quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

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O blog Saúde do Trabalhador e Meio Ambiente agradece a todos e deseja um Natal cheio de paz e que o Ano Novo seja brilhante, com grandes realizações.FELIZ NATAL E PROSPERO ANO ANO

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Profissionais que falam com sotaque.

Por: Reinaldo Polito *

Você fala com sotaque. Garanto. Diante dessa minha afirmação você poderia retrucar dizendo que não é verdade, pois sabe muito bem como é a sua comunicação. Poderia argumentar ainda que não existe o mais leve sinal de sotaque em sua maneira de falar.

De maneira geral, nos habituamos tanto a ver pessoas de outras regiões se expressando de maneira própria delas, que nem notamos que todos nós falamos com sotaque. Tudo depende do local onde nos encontramos. Para o paulista, quem tem sotaque é o nordestino ou o gaúcho. Para o nordestino ou para o gaúcho, entretanto, quem tem sotaque é o paulista.

O fato de entendermos que todas as culturas e sociedades se orientam pela perspectiva dos costumes, valores e normas de sua própria sociedade é um fenômeno denominado etnocentrismo. Segundo o pesquisador e teórico cultural Edward T. Hall, não temos consciência da nossa própria cultura em nós mesmos.

De acordo com esse estudioso jamaicano radicado na Inglaterra, comportamo-nos a partir dos costumes e hábitos da região onde fomos criados e vemos tudo apenas com nossos próprios olhos. Tomamos como certo que os nossos costumes e hábitos devem ser a referência, ignorando como outras pessoas, formadas em outras culturas e lugares, e acostumadas a eles, podem nos ver e nos qualificar.

Com as mudanças cada vez mais frequentes do local de trabalho de profissionais de praticamente todas as áreas, a questão do sotaque e do regionalismo passa a ter importância especial. Afinal, será que você deveria mudar seu jeito de falar porque é diferente de como falam os outros profissionais com os quais vai conviver ou está convivendo?.

A resposta não poderá ser simplesmente sim ou não. Antes de se decidir, você precisará avaliar diversos fatores. Mudar o jeito de falar quase sempre significa uma ruptura de comportamento cristalizado por hábitos de toda uma existência.

Eu tenho uma experiência pessoal bastante curiosa. Nasci e fui criado em Araraquara, no Interior do Estado de São Paulo. Minha cidade natal possui uma característica muito interessante: uma parte da população tem sotaque interiorano bastante carregado, e eu vivi entre eles.

Quando me mudei para a capital, com 21 anos de idade, vez ou outra observava algumas pessoas cochichando e sorrindo, provavelmente por causa da minha maneira de falar. Pensava no assunto, mas não me incomodava, pois os grupos me aceitavam bem e eu fazia amizades com facilidade.

Entretanto, aos 24 anos, quando resolvi me tornar professor de expressão verbal, percebi que o sucesso da nova carreira poderia estar associado à minha maneira de falar. Imagine eu ministrando cursos e palestras em todos os cantos do País e orientando os alunos com aquele erre arrastado do interior paulista: "Laéérrrcio, você está toorrrto".
Lógico que se continuasse me expressando assim poderia perder muito da minha força como professor dessa matéria. Por isso, fiz um treinamento autodidata intenso, durante muitos anos, para eliminar os vestígios mais marcantes desse sotaque interiorano. Mudei por necessidade profissional.

Antes de se decidir sobre a conveniência de eliminar ou não o sotaque, atente para a questão da naturalidade. Dependendo da maneira como você venha a fazer o trabalho para mudar a forma de falar poderá comprometer a naturalidade da sua comunicação e desenvolver um artificialismo que, por ser evidente, poderá até prejudicar sua credibilidade.

A mudança brusca, precipitada quase sempre é muito negativa. Você acaba cortando suas raízes, se despersonalizando e não obtendo nenhum tipo de benefício. Você deixa de falar como os habitantes de sua região, mas demonstra ostensivamente, de maneira artificial, que está tentando se expressar de forma diferente.

A compreensão da pronúncia

Não confunda sotaque com dicção. Ter pronúncia defeituosa é problema de dicção. O sotaque de algumas regiões é tão carregado que temos a impressão de que a pessoa está se comunicando em outra língua. É evidente que esse tipo de pronúncia prejudica a compreensão dos ouvintes e compromete a qualidade da comunicação. Nesse caso, a maneira de falar deverá ser modificada.
O efeito da avaliação dos ouvintes

Pelos motivos já analisados, os ouvintes poderão estranhar a maneira como uma pessoa de outra região fala e por isso passar a ridicularizar sua forma de se expressar. Se você enfrentar essa situação, pense seriamente se vale a pena ou não acabar com o sotaque e mudar seu jeito de falar.

Lembre-se de que, se precisar manter contato com pessoas de outras regiões por tempo prolongado, mesmo que, apesar da sua maneira de falar, compreendam bem o que você diz, não o ridicularizem e não o vejam como prepotente ou arrogante, vale a pena avaliar se convém ou não mudar. Essa é uma decisão sua.
* Reinaldo Polito é mestre em ciências da comunicação, palestrante e professor de expressão verbal. Escreveu 19 livros que venderam mais de 1 milhão de exemplares.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Bertin doará R$ 1,5 milhão por descumprir leis trabalhistas.

O frigorifico Bertin S/A da Capital está obrigado a pagar R$ 1,5 milhão em doações de carros e equipamentos e carne a entidades governamentais e não-governamentais da cidade. A medida foi tomada em assinatura de TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) junto à PRT (Procuradoria Regional do Trabalho) da 24ª Região, para findar inquérito que investigava a decisão da empresa de obrigar funcionários a trabalharem sob risco à saúde durante vazamento de gás amônia na unidade da Capital, em 2008.

"O valor deve ser entregue em mercadorias, as especificadas na documentação [carros, máquinas e computaores e carne para entidade beneficentes]. A empresa não pode fugir disso. Se ela conseguir por mais barato pode, ams deve entregar exatamente como o colocado no TAC", explica ao Capital News, o procurador do trabalho Odracir Juares Hecht (que realizou a investigação), via telefonema. Algumas entregas têm prazo de oito meses, outras de 14 meses, a contar de 1º de fevereiro de 2010.

“Por reconhecer o caráter social do termo a Bertin compromete-se a doar carne a instituições beneficentes e também bens de consumo para entidades ligadas à segurança estadual e federal”, informou a empresa ao Capital News, via mensagem encaminhada à nossa redação.
Segundo acordo firmado, a empresa se compromete a respeitar a legislação trabalhista quanto à jornada de trabalho e aos intervalos e a zelar pela segurança dos empregados.

Vários funcionários do frigorifico teriam sido obrigados a trabalhar em situação de risco de saúde, segundo a Procuradoria. Conforme assessoria de imprensa da instituição, o TAC foi assinado por conta de Inquérito Civil Público nº 235/2008, “instaurado para investigar o desrespeito aos intervalos para os empregados que atuam em câmaras frigoríficas, as irregularidades na jornada de trabalho e também em virtude do acidente ocorrido em fevereiro de 2008, quando houve vazamento de gás amônia nas dependências da unidade da empresa em Campo Grande, que culminou no ajuizamento da Ação Civil Pública nº 01655-2008-006-24-00-8 na Justiça do Trabalho, da qual o MPT desistiu com a assinatura do TAC”.

