organizar um movimento pela reabertura da empresa.

"Ameaçados de demissão, parte dos trabalhadores acabou se voltando contra nosso sindicato, que não tem nada a ver com a mineração. Está apenas apoiando as vítimas e seus familiares, porque eles não têm a quem recorrer. Não há lugar nem mesmo para se reunir", afirma Valdeci. De acordo com o sindicalista, a mineradora, que se dedica à produção de seringas de injeção e outros materiais elaborados com areia fina, durante mais de 40 anos esteve sob o controle de
um grupo alemão. No ano passado, devido a grande passivo trabalhista, a empresa foi vendida a um grupo de empresários da região. Para a chefe da Fundacentro, Sandra de Freitas, o impacto da poeira da ômega sobre a população ainda está sendo analisado. "O que não dá para negar é que a poeira está poluindo toda a região. Isso dá para ver a olho nu", afirma Freitas.

Mas, embora os impactos da mineradora sobre as cidades vizinhas ainda estejam sob análise, moradores da região garantem que estão sendo afetados pelo pó que sai das chaminés. "Há dias que vem tanta poeira para dentro da minha casa que sinto falta de ar e não consigo nem respirar", diz Ângela Aparecida de Almeida, viúva do trabalhador João Bosco de Almeida, ex- funcionário da ômega, que morreu de silicose.
Fonte: UAI(MG)

terça-feira, 1 de julho de 2008

Homenagem aos Bombeiros

2 DE JULHO - DIA DOS BOMBEIROS



Uma homenagem do Blog SAÚDE DO TRABALHADOR E MEIO AMBIENTE a todos vocês Bombeiros pelo o dia de vocês....PARABÉNS !!!