quinta-feira, 31 de março de 2011

Sintoma de empresas doentes.

O assédio moral no ambiente de trabalho é um tema recorrente nas áreas de recursos humanos das organizações, nos departamentos de responsabilidade social, entre profissionais da saúde e psicólogos.

Conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS), o assédio moral consiste no uso deliberado da força e do poder contra pessoa, grupo ou comunidade, de forma repetitiva e prolongada, em consequência do qual podem resultar lesões, danos psicológicos, transtornos e privações, com graves desdobramentos para a saúde dos que passam por essa lamentável situação. - Na prática, muitos de nós tivemos a experiência ou ao menos conhecemos pessoas, sejam colegas, amigos ou familiares, submetidos a humilhações no ambiente de trabalho.

Embora não exista legislação específica sobre o assunto no Brasil, a jurisprudência reconhece as seguintes atitudes, praticadas por empregador ou por seus representantes, como características do assédio moral: deixar o funcionário sem tarefas ou mesmo no corredor da empresa, separado dos demais; fazer piadas; controlar o tempo gasto no banheiro; insinuar que o funcionário é incompetente; determinar que o trabalhador execute funções muito acima de suas possibilidades ou, ao contrário, que desempenhe tarefas inúteis ou que estejam bem abaixo de suas habilidades; e exposição ao ridículo, entre outras situações.

No Brasil, há um fator social que agrava a situação: a nódoa do escravismo que prevaleceu no País até 1888, pelo qual o abuso de autoridade, a humilhação e a violência enraizaram-se como práticas cotidianas nas relações entre os que mandam e os que cumprem tarefas; felizmente, um longo caminho foi trilhado desde então em benefício de toda a sociedade.

No Congresso Nacional, tramita em ritmo lento projeto de lei que tipifica o assédio moral como uma espécie de acidente de trabalho, de forma a gerar direito à licença-saúde e outras indenizações.

Enquanto o assunto não é encarado como problema social, muitas empresas utilizam a violência psicológica como ferramenta para obter melhores resultados de seus funcionários. Acreditam que a pressão desmedida por resultados fomenta a competitividade no ambiente de trabalho e gera profissionais mais eficientes, produtivos e criativos.

Nessa linha de gestão, surgem metas impossíveis de serem cumpridas, abuso de horas trabalhadas e destrato no dia a dia, com humilhações por escrito ou verbais, muitas vezes em público. O resultado dessa linha de ação, porém, não é nada produtivo: ambientes doentios geram trabalhadores doentes.

Em recente palestra em São Paulo, o pesquisador da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Roberto Heloani fez a seguinte observação: "É praticamente impossível não haver assédio moral em um ambiente em que o outro é visto como uma coisa; você se vê como uma coisa também, porque assim é tratado".

A intervenção do professor Heloani é precisa. O assédio moral nasce em ambientes nos quais os profissionais não são tratados como pessoas. Assim, pouco adianta a empresa ter um belo planejamento estratégico sem alinhá-lo à correta gestão de recursos humanos. Na prática, a saúde do negócio depende diretamente da saúde de seus funcionários, a começar pela mental.

Há muitas ferramentas de gestão que ajudam a construir um ambiente de trabalho saudável, como pesquisa de clima organizacional, gestão por competências e, até mesmo, a certificação SA 8000, norma voluntária que se baseia em convenções da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e que estabelece um modelo de gestão de pessoas e da cadeia de fornecimento estruturado em processos focados na melhoria contínua das relações e condições de trabalho.

Essas ferramentas são apenas alguns dentre os caminhos que as empresas podem seguir em direção a práticas que preservem o respeito e a dignidade nas relações trabalhistas, sem perder de vista suas diretrizes corporativas e estratégicas de negócio. Com essa disposição em mente, as empresas poderão contar com colaboradores mais felizes, produtivos e integrados, motivados a dar conta de suas missões em mercados sempre mais competitivos.
Fonte: Diário do Comércio, Industria e Serviços

quarta-feira, 30 de março de 2011

Bullying também ocorre no ambiente de trabalho.

Depois de muito esforço, a jovem, que antes só tinha o ensino médio, conseguiu ingressar na faculdade, graduar-se e finalmente conquistou uma promoção no trabalho. O que era para ser motivo de comemoração acabou virando um pesadelo. Ela foi literalmente perseguida por "colegas" de trabalho - inconformados pelo fato de ter sido promovida, com menos tempo de empresa do que outros.

Na opinião do psicólogo Fernando Elias José (que relatou este episódio lamentável sem citar o nome da pessoa e da empresa), a jovem perseguida foi vítima de bullying empresarial.

Embora seja mais comum ouvirmos falar de bullying em casos de desrespeito entre alunos em colégios, o termo também se encaixa muito bem para traduzir o conjunto das mais diversas formas de humilhações repetitivas e intencionais que muita gente acaba sofrendo, calada, no mundo corporativo.

De acordo com Elias José, que também é especialista em Psicoterapia Cognitivo-Comportamental, o bullying nas empresas pode se caracterizar como uma forma de preconceito. "(o bullying) Se caracteriza, muitas vezes, de maneira sutil ou até mesmo grosseira. As pessoas são excluídas e rechaçadas pelos colegas ou pelos seus superiores".

Consequências - Pegando como exemplo o caso da jovem citada no início da reportagem, o psicólogo diz lamentar imensamente o ocorrido, principalmente pelo fato de ter conhecimento dos malefícios posteriores que o bullying pode causar.

"Essa funcionária tem uma autoestima baixa, nível de insegurança elevado e, por essa razão, acabou sendo alvo `fácil’ do grupo e principalmente da líder".

As consequências, considera Elias José, são muito ruins, pois quem sofre bullying geralmente não consegue estabelecer bons vínculos afetivos e sociais. Conforme relata o psicólogo, as vítimas podem acabar ficando sozinhas, não crescem profissionalmente e nem mesmo pessoalmente.

Os apelidos e os estigmas criados com as práticas de humilhação no ambiente de trabalho tardam a serem esquecidos e o conselho para que isso não persiga a pessoa durante toda a sua vida é procurar ajuda de psicólogia e/ou psiquiatras.

"Se a pessoa não se tratar psicologicamente poderá sofrer, pois quem geralmente sofre de bullying são pessoas frágeis, com autoestima baixa, ansiosas, retraídas, mais quietas e isso pode ser superado com um tratamento adequado. Dessa maneira, há a necessidade de mudança para os comportamentos não se repetirem", conclui Elias José.

Bullying atrapalha o sono - Um recente estudo, publicado em um jornal norte-americano patrocinado pela Academia Americana de Medicina do Sono e da Sociedade de Pesquisa do Sono, mostrou que o bullying pode também prejudicar o sono tanto de quem sofre como de quem presencia a prática.

Na pesquisa, feita com cerca de sete mil pessoas, 11% das mulheres e 9% dos homens disseram já ter sofrido algum tipo de comportamento hostil no trabalho, enquanto que outros 31% e 32%, respectivamente, disseram ter presenciado o bullying na empresa.
Fonte: Revista Proteção

terça-feira, 29 de março de 2011

Número de participantes da Hora do Planeta bate recorde no Brasil.

Milhares de pessoas em 123 cidades brasileiras participaram da Hora do Planeta, no sábado, 26 de março. A presença de 20 capitais em conjunto com mais de 1.900 empresas e organizações resultou em um recorde de público desde que o evento foi iniciado no Brasil, há três anos.

A mobilização para deixar o país às escuras teve início às 20h30, horário de Brasília. Capitais como Campo Grande, Vitória, Salvador e São Paulo apagaram as luzes de diversos ícones das cidades em um gesto que chamou atenção para os desafios impostos pelas mudanças climáticas.

No Rio de Janeiro, cidade sede do evento brasileiro de 2011, cerca de 3,5 mil pessoas sambaram nos Arcos da Lapa, ao som das baterias das escolas de samba Mangueira, Portela, União da Ilha e Grande Rio.

A abertura da Hora do Planeta foi realizada pela ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, pelo prefeito Eduardo Paes e pelo secretário estadual do Meio Ambiente, Carlos Mic, que, juntos, desligaram as luzes de ícones como o Cristo Redentor, a orla de Copacabana, o Arpoador, o Pão de Açúcar e os Arcos da Lapa.

Com a cidade no escuro, foi a vez de os cidadãos realizarem um minuto de silêncio em homenagem às vítimas das enchentes no Brasil no início do ano, que afetaram severamente o estado do Rio de Janeiro, e aos recentes terremotos e tsunami no Japão.

Em Brasília, o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, e o superintendente de Conservação do WWF-Brasil, Cláudio Maretti, se reuniram no Museu da República para desligar um grande interruptor que simbolizou o apagar de luzes da cidade. Locais como a Esplanada dos Ministérios, o Palácio do Buriti e o Memorial JK também ficaram apagados.

A participação de três cidades do Acre (Xapuri, Santa Rosa do Purus e Sena Madureira) também chamou atenção dos realizadores do evento, mas foi a capital Rio Branco que concentrou grande parte das atividades. Um delas foi a “bicicleata” que partiu da sede do Governo Estadual e chegou na Ponte JK – ambos os pontos estavam apagados. A mobilização também lembrou o nome do ambientalista Chico Mendes e contou com a presença da filha dele, Elenira Mendes.

