sexta-feira, 30 de novembro de 2007

FOGO OU INCÊNDIO

O fogo é conhecido desde a pré-história e desde aquele tempo tem trazido inúmeros benefícios ao homem, ele nos aquece e serve para preparar alimentos, mas o fogo quando foge ao controle do homem recebe o nome de Incêndio, e causa inúmeros danos para as pessoas, o incêndio exige pessoal e material especializado para extingui-los, por isso simultaneamente com as primeiras medidas de combate e salvamento chame os bombeiros com rapidez, ensine as crianças como salvarem-se no caso de incêndio em sua residência.

TETRAEDRO DO FOGO

- O Calor: é o elemento que serve para dar início a um incêndio, mantém e aumenta a propagação.
- O oxigênio: é necessário para a combustão e esta presente no ar que nos envolve.
- O combustível: é o elemento que serve de propagação do fogo, pode ser sólido, líquido ou gasoso.
- Reação em Cadeia: A reação em cadeia torna a queima auto-sustentável. O calor irradiado das chamas atinge o combustível e este é decomposto em partículas menores, que se combinam com o oxigênio e queimam, irradiando outra vez calor para o combustível, formando um ciclo constante.


MÉTODOS DE EXTINÇÃO


- Abafamento: o abafamento ocorre com a retirada do oxigênio, é o mais difícil, a não ser em pequenos incêndios.
- Resfriamento: o resfriamento é o método de extinção mais usado, consiste em retirar o calor do material incendiado.
- Interrupção da Reação Química em Cadeia: é caracterizada pela ação do pó químico seco que interrompe a reação da combustão.


TRANSMISSÃO DO CALOR


São três as transmissões do calor:
1ª) Condução: pelo contato direto de molécula a molécula. Por exemplo: uma barra de ferro levada ao fogo.
2ª) Convecção: é a transmissão do calor por ondas caloríficas.
3ª) Irradiação: é a transmissão do calor por raios caloríficos.


CLASSIFICAÇÃO DOS CAUSAS DE INCÊNDIO


São três as classificações das causas de incêndio:
1ª) Causas Naturais: são aquelas que provocam incêndios sem a intervenção do homem. Exemplo: Vulcões, terremotos, raios, etc.
2ª) Causas Acidentais: São inúmeras. Exemplo: eletricidade, chama exposta, etc.
3ª) Causas Criminosas: são os incêndios propositais ou criminosos, são inúmeros e variáveis. Exemplo: pode ser por inveja, vingança, para receber seguros, loucura, etc.


CAUSAS MAIS COMUNS DE INCÊNDIOS


- Sobrecarga nas instalações elétricas;
- Vazamento de gás;
- Improvisações nas instalações elétricas;
- Crianças brincando com fogo;
- Fósforos e pontas de cigarros atirados a esmo;
- Falta de conservação dos motores elétricos;
- Estopas ou trapos envolvidos em óleo ou graxa abandonados em local inadequado.


CLASSES DE INCÊNDIO


Classe A: fogo em combustíveis comuns que deixam resíduos, o resfriamento é o melhor método de extinção. Exemplo: Fogo em papel, madeira, tecidos, etc.
Classe B: fogo em líquidos inflamáveis, o abafamento é o melhor método de extinção. Exemplo: Fogo em gasolina, óleo e querosene, etc.
Classe C: fogo em equipamentos elétricos energizados, agente extintor ideal é o pó químico e o gás carbônico. Exemplo: Fogo em motores transformadores, geradores, etc.
Classe D: fogo em metais combustíveis, agente extintor ideal é o pó químico especial. Exemplo: Fogo em zinco, alumínio, magnésio, etc.


EXTINTORES


São aparelhos portáteis ou carroçáveis que servem para extinguir princípios de incêndio. Os extintores devem estar em local bem visível e de fácil acesso. O treinamento sobre o emprego correto do extintor é parte eficaz contra incêndio. Os extintores não são automáticos ou auto ativados, se o incêndio começa eles continuam pendurados, inertes no lugar e nada acontece, pois são as mãos humanas que, precisam levá-los ao lugar necessário, apontá-los corretamente, ativá-los de modo a extinguir as chamas.


Extintor de Água Pressurizada:

Combate princípios de incêndios de classe ª extingue o fogo por resfriamento, não dever ser usado em aparelhos elétricos energizados.
Modo de Usar: Transportá-lo até as proximidades do fogo, soltar a trava de segurança e apontar o mangotinho para a base do fogo apertando o gatilho.

Extintor de Gás Carbônico:

Pode ser usado em incêndios de classe A, B e C, é mais indicado para equipamentos elétricos energizados.
Modo de Usar: Transportá-lo até as proximidades do fogo, retirar o pino de segurança, apontar o difusor para a base da chama e apertar o gatilho, movimentar o difusor de um lado para o outro.


Extintor de Pó Químico Seco:
1º) Pó Químico Pressurizado: pode haver perda de carga devido a petrificação do pó.
2º) Pó Químico Especial: usado para incêndios em classe D.
Os extintores de pó químico seco podem ser usados em todas as classes de incêndios, não devem ser usados em centrais telefônicas ou computadores porque deixam resíduos. Não tem boa atuação nos incêndios da classe A e é preciso completar a extinção jogando água.
Modo de Usar: Transportá-lo até as proximidades do fogo, soltar a trava de segurança, apontar o difusor para a base do mesmo e apertar o gatilho, fazer movimentos de um lado para o outro.

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Conjunto de análises promete operação eficaz contra os acidentes de trabalho