Em dezembro de 2008, o MPT (Ministério Público do Trabalho) ajuizou a ação contra o Bertin. O pedido era de condenação da empresa. A pena seria o pagamento de inndenização por danos morais coletivos no valor de R$ 10 milhões.
Naquele ano, houve vazamento de gás amônia na unidade da Capital. A empresa teria obrigado 26 funcionários da equipe de limpeza a trabalharem mesmo após o gás vazar, segundo apurações do procurador do trabalho Odracir Juares Hecht.
Mesmo com vários servidores passando mal por terem inalado o gás tóxico, o frigorifico teria os obrigado a continuarem em atividade, segundo assessoria da Procuradoria Regional do Trabalho. A empresa também não socorreu nenhum empregado e não permitiu que fosse chamado o Corpo de Bombeiros Militar, ainda conforme apuração.
Foram presos após o episódio, em flagrante, o gerente industrial do frigorífico e o encarregado da equipe de limpeza, pelos crimes de omissão de socorro e desobediência. A empresa emitiu as CATs (Comunicações de Acidente de Trabalho) somente dez dias depois do acidente, segundo PRT. Ela ainda teria descontado do salário dos empregados como falta os dias em que eles não foram trabalhar por estarem passando mal e demitiu, pouco tempo depois, várias vítimas sem realizar qualquer exame médico para avaliar o estado de saúde dos empregados.
Das 26 pessoas que teriam sido afetadas pela medida da empresa, quinze teriam entrado na Justiça para conseguir indenizações.
Compromissos firmados

Com a assinatura do TAC, explica a PRT, o frigorífico tem que elaborar e implantar corretamente o PPRA (Programa de Prevenção de Riscos Ambientais) e o PCMSO (Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional), de acordo com o risco da atividade, em atenção às instruções do TEM (Ministério do Trabalho e Emprego), referentes à refrigeração industrial por amônia, prevendo a realização do controle de saúde dos empregados expostos ao gás.
“O frigorífico Bertin deverá ainda organizar e manter em funcionamento a Cipa (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes), comunicar a ocorrência dos acidentes de trabalho, não mais fazer com que seus empregados cometam atos inseguros no desempenho do trabalho, e a providenciar, em caso de acidente, o socorro imediato dos empregados vitimados, sem a criação de qualquer obstáculo”, continua assessoria da PRT.
O Grupo Bertin não poderá prorrogar a jornada de trabalho dos seus empregados além de duas horas extraordinárias diárias, conforme dispõe a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho).
“Uma pausa de 20 minutos, para repouso e recuperação térmica, fora do ambiente de trabalho, a cada uma hora e 40 minutos trabalhados, aos empregados que laboram em câmaras frigoríficas, bem como aos empregados que movimentam mercadorias do ambiente quente normal para o frio e vice-versa, tudo sob pena de multas”, segundo informações da Procuradoria Regional do Trabalho.
Confira a íntegra da carta enviada ao Capital News pela Bertin sobre o assunto
“POSICIONAMENTO
A Bertin S.A. cumprirá Termo de Ajuste de Conduta (TAC) via Ministério Público do Trabalho dando por encerrada a ação civil pública sobre o vazamento de amônia ocorrido na Unidade da Divisão Carnes em Campo Grande em 2008.
Por reconhecer o caráter social do termo a Bertin compromete-se a doar carne a instituições beneficentes e também bens de consumo para entidades ligadas à segurança estadual e federal.
A Bertin S.A. assegura que na ocasião do vazamento os colaboradores foram prontamente socorridos. A companhia prestou todo o suporte necessário, acompanhou a evolução do quadro dos colaboradores, que receberam alta médica logo em seguida e respeitou todos os direitos trabalhistas dos colaboradores envolvidos.
A companhia ressalta ainda que, em nenhum momento, os colaboradores foram expostos à situação de constrangimento ou de risco de morte. Reforça também que todas as ações da empresa relacionadas à saúde, bem-estar e segurança de seus colaboradores têm caráter prevencionista e buscam priorizar a integridade física e emocional de suas equipes. Além disso, o Código de Ética e Conduta da Bertin S.A. reúne diretrizes que orientam e sustentam a busca contínua por um comportamento ético em seus negócios.
A Bertin S.A. está presente em Mato Grosso do Sul com quatro plantas industriais, sendo duas da Divisão Carnes, nas cidades de Campo Grande e Naviraí e duas da divisão Couros, em Naviraí e Rio Brilhante.
Sobre a Bertin S.A.

A Bertin S.A. é uma das maiores produtoras e exportadoras de produtos de origem animal da América Latina, como carne bovina in natura e processada, lácteos, couros, produtos pet e higiene e limpeza. Os produtos e serviços da Bertin S.A. são pautados por uma agenda de evolução permanente de práticas socioambientais e no constante aperfeiçoamento das tecnologias, comercializados no mercado interno e em mais de 100 países, nos cinco continentes. Atualmente conta com 38 unidades produtivas no Brasil e no exterior, e emprega mais de 29 mil colaboradores, incrementando o desenvolvimento econômico do País e a geração de renda para a sociedade brasileira. Com capacidade de abate de 14 mil cabeças de gado por dia, a Divisão Carnes destaca-se como a segunda maior do País no setor de frigoríficos.”

Doações

Ainda segundo a Procuradoria, o grupo Bertin não admitiu que tenha havido danos causados à coletividade. Os órgãos beneficiados são a Comissão Regional de Obras da 9ª Região Militar do Exército Brasileiro, com um automóvel utilitário e veículo passeio, além de equipamentos de informática e aparelhos de ar condicionado; o 1º Grupamento de Bombeiros do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul, com equipamentos específicos para a realização de buscas e salvamentos; a SRTE (Superintendência Regional do Trabalho e Emprego ), com uma caminhonete cabine dupla para uso no combate ao trabalho escravo; a Polícia Rodoviária Federal, com equipamentos e navegadores GPS; a Polícia Federal, com um sistema de armazenamento de dados em rede; e a 2ª Compania de Polícia Militar Ambiental de Corumbá-MS, com uma caminhonete cabine dupla, segundo informações da assessoria da Procuradoria Regional do Trabalho.

As entidades Casa da Criança Peniel, a Fundação Carmem Prudente de Mato Groso do Sul - Mantenedora do Hospital do Câncer Professor Doutor Alfredo Abrão e da Rede Feminina de Combate ao Câncer de Mato Grosso do Sul, a AACC (Associação dos Amigos das Crianças com Câncer), a Creche Santa Fé, a Associação de Auxílio e Recuperação dos Hansenianos - Mantenedora do Hospital São Julião, do Cedami e da Casa da Vovó Túlia, o Lar Nossa Senhora Aparecida e a Associação Grupo Amor Vida Arthur Hokama serão beneficiadas com a doação de carne bovina durante o período de 60 meses.
Fonte: Capital News

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Brasil terá o verão mais quente dos últimos anos, informa Inpe.

O verão brasileiro, que começou no dia 21, terá temperaturas acima das registradas nos últimos anos. Nas regiões Sul e Sudeste, a tendência é que continue a chover na mesma intensidade que vem sendo registrada.


A informação é do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTec) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).


A excepcionalidade se deve ao fenômeno atmosférico-oceânico El Niño e ao aquecimento global. O fenômeno se caracteriza pelo aquecimento anormal das águas superficiais no Oceano Pacífico Tropical. A ocorrência afeta o clima regional e global e muda os padrões de vento e o regime de chuva em regiões tropicais e de latitudes médias. No Brasil, o fenômeno causa mais chuva na região Sul e seca no Norte.De acordo com especialistas do CPTec, em 2008 houve aumento de 0,36 graus Celsius na temperatura do planeta, quando comparado aos registros de 1961. A previsão de um verão mais quente, porém, não representa uma mudança climática definitiva. Para considerar a variação como fixa seria necessário analisar um período de 50 a 100 anos.