A terra de Padre Cícero, Juazeiro do Norte, no Ceará, também participou da celebração pelo planeta e apagou suas luzes por uma hora. Durante o período de escuridão a população aproveitou para observar estrelas, nebulosas, Saturno e seus anéis, em três telescópios oferecidos pela estação astronômica PieGise.

Hora do Planeta no mundo – Em todos os sete continentes cerca de 134 países e territórios participaram da Hora do Planeta, mas o número não é preciso. De acordo com o cofundador e diretor executivo do evento, Andy Ridley, “a lista de participantes oficiais sempre fica aquém do nível real de participação”.

“Depois do evento, a gente sempre descobre que ele foi realizado em países que nunca nos contataram, em lugares que nunca ouvimos falar”, completou.

A edição de 2011 da Hora do Planeta teve início nas ilhas Fiji e na Nova Zelândia, e terminou 24 horas mais tarde nas Ilhas Cook. A estimativa é que o número de participantes tenha ultrapassado o marco de cem milhões de pessoas.
Fonte: Portal Terra

Vagão com gasolina descarrila e vaza.

ALL abre sindicância para apurar causas do acidente; Cetesb deve analisar solo para verificar possível contaminação.

Dois vagões carregados com gasolina descarrilaram às 12h40, de ontem, no pátio ferroviário de Triagem Paulista, no Jardim Guadalajara, em Bauru. Foi necessária a ação rápida do Corpo de Bombeiros e de técnicos de segurança da América Latina Logística (ALL) para conter o vazamento do combustível de um dos vagões, provocado por um rompimento em sua parte inferior, que transportava 60 mil litros de gasolina vindos do município de Paulínia. Não houve feridos

De acordo com informações preliminares, a estimativa era de que, no mínimo, vazaram cerca de 600 litros do combustível - podendo chegar próximo a 2 mil litros-, cujo transbordo (transferência do produto para outro vagão) continuou até a noite de ontem. Segundo José Luiz Ximenes, técnico de segurança da ALL, a quantidade exata do vazamento só será conhecida hoje.

Cerca de 40 pessoas trabalharam no local durante toda a tarde e parte da noite de ontem. Entre elas, duas guarnições do Corpo de Bombeiros, uma base móvel da Polícia Militar, agentes da ALL, da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) e Defesa Civil. A ação em conjunto garantiu a contenção do vazamento.

O acidente, embora não tenha deixado vítimas, deixou em alerta o Corpo de Bombeiros, agentes ambientais e Defesa Civil pelo risco de explosões devido à perda do combustível, altamente inflamável.

Riscos

Segundo o coordenador da Defesa Civil de Bauru, Álvaro de Brito, a ação em regime de urgência foi primordial para que o incidente não tenha sido catastrófico. Foi necessário impedir o trânsito de veículos nas imediações.

Brito destaca que a operação de transbordo é delicada, por isso, o risco é grande. “É uma operação delicada tirar o combustível de um tanque e passar para outro. Por ser uma bomba de contenção mecânica (utilizada nesse processo), podem ocorrer faíscas, gerando risco de incêndio ou até mesmo explosões”, finaliza Brito.

A assessoria de imprensa da ALL informa que foi instaurada uma sindicância para apurar as causas do acidente e que os resultados devem ser divulgados em até 30 dias.

Técnicos da Cetesb devem fazer hoje uma raspagem do solo, no ponto do vazamento, para obter informações sobre possíveis danos ambientais.

Segundo Flávia Figueiredo, engenheira da Cetesb, o local será avaliado e amostras do solo devem ser retiradas ainda nesta terça-feira. “Vamos avaliar a situação. Devemos realizar coletas do solo exatamente no local onde aconteceu o vazamento, mas acreditamos que não devem ocorrer problemas, pois o vazamento do combustível foi contido rapidamente. Porém, só poderemos confirmar se não houve danos ambientais com o término das análises”, observa.

Falhas na manutenção

Acidentes envolvendo composições da América Latina Logística (ALL) têm sido comuns na região de Bauru. No início deste ano, o JC publicou matéria sobre um descarrilamento que resultou em uma explosão com quatro pessoas feridas, no Horto de Aimorés.

O acidente, nas proximidades do Distrito Industrial 2 de Bauru, aconteceu no dia 9 de janeiro. Com a explosão, cinco veículos foram atingidos. Das quatro pessoas feridas, uma ficou em estado grave e permanece na Unidade de Tratamento de Queimaduras do Hospital Estadual.

Na época, o prefeito Rodrigo Agostinho se mostrou preocupado com a situação dos dormentes do longo da malha férrea da ALL, pois foi constatado que muitos deles estavam podres.

Questionada obre o acidente de ontem, a assessoria de imprensa da América Latina Logística (ALL) disse em nota que a empresa está investindo cerca de R$ 650 milhões destinados ao aumento da produtividade e da segurança nas operações ferroviárias.

Entre os investimentos previstos estaria a troca de trilhos e dormentes, instalação de equipamentos de segurança na malha - como detectores de descarrilamento - e de tecnologia embarcada nas locomotivas, além de novos ativos (locomotivas e vagões) e da capacitação de suas equipes de campo.
Fonte: JCNET

segunda-feira, 28 de março de 2011

Projeto para saber como está a saúde do trabalhador no RS.

Estresse, fadiga ou Lesão por Esforço Repetitivo (LER) são sintomas comuns nos trabalhadores em educação. Apesar disso, dezenas de casos permanecem desconhecidos por falta de uma pesquisa científica. Identificar a realidade dos professores e funcionários da rede pública estadual de ensino é a proposta do Cpers/Sindicato. Um projeto foi desenvolvido para diagnosticar os principais problemas que afetam a saúde dos servidores.

Desde o último dia 14, a entidade promove uma série de seminários regionalizados no Estado para debater o tema. Em Santa Cruz do Sul, o encontro ocorreu na tarde de quarta-feira, na Câmara de Vereadores. De acordo com o diretor do 18º Núcleo do Cpers/Sindicato, Jânio Weber, o levantamento é necessário, especialmente por se tratar de setor público. "As relações interpessoais interferem no nosso modo de vida."

Segundo ele, a ideia é elaborar uma legislação específica para atender à demanda. "Todos os problemas são vistos de maneira pontual, ou seja, só na hora da perícia", observa Weber, acrescentando que os educadores não têm amparo. Na área do 18º Núcleo, que abrange 15 cidades da região, há registros de afastamento total ou parcial do trabalho e até mesmo de aposentadoria precoce. Com o levantamento, será possível obter esse número exato.

Conforme o assessor jurídico do Cpers/Sindicato, Paulo Cezar Lauxen, o projeto foi implantado em nível estadual e agora vem sendo apresentado em todos os núcleos regionais até o dia 20 de abril. A equipe técnica é multidisciplinar, sendo composta por médico e engenheiro do trabalho e um psicólogo e advogado especialistas em doenças do trabalho. "Trata-se de uma pesquisa validada cientificamente para mapear a categoria, ver qual o maior grau de incidência que afeta professores e funcionários", explica.

Lauxen antecipa que estresse, depressão, LER e Doença Osteomuscular Relacionada ao Trabalho (Dort) estão entre as principais causas de atestados médicos. "O estudo certamente vai apontar isso", ressalta, incluindo também problemas respiratórios e de voz. O assessor afirma ainda que a falta de um levantamento científico impede comprovar se a doença constatada decorre justamente da atividade profissional.

Uma das diretoras do núcleo central e integrante do Coletivo Estadual de Saúde do Cpers, Maira Iara de Farias Ávila, alerta que o assédio moral está entre as principais causas de adoecimento mental. A sobrecarga de trabalho é um dos grandes motivos.

"Eles (servidores) são afastados como doença individual, quando na verdade é coletiva", enfatiza Maira. Os seminários atendem a deliberação aprovada em seminário estadual no fim do ano passado, na Capital. Os questionários serão preenchidos e depois tabulados para terem seus resultados publicados.
Fonte: Gazeta do Sul

sexta-feira, 25 de março de 2011

Felicidade no trabalho é possível e está associada à qualidade de vida.

Estar satisfeito com a carreira não é algo irreal, dizem especialistas. Para isso, profissional precisa equilibrar campos da vida.

Colocar a felicidade como meta no campo profissional é bem comum, mas difícil na avaliação de muitos profissionais que têm sempre críticas a fazer do chefe, do ambiente, de alguns colegas e da correria. Ao contrário do que muitos pensam, contudo, ser plenamente satisfeito com a profissão é possível.

“É uma meta alcançável”, afirma o headhunter da De Bernt Entschev Human Capital, Weider Silva. “Essa felicidade está lincada com o indivíduo”, ressalta. Para Silva, o campo profissional não está isolado e recebe interferências de outras áreas da vida, como a familiar, a financeira e a afetiva, por exemplo. “Se um lado está desequilibrado, ele afetará o outro”.

A felicidade no trabalho só se estabelecerá, na avaliação do especialista, quando o conjunto de elementos que forma a nossa vida estiver bem. Mas não precisa estar perfeito. “A questão não é ter nenhum problema, mas saber equilibrar todos os que temos”, considera a consultora de Planejamento de Carreira da Ricardo Xavier Recursos Humanos, Karla Mara Alves de Oliveira.

Para a especialista, o profissional só alcançará a felicidade no trabalho quando ele souber priorizar a qualidade de vida. “Ele tem de tentar relacionar o bem estar dele com o da empresa”, afirma.