Muitas empresas analisam os acidentes a partir de causas imediatas centrando nos trabalhadores as origens principais das falhas. Apesar disto, existem técnicas e métodos de análise e prevenção de acidentes. Muitas empresas consideram o serviço de Segurança e Saúde do Trabalho um mal necessário, tendo como único objetivo, o cumprimento das exigências legais mínimas que direcionam esforços, exclusivamente, para modificar o comportamento dos trabalhadores por considerarem que são os culpados pelos acidentes. As gestões das empresas não devem apenas atender as exigências legais, mas, a partir delas, instituir uma cultura de prevenção de acidentes de trabalho que garanta a segurança e a integridade dos trabalhadores, desencadeando o aumento da produtividade e a melhoria da qualidade dos processos. As ações de prevenção devem focar mais a investigação e identificação antecipada das causas ao invés dos efeitos dos acidentes (lesões e danos). As empresas devem ter em mente que sempre há recursos técnicos que podem ser incluídos nos projetos e nos métodos de trabalho para prevenir o perigo, produzindo resultados compensadores às empresas, a seus funcionários e à sociedade.
Assim, pode-se considerar que há um grande espaço para a reavaliação e para a implantação de modificações significativas nos modelos de gestão dentro de um novo paradigma, onde os conceitos de desenvolvimento sustentável e, principalmente o de responsabilidade social, sejam aplicados e alicercem as decisões estratégicas das empresas.
Deve-se adotar uma visão prevencionista, ou seja, não podemos esperar que haja uma lesão corporal, ou até mesmo uma morte, para que seja identificada a existência de um problema no ambiente de trabalho.
Já os “quase acidentes” podem ser entendidos como ocorrências inesperadas, que, por pouco, deixaram de se tornar um acidente e que devem ser considerados como avisos daquilo que pode ocorrer, sendo que, se tais notificações forem ignoradas pela empresa, o acidente ocorrerá. O conhecimento dos “quase acidentes” fornece informações para as organizações identificarem deficiências e estabelecerem as devidas medidas de controle, permitindo eliminar ou reduzir a probabilidade de que se tornem acidentes reais em uma situação futura.

Adotando-se uma visão prevencionista, deve-se considerar como causa de acidentes qualquer fator que, se não for removido a tempo, conduzirá ao acidente. A importância deste conceito reside no fato incontestável de que os acidentes não são inevitáveis e não surgem por acaso, mas sim são causados e passíveis de prevenção através de conhecimento e eliminação, a tempo, de suas causas. Os atos inseguros são os fatores pessoais dependentes das ações dos homens que são fontes causadoras de acidentes. As condições inseguras estão ligadas às condições do ambiente de trabalho que são fontes causadoras de acidentes.
Fonte: Revista Proteção

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

A Arte de Gerir Pessoas

Por: Rogerio Martins
A atual era da informação e da tecnologia nos coloca uma questão inquietante: como gerir e aproximar pessoas em um tempo onde os indivíduos estão cada vez mais individualistas e focadas no ganho pessoal? Durante anos a máxima foi: cobre resultados e exija o máximo de seus subordinados.
Hoje sabemos que mais do que simplesmente cobrar resultados é preciso criar um ambiente saudável e estimulante para que as pessoas produzam mais e melhor. Esta função passa diretamente pela capacidade que o gestor deve possuir de estabelecer relações positivas com seus subordinados, e estimular o espírito de equipe.
A tarefa não é fácil, até porque a maior parte dos atuais líderes das organizações são pessoas que foram formadas tecnicamente para agir em suas áreas de especialização. Quantos gestores atuais tiveram formação em comportamento humano nos bancos de suas universidades? Quantos buscaram por conta própria este conhecimento? Quais empresas têm investido continuamente em seu grupo de gestores para torná-los mais “humanos” no relacionamento com seu pessoal?
Certamente que as respostas tendem a um crescimento na humanização do gerenciamento de pessoas. Há mais universidades ensinando além do currículo formal, mas ainda é pouco. Também sabemos de profissionais que investem não somente em cursos de MBA, mas também em sua formação como gestor de pessoas. O fato é que este processo é lento e requer muito mais do que conhecimento teórico. É preciso atitude.
Vou ilustrar este pensamento através da história de Wilson. Profissional dedicado, trabalhava há mais de dez anos em uma empresa de pequeno porte, sempre em áreas relacionadas com a produção. Até o dia que teve a grande chance: foi promovido a chefe de pessoal.
No início veio um misto de euforia, contentamento e desespero. “Será que conseguirei dar conta do recado?”, pensou. A questão é que Wilson não foi devidamente preparado, e muito menos se preparou, para gerenciar um grupo de pessoas. Sua experiência era eminentemente técnica.
Até então ele era um dos membros deste grupo, e agora estava à frente de seus colegas. Os primeiros meses foram difíceis. Os até então colegas, passaram a vê-lo como uma pessoa autoritária e distante. Com isso, começou a se afastar do grupo. Logo vieram as primeiras reclamações sobre seu comportamento. As pessoas diziam que ele havia mudado, tinha perdido a alegria e eficiência de sempre. E isso era verdade.
Wilson começou a agir de modo isolado, sempre reativo e nervoso. Em pouco tempo já dava sinais de estresse. O ponto alto de seu descontrole foi quando reagiu aos gritos, no meio da fábrica, por causa de um problema irrelevante.
Foi aí que seu superior interveio. Demorou para fazê-lo, mas sua atitude foi educativa.
- Wilson – disse o gerente Gérson - uma das virtudes dos grandes líderes é o autocontrole.
Gérson ainda comentou que o líder é como um espelho. Suas atitudes refletem nos subordinados ações positivas ou negativas. Falou, ainda, que se o líder não tiver autocontrole ele irá gerar um ambiente de cobrança, tensão e má qualidade. Oposto a isso, quando o líder consegue manter seu equilíbrio emocional, ele conquista dos seus funcionários a melhor produtividade, pois as pessoas irão valorizar o ambiente onde os erros são vistos como forma de melhoria e aprendizado.
Wilson refletiu sobre o que seu superior havia comentado, mas não sabia como colocar isso em prática. Afinal, aprendeu com antigos gestores esta mesma forma de agir. Porém, colocou para si mesmo o desafio de prestar atenção a tudo o que o tirava do sério, o que o deixava tenso e nervoso.
Nos primeiros dias percebeu e anotou algumas situações que aconteceram e fizeram com que tivesse o pensamento e algumas atitudes de descontrole. À medida que foi anotando e revendo o que havia escrito percebeu um padrão nos acontecimentos. Na maior parte das vezes o que o fazia perder o controle emocional estava relacionado a falta de treinamento do seu pessoal.
Como sempre reagia de forma intempestiva as pessoas tinham receio de perguntar e cometiam erros. Estes erros o tornavam mais nervoso e assim se formava uma cadeia de desequilíbrio emocional e ambiente tenso.
Aconselhado por seu superior passou a observar mais seu pessoal, conhecer melhor suas fraquezas e limitações. Com isso, pôde assertivamente treinar sua equipe, diminuir os erros que eram freqüentes e tornar-se mais próximo de sua equipe. Assim, Wilson foi corrigindo sua postura como líder e se preparando melhor para gerenciar pessoas.
Então, quando tratamos de gerenciamento de pessoas é preciso ficar atento alguns fatores importantes:
1. O líder é o espelho de sua equipe. As pessoas vêem nele uma referência. Por isso, o líder deve ser o primeiro a perceber suas atitudes positivas e negativas. Esta auto-análise passa por um profundo conhecimento de suas atitudes no dia-a-dia. Faça uma lista do que gera tensão, irritação, alegria, satisfação e outros sentimentos no seu ambiente de trabalho. Esta lista irá ajudar sobre como agir em cada situação.
2. Ter autocontrole das emoções é uma obrigação da liderança. No mundo moderno não há mais espaço para o líder que cria ambiente de medo. As pessoas querem, antes de tudo, trabalhar em um ambiente saudável em termos físicos e emocionais. Peça feedback para as pessoas que poderão ajudar no seu processo de desenvolvimento pessoal.
3. Busque o aprimoramento pessoal através de cursos, livros, seminários, palestras, vídeos e também no contato com outros profissionais. Participe de grupos de estudos e discussão sobre liderança. O processo de aprendizado deve ser contínuo e para sempre. Gerir pessoas é um processo dinâmico e requer constante desenvolvimento.
Lembre-se que gerir pessoas é uma arte e o artista não nasce pronto. É preciso muita técnica, prática e atualização. Sucesso!
Rogerio Martins
Consultor e Palestrante em motivação e comportamento no trabalho.