Fonte: Agência Brasil

sábado, 26 de dezembro de 2009

Campanha Saco é um Saco estimula uso de sacolas retornáveis pela população.

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, participou no início da tarde de segunda-feira (21), no Rio de Janeiro, da campanha Saco é um Saco. Com o objetivo de incentivar os consumidores a reduzir o uso de sacolas plásticas nas compras de Natal, a ação prevê mobilizações em estações de metrô da capital fluminense e também em Brasília.
Na estação do Largo da Carioca, no centro do Rio, um papai noel distribui com seus ajudante, durante todo o dia, sacolas retornáveis aos passageiros, além de dar dicas de consumo consciente, como o uso de carrinhos de feira ou caixa de papelão como formas alternativas para transportar as compras, prejudicando menos o meio ambiente.
Dados do Ministério do Meio Ambiente apontam que a cada ano mais de 500 bilhões de sacolas plásticas são descartadas em todo o mundo, entupindo bueiros, agravando enchentes e contribuindo para a poluição dos mares, lagos e rios.
No Rio de Janeiro, uma lei estadual sancionada em julho deste ano determina a coleta e a substituição, por estabelecimentos comerciais, das sacolas ou dos sacos plásticos por outros de material reutilizável. O texto prevê que as microempresas têm três anos para cumprir a medida; as empresas de pequeno porte, dois anos; e os médios e grandes estabelecimentos devem se adequar num prazo máximo de um ano.
Estabelecimentos que não tiverem cumprido a norma após o prazo estipulado deverão receber sacolas e sacos plásticos devolvidos pelos consumidores e oferecer descontos ou permutas.
Fonte: Agência Brasil

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

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FELIZ NATAL E PROSPERO ANO ANO

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Vigilância será rígida com comida nas praias do Guarujá.

Agentes começaram a fiscalização neste fim de semana. Quiosques poderão ser multados e até interditados.


Porção de fritas, queijo coalho, lanches naturais, espetinho de camarão, acarajé e tapioca estão na mira de agentes da Vigilância Sanitária de Guarujá, na Baixada Santista, durante a alta temporada. No fim de semana, equipes começaram a percorrer as praias da cidade para fiscalizar quiosques, carrinhos, ambulantes e orientar os turistas. A ação vai se estender até o carnaval.
Segundo Carlos Leda, chefe da Divisão da Vigilância Sanitária do município, a intenção é combater o comércio irregular à beira-mar. "Nossos agentes vão visitar os carrinhos, observar a manipulação dos produtos e também a higiene dos funcionários que servem a comida", explicou. Ele citou que um funcionário que lida com comida, por exemplo, não pode mexer com dinheiro.
A fiscalização também terá como foco carnes e frangos vendidos com o prazo de validade vencido. "Encontrar comida estragada fará parte da fiscalização, assim como saber qual é a procedência do gelo usado nas bebidas", comenta Leda.
Cada equipe será formada por cinco fiscais. Caso seja detectada irregularidade, os quiosques e carrinhos poderão ser multados e até interditados por tempo indeterminado. O valor da multa não foi informado pela Prefeitura de Guarujá.
Fonte: Agência Estado

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Brasil terá o verão mais quente dos últimos anos, informa Inpe.

O verão brasileiro, que começou no dia 21, terá temperaturas acima das registradas nos últimos anos. Nas regiões Sul e Sudeste, a tendência é que continue a chover na mesma intensidade que vem sendo registrada.
A informação é do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTec) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
A excepcionalidade se deve ao fenômeno atmosférico-oceânico El Niño e ao aquecimento global. O fenômeno se caracteriza pelo aquecimento anormal das águas superficiais no Oceano Pacífico Tropical. A ocorrência afeta o clima regional e global e muda os padrões de vento e o regime de chuva em regiões tropicais e de latitudes médias. No Brasil, o fenômeno causa mais chuva na região Sul e seca no Norte.
De acordo com especialistas do CPTec, em 2008 houve aumento de 0,36 graus Celsius na temperatura do planeta, quando comparado aos registros de 1961. A previsão de um verão mais quente, porém, não representa uma mudança climática definitiva. Para considerar a variação como fixa seria necessário analisar um período de 50 a 100 anos.
Fonte: Agência Brasil

Depressão será segunda doença mais grave em 2020.

Em 2020, a depressão pode pular do quarto para o segundo lugar no ranking da Organização Mundial da Saúde (OMS) das principais doenças que causam incapacidade para o trabalho. O estresse no trabalho pode ser um dos principais motivos para que a doença chegue a esse patamar. Atualmente, a depressão afeta cerca de 121 milhões de pessoas no mundo.

O National Institute for Occupational Safety and Health, dos Estados Unidos, mostra que o estresse no trabalho acontece quando as exigências não se igualam às capacidaes, aos recursos e às necessidades do trabalhador.

Já a Enciclopédia de Saúde e Segurança do Trabalho da Organização Internacional do Trabalho (OIT) instituiu os estressores psicossociais e organizacionais para medir o grau de estresse ocupacional: excesso de atividades, pressão de tempo e trabalho repetitivo, conflito de papéis entre subordinados e superiores, além de falta de apoio social.

Os estressores físicos também ajudam a identificar um quadro de estresse no trabalho. A OIT destaca, dentre esses fatores: produtos químicos, ruídos, altas temperaturas, tecnologia de produção em série, processos de trabalho muito automatizados e trabalhos em turnos.

Tentar diagnosticar a depressão e tratar o trabalhador para que ele não precise se afastar de suas funções ainda é uma tarefa difícil. O médico do trabalho e psiquiatra clínico e forense, Dr. Duílio Antero de Camargo, afirma: “Ainda existe muito desconhecimento e preconceito sobre as doenças mentais associado à estigmatização, à vergonha e ao medo da exclusão social. Isso afeta o diagnóstico, o tratamento e, consequentemente, a evolução da doença”.

A depressão é uma doença que apresenta sintomas claros. A Classificação Internacional de Doenças registra que humor deprimido, perda de interesse, energia reduzida, concentração e atenção reduzidas, auto-estima e autoconfiança baixas são alguns dos sinais da doença.

O tratamento ideal para reverter o quadro seria a combinação de medicamentos antidepressivos com a psicoterapia. A OMS estima que entre 60% e 80% das pessoas que são diagnosticadas logo no início da doença e recebem o tratamento adequado conseguem se curar. A organização, porém, contabiliza que menos de 25% dos afetados pela doença — em alguns países a parcela chega a 10% — recebem o cuidado necessário.

O Dr. Duílio Camargo prevê que as empresas passem a investir mais no tratamento de doenças mentais relacionadas ao trabalho, como é o caso da depressão. “Parece que esse investimento tende a melhorar, devido principalmente ao alto grau de incapacidade produzido pelos transtornos mentais”, pondera. Os quadros de depressão não tratados podem levar ao afastamento das atividades e, posteriormente, à demissão. A baixa produtividade e o desinteresse pela rotina podem afetar a avaliação da empresa sobre o empregado.