Ser feliz

Se você está insatisfeito com o trabalho que tem ou, apesar de gostar do que faz e da empresa onde atua, não se sente plenamente feliz, talvez o problema não esteja mesmo no trabalho. “Às vezes, o profissional acha que está infeliz no trabalho, mas na verdade ele não está bem em outra esfera da vida”, afirma Silva. “Tudo gera impacto”, reforça.

Pensar no que incomoda hoje no trabalho pode ajudar o profissional a resolver alguns nós que impedem que ele se sinta feliz com o que faz ou onde trabalha. Ao identificar os gargalos, ele limpa seu campo de visão e começa a perceber se os problemas estavam relacionados ao seu campo de atuação.

“No trabalho, teremos problemas, enfrentaremos riscos, erraremos e trabalharemos sobre pressão. Mas isso faz parte”, considera Karla. Com isso, considerar esses fatores como motivos para uma possível infelicidade não conta, pois em qualquer lugar onde o profissional esteja ou em qualquer profissão que atue, ele vai encontrar problemas dessas naturezas.

Para se alcançar a felicidade plena no campo profissional, o ideal é aliar todos esses fatores e encará-los do modo mais natural possível. E cada profissional saberá qual a melhor forma de lidar com essas pequenas pedras diárias. Por isso, a felicidade é algo tão particular. “A felicidade está atrelada ao que o profissional quer”, considera Silva.

Os fatores da felicidade

Atingir a felicidade profissional é particular. Mas existem fatores que dão um empurrãozinho para a felicidade aparecer para qualquer um. Fazer o que gosta é o primeiro passo para conseguir alcançar a satisfação na carreira. “Se ele faz o que gosta e não apenas o que tem de fazer, se a remuneração é adequada e se o grupo de convivência é positivo, ele pode ser feliz no trabalho”, afirma Silva.

Além desses, Karla cita como fatores que contribuem para a felicidade na carreira o fato de o profissional ter desafios constantes, se sentir útil, respeitado e reconhecido por colegas e líderes. Contudo, para a especialista, ter relacionamentos respeitosos no ambiente de trabalho, ter perspectivas e segurança são os itens que mais contribuem para a satisfação profissional.

Esses fatores, porém, não são estanques, uma vez que a carreira do profissional, assim como o mercado de trabalho, está em constante mudança. “A felicidade é uma busca contínua”, avalia Karla. “O profissional precisa entender que a felicidade não existe no trabalho em si, mas nele mesmo, no equilíbrio de todos os campos de sua vida”, completa Silva.
Fonte: Infomoney

quinta-feira, 24 de março de 2011

Instalação de ar condicionado exige cuidados.

A instalação de aparelhos de ar condicionado é deixada, muitas vezes, a serviço do técnico que ofereceu o orçamento mais barato ou até, realizado pelo próprio dono do equipamento. Os consumidores frequentemente não se preocupam com os perigos que existem durante a instalação, ou mesmo depois se for o caso de um serviço mal feito.

Para um trabalho seguro quem irá prestar o serviço deve ter conhecimento técnico e experiência prática. Conforme o engenheiro de segurança do trabalho, Pedro João Squeff Neto, é preciso uma Análise Preliminar do Risco (APR).

" Um profissional com experiência e conhecimento se previne contra choques, analisa se o trabalho será feito em altura igual ou superior a 2 metros ou no térreo, percebe os riscos de queda de ferramentas ou do aparelho, se é em local confinado, se há probabilidade de haver presença de gases ( amônia, gás sulfídrico, pouca ausência da oxigênio, etc). Em resumo, segue todas as normas regulamentadoras de segurança do trabalho", explica Pedro.

Os equipamentos de segurança básicos são divididos conforme a necessidade da instalação. No térreo são necessários óculos de segurança, calçado com isolamento de eletricidade, luvas para isolamento de borracha especial e ferramentas que tenham blindagem contra choques. Em geral nos trabalhos a partir 2 metros de altura são obrigatórios, além dos itens acima, cinto com trava de segurança ancorado em uma linha de vida ou em local próprio tipo olhal, capacete com presilha na jugular, escada com isolamento para eletricidade. No caso de grandes alturas são utilizados ainda andaimes especiais.

Os cuidados não devem ser tomados somente na instalação de aparelhos. Neste verão, um homem caiu da janela em Capão da Canoa enquanto instalava uma proteção de ar condicionado no próprio apartamento no quarto andar de um edifício. Por isso, valem as mesmas recomendações para instalações dos protetores externos.

"A vida e a saúde não tem preço, e as empresas devem ter consciência que o maior patrimônio são os seus bons empregados, que geram receita pela sua participação direto operacional", acrescenta Pedro João Squeff Neto.
Fonte: segs

quarta-feira, 23 de março de 2011

Operária lesionada com injeção errada aplicada na empresa será indenizada.

Uma injeção contra gripe, mal aplicada, rendeu a uma trabalhadora da Ítalo Lanfredi S.A. Indústrias Mecânicas uma indenização por danos morais e estéticos no valor de RS 51.590,00. A empresa foi considerada culpada pelo procedimento médico que resultou em necrose do braço da operária, porque foi realizado em ambulatório dentro de suas dependências e sob sua recomendação. A trabalhadora saiu vitoriosa em todas as instâncias trabalhistas.

Contratada como operadora de equipamento de fundição em setembro de 1990, um ano depois, ao apresentar gripe forte, ela foi orientada a procurar o ambulatório da empresa. Lá, foi atendida por um médico, que indicou três injeções, em dias alternados. As aplicações foram feitas no próprio ambulatório. Na primeira, ela não se sentiu bem. Na segunda, o procedimento teve que ser interrompido devido às dores que sentiu no braço. Logo depois, uma série de complicações levou à necrose do braço e à incapacidade total para a tarefa que desempenhava. O laudo realizado apontou que as injeções não poderiam ter sido aplicadas no braço, mas sim no glúteo.

A trabalhadora, aos 20 anos de idade, ficou afastada do serviço por 16 anos, recebendo auxílio-doença. O músculo atingido pela aplicação errada ficou comprometido e a ela perdeu a força e os movimentos do braço. Demitida em 2008, após o retorno do afastamento pelo INSS, procurou a justiça com pedido de indenização por danos morais, materiais e estéticos.

A Ítalo Lanfredi, em sua defesa, alegou que tudo não passou de uma fatalidade. Para eximir-se de culpa, disse que a reação às injeções se deu porque a empregada era diabética. Por fim, argumentou que o evento não tinha qualquer relação com a atividade realizada pela trabalhadora, não podendo caracterizar acidente de trabalho, nem se tratava de doença ocupacional. Disse que lhe prestou assistência e que a encaminhou para ser submetida a cirurgia plástica, realizada anos depois, “apresentando hoje apenas uma cicatriz”. Alegou, ainda, que o direito de ação da trabalhadora estaria prescrito.

A Vara do Trabalho de Jaboticabal (SP), com base no laudo pericial, considerou a empresa culpada pelo incidente e condenou-a a pagar R$ 51.590,00 pelos danos morais e estéticos, R$ 386.305,00 pelos danos materiais, mais R$ 65.730,00 de honorários advocatícios, além de R$ 2.500,00 de honorários para cada um dos dois peritos. Quanto à prescrição, o juiz decidiu que à época dos fatos estava em vigor o antigo Código Civil, que estabelecia, em seu artigo 177, o prazo de 20 anos para o ajuizamento da ação, concluindo que a prescrição aplicável era a civil, e não a trabalhista.

A empresa recorreu ao Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região (Campinas/SP), que excluiu da condenação os honorários advocatícios, reduziu a condenação em danos materiais para R$ 286.014,96 e manteve os demais valores. No TST, renovou, no recurso de revista, os argumentos quanto à ausência de culpa em relação ao fato que levou à incapacidade da operária e ao valor das indenizações.

O relator do recurso no TST, ministro Carlos Alberto Reis de Paula, destacou em seu voto que os valores fixados na instância ordinária eram justos e razoáveis, levando em conta a incapacidade total e permanente da empregada para as atividades que desempenhava, a idade que tinha à época – 20 anos – e os 16 anos que passou afastada por auxílio-doença, com restrições ao seu crescimento profissional.

Quanto à responsabilidade da empresa, o ministro afirmou que o TRT reconheceu, com base em prova técnica, o dano, o nexo causal e a culpa da empresa resultante da negligência na fiscalização dos procedimentos, da qualificação e do treinamento dos profissionais que trabalhavam no ambulatório, responsáveis pela aplicação errada da injeção. O TST, como instância extraordinária, não revê questões relativas a fatos e provas, conforme previsto na Súmula 126.
Fonte: TST

terça-feira, 22 de março de 2011

22 de Março - Dia Mundial da Água

Instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1993, o Dia Mundial da Água é celebrado hoje dia 22 de março. O objetivo da celebração é alertar e estimular governo, empresas, instituições e as pessoas em todo mundo a conscientização do uso consciente da água.

A preocupação mundial gira em torno da escassez deste recurso tão importante para a sobrevivência da raça humana. A verdade é que a água não está acabando, mas a população mundial tem crescido gradualmente, e a poluição também não contribui para a quantidade de água potável disponível. A fonte de água mundial está concentrada em poucos países, e o Brasil é uma destas fontes.

A população vem se conscientizando mais a cada ano, principalmente preocupadas com as constantes alterações climáticas e também com a poluição de mananciais. Muitas campanhas pelo Brasil tratam da preservação do bem natural em ações simples do cotidiano, como evitar torneiras pingando, diminuir o tempo no banho, lavar calçadas sem o auxílio de mangueiras.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Reduzindo o absenteísmo.