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Japão usa tecnologia para se proteger de acidentes de trabalho

Evitar acidentes é uma obsessão no Japão viciado emtrabalho, onde os capacetes e os sinais luminosos são tão freqüentesquanto poucas as mortes trabalhistas, o que faz com que o país seja um dos mais seguros do mundo no âmbito profissional.
O Japão, onde cerca de 30% dos trabalhadores passam mais de 50 horas semanais nas fábricas, onde é reconhecida a morte por excesso de trabalho(chamada "Karoshi") e as greves podem representar um aumento da produtividade, somente dois de cada mil empregados sofrem acidentes notrabalho.
A construção civil, o setor que mais mata no Japão e responsável por um terço dos mortos ao ano em acidentes de trabalho, concentra a atenção dos pesquisadores japoneses.
Atualmente, o Instituto Nacional de Segurança e Saúde Ocupacional do Japão(JNIOSH, em inglês) avalia novos dispositivos para evitar as quedas em construções, como um macacão de corpo inteiro e um cinto com um sistema de duas cordas e um air bag, que em breve poderão ser incorporados ao vestuário de pedreiros e operários.
Em 2006 houve 121.378 acidentes de trabalho no Japão, com 1.472 mortes, números altos em termos absolutos, mas pequenos se considerados os mais de 43,5 milhões de pessoas que compõem a população economicamente ativa do país, segundo o Ministério do Trabalho japonês.
Obviamente, os números japoneses são muito menores que os de países como Brasil, Argentina, Chile e México, onde muitos profissionais não fazem parte das estatísticas por não aparecerem nos registros estatais e os padrões de segurança trabalhistas tendem a ser inferiores ao japonês.
Os números do Japão também são muito menores que os dos Estados Unidos, maior economia do mundo, onde no ano passado três de cada cem trabalhadores sofreram um acidente de trabalho.
Os japoneses se propuseram a acabar com o problema. Basta dar uma volta por Tóquio para comprovar as inúmeras medidas de segurança utilizadas em todas as obras.
Operários com uniformes, equipados com capacetes, coletes que refletem aluz, luvas, apitos e botas, armados com uma lanterna que imita as espadas com laser da famosa série cinematográfica "Star Wars". Eles constituem um Exército luminoso cuja missão é impedir acidentes.
As forças especiais contra os riscos no trabalho contam ainda com um desdobramento de meios técnicos para melhorar a eficiência.
Fileiras de cones unidos entre si que brilham no escuro, cercas que rodeiam o canteiro de obras, várias placas e setas fazem parte do cenário.
Existe ainda uma versão mecânica com a silhueta de um ser humano que alerta os motoristas para a realização de obras na calçada.
Estes são alguns exemplos da consciência das empresas e do Governo japonêspara evitar os acidentes no trabalho e reduzi-los ao mínimo.
"Concentramos nossos esforços no estabelecimento de um ambiente de trabalho livre de acidentes, e esperamos consegui-lo em um futuro próximo", disse Hajime Tomita, pesquisador do JNIOSH.
Além do JNIOSH, existem no Japão pelo menos outras quatro instituições que se dedicam a estudar e propor soluções para evitar tragédias durante o trabalho.
Uma delas é o Centro de Informação Avançada sobre Segurança e Saúde(Jaish, em inglês), que dispõe de um museu e um cinema em três dimensões que exibem fotos e vídeos sobre acidentes de trabalho para ajudar aconscientizar os trabalhadores dos perigos que correm.
"Para prevenir comportamentos inseguros, é essencial que os próprios trabalhadores reconheçam de forma voluntária e autônoma as ameaças e decidam tomar medidas", disse Kazumi Tabata, diretor do departamento Zero-Accident da Associação de Segurança e Saúde Industrial do Japão(Jisha, em inglês).
Fonte: Agência EFE

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Seis pessoas morrem por intoxicação alimentar na China

Seis pessoas, entre elas duas crianças, morreram com sintomas de envenenamento após uma refeição na fábrica de reciclagem de lixo onde os adultos trabalhavam, informou hoje a agência oficial Xinhua.

A intoxicação ocorreu na província central de Hubei, neste domingo, depois de oito pessoas (seis adultos e duas crianças) comerem "tang yuan", uma sopa de arroz tradicional chinesa, durante seu intervalo.

Os seis adultos eram operários do centro de reciclagem de lixos, e os dois menores eram seus familiares.

Segundo o Ministério da Saúde chinês, nos 10 primeiros meses do ano foram registradas mais de 40 mil infrações sanitárias e de formas alimentícias em refeitórios e cantinas de escolas públicas, fábricas e outros locais de trabalho em todo o país.
Fonte: Agência EFE

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Servidor municipal posto em ociosidade e em desvio de função ganha indenização por dano moral

A 4ª Turma do TRT-MG manteve condenação de um município ao pagamento de indenização por danos morais a um servidor, fiscal de obras, vítima de ato ilícito da nova administração, que o colocou por longo tempo em ociosidade e em local inadequado ao exercício de suas funções.

O reclamante relatou que, a partir da posse da nova administração do Município (janeiro de 2005), foi colocado em disponibilidade extra-oficial, não motivada, tendo permanecido em casa, afastado de suas funções até agosto de 2005, quando foi comunicado de que deveria se apresentar à Secretaria de Obras, para reassumir suas funções.