Conhecer os transtornos mentais facilita a prevenção e também o diagnóstico das doenças ligadas a esses distúrbios. Para isso, Dr. Duílio lembra que a Anamt promove cursos nessa área em diversas capitais. “A implantação de programas preventivos, que priorizem a intervenção precoce, é fundamental e, entre eles, podemos destacar o Programa de Saúde Mental e Trabalho”, frisa.

O trabalhador também pode se prevenir para que não tenha depressão. É importante, nesse caso, conhecer melhor o ambiente de trabalho e, assim, saber delimitar limites e responsabilidades. Outro passo importante é vencer o preconceito sobre os transtornos mentais, informando à empresa e ao médico quando surgir algum dos sintomas que os caracterizam.
Fonte: ANAMT

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Alpinista caiu durante instalação da iluminação de Natal.

O homem que caiu na manhã do dia 3 de dezembro da Ponte Octavio Frias de Oliveira, mais conhecida como ponte estaiada, na Zona Sul de São Paulo, estava a uma altura de cerca de 20 metros quando sofreu a queda, segundo informações do Corpo de Bombeiros. O acidente aconteceu quando a vítima, que faz parte de uma das equipes responsáveis pela iluminação de Natal da ponte, subia para trabalhar.
“Ele perdeu o controle do rapel”, afirmou o capitão dos bombeiros Luciano Souza. Segundo o capitão, o alpinista sofreu apenas uma fratura no tornozelo e está estável e consciente.
A ponte estaiada permaneceu por alguns minutos totalmente interditada nos dois sentidos para o trabalho dos bombeiros, o que causou grandes filas. A ponte foi liberada para o tráfego às 12h40.
Segundo alpinistas que trabalhavam com a vítima, a queda ocorreu dentro de uma das torres da ponte. Este foi o primeiro acidente desde que o trabalho de iluminação na ponte começou a ser feito, em 2008.
O resgate foi um pouco demorado pois o local onde o alpinista caiu era de difícil acesso. Foi preciso que os bombeiros acionassem um carro especial para retirá-lo da área.
A assessoria de imprensa da Mix Branding Experience, responsável pela iluminação especial, confirmou que o homem trabalhava na decoração de Natal e que ele teve apenas ferimentos leves.
Fonte: G-1

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Bombeiros alertam para o risco de acidentes nas festas de fim de ano.

O Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás (CBMGO) alerta a população para os riscos de acidentes nesta época do ano. O principal é o de choque elétrico e incêndio causados por curto-circuito das luzes da decoração de Natal. O ideal é adquirir apenas enfeites aprovados pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro).

A instalação deve ser feita por profissional qualificado, com o circuito desenergizado, seguindo as mesmas regras para manutenção de instalações elétricas prediais. Emenda de fio mal feita pode causar aquecimento e consequente aumento do consumo de energia e o mau isolamento pode permitir a passagem da corrente elétrica e causar curtos-circuitos ou acidentes com terceiros.
Confira algumas dicas para ter um Natal Feliz:
* Desligue o conjunto da tomada de energia ao substituir lâmpadas e nunca execute esse procedimento puxando a tomada pela fiação;
* Evite deixar a instalação em área sujeita à chuva ou alagamento;
* Não deixe a fiação ao alcance de crianças;
* Não instale o conjunto de lâmpadas decorativas em estrutura metálica e também pontiaguda;
* Após instalação, verifique e corrija quaisquer pontos de aquecimento. Siga corretamente as instruções do catálogo do fabricante;
* Para conjuntos para fachada de prédio com potência mais elevada, contrate serviço de um engenheiro, técnico ou eletricista para dimensionar a fiação e a proteção do circuito de acordo com a carga a ser ligada;
* No caso de fachada, verifique a proximidade com a rede de energia, pois, no caso de chuva forte com vento, a iluminação decorativa instalada pode vir a tocar a rede elétrica e provocar curtos-circuitos;
* Evite choques elétricos, observando a distância mínima da rede elétrica ao realizar a decoração de fachadas ou áreas externas.
* Embora confiram um aspecto especial a qualquer árvore, não utilize velas na decoração – o risco de incêndio torna-se perigosamente elevado;
* Desligue sempre as luzes decorativas antes de se deitar e sempre que sair de casa e no caso de existirem crianças pequenas ou animais domésticos, torna-se necessário afixar a árvore de Natal a um elemento estável e seguro;
* O uso inadequado de fogos de artíficio, os acidentes nas rodovias, os afogamentos também causam preocupação no CBMGO;
* Em caso de emergência, entre em contato com o CBMGO pelo telefone de emergência 193.

Já no réveillon o risco está relacionado aos fogos de artifício. O dia 31 de dezembro é a véspera do ano novo. A população se prepara para a noite mais alegre do ano. Mas atenção: os fogos de artifício são um perigo, alerta o Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás (CBMGO). É preciso tomar cuidado. Para evitar a compra de material clandestino, é importante observar se o local de venda está regularizado no Corpo de Bombeiros e possui certificado de registro junto ao Exercito.

Nas lojas credenciadas, os vendedores são treinados para orientar os usuários sobre as medidas de segurança. Estas casas possuem iluminação blindada contra explosões, extintores e sistema de proteção contra descargas atmosféricas (pára-raios). Para aproveitar o réveillon sem perder a tradição de soltar os fogos de artifício, é preciso tomar alguns cuidados, como por exemplo respeitar o limite de idade que vem indicado pelo fabricante na embalagem do produto.

Em caso de queimaduras, a recomendação inicial é esfriar a lesão com água corrente e fria. Não deve ser colocado nenhum produto em cima, como pasta de dente, manteiga, clara de ovo ou nada que o vizinho diga que se deve fazer. Envolva o membro ou a extremidade queimada e leve a vítima a um hospital, ou a um posto de saúde para que um médico que possa avaliar. A seguir algumas dicas dos Bombeiros que deseja a todos um Feliz Ano Novo:

Precauções:
- Leia e siga as instruções na embalagem;
- Use fogos em locais abertos;Armazene fogos em local frio e seco;
- Solte fogos sob a supervisão de adultos e de acordo com a sua idade;
- Nunca tente reutilizar os fogos que tenham falhado;
- Nunca atire fogos na direção de outras pessoas;
- Nunca atire fogos de lugares fechados, como carros ou residências;
- Nunca faça experiências, modifique ou tente fazer seus próprios fogos de artifício;
- NUNCA utilize fogos após ingerir BEBIDAS ALCÓOLICAS;
- Não desmontar os fogos;Não fumar dentro dos estabelecimentos que vendem fogos;
- Deixar os fogos fora do alcance de crianças;
- Em caso de show pirotécnico, contratar profissional habilitado;
- Antes de usar um produto, ler cuidadosamente as instruções impressas nas embalagens e ter cuidado ao segurar os fogos para evitar acidentes.
Em caso de acidentes:
- Enquanto não houver atendimento no hospital, cobrir a queimadura com um pano limpo;
- Nunca fure as bolhas! Elas servem para proteger a área queimada;
- Não retire roupas grudadas, fragmentos de objetos ou graxas das lesões;
- Não use pomadas sem ordem médica, nem toque as lesões com as mãos;
- Procure Socorro Médico;
- Se houver sangramento, faça um curativo com gaze ou um pano bem limpo.
Lesões causadas:
- Queimaduras;
- Amputação dos dedos e até da mão;
- Se uma bombinha explodir próximo de seus olhos, poderá causar cegueira;
- Trauma acústico.
Em caso de emergência entre em contato com o Corpo de Bombeiros através do telefone 193.
Fonte: CBMGO

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Faxineira cai do 8º andar de prédio e morre em BH.