Uma das grandes preocupações das organizações é como evitar que os profissionais faltem, já que o absenteísmo (ausência no ambiente de trabalho) prejudica não apenas a um único colaborador, mas também aos efeitos significativos sobre o desempenho de uma equipe. Vale ressaltar que cada empresa pode utilizar uma "fórmula" para calcular o percentual de absenteísmo, de acordo com sua realidade. Mas, o que pode ser feito para reduzir os índices de absenteísmo? Abaixo listo algumas ações que podem auxiliar as organizações a diminuírem os percentuais de falta dos colaboradores.

1 – LIMPEZA: Não há nada mais desagradável para uma pessoa do que conviver em um ambiente que não tenha as mínimas condições de limpeza. É notório que um local que oferece higiene, evita que as pessoas adquiram alguns problemas de saúde como viroses, dermatites, comprometimento das vias respiratórias, entre outros. Por isso, quando a empresa mantém um constante processo de manutenção que assegure a limpeza, muitos afastamentos licença médica podem ser evitados. Dentre algumas ações simples, podemos destacar: revisão no ar condicionado; banheiro e refeitórios limpos; lixo devidamente acondicionado.

2 – CONHECIMENTO: Durante eventos comemorativos, aproveitando a oportunidade dos profissionais estarem em um momento de integração, a companhia tem a alternativa de promover ações voltadas à qualidade de vida do trabalhador. Isso inclui desde palestras ministradas por profissionais da área de saúde que foquem suas apresentações em temáticas direcionadas de combate ao alcoolismo, ao tabagismo, às doenças cardiovasculares, bem como estímulo à mudança para hábitos alimentares saudáveis. Quando a pessoa cuida da própria saúde, o reflexo positivo é sentido no dia a dia corporativo.

3 – LER E DORT: Não são poucos os casos de afastamentos por licenças médicas em decorrência de doenças provocadas pelo esforço repetitivo. Tendinites, bursites são apenas alguns dos problemas que podem acometer qualquer trabalhador. Empresas conscientes desse problema estimulam seus funcionários a praticarem exercícios laborais que a princípio podem ser conduzidos por educadores especializados. Depois que os profissionais abraçam a idéia, após serem treinados alguns funcionários podem assumir o papel de agentes disseminadores, estimulando os pares a participarem de aulas de ginástica laboral. Há empresas que conseguiram reduzir o percentual de absenteísmo, depois de implantarem ações dessa natureza.

4 – CONSCIÊNCIA: A promoção de campanhas de conscientização sobre a importância do trabalho de cada um colaborador faz um diferencial significativo. Isso porque o profissional passa a entender a importâncias que as atividades que ele desenvolve têm, de fato, valor para a companhia. Isso, por sua vez, pode estimulá-lo trabalhar novas competências técnicas e comportamentais.

5 – NÃO A LÍDERES TIRANOS: A presença de gestores despreparados ou, então, de pessoas que chegam ao extremo de usar a autoridade para humilhar os liderados, é um dos fatores que levam profissionais a se ausentarem do trabalho ou mesmo procurar outra oportunidade no mercado. Dizer "Não" aos líderes tiranos é dizer "SIM" para uma equipe motivada.

6 – UNIÃO: A concepção de individualismo já não faz parte da cultura de uma empresa globalizada e que deseja sobreviver à concorrência. Nesse sentido, a gestão deve focar ações específicas para o estímulo ao espírito de equipe. Quando se atua em uma companhia, onde as pessoas entendem que unidas vão "mais longe", a vontade de atender às expectativas da empresa aumenta.

7 – TRANSPORTE: Muitos profissionais chegam atrasados ao expediente porque enfrentam diariamente o trânsito caótico dos centros urbanos. Existe também quem perca horas de trabalho (considerando-se o período de seis meses, por exemplo), porque a empresa atual é de difícil acesso. Seja pela carência de transporte coletivo ou devido à região onde a companhia instalou-se, quando a organização tem recursos para investir no transporte dos colaboradores, observa que esse investimento vale à pena quando é realizado um levantamento das horas de ausência versus a manutenção do veículo.

8 – RECURSOS HUMANOS ESTRATÉGICO: A presença do profissional de Recursos Humanos em todos os departamentos da companhia serve de termômetro para avaliar o clima, identificar falhas gestão e encontrar soluções, antes que a empresa sofra algum tipo de prejuízo.

9 – PESQUISAS E AVALIAÇÕES: A adoção de ferramentas como pesquisa de clima organizacional ou mesmo de avaliação de desempenho, permite que a organização identifique os pontos fortes e fracos que precisam ser trabalhados no profissional. Quando isso ocorre, é possível dar um feedback ao colaborador e ele, por sua vez, entenderá que a empresa não o vê apenas como um "número" a ser adicionado à folha de pagamento.

10 – COMUNICAÇÃO: Sem uma política de comunicação interna clara, os funcionários ficam sujeitos a receberem informações distorcidas como, por exemplo, demissão em massa, corte de benefícios etc. Através dos canais de comunicação, a empresa passa tranqüilidade aos profissionais e esses conseguem cumprir suas responsabilidades com mais eficácia. As chances de profissionais conscientes se ausentarem do trabalho caem significativamente.

Rafael Sanson é especialista em gestão de pessoas e atua como consultor na Atitude Transformação Pessoal. http://www.atitudetp.com/.
Fonte: Administradores

sexta-feira, 18 de março de 2011

Menos estresse, mais qualidade de vida.

Por: Luiz Roberto Fava

O estresse é considerado pela Organização Mundial da Saúde como uma das epidemias do século XXI.

É definido como o conjunto de reações orgânicas e psíquicas de adaptação que o organismo emite quando é exposto a qualquer estímulo que o excite, irrite, amedronte ou o faça muito feliz.

Inicialmente não é doença. É uma preparação do organismo para lidar com diferentes situações. É uma resposta do organismo a um determinado estímulo e que varia de pessoa para pessoa naquele momento.

Pressões, tensões e cobranças estão no ambiente e no cotidiano de cada um (agentes estressores). Mas as respostas a tais agentes (estresse) estão dentro de cada um de nós.

Por isso gosto sempre de lembrar a frase de Kelly Young: o problema não é o problema. O problema é sua atitude com relação ao problema.

E como é sua atitude com relação aos problemas que a Vida lhe apresenta? São agentes estressores, que lhe tiram do sério?

O tema ESTRESSE é muito longo e envolve diferentes variáveis individuais.

Por isso quero deixar alguns relatos sobre como reagir a tais agentes.

O primeiro é um relato de um engenheiro brasileiro que foi trabalhar na indústria sueca Volvo. Os outros dois são textos que recebi por e-mail e que foram formatados por mim.

Espero que possa contribuir para que você melhore sua qualidade de vida.

Já vai para 18 anos que estou aqui na Volvo, uma empresa sueca.

Trabalhar com eles é uma convivência, no mínimo, interessante.

Qualquer projeto aqui demora 2 anos para se concretizar, mesmo que a idéia seja brilhante e simples. É regra. Então, nos processos globais, nós (brasileiros, americanos, australianos, asiáticos) ficamos aflitos por resultados imediatos, uma ansiedade generalizada.

Porém, nosso senso de urgência não surte qualquer efeito neste prazo.

Os suecos discutem, discutem, fazem “n” reuniões, ponderações. E trabalham num esquema bem mais “slow down”. O pior é constatar que, no final, acaba sempre dando certo no tempo deles com a maturidade da tecnologia e da necessidade: bem pouco se perde aqui.

E vejo assim:

1. O país é do tamanho de São Paulo

2. O país tem 2 milhões de habitantes;

3. Sua maior cidade, Estocolmo, tem 500.000 habitantes (compare com Curitiba, que tem 2 milhões);

4. Empresas de capital sueco: Volvo, Scania, Ericsson, Electrolux, ABB, Nokia, Nobel Biocare… Nada mal, não?

5. Para ter uma idéia, a Volvo fabrica os motores propulsores para os foguetes da NASA.

Digo para os demais nestes nossos grupos globais: os suecos podem estar errados, mas são eles que pagam nossos salários. Entretanto, vale salientar que não conheço um povo, como povo mesmo, que tenha mais cultura coletiva do que eles.

Vou contar para vocês uma breve só para dar noção.

A primeira vez que fui para lá, em 90, um dos colegas suecos me pegava no hotel toda manhã. Era setembro, frio, nevasca. Chegávamos cedo na Volvo e ele estacionava o carro bem longe da porta de entrada (são 2.000 funcionários de carro). No primeiro dia não disse nada, no segundo, no terceiro… Depois, com um pouco mais de intimidade, numa manhã, perguntei: “Você tem lugar demarcado para estacionar aqui? Notei que chegamos cedo, o estacionamento vazio e você deixa o carro lá no final.”

Ele me respondeu simples assim: “É que chegamos cedo, então temos tempo de caminhar – quem chegar mais tarde já vai estar atrasado, melhor que fique mais perto da porta. Você não acha?”.

Olha a minha cara! Ainda bem que tive esta na primeira. Deu para rever bastante os meus conceitos.

Há um grande movimento na Europa hoje, chamado Slow Food. A Slow Food International Association – cujo símbolo é um caracol, tem sua base na Itália (o site, é muito interessante. Veja-o!).