Apresentou-se ao empregador, que não lhe delegou qualquer tarefa, lotando-o no Almoxarifado. E, ainda, foi transferido a outro local de trabalho, onde tinha apenas uma mesa e cadeira, permanecendo sem qualquer condição para o exercício de sua função.

No caso, o reclamante era servidor concursado como fiscal de obra, portanto, plenamente habilitado para o exercício da fiscalização. Mas, atualmente está prestando serviços no posto de atendimento do INSS.

A alegação do Município era de que a ociosidade se deu por culpa do empregado, que, consideradas as peculiaridades do cargo, deveria ter realizado vistorias em obras públicas e particulares do município, independente de provocação.

Mas o entendimento do relator do recurso, desembargador Antônio Álvares da Silva, foi de que o reclamado extrapolou os limites do seu poder diretivo ao colocar o reclamante por tanto tempo, em inatividade forçada e, posteriormente, em desvio de função.

“Tais condutas implicaram violação à dignidade do empregado, o que configurou a prática de ato ilícito, e justificou a reparações pleiteadas, nos moldes do art. 186 do Código Civil.

O mínimo que se deve assegurar ao empregado é um ambiente de trabalho adequado, em que se verifique a presença de todos os meios materiais necessários ao exercício das funções para as quais houve a admissão.

Além disso, a principal obrigação do empregado, a qual constitui a razão de existência do contrato de emprego, relativa à prestação de serviços, constitui também direito seu, assegurado no texto constitucional (art. 6º, caput), devendo, portanto, ser-lhe garantida e exigida”. Assim, configurada a ofensa à integridade moral do reclamante, a Turma manteve a indenização por danos morais no valor de R$20.000,00.
Fonte: Tribunal Regional do Trabalho 3ª Região, Minas Gerais

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Envenenamento por ingestão: o que fazer?

Em caso de envenenamento por ingestão, a primeira coisa que se deve fazer é tentar descobrir a substância ingerida, porque o tratamento varia caso a caso.

Providencie socorro médico o quanto antes. Enquanto aguarda a chegada da ambulância, peça orientação por telefone para o Centro de Controle de Intoxicação (CCI) de sua cidade ou faça uma ligação gratuita para o CCI de São Paulo, no telefone 0800.7713733.
É proibido:
Ao contrário do que o senso comum manda, não se deve nunca induzir o vômito na pessoa intoxicada. O vômito pode causar um desgaste desnecessário no trato digestivo da vítima e não irá resolver o problema.

Nos casos de envenenamento por produtos corrosivos (ácido e bases) e derivados de petróleo, vomitar vai piorar - e muito - a situação.

Se, no entanto, acontecerem vômitos involuntários, cuide para que a vítima use um balde, para que o material possa ser analisado pelos médicos.

Outro mito muito difundido - beber leite - também não é aconselhado. Leite, água, azeite ou qualquer outro líquido podem fazer muito mal. A regra é simples: a vítima não deve beber nada. No máximo, pode fazer um bochecho para limpar a boca.

Como agir

Se a vítima apresentar convulsões, não tente imobilizá-la nem segurar sua língua. Apenas garanta que ela não vai esbarrar em algo e se machucar ainda mais.

Caso haja uma parada respiratória, apresse a ida ao hospital. Infelizmente, nos casos de intoxicação, fazer respiração boca-a-boca não vai adiantar.

Deite a vítima de lado, com a cabeça apoiada sobre o braço, para evitar que ela se sufoque com vômitos involuntários. Se a pessoa estiver com frio, agasalhe-a.

Preste muita atenção em cada reação, pois suas descrições vão ser essenciais na hora do atendimento médico. Observe se a vítima está fria ou quente, se saliva, vomita, parece confusa ou sonolenta. Esteja atento aos detalhes.

Se você conseguir, leve junto com o paciente o produto que causou o envenenamento. Vale a embalagem, o resto do veneno ou, em caso de plantas, um ramo que possa ser facilmente reconhecido.

Se não houver sinal da substância ingerida mas a vítima tiver vomitado, pode-se levar o próprio vômito para ser analisado. Esse procedimento também o útil no caso de ingestão de comprimidos, mesmo que você já esteja levando a embalagem.

Informações fornecidas pela farmacêutica Sônia Aparecida Dantas Barcia, do Centro de Controle de Intoxicações de São Paulo.

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Acidente de trabalho é maior entre mulheres

As mulheres conquistaram o mercado de trabalho e a cada ano são em maior número na força de trabalho brasileira, respondendo por quase a metade da população economicamente ativa. Mas o preço a pagar tem vindo em forma de mais participação nas estatísticas de acidentes de trabalho, principalmente nas doenças.

Em 2006, pelos números oficiais da Previdência Social que só registra acidentes e doenças de trabalhadores com carteira assinada, o crescimento das ocorrências entre as mulheres foi superior ao número de acidentes totais.

Entre os típicos, aqueles que acontecem durante a jornada de trabalho, a alta entre as mulheres foi de 4%, enquanto no total, o aumento se limitou a 1,2%. A presença masculina é majoritária nessas estatísticas. Entre os típicos, os homens sofreram 80% deles, mas a alta entre eles foi menor: somente de 0,45% de 2005 para 2006.

A explicação dos especialistas, além da entrada maior da mulher no mercado de trabalho, é o perfil ocupacional feminino. As mulheres têm sido preferidas em muitos ramos industriais. Um deles é o de eletroeletrônicos. O trabalho minucioso, repetitivo e monótono tem sido apontado como um dos causadores dos males osteomusculares, provocados por esforços repetitivos, a chamada LER.
Fonte: Jornal A Gazeta

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Alimento contaminado mata 1,8 milhões de pessoas por ano

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que cerca de 1,8 milhões de pessoas morrem no mundo por ano exclusivamente por causa da ingestão de bebidas e alimentos contaminados. De acordo com a entidade, pelo menos 200 casos de fraude e contaminação de grandes proporções são identificados a cada ano nos vários continentes, a exemplo do escândalo envolvendo leite longa-vida integral adulterado, revelado pela Polícia Federal há um mês. No caso brasileiro, porém, não foi identificado risco grave para a saúde.

Para a OMS, é evidente que a incapacidade dos países para assegurar plenamente a segurança dos alimentos está se agravando. Segundo a agência da ONU para a Saúde, questões como globalização do comércio de alimentos, urbanização, mudanças no estilo de vida, degradação ambiental, contaminação deliberada e desastres naturais estão incrementando os riscos do consumo, contrariando a expectativa de que avanços consolidados na tecnologia garantiriam produtos melhores.