Uma faxineira morreu, na manhã do último sábado, ao cair do 8º andar de um edifício no Bairro Santo Antônio, Região Centro-Sul de Belo Horizonte. Maria das Graças Alves, de 58 anos, usava uma escada para limpar a janela da sala 808, um escritório de decoração, quando perdeu o equilíbrio. O corpo estava no jardim do prédio, que fica na Rua Teixeira de Freitas, 478.
O lavador de carros Waldir Alves dos Santos viu o momento em que Maria das Graças sofreu o acidente, por volta das 7h40. Segundo ele, a faxineira estava em uma escada, com as mãos por fora da vidraça, quando a tragédia ocorreu. Waldir disse também que ela dava faxina todos os sábados pela manhã no escritório.
Uma das sócias do escritório, identificada apenas por Leila, informou que a faxineira trabalhava eventalmente aos sábados e ficava na sala por cerca de uma hora. Ela não quis dar mais declarações sobre o fato. O advogado disse que "eles vão tomar a assitência cabível", mas não especificou quais. Ele também não quis comentar mais sobre o assunto.
Uma faxineira que gravou uma entrevista com a equipe da TV Alterosa e não quis ser identificada ficou apavorada ao ver uma colega morrer em um acidente de trabalho. Ela contou que a faxina também é feita sem a devida segurança no prédio onde presta serviços, que fica próximo ao local do acidente. Diante do que viu nesta manhã, a mulher comentou que não vai mais limpar os vidros das janelas.
Fonte: TV Alterosa

Cabeleireiros apresentam maior risco de desenvolver câncer, diz estudo.

Os cabeleireiros e outros profissionais do ramo têm maior risco de câncer do que a população geral, segundo estudo recentemente publicado no International Journal of Epidemiology. Segundo os pesquisadores, isso ocorre porque esses profissionais estão cronicamente expostos a um grande numero de produtos químicos em seu ambiente de trabalho, incluindo carcinogênios em potencial nas tinturas.

Pesquisadores espanhóis analisaram estudos sobre o risco relativo estimado de câncer em cabeleireiros e outros profissionais do ramo, obtidos em diversas bases de dados, como o Medline, além de consultas aos trabalhos referenciados e aos autores. Avaliando um total de 247 estudos, os pesquisadores estimaram um risco relativo combinado dos diversos estudos específicos da exposição ocupacional como cabeleireiro de 1,27 para câncer de pulmão, 1,52 para câncer de laringe, 1,30 para câncer de bexiga e 1,62 para mieloma múltiplo. As análises indicaram que o aumento no risco de outros tipos de câncer foi bem menor.

Os resultados de estudos realizados antes do banimento de dois dos maiores agentes carcinogênios presentes em tintas para cabelo em meados dos anos 70 foram semelhantes aos resultados gerais. Baseados nos resultados, os especialistas sugerem a emergência de medidas para reduzir a exposição desses profissionais a substâncias causadoras do câncer. "Uma melhoria no sistema de ventilação nos salões de beleza, e a adoção de medidas higiênicas com o objetivo de reduzir a exposição aos carcinogênios em potencial no trabalho podem reduzir esse risco", destacaram os autores.
Fonte: International Journal of Epidemiology

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Comércio lidera ranking de acidentes de trabalho.

Marília vai na contramão do país, segundo dados da Previdência Social.

O comércio lidera o ranking entre os setores de atividade econômica quando o assunto é acidentes de trabalho, segundo a regional do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). De janeiro a novembro de 2008, segundo o órgão, foram registrados 435 casos de acidentes de trabalho no comércio de Marília. No mesmo período deste ano foram 458 casos.
O município vai na contramão do país, segundo dados da Previdência Social. Em 2008 foram registrados em todo o país 747,6 mil acidentes de trabalho sendo que a indústria lidera o ranking, com 45,73%.
“A partir de 2010, as empresas que tiverem maior número de acidentes terão uma contribuição maior para a Previdência e aquelas que tiverem menor número terão que contribuir com menos”, disse a chefe de benefícios do INSS de Marília, Sônia Peixoto.
Fonte: Rede Bom Dia

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Escolas podem ser obrigadas a manter socorristas.

Projeto obriga escolas a manter equipe permanente de socorristas.
A Câmara analisa proposta que obriga as escolas públicas ou particulares a manterem equipes permanentes de socorristas e ou brigadistas, para preparar professores e alunos a enfrentarem situações de emergência. A medida é o tema do Projeto de Lei 5217/09, do deputado Eliene Lima (PP-MT).
Os socorristas são treinados para prestar atendimento de primeiros socorros em casos como desmaios, fraturas e traumatismos, entre outros. Já os brigadistas são aptos a combater incêndios de todas as proporções, enquanto não chega o reforço do Corpo de Bombeiros.
Situações de emergência
Além dessas responsabilidades, as equipes previstas no projeto também atuarão na preparação de professores e alunos para enfrentar situações de emergência. Treinos para evacuação rápida em casos de incêndio e de prevenção de catástrofes são atividades que já existem normalmente em escolas de outros países.
O deputado Eliene Lima lembra que "muitas vidas de estudantes ou professores podem ser salvas" graças ao pronto atendimento de profissionais especializados em reanimação ou em manutenção dos sinais vitais, até que haja o transporte da vítima a um hospital.
Tramitação
A proposta será analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Educação e Cultura; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Fonte: Agência Câmara

sábado, 12 de dezembro de 2009

Eletricista com doença auditiva ocupacional consegue reintegração ao emprego.

Um ex-empregado da empresa paulista UTC Engenharia que, após ser despedido descobriu que havia ficado com problemas na audição em decorrência da atividade profissional, conseguiu reintegração ao emprego e adicional de periculosidade. Com a rejeição de embargos da empresa, Seção I Especializada em Dissídios Individuais do Tribunal Superior do Trabalho, prevaleceu a decisão do Tribunal Regional da 2ª Região (SP).
Em novembro de 92, após ser dispensado, o trabalhador ajuizou ação, informando que havia trabalhado na empresa desde o ano anterior (91), como eletricista de manutenção e que havia adquirido uma doença auditiva em decorrência de excessivo ruído quando desempenha a sua atividade profissional.
A ação foi julgada improcedente pelo juiz de primeira instância, mas a sentença foi reformada pelo TRT da 2ª Região, que determinou a reintegração do trabalhador ao emprego, com direito a salários vencidos e vincendos.
Não concordando com esse resultado, a UTC recorreu, mas a decisão foi mantida, inicialmente na Sexta Turma do TST, depois na SDI-1, onde o relator, juiz convocado Douglas Alencar Rodrigues, afirmou que as decisões anteriores demonstraram que não houve violação constitucional e que estavam de acordo com a Súmula nº 378, II, do TST.
Haja vista que ficou claramente demonstrado pelo Regional que havia nexo de causalidade entre o local de trabalho, com excesso de ruído, “e a doença ocupacional (disacusia) que incapacitou parcial e permanentemente o eletricista”.
Quanto à estabilidade, o relator esclareceu que a Sexta Turma ressaltou que o fato de o empregado “não ter permanecido afastado por mais de 15 dias no curso do contrato de trabalho, por si só, não lhe retira o direito esse direito, pois o artigo 23 da Lei 8.213/91 estabelece como dia do acidente, no caso de doença profissional ou do trabalho, a data do início da incapacidade laborativa para o exercício da atividade habitual, ou o dia da segregação compulsória, ou o dia em que for realizado o diagnóstico, valendo para este efeito o que ocorrer primeiro”.
Fonte: Tribunal Superior do Trabalho

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Lei Antifumo protege até fumantes, aponta pesquisa.