O que o movimento Slow Food prega é que as pessoas devem comer e beber devagar, saboreando os alimentos, “curtindo” seu preparo, no convívio com a família, com amigos, sem pressa e com qualidade.

A ideia é a de se contrapor ao espírito do Fast Food e o que ele representa como estilo de vida em que o americano endeusificou.

A surpresa, porém, é que esse movimento do Slow Food está servindo de base para um movimento mais amplo chamado Slow Europe como salientou a revista Business Week numa edição europeia.

A base de tudo está no questionamento da “pressa” e da “loucura” gerada pela globalização, pelo apelo à “quantidade do ter” em contraposição à qualidade de vida ou à “qualidade do ser”.

Segundo a Business Week, os trabalhadores franceses, embora trabalhem menos horas( 35 horas por semana ) são mais produtivos que seus colegas Americanos ou ingleses.

E os alemães, que em muitas empresas instituíram uma semana de 28,8 horas de trabalho, viram sua produtividade crescer nada menos que 20%.

Essa chamada “slow atitude” está chamando a atenção até dos americanos, apologistas do “Fast” (rápido) e do “Do it now” (faça já).

Portanto, essa “atitude sem-pressa” não significa fazer menos, nem ter menor produtividade. Significa, sim, fazer as coisas e trabalhar com mais “qualidade” e “produtividade” com maior perfeição, atenção aos detalhes e com menos “stress”.

Significa retomar os valores da família, dos amigos, do tempo livre, do lazer, das pequenas comunidades, do “local”, presente e concreto em contraposição ao “global” – indefinido e anônimo. Significa a retomada dos valores essenciais do ser humano, dos pequenos prazeres do cotidiano, da simplicidade de viver e conviver e até da religião e da fé. Significa um ambiente de trabalho menos coercitivo, mais alegre, mais “leve” e, portanto, mais produtivo onde seres humanos, felizes, fazem com prazer, o que sabem fazer de melhor.

Gostaria que você pensasse um pouco sobre isso… Será que os velhos ditados “Devagar se vai ao longe” ou ainda “A pressa é inimiga da perfeição” não merecem novamente nossa atenção nestes tempos de desenfreada loucura?

Será que nossas empresas não deveriam também pensar em programas sérios de “qualidade sem-pressa” até para aumentar a produtividade e qualidade de nossos produtos e serviços sem a necessária perda da “qualidade do ser”?

No filme “Perfume de Mulher”, há uma cena inesquecível, em que um personagem cego, vivido por Al Pacino, tira uma moça para dançar e ela responde: – “Não posso, porque meu noivo vai chegar em poucos minutos.”

- “Mas em um momento se vive uma vida” – responde ele, conduzindo-a num passo de tango. E esta pequena cena é o momento mais bonito do filme.

Algumas pessoas vivem correndo atrás do tempo, mas parece que só alcançam quando morrem enfartados, ou algo assim.

Para outros, o tempo demora a passar; ficam ansiosos com o futuro e se esquecem de viver o presente, que é o único tempo que existe.

Tempo todo mundo tem, por igual! Ninguém tem mais nem menos que 24 horas por dia. A diferença é o que cada um faz do seu tempo. Precisamos saber aproveitar cada momento, porque, como disse John Lennon: – “A vida é aquilo que acontece enquanto fazemos planos para o futuro”…

Parabéns por ter lido até o final! Muitos não lerão esta mensagem até o final, porque não podem “perder” o seu tempo neste mundo globalizado.

Pense e reflita, até que ponto vale a pena deixar de curtir sua família.

De ficar com a pessoa amada, ir pescar no fim de semana ou outras coisas…

Poderá ser tarde demais!

Saber aprender para sobreviver…
Fonte: O gerente

quinta-feira, 17 de março de 2011

Cientistas: mundo não está acabando, só está superlotado.

Os desastres naturais estão mais frequentes ou seu efeito e percepção sobre as pessoas é que aumentou? De acordo com especialistas, a trinca de terremotos destruidores nos últimos dois anos está dentro das estatísticas de abalos sísmicos ocorridos no mundo. Lucas Vieira Barros, chefe do Observatório Sismológico da Universidade de Brasília (UnB) afirma que a média anual é de até dois terremotos acima de oito graus na escala Richter, como foi o caso do terremoto no Japão, de 9 graus, ocorrido na sexta-feira, 11, e o do Chile, de 8,8 graus, em fevereiro de 2010. O sismo que devastou o Haiti, em janeiro de 2010, teve sete graus de magnitude e matou mais de 222 mil pessoas. "As estatísticas mostram que o número de 18 tremores acima de sete graus em um ano está dentro do esperado," afirmou Barros.

Mas o poder destruidor dos terremotos atualmente está muito ligado ao aumento da população mundial, que hoje está chegando aos sete bilhões. Para o professor do Instituto de Geofísica da USP Afonso Vasconcelos Lopes, se a ocorrência dos terremotos for analisada ao longo da década, a série de eventos não está fora do comum, "mas em curto prazo e com este poder destruidor, ela é fora do comum".

O problema é que mais pessoas estão morrendo a cada tremor. Somando os terremotos do Chile e Haiti, foram mais de 223 mil mortos - até agora, estima-se que o desastre no Japão adicionará mais 3,3 mil a esta conta. Houve ainda o de Sumatra, em 2004, com 9.1 graus de magnitude e seguido por um tsunami, que vitimou cerca de 1228 mil pessoas. Em 2005, outro terremoto, de 8.6 graus, atingiu novamente Sumatra, juntamente com Indonésia, deixando outros mil mortos. Ainda nesta década, ocorreram outros dois grandes: na China (7.9 graus), em 2008, e no Paquistão (7.6) em 2005.

"Estes terremotos foram em áreas de alta densidade populacional, o que faz com que eles sejam tão destrutivos", disse o professor do Instituto de Geociência da Unesp de Rio Claro, João Carlos Dourado.

O cientista lembra que terremotos acima de nove graus, ainda mais devastadores que o do Japão, tendem a acontecer a cada 40 anos. "No meio do século passado ocorreram três desta magnitude em 12 anos, só que dois deles foram no Alasca, onde havia poucos habitantes", disse. O terceiro foi no Chile, o maior da história com 9,5 graus, que atingiu as cidades de Temuco e Valdivia em maio de 1960, matando 1.655 pessoas.

De acordo com as estatísticas do Serviço Geológico dos Estados Unidos (US Geological Survey) é esperada a ocorrência de milhares de terremotos menores a cada ano. Estima-se que aconteçam 13 mil tremores entre 4 e 4.9 graus de magnitude e 130 mil entre 3 e 3.9 graus todos os anos. Barros explica que para tremores menores não é preciso tanto tempo de acúmulo de energia. "Em terremotos de baixa magnitude, a área de ruptura é pequena, a energia liberada é pequena. Já para um terremoto maior ser gerado é preciso muitos anos", disse.

O chefe do Observatório Sismológico da UnB afirma que o importante não é o número de terremotos, mas a sua intensidade. "Terremotos de magnitude três só são percebidos se a pessoa estiver próxima a seu epicentro, coisa de 50 metros, e eles podem ocorrer em área inabitadas, ou no mar e não serem notados", disse.
Fonte: Último Segundo

quarta-feira, 16 de março de 2011

Ergonomia eleva qualidade no trabalho.

Disposição, motivação, atitude, criatividade e a busca constante por conhecimento são elementos fundamentais para o bom desempenho no trabalho. E para que o rendimento não caia e leve junto a saúde física e mental do profissional, o ambiente de trabalho deve proporcionar condições ergonômicas favoráveis para que a sensação de dever cumprido no fim do expediente não se transforme em constante sensação de dores nos ombros, costas, braços, dedos, pulsos... Este é um risco para quem passa boa parte do dia em frente ao computador, de modo especial para os que não contam com mobiliário adequado e não têm consciência postural.

Por meio da Norma Regulamentadora nº 17 (NR-17), que regulamenta as exigências ergonômicas no ambiente de trabalho, a legislação garante a saúde, segurança e o bom desempenho do trabalhador. A ergonomia compreende a fisiologia e a psicologia do empregado. As exigências englobam cuidados com o mobiliário, equipamentos e com a organização das atividades. Pausas no trabalho, conforto térmico, luz, ventilação e até a decoração do ambiente também são levados em conta.

"Imagine o quanto é estressante o trabalho de um profissional de telemarketing pelo simples fato de trabalhar com metas. Uma sala com cores fortes estressaria ainda mais esse funcionário. A NR-17 diz que todo empregador deve adequar o ambiente às características psicofisiológicas do empregado, segundo suas atividades", ressalta Fábio Guardiano Magrini, ergonomista e fisioterapeuta do trabalho.

Em Bauru e região, Magrini realiza um trabalho junto às empresas que permitem a adequação desses ambientes através de um levantamento biomecânico de riscos ergonômicos. "Após as etapas da análise, criamos um laudo para gerar soluções para as melhorias. Às vezes, por meio de uma pequena adequação, a empresa e os funcionários ficam livres de problemas relacionados às doenças ocupacionais, como o Distúrbio Osteomuscular Relacionado ao Trabalho (DORT).

Segundo o ergonomista, a disposição dos elementos de uma mesa de escritório, por exemplo, pode causar ou evitar lesões. O telefone colocado do lado contrário de onde está a mão usada para atendê-lo pede que a pessoa cruze o braço sobre seu corpo causando, assim, um pequeno esforço que, a longo ou médio prazo, provavelmente causará uma lesão. "Fiz um teste em certa ocasião e constatei que, em média, um trabalhador com turmo de oito horas diárias chega a passar mais de três delas ao telefone. Por isso, o ideal é que o aparelho esteja na posição correta, ou seja, próximo à mão usada para atendê-lo".