"A produção de alimentos está mais complexa, gerando maiores oportunidades para a contaminação e o aumento de doenças", alerta a organização. As contaminações não ocorrem apenas nos países emergentes, como o Brasil. Nos países ricos, uma a cada três pessoas adquire uma doença decorrente da alimentação a cada ano. Nos Estados Unidos, os alimentos geraram 325 mil hospitalizações, 5 mil mortes e 76 milhões de incidentes apenas em 2005. Em média, contaminações e fraudes nos alimentos custam US$ 35 bilhões por ano apenas para a economia americana.

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Produtos de limpeza "podem causar asma"

Usar produtos de limpeza em casa uma vez por semana pode ser suficiente para aumentar suas chances de ter asma, segundo uma pesquisa espanhola publicada no "American Journal of Respiratory and Critical Care Medicine".
Já há pesquisas ligando o uso constante desses produtos à asma desenvolvida no trabalho, mas o mais recente estudo diz que o uso em casa também é uma ameaça.
Os resultados da pesquisa - que analisou 3,5 mil pessoas - indicam que o risco de desenvolver a doença aumentaria de acordo com a freqüência da limpeza e o número de diferentes produtos usados.
Produtos para perfumar o ar, limpar móveis e vidros estariam entre os que representam maior risco. Exposição a produtos de limpeza poderia ser a causa de até 15% dos casos de asma - ou um em cada sete adultos - segundo o estudo.
Em média, verificou-se um risco de desenvolver a doença entre 30% e 50% maior nas pessoas que usam regularmente esses produtos.
Os autores - do Instituto Municipal de Pesquisa Médica de Barcelona - dizem outros estudos são necessários para determinar o que está por trás dos resultados, mas afirmam que há a possibilidade de que produtos contenham elementos específicos que provocam a doença.
Victoria King, da organização britânica Asthma UK, concorda que novas pesquisas são necessárias, mas que "se sabe que perfumadores de ar e água sanitária podem dar início aos sintomas em pessoas que já sofrem de asma".
Um porta-voz da Associação Britânica da Indústria de Produtos de Limpeza disse que ainda não foi comprovado que o uso de produtos de limpeza causa asma.
Fonte: Ambiente Brasil

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Tendinite no trabalho - Caixa do Carrefour receberá R$ 20 mil por danos morais

O Carrefour foi condenado a pagar R$ 20 mil de indenização por dano moral a uma operadora de caixa que teve tendinite por esforços repetitivos no trabalho. A condenação se deu porque a empresa deixou de cumprir as normas de segurança e saúde do trabalhador e não encaminhou a empregada à Previdência Social quando soube de sua doença. A condenação, imposta pela 4ª Vara do Trabalho de Natal (RN), foi mantida em todas as instâncias trabalhistas.
Depois de ser demitida sem justa causa, a funcionária entrou com reclamação pleiteando o pagamento de horas extras, horas in itinere e reflexos, além de gratificação de quebra de caixa e reflexos, integração do aviso prévio ao tempo de serviço, multa do artigo 477 da CLT e indenização por danos morais em razão de doença profissional.
A empresa alegou que a trabalhadora não pediu afastamento do trabalho por doença, motivo pelo qual não foi submetida à perícia do INSS e não recebeu auxílio-doença. Sustentou, ainda, que a trabalhadora não teve tendinite por causa do trabalho, uma vez que só atuou como caixa durante cinco meses.
Para o Carrefour, a doença teve origem nas suas atribuições domésticas. Por fim, argumentou que sempre adotou providências imprescindíveis à prevenção de acidentes de trabalho e de doenças profissionais.
Determinada a perícia, o perito concluiu que a doença ocupacional tinha nexo causal com as atividades desempenhadas pela empregada no trabalho.Concluiu que a incapacidade era parcial, mas definitiva, no tocante aotrabalho que habitualmente exercia. Da análise do prontuário, concluiu-se que o médico do Carrefour tinha pleno conhecimento da doença e que a omissão no encaminhamento à Previdência para tratamento contribuiu para o agravamento da lesão.
Diante da comprovada omissão, o juiz condenou o Carrefour por danosmorais. Para ele, a empresa foi omissa ao não afastar a empregada e enviá-la à Previdência Social, a fim de que fosse tratada e reabilitada.
A empresa recorreu ao Tribunal Regional do Trabalho da 21ª Região (RN), mas não obteve sucesso. "Laborou com acerto o juízo de primeiro grau ao fixar a indenização em R$ 20 mil, diante da omissão do demandado em cumprir determinações legais, bem como de enviar a reclamante à Previdência Social, em face dos inúmeros atestados demonstrando o seuestado de saúde", concluiu a segunda instância.
No TST, o relator do processo, ministro Aloysio Corrêa da Veiga, destacou em seu voto que o Agravo de Instrumento, que tem por objetivo o processamento do Recurso de Revista, não pode ser aceito quando não demonstrada violação literal de dispositivo constitucional ou legal, nem divergência jurisprudencial apta ao confronto de tese.
Fonte: CONJUR

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Novo proprietário tem obrigação de recompor meio ambiente afetado