Estudo inédito da Incor serve de amostragem para todo o Estado de SP.

Uma pesquisa inédita realizada pelo Incor (Instituto do Coração) do Hospital das Clínicas de São Paulo e divulgada nesta semana pela Secretaria Estadual da Saúde aponta que a Lei Antifumo, em vigor há quatro meses em São Paulo, ajuda a proteger até a saúde de pessoas que fumam, já que elas não estão mais expostas à fumaça do cigarro em ambientes fechados de uso coletivo.

O estudo realizou medições de monóxido de carbono em 710 estabelecimentos da capital paulista, entre bares, restaurantes e casas noturnas, em dois momentos: antes de a lei entrar em vigor e ao fim de três meses após o início da restrição, para avaliar as concentrações do poluente no ar dos ambientes, em garçons fumantes e em não-fumantes.

Os resultados mostram que o ar expelido por garçons fumantes, que apresentou nível médio de monóxido de carbono de 14 ppm (partes por milhão) antes da vigência da lei, passou para 9 ppm depois de 12 semanas (redução de 35,7%).

Para os garçons que não fumam, o impacto positivo foi ainda maior, passando de um índice de 7 ppm (equivalente ao de fumantes leves) para 3 ppm (nível de não fumante).

Já a medição realizada para verificar a poluição tabágica ambiental, o nível médio de monóxido de carbono nos estabelecimentos caiu de 5 ppm para apenas 1.

Segundo a diretora regional da Vigilância Sanitária Estadual em Sorocaba, Sônia Maria de Andrade Siqueira, embora o estudo não tenha sido feito na cidade, serve de amostragem para o Estado. “Recebemos vários relatos de pessoas, contentes com a lei.”

Ela disse também que a Lei Antifumo, além dos benefícios que já trouxe, pegou em Sorocaba: 95% dos estabelecimentos visitados a cumprem. Até hoje, foram aplicados 18 autos de infração na cidade.

Fonte: Agência Bom Dia

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Empregado agredido fisicamente por empregador recebe indenização

Ao julgar o caso de um trabalhador que foi agredido fisicamente por seu empregador, a 8ª Turma do TRT-MG entendeu que o fato de o agressor ser pessoa de idade avançada e com problemas pessoais não o isenta da responsabilidade por seus atos, uma vez que se trata de pessoa lúcida e plenamente capaz. Com esse posicionamento, a Turma manteve a condenação da empresa reclamada a pagar ao reclamante indenização por danos morais, apenas reduzindo o valor arbitrado.

A reclamada alegava que a agressão foi limitada a um tapa, que não causou lesão corporal, nem de natureza leve, pois o agressor é idoso e de menor porte físico que o reclamante. Além disso, ele anda atormentado pelo dor da perda de seus familiares. Mas, para a desembargadora Cleube de Freitas Pereira, não há justificativa para uma agressão física gratuita, como a que ocorreu no caso.

A testemunha ouvida declarou que é cliente da reclamada e, no dia da agressão, havia acabado de fazer compras e solicitou ao reclamante que utilizasse duas sacolas plásticas para embalar os produtos mais pesados. Em determinado momento, um senhor chegou ao local, rasgou as sacolas e, mesmo com a explicação da cliente, de que ela é quem havia pedido que as compras fossem embaladas daquela forma, deu um soco no empregado, que não reagiu. A testemunha registrou queixa no PROCON e na delegacia e disse que o agressor prometeu uma visita à sua casa, para se desculpar pelo ocorrido.

Para a relatora, a idade avançada e os problemas pessoais do agressor não o livram de responder pelos seus atos, pois a sua preocupação em se desculpar com a cliente demonstram que ele é lúcido e capaz para os atos da vida civil."Aceitar o ilícito em análise como normal é o mesmo que retroagir ao obscurantismo da ausência de regulação, pelo Estado, das relações laborais. Não pode o empregador, considerando sua supremacia econômica em relação ao trabalhador, como é regra geral, agredi-lo fisicamente. Na verdade, para muitos brasileiros tem sido difícil a percepção de que, embora a passos lentos, a sociedade está mudando seus valores, buscando seus direitos, entre eles, o respeito aos bens personalíssimos, tal como, a integridade física e psíquica"- frisou.

Considerando que o ato do sócio da reclamada feriu a honra e imagem do reclamante, a Turma manteve a condenação da empresa a pagar a ele uma indenização por danos morais.
Fonte: TRT - 3ª Região

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Torcida pelo time no ambiente de trabalho deve ter bom senso, dizem especialistas.

Funcionário deve saber se pode usar camiseta do time, por exemplo. Se houver regra que proíbe uso do traje pode haver demissão.

Em tempos de final de campeonato, é comum alguns torcedores mais entusiasmados decidirem ir para o trabalho com a camiseta do seu time, colocar bandeira, wallpaper, foto, flâmula no escritório ou até mesmo parar de trabalhar para assistir a jogos e comemorar em voz alta o êxito do time.

Mas, segundo especialistas ouvidos pelo G1, nem sempre essas demonstrações de amor pelo time podem ser bem vistas dentro da empresa. E, se a proibição do uso do traje estiver prevista em regulamento da empresa e o emprego tiver ciência das regras, ele pode ser demitido por justa causa caso desobedeça a norma.

Para a sorte do publicitário Cássio Alves dos Santos, 24 anos, a empresa para a qual ele trabalha, que atua no ramo da internet, não faz nenhuma objeção em relação ao culto ao time no ambiente de trabalho.

O são-paulino, que se considera fanático pelo tricolor paulista, garante que já participou até de reuniões com clientes usando a camisa do time. “Quando eu sei que haverá uma reunião no dia seguinte, não costumo ir com a camisa. Mas já aconteceu de eu estar com a camisa e ser chamado para uma reunião imprevista. Não teve jeito”.

Cássio diz que, nos três anos e meio que trabalha na empresa, já foi com a camisa do São Paulo pelo menos dez vezes. Na mesa de trabalho dele, há adesivos e wall paper do São Paulo. “Nunca tive problemas porque os diretores são todos são paulinos também.”

Apesar de a chefia torcer para o São Paulo, o publicitário garante que demais funcionários da empresa também costumam ir com a camisa de outros times para o trabalho. “O pessoal aproveita para fazer brincadeiras. Eu mesmo vou com a camisa do São Paulo para fazer provocação aos rivais quando meu time vence algum jogo”, diz.

Cultura da corporação

Segundo Marshal Raffa, gerente de planejamento de carreira da Ricardo Xavier Recursos Humanos, o funcionário torcedor tem que saber o limite dele dentro da empresa, entender a cultura da corporação e usar o bom senso.

“Na maioria das vezes nós já sabemos se podemos ou não usar camisetas ou colocar objetos que remetam ao time no ambiente de trabalho, mas caso o funcionário tenha dúvida se pode ou não fazer isso ele deve pedir para o chefe abrir uma exceção”, diz.

Raffa alerta, entretanto, para o caso de o patrão torcer para o time adversário. Nesse caso, vale o bom senso do funcionário.

“Às vezes os colegas do escritório se alteram quando o time deles perde, então nesse caso cabe evitar usar a camiseta do time que ganhou e fazer comentários sobre o jogo ou qualquer tipo de abordagem sobre futebol”, diz Raffa.