Quem nunca se pegou apoiando o telefone entre o rosto e o ombro enquanto usa as mãos para outra atividade? Tal atitude pode causar uma lesão por encurtamento muscular do pescoço.

Adequação

No caso do uso de computadores, é preciso organizar a disposição física dos equipamentos, ou seja, o espaço que o funcionário tem em sua mesa e que envolve os objetos de trabalho. O ergonomista Fábio Magrini orienta que o monitor, assim como o teclado, seja ajustado de modo que fique alinhado com a visão do usuário. Ao digitar, as mãos devem ficar o menos inclinadas possível.

"Lateralizado, como vejo em muitas empresas onde presto assessoria, a pessoa até ganha mais espaço, porém, os movimentos de inclinação causam desconforto ao fim do dia." O corpo tende a se adaptar ao ambiente, que quando planejado de maneira desordenada, gera muito esforço e pode causar lesões.
Fonte: JCNET

terça-feira, 15 de março de 2011

Acidente nuclear no Japão é mais grave, afirma autoridade francesa.

O acidente nuclear de Fukushima alcançou um nível de gravidade maior do que Three Mile Island, mas não chegou ao nível de Chernobyl, afirmou nesta segunda-feira (14) o presidente da Autoridade Francesa de Segurança Nuclear (ASN), André-Claude Lacoste.

“Temos a impressão de que estamos pelo menos em nível 5 ou nível 6 (de uma escala de 7)”, indicou Lacoste à imprensa. “É algo além de Three Mile Island (nível 5) sem alcançar Chernobyl (nível 7). Estamos com toda certeza num nível intermediário, mas não se pode descartar que podemos chegar a um nível da catástrofe de Chernobyl”, acrescentou.

No sábado, as autoridades japonesas anunciaram que o acidente na usina de Fukushima N°1 alcançou o nível 4 da escala de acontecimentos nucleares e radiológicos (INES), que tem seu máximo no nível 7.

Segundo esta escala, a catástrofe nuclear de Chernobyl, ocorrida em abril de 1986, foi avaliada no nível 7, o mais alto jamais alcançado, definido como um “acidente maior, com um efeito estendido ao meio ambiente e à saúde”.

O nível 6, ou “acidente grave”, se refere a um “vazamento importante que pode exigir a aplicação integral de contramedidas previstas”, e o nível 5, um “acidente com vazamento limitado”.

Three Mile Island é uma central nuclear americana que, em 28 de março de 1979, sofreu uma fusão parcial.
Fonte: G1

segunda-feira, 14 de março de 2011

Campanha sobre a importância de higienização das mãos.

A Coordenadoria de Defesa da Saúde do Ministério Público do Estado do Acre (MPE) em conjunto com a Associação Nacional do Ministério Público de Defesa da Saúde (AMPASA) está ampliando no Estado a campanha de higienização das mãos em serviço de saúde da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) que tem por objetivo promover a segurança no cuidado do paciente nos serviços de saúde e proporcionar aos profissionais e gestores dos serviços de saúde conhecimento técnico para embasar as ações relacionadas às práticas de higienização das mãos.

Apesar de ser um procedimento já reconhecido por profissionais de saúde a prática ainda não é a mais adequada. "Embora a higienização das mãos seja a medida mais importante e reconhecida há muitos anos na prevenção e controle das infecções nos serviços de saúde, colocá-la em prática consiste em uma tarefa complexa e difícil" expõe Cláudio Maierovitch, Diretor da Anvisa.

Estudos sobre o tema avaliam que a adesão dos profissionais a prática da higienização das mãos na rotina diária ainda é um hábito. "Todos devem estar conscientes da importância da higienização das mãos na assistência à saúde para a segurança e qualidade da atenção prestada", completa Maierovitch. Dessa forma, é imprescindível uma especial precaução de gestores públicos, administradores dos serviços de saúde e educadores para o incentivo e a sensibilização do profissional de saúde à questão.

A procuradora de Justiça e coordenadora de Defesa da Saúde e Cidadania do MPE, Gilcely Evangelista de Araújo Souza, orientou todas as promotorias que atuam na Defesa da Saúde Pública a reproduzir e divulgar o material distribuído pela ANVISA em todas as Unidades de Saúde do Estado, a fim de garantir a redução do risco de doenças e agravos.

O que é higienização das mãos?

É a medida individual mais simples e menos dispendiosa para prevenir a propagação das infecções relacionadas à assistência à saúde. Recentemente, o termo "lavagem das mãos" foi substituído por "higienização das mãos" devido à maior abrangência deste procedimento. O termo engloba a higienização simples, a higienização anti-séptica, a fricção anti-séptica e a anti-sepsia cirúrgica das mãos, que serão abordadas mais adiante.

Por que fazer?

As mãos constituem a principal via de transmissão de microrganismos durante a assistência prestada aos pacientes. A pele é um reservatório de diversos microrganismos, que podem se transferir de uma superfície para outra, por meio de contato direto, ou indireto, através do contato com objetos e superfícies contaminados.

As taxas de infecções e resistência microbiana aos antimicrobianos são maiores em Unidades de Terapia Intensiva (UTI), devido a vários fatores: maior volume de trabalho, presença de pacientes graves, tempo de internação prolongado, maior quantidade de procedimentos invasivos e maior uso de antimicrobianos.
Fonte: O Rio Branco.net

sexta-feira, 11 de março de 2011

Carreiras: como fazer para vencer o aumento do nível de estresse?

Estudo revelou que 82% dos profissionais pesquisados apresentavam traços de ansiedade em diversos graus.

O panorama de vida saudável entre os profissionais brasileiros, das mais diversas áreas de atuação, parece ficar a cada dia mais distante do ideal.

Estudo da ISMA (International Stress Management Association) revelou que 82% dos profissionais pesquisados apresentavam traços de ansiedade em diversos graus.

Outros 78% sentem-se angustiados em relação ao trabalho, enquanto 52% têm momentos de agressividade em casa oriundos do estresse na empresa. Já 32% têm problemas gastrointestinais. O estudo compreende os anos de 2005 a 2010.

Quadro negativo

Para o diretor da consultoria Portal Fox, Ricardo Piovan, pelo menos nos próximos anos, o quadro negativo tende só a se intensificar no País. Mas, então, como suportar estas crescentes pressões no trabalho?

"Uma das formas de reduzir os problemas e adversidades no ambiente de trabalho é conjugar o verbo aprender. A letra A no começo de algumas palavras têm o sentido de negação, no caso da palavra aprender", afirma o especialista.

Ele completa: "O resultado seria mais ou menos assim: não se prender a conceitos e atitudes antigas, que talvez não funcionem mais nos dias turbulentos de hoje e se prender a novas formas de fazer as mesmas coisas e quem sabe o resultado venha de forma diferente", completa.

Ler e aprender

Evitar o estresse e a pressão no trabalho podem ser coisas não tão fáceis de serem alcançadas. Entretanto, o profissional que conseguir somar disciplina e autocontrole pode se sobressair frente aos outros.

"Talvez o seu problema seja sua relação com o seu chefe complicado ou com os seus colegas de trabalho. Nestes casos, faça um treinamento de gestão de conflitos, para conquistar competências de como agir assertivamente com estas pessoas", orienta Piovan.

Para os profissionais que trabalham na área de vendas, por exemplo, e que não conseguem atingir resultados, a recomendação é ler sobre como persuadir e influenciar pessoas.

"Quer outro exemplo? Talvez você seja um líder e não está conseguindo fazer a sua equipe produzir com eficácia. Então, leia livros de como liderar melhor, faça um treinamento, converse com líderes que conseguem resultados, veja o que eles fazem e o que você não faz", diz o especialista.

"Pressões por resultados melhores, dificuldades nos relacionamentos e instabilidade na empresa são coisas comuns hoje em dia e, como falamos, tendem a ficar mais intensas com esta explosão de crescimento que o nosso país está passando. A diferença entre suportar e superar tudo isto está na forma de lidar com estas questões e talvez esteja na hora de você aprender e desenvolver formas diferentes para resolver velhos problemas", finaliza Piovan.
Fonte: Infomoney

quinta-feira, 10 de março de 2011

‘Cochilo’ melhora a capacidade produtiva.

Você acorda superdisposto. É mais um dia de trabalho começando. Cumpre várias tarefas na empresa até que chega a tão esperada hora do almoço.Depois de fazer uma bela refeição vem aquele cansaço. Parece que toda a disposição do início do dia simplesmente acabou, dando lugar à sensação de sono.

Quem já não passou por essa situação várias vezes? Se você acha que isso é pura preguiça ou resultado de uma noite mal dormida está enganado.

De acordo com o médico do trabalho Juvanyr de Melo Feitosa, existe uma explicação científica para esta reação do corpo humano.

Feitosa esclarece que, quando comemos, o organismo precisa processar a digestão e neste processo ocorre uma concentração maior de sangue no aparelho digestivo. Durante a digestão, o corpo produz substância s que induzem o sono e por isso acontece uma diminuição da disposição.

Uma pesquisa realizada pela Nasa, a agência espacial norte-americana, revelou que 40 minutos de sono depois de uma refeição, no meio de uma jornada de trabalho, aumentam em 34% a capacidade produtiva.