Quais são os deveres e a responsabilidade do proprietário de área que é adquirida já com manifesta degradação ambiental? Como a legislação vê esta situação, especificamente quanto à responsabilidade do adquirente (atual proprietário) pelo dano causado por terceiros?
Seja o corte raso de mata ciliar, desvio de cursos d''água, aterros e similares, não são poucas as dúvidas, principalmente quando o proprietário tem ciência de que o órgão ambiental já identificou o dano e iniciou o procedimento para punir os responsáveis e recompor o meio ambiente, antes que o proprietário pudesse ele mesmo iniciar a adequação/recomposição ambiental.
De acordo com a legislação ambiental, o adquirente é responsável pela recomposição do meio ambiente degradaddo pelo(s) antigo(s) proprietário(s) do imóvel.
Isto porque a referida obrigação é um direito real que acompanha a área independentemente da ocorrência de alienação, cessão, sub-rogação, transmissão a qualquer título e outros. Em resumo, aquele que se tomar titular da área terá necessariamente que assumir a obrigação perante terceiros, e nem a lavratura de termo particular ou a especificação decláusula afastando a obrigação produzirão efeitos.
Para que esta situação seja evitada, são necessárias algumas precauções, tais como a verificação prévia da situação da área que pretende adquirir, ou seja, realizar uma auditoria ambiental de aquisição. É imprescindível verificar, também, se a área é protegida pelo Código Florestal e pela legislação extravagante; se o uso que se pretende dar à área é autorizadopor lei; se as certidões, licenças e alvarás estão expedidos e em dia; se as disposições do zoneamento ambiental (caso exista) estão sendo seguidas, etc.
Persistindo as dúvidas, o interessado deve procurar o órgão ambiental e ali obter informações sobre a área, evitando problemas futuros. Caso a situação somente seja verificada após a aquisição da área, o adquirente não poderá, como já dito, eximir-se de recompor o meio ambiente afetado e, preferencialmente, esta recomposição se dará in loco, na própria área degradada. Isto significa a possibilidade de cessação de atividades e demolições de empreendimentos, obras e prédios. Por diversas razões, entretanto, a recomposição da propria área pode ser inviável, hipótese na qual os órgãos envolvidos escolherão a área a ser objeto do cumprimento da obrigação.
Em qualquer caso, os interessados devem, contudo, atentar para diversos pontos de seu interesse, como a localização da área degradada, se em área urbana ou rural. Ainda que a aplicabilidade do Código Florestal às áreas urbanas seja incontroversa, ela deve ser realizada com temperamento, principalmente quando há a eventual necessidade de demolição das construções e/ou cessação de empreendimentos; o Conama, ao tratar das chamadas "áreas urbanas consolidadas", na resolução 302/02, estabelece os parâmetros, definições e limites de Áreas de Preservação Permanente de reservatórios artificiais e o regime de uso do entorno.
Também deve ser analisado o valor arbitrado para a recomposição ambiental, que deve ter pertinência com as multas aplicáveis pela infração à legislação, para que o interessado não seja onerado em sanção desproporcional e irrazoável em comparação com o dano e a conduta verificados: nem demais, nem de menos.
Concluindo, ao comprar um área para qualquer fim, deve-se estar atento às questões ambientais. A melhor solução é realizar uma auditoria de aquisição ambiental a fim de evitar surpresas.
Fonte: Inteligência Ambiental

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Saúde Ocupacional - Riscos de surdez

Fonoaudiologia da São Lucas alerta sobre a surdez ocupacional.

Campanha Nacional da Audição discute a perda auditiva induzida por ruído ocupacional (PAIRO), uma doença profissional irreversível, considerada a maior responsável por afastamentos de trabalho em todo o mundo. A PAIRO é um dos mais importantes problemas sociais dos trabalhadores brasileiros. No Brasil o ruído no ambiente de trabalho representa um perigo significativo à saúde auditiva de milhares de trabalhadores, representando hoje um dilema para muitas empresas e um desafio para médicos do trabalho, otorrinolaringologistas, fonoaudiólogas, engenheiros e técnicos de segurança do trabalho.
A Sociedade Brasileira de Otologia espera elevar o nível de consciência dos empregadores para estimular melhorias nas condições de trabalho com a implantação de Programas de Conservação Auditiva. Esse programa envolve ações de caráter preventivo, diagnóstico, normativo e trabalhista. O Fonoaudiólogo é o profissional que trabalha ativamente neste programa, através das avaliações audiométricas, diagnóstico, orientações, encaminhamentos e reabilitação da PAIRO.
Em Porto Velho, a Clínica de Fonoaudiologia da Faculdade São Lucas, referência em Rondônia e na Amazônia, desenvolve ações voltadas ao Programa de Conservação da Audição. "Caso sua empresa não esteja inserida em nenhum programa de saúde auditiva, conheça nossos serviços, entrando em contato através do telefone (69) 3211-8037", orienta a rofessoraElisangela Hermes, coordenadora da Clínica de Fonoaudiologia da São Lucas.
A poluição sonora é a terceira maior poluição do meio ambiente, segundo a Organização Mundial da Saúde, menor apenas que a poluição da água e do ar. Inúmeros tipos de trabalho têm sido considerados os maiores vilões da surdez ocupacional. Destaque para as metalúrgicas, os teares, as indústrias de beneficiamento de madeiras, o transporte em veículos pesados, trabalhos aero-portuários, indústrias de motores, dentre outros segmentos.
O problema toma dimensões de saúde pública principalmente naqueles trabalhadores que estão na informalidade. São funileiros, marceneiros e serralheiros dentre tantos outros profissionais que se expõem rotineiramente a ruídos de alta intensidade e que, por desinformação, não se dão conta dos malefícios causados por esta agressão sonora aos seusouvidos. "Somente anos depois eles acabam procurando o otorrinolaringologista devido à surdez e ao zumbido infernal, que infelizmente são irreversíveis, comprometendo sobremaneira a sua qualidade de vida", explica o Doutor Marcelo Hueb, coordenador da Campanha Nacional da Audição.
Uma pessoa não pode permanecer em um ambiente com atividade sonora de 85 dB NA de intensidade por mais de oito horas. Esse tempo cai para quatro horas em lugares com 90 dB NA; duas horas em locais com 95 dB NA; uma hora aonde a intensidade chega a 100 dB NA. "Dependendo do período de exposição, sons de intensidades superiores a 85 dB NA podem causar um infortúnio de dupla perversidade, pois ao mesmo tempo em que compromete nossa capacidade auditiva para sons ambientais, normalmente agradáveis e prazerosos, nos incute um ruído intrínseco, contínuo, e não raramente desesperador: o zumbido", alerta o otorrinolaringologista.
"Durante anos, houve negligência operacional com o problema do ruído industrial. Ao lado do sucateamento do parque industrial, que resultou em máquinas obsoletas e ruidosas, os trabalhadores, por longo tempo, não receberam proteção auditiva individual e coletiva. Tampouco foram executados exames audiométricos nesse período, o que resultou em ausência de história auditiva para cada indivíduo. Freqüentemente, recebemos pacientes que, após dez, quinze ou vinte anos de exposição a ruídos, estão fazendo a sua primeira audiometria", explica o Doutor Marcelo.
Fonte: Rondonia ao Vivo