O consultor diz ainda que outra opção é ir com a camiseta do time por baixo de outra. “Às vezes o funcionário quer extravasar de qualquer jeito e essa é uma boa opção.”

Raffa alerta que em empresas em que os funcionários usam muito o telefone para contatar clientes ou que recebem parceiros no local não é recomendado que se deixe a TV ligada no jogo para que as manifestações dos funcionários torcedores não interfiram no ambiente de trabalho.

Outra dica do consultor é que o funcionário não minta para a chefia para poder assistir a um jogo importante seja no estádio ou em casa. “Se quer ver o jogo negocia com o chefe se houver liberdade para isso. Não pode inventar que está doente e chega no dia seguinte comemorando ou com a camiseta do time. Tem que ser profissional”, afirma.

Para Roberto Recinella, especialista em gestão do capital humano, o bom senso é sempre o limite para tudo.

“Ninguém gosta de perder e, às vezes, o fanatismo ultrapassa os limites da convivência. Brincadeiras são sadias desde que as pessoas levem na esportiva e estejam dispostas a participar. A sensibilidade do líder define a questão”, diz.

Ele considera que o uso de camiseta do time e de objetos que remetam ao time devem ser restritos à residência e estádio.

Para Recinella, as conversas sobre futebol durante o trabalho podem ir até onde o respeito e os limites não sejam afetados. “Se alguém deixa de colaborar com a equipe ou com um colega devido a divergências futebolísticas, então as conversas extrapolaram as relações e devem ser controladas. As pessoas devem ter maturidade para saber separar as coisas. Se não sabe brincar, não participe. Além disso, a competência de alguém não está ligada ao time que torce”, diz.

O especialista em recolocação profissional e presidente da Curriculum, Marcelo Abrileri, sugere que, mesmo quando a empresa permite o uso da camisa, ela seja usada somente às sextas-feiras. “É bom ser cauteloso e estar coberto de qualquer má interpretação. Não é porque é permitido que pode deitar e rolar. Às vezes, o exagero pode fazer com que o uso [da camisa do time no ambiente de trabalho] deixe de ser permitido.”

Demissão

De acordo com a advogada trabalhista Juliana da Silva Borges, se no regulamento da empresa houver a restrição ao uso de camisetas de futebol no ambiente de trabalho e o funcionário for mesmo assim com o traje ele pode ser demitido por justa causa.

“Se no regulamento da empresa houver alguma cláusula falando sobre trajes e vestimentas o funcionário pode sim ser demitido. Mas a empresa pode antes aplicar uma advertência e, caso o empregado torne a ir com a roupa, pode demiti-lo por insubordinação, o que caracteriza a justa causa”, explica.

Mas a advogada ressalta que o funcionário tem que ter ciência da existência do regulamento interno para que a empresa possa demiti-lo. “Geralmente as empresas entregam ao funcionário, no ato da contratação, esse regulamento. Se o empregado não tiver sido informado com antecedência, não cabe a justa causa”, diz.

Fonte: G1

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Saiba como proceder em caso de cheiro de gás

Não é normal sentir cheiro de gás no ambiente. Caso isso ocorra, tome as seguintes providências:

- Não acenda luzes nem risque fósforos.
- Verifique se o cheiro existe somente no local ou se vem de fora do imóvel.
- Mantenha o local ventilado
- Feche o registro de segurança do equipamento que estiver com vazamento.
- Ligue imediatamente para o Corpo de Bombeiros telefone 190.

Como proceder em caso de vazamento:


Lavar fraldas em creche não gera adicional de insalubridade

Empregada que cuida de crianças em creche, em regime de internato, não faz jus ao adicional de insalubridade. Segundo o ministro Aloysio Corrêa da Veiga, relator do recurso de revista do município de Pirassununga (SP), o assunto não comporta maiores considerações, pois a matéria já está pacificada no Tribunal Superior do Trabalho, em sua Orientação Jurisprudencial nº 4, item I. Foi esse entendimento que norteou a decisão da Sexta Turma de mandar excluir da condenação o pagamento do adicional pelo município de Pirassununga (SP).
A trabalhadora, segundo registros do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região (SP), estava exposta à umidade - pois lavava as fraldas das crianças da creche - e em contato com crianças portadoras de doenças infectocontagiosas, além de manusear, sem a prévia esterilização, os objetos de uso pessoal das crianças. Com base em laudo pericial conclusivo de que a empregada exercia atividades em ambiente insalubre, o Regional concedeu-lhe o adicional de insalubridade.
O município, porém, recorreu ao TST, alegando que a insalubridade significa a exposição permanente e contínua a agentes infectocontagiosos, os quais, de acordo com os artigos 190 a 195 da CLT, devem estar previstos em atos normativos do Ministério do Trabalho. Segundo o ministro Corrêa da Veiga, não há como reconhecer insalubridade, neste caso, em relação às atividades da empregada na creche. "Tais atividades não encontram previsão expressa nas Portarias do Ministério do Trabalho", ressalta o relator, informando que o Anexo 10 da NR-15 trata de atividades ou operações executadas em locais alagados ou encharcados, com umidade excessiva, capazes de produzir danos à saúde dos trabalhadores, e o Anexo 14 relaciona as atividades que envolvem agentes biológicos. O ministro concluiu, então, que a atividade desenvolvida pela trabalhadora contratada pela creche não está prevista especificamente nas normas em questão - Anexos 10 e 14 da NR-15 - "motivo pelo qual deve ser reformada a decisão regional para excluir a condenação ao pagamento do adicional de insalubridade e reflexos".
Fonte: TST

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Segurança aprova fiscalização de bombeiros a serviço de brigadista.

A Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado aprovou, no dia 25 de novembro, uma medida que obriga empresas que prestam serviço de brigadista particular a submeterem-se à fiscalização pelos corpos de bombeiros militares. A determinação vale também para as empresas que oferecem cursos de formação a esses profissionais.

Foi aprovado o substitutivo do relator, deputado Paes de Lira (PTC-SP), ao Projeto de Lei 6047/09, do deputado Major Fábio (DEM-PB). O texto original autoriza estabelecimentos de grande porte a contratar empresas de prestação de brigada de incêndio ou socorrista.

A proposta estabelece ainda que tais empresas deverão ser credenciadas por corpos de bombeiros militares. O projeto ainda exige que a execução do trabalho de combate a incêndio e a proteção do local atingido será de responsabilidade do corpo de bombeiro militar.

Bombeiro civil
De acordo com o relator, no entanto, todas essas determinações já constam na Lei 11.901/09, que trata da profissão de bombeiro civil. Segundo ele, faltou apenas incluir na lei a previsão de que as empresas prestadoras de serviços de combate a incêndios e os cursos técnicos de formação de brigadista particular devem ser fiscalizados pelos bombeiros militares.

Tramitação
O projeto ainda terá análise conclusiva das comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Fonte: Agência Câmara

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Nova norma para inspeção veicular.