Entretanto, o estudo também observa que esse tempo de sono não pode ser superior a uma hora para não perturbar o sono noturno e deve ocorrer preferencialmente entre às 13 e 17 horas.

O que é ideal, de acordo com a pesquisa, infelizmente é privilégio de poucos. Nem todos os trabalhadores podem tirar esse tempo para descansar, devido à própria política da empresa e à função que desempenham.

Porém, algumas organizações corporativas brasileiras estimulam a sesta depois do almoço. É o caso da Viapar - Rodovias Integradas do Paraná , em Maringá, que criou salas de descanso para os funcionários.

O médico do trabalho Juvanyr Melo Feitosa, que atende a empresa, explica que, quando a Viapar pensou em criar a sala de descanso, o objetivo era apenas promover o bem-estar dos colaboradores. "Ainda não fizemos nenhum trabalho de estatística para medir o aproveitamento dos trabalhadores, mas percebemos que eles desfrutam bastante desse benefício".

Raphaela Ferreira Leal, auxiliar administrativa da empresa, descansa todos os dias por cerca de 15 minutos depois do almoço. Ela conta que o cochilo é renovador.

"Parece que dormi muito mais e acordo superdisposta. Os dias em que não descanso, sinto bastante a diferença. A falta de disposição é nítida".

A Viapar possui duas salas para descanso. Uma com puffs e uma TV, para quem quer conversar e apenas sentar um pouco, e uma outra sala com puffs e alguns colchonetes.

"Nesta sala é proibido conversar. É um local específico para quem quer dormir. Os puffs são uma delícia. São daqueles que parece te abraçar", diz a auxiliar.

Sesta

A soneca após o almoço é denominado em alguns países de sesta. A prática, que pode parecer estranha para os brasileiros, é saudável e pode ser uma forma eficiente de recarregar as baterias. Em países como Espanha e Itália nada funciona neste período.

Para o especialista em sono e responsável pelo serviço de Medicina do Sono do Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, Maurício Bagnato, a sesta não é um capricho, mas sim uma necessidade fisiológica.

"O cochilo depois do almoço é muito bom para o corpo porque a temperatura abaixa após o sono.

Ele precisa ter duração máxima de meia hora e dá uma boa restaurada. Isso faz parte do ser humano. O corpo pede esse descanso", afirma o especialista.

O otorrinolaringologista e diretor da Associação Brasileira do Sono, Michel Cahali, acrescenta que o cochilo após o almoço faz parte do ciclo normal de sonolência do ser humano. Contudo, os homens, ao longo da história, passaram a dar cada vez menos importância a essa relevante característica fisiológica.

"É algo muito positivo pelo ciclo de vigília e sono das pessoas. Após o almoço, a gente tem um pico de sonolência, e uma soneca de meia hora é reparadora", diz.

Produção

34% de aumento da capacidade produtiva. É o que rende 40 minutos de sono depois de uma refeição, segundo a Nasa.
Fonte: odiario.com

quarta-feira, 9 de março de 2011

Licença-maternidade de 6 meses chegou a poucas gestantes do setor privado.

A licença-maternidade de seis meses já é uma realidade para as funcionárias públicas de 22 estados e 148 municípios, além do Distrito Federal. O levantamento é da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), idealizadora do projeto da licença ampliada no país.

Desde 2008, as servidoras públicas federais também usufruem da licença de 180 dias, ano em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei que instituiu o benefício no funcionalismo federal. No caso de estados e municípios, cada um deve fazer sua própria lei.

Mães e médicos garantem que o tempo extra ao lado do bebê é fundamental para o desenvolvimento da criança, além de garantir o aleitamento materno exclusivo nos primeiros seis meses, que aumenta a defesa do organismo do recém-nascido contra doenças nos primeiros anos de vida e também na fase adulta.

“Acabei de ter meu primeiro filho. Na minha opinião, é importante esse convívio que a mãe tem com o seu filho no período de seis meses para dar mais atenção”, disse Floriza de Almeida, 35 anos, técnica em radiologia de um hospital público no Distrito Federal.

A licença ampliada ainda não chegou a todas as gestantes que trabalham no setor privado. A lei atual prevê que a concessão dos salários dos dois meses extras é opcional para as empresas. O patrão que aderir pode descontar a despesa do imposto de renda. Os salários referentes aos primeiros quatro meses de licença, previstos na Constituição Federal, permanecem sendo pagos pelo INSS.

No entanto, somente as empresas que declaram pelo sistema de lucro real podem solicitar o incentivo fiscal. Mais de 160 mil empresas estão nesse grupo, a maioria de grande porte, conforme dados da Receita Federal até o final de 2010. Ficam de fora aquelas que declaram pelo Simples ou pelo sistema de lucro presumido – micro e pequenas empresas.

“É injusto eu ter apenas quatro meses para ficar com meu filho e não seis”, reclama a corretora Ana Lícia Nascimento, 21 anos, grávida de seis meses.

Segundo a coordenadora de Acompanhamento da Licença-Maternidade da SBP, Valdenise Martins, não há levantamento preciso da quantidade de empresas que já aderiram à licença-maternidade ampliada. As estimativas falam em 10,6 mil empresas brasileiras. Para aumentar a adesão do empresariado, a coordenadora defende que a licença se torne obrigatória para todos os setores do país.

No ano passado, o Senado aprovou a obrigatoriedade da licença-maternidade de seis meses tanto para o setor privado quanto o serviço público. O projeto foi encaminhado para votação na Câmara dos Deputados. “A gente precisa agora fazer propaganda e pressão”, disse a coordenadora.
Fonte: Agência Brasil

sexta-feira, 4 de março de 2011

SBOT promove um ‘Carnaval sem Trauma‘.

A Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia - SBOT (http://www.sbot.org.br/) deflagra uma campanha de conscientização para reduzir os acidentes de trânsito provocados durante o Carnaval. Segundo a entidade, as mortes e traumas provocados em colisões e atropelamentos nas estradas aumentam cerca de 20% nesse período em comparação a outros feriados.

A campanha "Carnaval Sem Trauma" terá uma série de ações: um depoimento de alerta no youtube e no portal, um hotsite (http://bit.ly/e91yU3) para a versão online de folder que informa sobre condutas corretas - 10 mandamentos do folião, que serão pontos de partida para comunicações nas redes sociais, como o Facebook, Twitter e Orkut.

Para o presidente da SBOT, Osvandré Lech, as novas mídias serão essenciais para viralizar a mensagem que a entidade pretende passar. "92% dos acidentes ocorrem por falha humana e é preciso promover o respeito as normas de trânsito, principalmente no período do carnaval quando as pessoas abusam das bebidas alcoólicas".

A SBOT ainda dará dicas essenciais para uma viagem segura como verificar itens do veículo, como freios, pneus e suspensão. Utilizar os equipamentos de proteção, como o cinto de segurança, capacete para motociclistas e cadeirinhas e buster para crianças, que sempre devem ser acomodadas no banco de trás. "A legislação brasileira já prevê multas para quem não utiliza esses acessórios para os pequenos, mas a pior punição para os pais é ter um filho com sequelas após um acidente de trânsito ou, em muitos casos, consequências até piores", lembra Maurício Kfuri Jr., presidente da Sociedade Brasileira de Trauma Ortopédico, um ativa especialidade ortopédica focada igualmente nesta campanha.

A SBOT quer passar uma visão otimista para que as pessoas viajem, aproveitem o feriado e voltem com segurança. "O Brasil é campeão mundial de acidentes de trânsito. Vamos perder juntos esse título", conclama o presidente da SBOT.
Fonte: Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia

quinta-feira, 3 de março de 2011

Técnico em radiologia recebe adicional de 40% sobre dois salários mínimos.

O adicional de insalubridade dos técnicos em radiologia deve incidir no percentual de 40% sobre dois salários mínimos. Isso é o que dispõem os artigos 16 da Lei 7.394/85 e 31 do Decreto nº 72-790/86 e que a Segunda Turma do Tribunal Superior do Trabalho determinou que fosse aplicado, ao dar provimento ao recurso de revista de um empregado do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iampse), de São Paulo.

O pedido do trabalhador foi julgado improcedente na primeira instância e depois pelo Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (SP), que manteve a sentença. Apesar de aplicar os artigos 76 e 192 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), para sustentar os argumentos da decisão, o TRT frisou que o salário mínimo, nesse caso, não deve ser utilizado como indexador, mas como fator de simples cálculo na forma da lei.

Insatisfeito, o trabalhador recorreu ao TST, alegando que, conforme o artigo 16 da Lei nº 7.394/85 – que regulamenta a profissão do técnico em radiologia - e a Súmula 358 do TST, o benefício requerido deve ser de 40% sobre o salário mínimo da categoria – correspondente a dois salários mínimos. O autor sustentou, ainda, que o Tribunal Regional violou, além dos artigos 7º da Constituição e 127 do Código de Processo Civil, o princípio jura novit curia, em que o juiz tem o dever de conhecer a norma jurídica e aplicá-la.

Ao avaliar o caso, o relator na Segunda Turma do TST, ministro José Roberto Freire Pimenta, destacou que o adicional de insalubridade é direito dos técnicos em radiologia. Portanto, essa parcela deve observar as regras da legislação que regulamenta a profissão, isto é, deve incidir no percentual de 40% sobre dois salários mínimos, conforme dispõe a Súmula 358 do TST.