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

O sucesso só chega para quem sabe o que quer

"O homem faz de si a imagem de seus sonhos".
Helena Blavatsky
Tenho observado que a maioria das pessoas com as quais tenho contato não está feliz com suas vidas, queixam-se das frustrações de seus mais caros sonhos. Muitas pessoas se perguntam: Por que não consigo realizar meus sonhos? Por que não consigo ter sucesso pessoal e profissional?
Dotada de um temperamento introspectivo e observador por natureza, posso dizer com certa propriedade que passei grande parte de meu tempo observando a vida e as pessoas, mas apenas hoje tenho uma resposta clara e definitiva para algumas questões.
A vida sempre pareceu uma incógnita, aliás, em nossa juventude é assim que ela nos parece. Mas, quando atingimos certa maturidade, conseguimos torná-la mais arredondada, mais fluida e simples. Acredito que vale salientar a você que, muitas das situações que a vida nos apresenta, são muito simples, bem mais do que aparentam ser.
Quando somos jovens, não temos o mínimo controle sobre nossa ansiedade, pois não possuímos nenhuma consciência e domínio sobre nossos processos psicológicos. O que me parece muito prejudicial, porque para se conseguir alguma coisa nesta vida a primeira virtude que devemos desenvolver é a paciência. Sem essa qualidade humana, quase nada se constrói.
Mas não é somente essa a virtude que devemos desenvolver para conseguirmos o sucesso. Há outras que costumo citar constantemente em todos os meus trabalhos. Sem esforço, que é totalmente diferente de desejo, não chegamos a lugar algum. Costumo citar constantemente o desenvolvimento dessas virtudes, pois acredito verdadeiramente que fazem parte de nossas vidas os costumeiros obstáculos que enfrentamos em nosso dia-a-dia.
Lembre-se que as situações da vida costumam mudar constantemente, pois vida é movimento e a transitoriedade é característica inerente a ela. Se você faz parte de um grupo de pessoas que a cada obstáculo enfrentado desanima, ou pior, desiste do caminho escolhido, sinto muito dizer isso a você: será muito difícil alcançar o sucesso.
O primeiro passo que se deve dar em direção ao sucesso é ter bastante claro o objetivo que se quer atingir. Enquanto esse objetivo não estiver totalmente claro para você, não planeje nada. Medite profundamente sobre você e sua vida, pense, observe-se, ouça sua alma sem se preocupar com o que já tem construído e com aquilo que necessita imediatamente. Nenhum sucesso se faz imediatamente. Também não confunda sucesso com fama. A fama pode ser algo efêmero, o sucesso não é.
Olhe sinceramente para você e descubra, bem lá dentro de seu coração, o seu verdadeiro talento. Mas não esqueça de observar também qual a sua vocação. Você sabe qual a diferença entre talento e vocação? Talento está relacionado com as capacidades que você tem ou traz naturalmente; as habilidades inatas ou adquiridas por você. Já a vocação é um gosto natural, um pendor, uma capacidade de fazer algo com prazer por muito tempo. Muitas pessoas têm talento para certa coisa, mas não têm nenhuma vocação, ou seja, sabem fazer mas não conseguem por repetidas vezes. Descubra seu talento e sua vocação, esse é o primeiro passo.
O segundo passo é não se deixar levar pela procrastinação. Essa palavrinha difícil tem um significado bastante conhecido por muitos de nós. Procrastinar é deixar para depois, para amanhã, para a semana que vem.
Deixar para amanhã quer dizer adiar o seu sucesso. Decida-se a partir de já. Por que adiar sua realização, sua paz, sua alegria e felicidade? Deixar a vida nos levar só é interessante depois que terminamos o trabalho principal, ou seja, depois que conseguimos o suficiente para relaxarmos e dormirmos em paz.
Não estou falando de nada específico, pois o sucesso possui um significado diferente para cada um de nós. Pode ser dinheiro, trabalho, amor, saúde, tudo isso e nada disso também. Pode ser um estado de paz interior, aprender a meditar eficazmente, saber cozinhar como um chef, conhecer profundamente os dogmas de uma religião, enfim, cada um de nós tem um conceito diferente para o sucesso.
No entanto, seja qual for o significado que essa palavra tenha para você, o caminho para chegar até ele é o mesmo para todos nós. Decida-se agora, sem procrastinar. Escolha o melhor da vida, pois o universo é abundante em amor e generosidade. Ele só espera sua decisão e determinação, pois a escolha só depende de você.
(Eunice Ferrari)
Disciplina é o caminho para o sucesso
Quanto mais paro para refletir, mais me conscientizo da importância de cada um de nós nos preocuparmos com nossa verdadeira felicidade. Se cada um de nós conseguirmos trilhar um caminho de paz e realização, certamente o mundo refletirá em sua aura essa alegria e satisfação, que será de todos nós.
Hoje sabemos que a Terra é um grande organismo vivo e que toda vida em sua superfície é conectada entre si e, portanto, faz parte desse grande organismo. Conhecemos também algumas teorias importantes da nova física que nos habilitam a transformar uma série de sentimentos e pensamentos prejudiciais a nós.
E se quisermos realmente transformar nossas vidas devemos parar e pensar em tudo o que existe em nós que prejudica o andamento dessa transformação. Por exemplo: a igreja nos deixou alguns conceitos, que acabaram por se transformar em hábitos de comportamento.
Os conceitos da caridade e do egoísmo são apenas alguns dentre tantos outros. Você só consegue ser caridoso com seus irmãos se tiver aprendido a sê-lo consigo mesmo. Você somente será uma pessoa desprendida se souber amar-se antes de qualquer pessoa. Como você poderá ser caridoso com os outros se não sabe nem ao menos ser caridoso consigo mesmo?
O egoísta é aquele que não pensa nos outros, não aquele que pensa em si. Esse é um conceito errôneo, de abnegação e auto-sacrifício, que não deve mais fazer parte de nosso modo de funcionamento nesta nova era. Você deve pensar em você, em sua realização, no que lhe traz felicidade e alegria, pois se você não fizer isso, certamente ficará frustrado e infeliz, e dessa maneira nunca poderá dar-se com alegria.
Você quer transformar sua vida? Pois agora é o momento exato para começar. No entanto, existem muitas coisas a serem mudadas, a começar pela sua falta de atitude e determinação em direção a essa mudança. Por que você não resolve de uma vez por todas seguir em direção à sua felicidade?
Você deve observar-se atentamente, pois acredito que exista, bem dentro de você, um bichinho que sabota todos os seus sonhos, muitas vezes sabota até sua capacidade de sonhar. Sem a determinação à mudança, certamente nada acontecerá. Portanto o primeiro passo se chama atitude. Sem atitude você não transforma hábitos, nem pensamentos, nem sentimentos. E sem transformar os hábitos que prejudicam seu caminho, você não conseguirá atingir o sucesso.
Mas a jornada não para por aqui. É preciso ter disciplina. Infelizmente em nossa cultura, disciplina é sinônimo de sacrifício e punição. Mas também sem disciplina, não conseguiremos nada.
A disciplina deve estar presente em todas as atividades que necessitam de tempo para se desenvolverem. Uma pessoa que quer aprender a meditar precisa necessariamente desenvolver uma disciplina diária para que a meditação traga para ele seus efeitos mais benéficos.
O meditante deve começar desenvolvendo uma disciplina corporal, para aprender a postura correta para meditar. Sua coluna deve ficar ereta, no entanto sem tensão. Isso faz parte de um aprendizado que necessita do desenvolvimento da disciplina. Portanto, sempre que você quiser desenvolver algum talento, precisa impor-se alguma disciplina, caso contrário, não conseguirá chegar a lugar algum.
Se você desenvolver a determinação e a disciplina, certamente conseguirá atingir em qualquer área de sua vida o tão sonhado sucesso. Não há como não conseguir se você se propuser a isso e trabalhar nesse sentido. E quando você se sentir realizado em todas as áreas de sua vida, você criará em torno de si uma atmosfera de alegria e otimismo e poderá transmitir às pessoas ao seu redor a certeza de que podemos conseguir atingir as metas que determinarmos para nós.
(Eunice Ferrari)
Há um lugar sagrado dentro de você
Insisto em dizer que vivemos um momento especial de nossa humanidade. O momento da conscientização de que somos, antes de qualquer coisa, seres espirituais. Por mais voltada que nossa sociedade esteja voltada à aquisição de matéria, afirmo que cada um de nós busca incansavelmente essa porção espiritual que vive dentro de nós e tenta desesperadamente fazer parte de nossas vidas, de nosso dia-a-dia.
Somos seres espirituais, todos temos potencialidades espirituais. Todos nós, de uma forma ou de outra, já pudemos viver a experiência de Deus. De nada importa qual o rosto de seu Deus, o que importa é a experiência de Deus dentro de você. Todos, de uma forma ou de outra, já experimentaram a força do "invisível" em suas vidas.
Participamos da divindade a cada dia que passa, quando abraçamos nossos filhos ou fazemos amor com nosso companheiro. Quando olhamos para o céu e sentimos em um olhar a eternidade, quando sentimos o perfume da natureza ou simplesmente quando nos entregamos à preguiça merecida de um dia de sol em um final de semana.
O que sentimos nesses momentos faz parte do verdadeiro sentido da vida. É nesses momentos de entrega que podemos sentir a energia de Deus atuando em nossas vidas. Deus é a própria energia que emana quando sentimos um conforto imensurável e impossível de colocar em palavras. Essa é a experiência de Deus, da eternidade de Deus. E é dessa experiência que brota a certeza de sua existência; é dessa fonte que nasce e se perpetua a fé.
Sem a experiência de Deus, a fé se reduz a um conceito racional, que nasce a partir de leis e regras impostas e criadas pelo homem e não de nossa alma. A verdadeira energia da vida está na experiência do estar e sentir-se vivo. Nesse momento somos um com todo o Universo, com todos os humanos, animais, plantas, o Planeta e tudo o que é vivo.
Quando vivemos a experiência de Deus a vida adquire um novo sentido. Aprendemos desde crianças que Deus é um homem velho de barbas longas, que nos observa atentamente esperando um tropeço para nos punir. Infelizmente ainda há muito dessa imagem de Deus no inconsciente coletivo da humanidade. Mas isso está mudando. E cada vez mais Deus será vivido e experimentado diariamente, em nosso trabalho, em nossos relacionamentos e em nossas aquisições materiais. Nossa sociedade aprendeu que espírito e matéria são coisas opostas e antagônicas, que nunca podem conciliar-se.
É chegado o momento de unir toda energia necessária ao nosso crescimento e saber que todo Universo conspira a nosso favor. Isso tudo faz parte de um grande plano divino. O crescimento e a evolução de toda uma raça em direção à luz maior, que é o Deus em nossos corações e no coração de cada centelha de vida deste Universo.
Se você ainda não percebeu que existe um lugar sagrado dentro de você, é porque ainda não parou para ouvir o silêncio em seu coração. E minha proposta a você é que pare agora. É que a partir deste momento você comece a olhar para sua vida e para a vida de tudo e todos à sua volta e perceba o sagrado dentro de cada ser.
Medite, contemple, sinta o perfume das flores, de seus filhos, sua mulher ou marido. Ouça a música inaudível que toca sem parar no coração dos que você ama. Olhe para cada pessoa que se aproxima de você como um ser especial que busca a mesma coisa que você: o sagrado dentro de si.
Somente quando puder sentir e enxergar além do que nossos sentidos limitados sentem quando imersos na loucura que criamos em nossas vidas você saberá que este é o maior momento que nós, seres humanos, já experimentamos em toda nossa história.
(Eunice Ferrari)