Resolução do Conama que obriga inspeção veicular é publicada no DOU.
A Resolução nº 418, de 25 de novembro de 2009, do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), que torna obrigatória a inspeção veicular nos estados e cidades do país com mais de 3 milhões de veículos, foi publicada na edição desta quinta-feira, 26 de novembro, do Diário Oficial da União.
Com a publicação, estados e municípios ficam obrigados a elaborar planos para realizar a inspeção de suas frotas de veículos. Atualmente, só a cidade de São Paulo e estado do Rio de Janeiro fazem a fiscalização. Segundo dados do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), referentes a maio de 2009, tem mais de 3 milhões de veículos os estados de Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul.
"O ministério está muito imbuído politicamente para que a Resolução seja implantada em todo o país", diz Rudolf de Noronha, gerente de projetos do Departamento de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente. De acordo com o documento, devem passar pela inspeção para controle de poluição todos os veículos automotores, motociclos e veículos similares, independentemente do tipo de combustível que utilizem.
As condições da inspeção serão definidas no Plano de Controle de Poluição Veicular (PCPV), que deverá ser elaborado pelos estados em até 12 meses contados a partir da publicação da Resolução no DOU. E, a partir de sua implantação, veículos que não tenham passado pela fiscalização não terão o licenciamento anual renovado. "Esperamos que, em um ano, todos os estados já estejam com seus planos prontos", diz Noronha. "Estaremos à disposição para colaborar tecnicamente no que for preciso", reforça.
Uma espécie de guia para a gestão do controle da poluição veicular, o PCPV deverá ter por base, quando houver, o inventário de emissões de fontes móveis e o monitoramento da qualidade do ar. O plano vai estabelecer, ainda, a extensão geográfica e as regiões a serem priorizadas; a frota-alvo e respectivos embasamentos técnicos e legais; o cronograma preliminar de implantação; a periodicidade da inspeção; a análise econômica; e a forma de integração, quando for o caso, com programas de inspeção de segurança veicular.
Com o controle, o Conama pretende reduzir os casos de poluição decorrentes de falhas de manutenção e de alteração nos projetos originais dos veículos. Os resultados esperados são a melhoria da qualidade do ar, com a consequente melhoria da saúde pública e aumento da expectativa de vida dos habitantes das grandes cidades. A redução das emissões veiculares reflete diretamente na questão do aquecimento global e na questão da concentração de ozônio na troposfera, responsável pelo efeito estufa.
Fonte: MMA

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Excesso de trabalho pode causar problemas físicos e psicológicos.

Como é possível saber se estamos trabalhando demais? O que é excesso de trabalho para um, pode não ser para outro. Por isso, é importante refletir sobre quais são os limites físicos e psicológicos.
Tem ficado extremamente cansado? Com dores no corpo? Dor de cabeça? Muita sonolência? O trabalho está sem sentido? Às vezes, nem tem vontade de ir trabalhar. Esses podem ser indícios de que está com uma carga de trabalho muito pesada.

“Na década de 90, nós tínhamos um grande aumento de lesões por esforços repetitivos. Para o século XXI, posso dizer com segurança que as questões dos aspectos psicológicos são as que estão influenciando mais a vida dos trabalhadores” explica a médica Vera Zaher.

Pelos números dos auxílios-doença do Ministério do Trabalho, os problemas musculares continuam liderando o ranking de pedidos de licença. De 2006 para 2008 houve um aumento de mais de 500% (de 19.956 para 117.353).

Mas o que vem chamando a atenção dos médicos nos últimos anos é que a ocorrência de doenças relacionadas ao sistema nervoso está cinco vezes maior. Em dois anos subiu de 1.835 para 9.306 pedidos.

E nesse mesmo período, os transtornos mentais e comportamentais tiveram um aumento de mais de 1.900%. Foram pouco mais de 600 pedidos de licença para mais de 12 mil (de 612 para 12.818).

No final de 2007, Hellen Taynan passou em um concurso para ser técnica em administração e finanças de uma Farmácia Popular. Assim que assumiu o cargo a função não era o que esperava. Ela serviu de atendente e faxineira.

Com dois meses, começou a desenvolver sintomas como taquicardia, crise de asma e pressão alta. Hellen procurou um psiquiatra que diagnosticou depressão profunda e ansiedade generalizada. Desde então, ela está há cinco meses afastada do trabalho.

“Me sinto melhor depois das medicações e do acompanhamento terapêutico. Entretanto, só vou me sentir bem e realizada quando conseguir voltar a trabalhar em uma função que eu goste, que eu saiba fazer. Hoje, o que quero é minha vida profissional de volta”, conta Hellen.

O excesso de trabalho pode ser dado pela empresa como no caso de Hellen. Mas, o funcionário também pode tomar para si cada vez mais tarefas e acabar sobrecarregado. Por isso, vale ficar atento a algumas coisas.

“Aprenda a conhecer os seus limites: tem horários para entrar, horário para sair, conheça seu trabalho, saiba o que você está fazendo dentro do ambiente, tenha prazer no que faz. Com isso eu posso afirmar que uma boa parte do campo físico, das patológicas, a gente pode evitar nessa comparação excesso de trabalho e saúde”, completa a médica.
Fonte: Jornal Hoje

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

1º de Dezembro - Dia Mundial de Luta Contra a AIDS


Meio Ambiente - Acidente gera multa a INB.

Ibama autua empresa que explora urânio em Caetité/BA.
A Indústrias Nucleares do Brasil S/A - INB, empresa que explora a mina de urânio no município de Caetité, foi autuada na quinta-feira (19) pelo Ibama por descumprimento de condicionante da Licença Ambiental (condicionante 1.4 da Licença de Operação nº 274 de 2002), que determina o imediato informe ao órgão de qualquer acidente ocorrido no empreendimento. Por este motivo, a INB foi multada no valor de R$ 1 milhão.
O Ibama também notificou a empresa a apresentar relatório detalhado sobre o acidente na Unidade de Concentração de Urânio - URA, envolvendo vazamento de solvente orgânico com urânio no dia 28 de outubro de 2009. Este relatório circunstanciado, de acordo com a equipe técnica, deve conter a análise de todos os efeitos decorrentes, das medidas de controle e o monitoramento do ocorrido.
A vistoria à área em que ocorreu o acidente foi efetuada no dia 18/11, quando os técnicos do Ibama, acompanhados pelo gerente da Unidade de Concentração de Urânio, percorreram alguns pontos dentro do empreendimento onde foram detectados o vazamento.
De acordo com o relatório técnico, a equipe constatou a efetividade do vazamento do solvente orgânico contendo urânio, que transbordou dos tanques de processamento para a caixa de brita. Devido à forte chuva, esse material transbordou ainda para o sistema de drenagem das águas pluviais, atingindo a canaleta de drenagem, que direciona a água para a Barragem do Córrego do Engenho.
Como resultado, constatou-se a contaminação de 15 metros cúbicos de material (terra e brita), retirado da caixa de brita, e 33 metros cúbicos de solo contaminado da canaleta de drenagem.
Esse material, de acordo com informações da empresa, foi retirado do local e colocado em área de segurança. "Os 16 metros cúbicos de material contaminado foram enviados para a pilha de lixiviação e os 33 metros cúbicos de solo contaminado foram enviados para o depósito de ésteres", diz o documento.
Os técnicos também investigaram outra denúncia envolvendo a empresa - esta do dia 16/11, sobre um desabamento de rochas na mina de exploração de urânio. Após a vistoria no local, eles consideram o fato de pequenas proporções, mas recomendaram à empresa que sejam realizados procedimentos de segurança visando evitar novas ocorrências.
A equipe do Ibama que vistoriou a área de ocorrência, em Caetité, foi composta por um técnico de emergência ambiental, dois técnicos do setor de Licenciamento Ambiental, um técnico da Superintendência do Ibama na Bahia - Supes/BA e outro do Escritório Regional do Ibama em Vitória da Conquista. Também integrou a equipe um representante do Ingá, a convite da Supes-BA.
Fonte: Ambiente Brasil