Além disso, o ministro esclareceu que o fato de o Iampse fazer parte da Administração Pública indireta não o exime da obrigação de observar os direitos assegurados aos trabalhadores regidos pela CLT, porque, ao contratar pessoal nos moldes celetistas, a pessoa jurídica de Direito Público obedece ao regime próprio das pessoas jurídicas de Direito Privado, no que se refere aos direitos e obrigações trabalhistas, exatamente como ocorre com as sociedades de economia mista e as empresas públicas.

Por unanimidade, os ministros da Segunda Turma acompanharam o voto do relator para conhecer do recurso por divergência jurisprudencial e determinar que o adicional de insalubridade do trabalhador incida no percentual de 40% sobre dois salários mínimos.
Fonte: Tribunal Superior do Trabalho

quarta-feira, 2 de março de 2011

Conceito de Construção Sustentável.

O conceito de Construção Sustentável baseia-se no desenvolvimento de modelos que permitam à construção civil enfrentar e propor soluções aos principais problemas ambientais de nossa época, sem renunciar à moderna tecnologia e a criação de edificações que atendam as necessidades de seus usuários.

Conceito de Sustentabilidade

A primeira definição de desenvolvimento sustentável foi cunhada pelo Brundtland Report, em 1987, afirmando que desenvolvimento sustentável é aquele que atende às necessidades do presente, sem comprometer o atendimento às necessidades das gerações futuras. Nas décadas seguintes, grandes conferências mundiais foram realizadas, como a Rio’92, no Rio de Janeiro, em 1992, e a Rio+10, em Johannesburgo, em 2002. Nessas reuniões, protocolos internacionais foram firmados a fim de rever as metas e elaborar mecanismos para o desenvolvimento sustentável. O desafio global de melhorar o nível de consumo da população mais pobre e diminuir a pegada ecológica e o impacto ambiental dos assentamentos humanos no planeta foi o grande tema em debate. No final da década de 1980 e início da década de 1990, as questões de sustentabilidade chegaram à agenda da arquitetura e do urbanismo de forma incisiva, trazendo novos paradigmas.

Cenário da Construção Civil e Conceito de Construção Sustentável

As cidades e seu metabolismo são as grandes responsáveis pelo consumo de materiais, água e energia, sendo assim razoável pensar que, em um futuro próximo, continuarão a produzir grande impactos negativos sobre o meio natural. Muitos destes impactos negativos são gerados pelo setor da construção civil, que responde por 40% do consumo mundial de energia e por 16% da água utilizada no mundo. De acordo com dados do Worldwatch Institute, a construção de edifícios consome 40% das pedras e areia utilizados no mundo por ano, além de ser responsável por 25% da extração de madeira anualmente. É natural que a sustentabilidade assuma, gradualmente, uma posição de cada vez mais importância neste cenário. O conceito de Construção Sustentável baseia-se no desenvolvimento de modelos que permitam à construção civil enfrentar e propor soluções aos principais problemas ambientais de nossa época, sem renunciar à moderna tecnologia e a criação de edificações que atendam as necessidades de seus usuários.

O projeto sustentável, por ser interdisciplinar e ter premissas mais abrangentes, garante maior cuidado com as soluções propostas, tanto do ponto de vista ambiental quanto dos aspectos sociais, culturais e econômicos. O resultado final dessa nova arquitetura ecológica, verde e sustentável, proporciona grande vantagem para seus consumidores. Quem não quer ter uma casa saudável, clara, termicamente confortável e que gaste menos água e energia? A casa ecológica, além de beneficiar o meio ambiente, garante o bem estar de seu usuário (faz bem para a saúde, para o bolso e para o planeta.) Já a prática da arquitetura sustentável em empreendimentos imobiliários pode ser ainda mais vantajosa, uma oportunidade que não pode ser desperdiçada. Esse nicho de mercado é hoje um diferencial, mas no futuro se tranformará em requisito, pois está dentro da necessidade urgente de melhores indicativos de qualidade de vida.

Os principais benefícios são:

• redução dos custos de investimento e de operação;
• imagem, diferenciação e valorização do produto;
• redução dos riscos;
• mais produtividade e saúde do usuário;
• novas oportunidades de negócios;
• satisfação de fazer a coisa certa.

Construção sustentável custa mais caro?

A adoção de soluções ambientalmente sustentáveis na construção não acarreta em um aumento de preço, principalmente quando adotadas durante as fases de concepção do projeto. Em alguns casos, podem até reduzir custos. Ainda que o preço de implementação de alguns sistemas ambientalmente sustentáveis em um edifício verde gere um custo cerca de 5% maior do que um edifício convencional, sua utilização pode representar uma economia de 30% de recursos, durante o uso e ocupação do imóvel. Um sistema de aquecimento solar, por exemplo, se instalado em boas condições de orientação das placas, pode ser pago, pela economia que gera, em apenas um ano de uso. Edifícios que empregam sistema de reuso de água (a água dos chuveiros e lavatórios, após tratamento, volta para abastecer os sanitários e as torneiras das áreas comuns) podem ter uma economia de água da ordem de 35%. Por princípio, a viabilidade econômica é uma das três condições para a sustentabilidade.

O estudo inglês Costing sustainability, “How much does it cost to achieve BREEAM and EcoHomes ratings (2004)”, concluiu que em alguns casos a adoção de estratégias avançadas de sustentabilidade podem inclusive reduzir custos.

“A construção sustentável não custa mais caro, desde que integrada na etapa de concepção do edifício, ou seja, desde a fase de projeto.” Antônio Setin (presidente da construtora Setin)

“Além de gerar economia, a construção sustentável vai se valorizar. Ou seja, os imóveis sustentáveis terão maior valor de venda e revenda, em poucos anos”Alexandre Melão (Esfera)

Certificação e Avaliação Ambiental

A questão ambiental vem sendo debatida em todo o mundo, e tornou-se necessário adequar a arquitetura a esta demanda. Diversos países criaram critérios de avaliação para construções sustentáveis. Os métodos para avaliação ambiental de edifícios surgiram na década de 1990 na Europa, EUA e Canadá com a intenção de encorajar o mercado a obter níveis superiores de desempenho ambiental. Pelo fato das agendas ambientais serem diferenciadas, os métodos empregados em outros países não devem ser utilizados sem as devidas adaptações, incluindo a definição dos requisitos de sustentabilidade que devam ser atendidos pelos edifícios no Brasil.

Atualmente, praticamente cada país europeu, além de Estados Unidos, Canadá, Austrália, Japão e Hong Kong, possui um sistema de avaliação de edifícios. No Brasil, o atestado de boa conduta ambiental e social mais difundido é a Certifcação LEED do USGreen Building Council (GBC) [Conselho Norte Americano de Prédios Verdes]. Mas outros sistemas de certificação estão começando a despontar. Em abril de 2008 foi lançada a certificação para empreendimentos sustentáveis Alta Qualidade Ambiental (AQUA),que foi adaptada para atender as características ambientais do país.
Fonte: Ambiente Brasil

terça-feira, 1 de março de 2011

Mantida condenação de prefeitura que não fornecia equipamentos de proteção individual.

O trabalhador era funcionário do Município de Avaí, em São Paulo, desde 11 de julho de 2001 e, além de operador de máquinas (tratorista), também trabalhava com serra elétrica, esmeril, lixadeiras e furadeiras, desempenhando, ainda, a função de soldador e mecânico de caminhões, automóveis, trator e máquinas. Em 4 de fevereiro de 2005, enquanto manuseava o esmeril, sem o uso de nenhum tipo de equipamento de proteção, o que era a praxe no local de trabalho, o trabalhador se feriu, atingido por uma "faísca produzida pelo esmeril", o que lhe acarretou a perda da visão num dos olhos. Atualmente, ele se encontra na fila para transplante de córnea. Também sofre de redução da capacidade auditiva.

Em ação trabalhista na 1ª Vara do Trabalho de Bauru, o perito do juízo constatou e concluiu que, "em visita ao reclamado, verificou a falta de EPIs [equipamentos de proteção individual] de todos os tipos, com riscos de acidente muito nítidos". Além disso, o perito também constatou que "há risco físico (ruído), ergonômico, químico e de acidente nas atividades desenvolvidas pelo autor no reclamado". Portanto, concluiu "que existe nexo causal entre a atividade desenvolvida pelo reclamante e a lesão ocular, bem como há nexo com a lesão auditiva".

O município tentou se defender e, apesar das "provas produzidas, a comprovação da lesão ocular e auditiva por culpa do empregador, por omissão", a defesa do reclamado se baseou no argumento de que "em nenhum momento restou comprovado o alegado dano moral sofrido pelo reclamante, que não pode ser presumido". No entanto, para o relator do acórdão da 3ª Câmara do TRT da 15ª, desembargador Edmundo Fraga Lopes, o município cometeu um "despautério". O magistrado acrescentou ainda que "só há que se lamentar de tais argumentos, cujo escopo é nitidamente protelatório".

Assim, o acórdão manteve a indenização por danos morais arbitrada pelo juízo de origem, no valor de 40 vezes o último salário do reclamante, que era de R$ 417,56.

Manteve, também, a indenização material deferida "em face da redução da capacidade laborativa, considerando a culpa da recorrente no acidente ocorrido e a presumível estagnação profissional imposta ao trabalhador, mercê da redução da sua capacidade laboral".
Fonte: Portal Nacional de Direito do Trabalho