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Bauru caçará Aedes com GPS

O combate à dengue depende da ação integrada e sistemática da comunidade e do Poder Público, mas a guerra contra o mosquito transmissor da doença (Aedes aegypti) vai contar também com sistema de informação tecnológica que permite detectar os focos em tempo real através de computador manual. A Prefeitura de Bauru decidiu contratar o sistema e espalhar 1.400 armadilhas pelos principais pontos de presença do transmissor para colher os dados e agir através dos agentes sanitários antes do final do ciclo dos vetores.
A medida foi anunciada pelo secretário Municipal de Saúde, Mário Ramos, durante a reunião de criação do comitê municipal de mobilização contra a dengue, realizada ontem à tarde no Teatro Municipal, com a presença de gestores de saúde, representantes de entidades e universidades. A Secretaria Estadual da Saúde foi representada pelo pesquisador científico Ricardo Ciaravollo. O comitê vai mobilizar a cidade para o combate aos focos do mosquito em empresas, indústrias e residências.
“O monitoramento do mosquito é eletrônico e repassado na hora para um computador manual ou um tipo de GPS. Vamos espalhar 1.400 armadilhas em pontos estratégicos da cidade, conforme os indicadores de maior presença que temos como no Parque Jaraguá, e receber os dados para agir. A armadilha funciona com ferormônio instalado em um recipiente de plástico que atrai a fêmea, transmissora da doença. Queremos instalar isso até dezembro”, conta Mário Ramos.
O sistema será contratado junto à uma empresa mineira que detém a patente, sem necessidade de licitação. O monitoramento eletrônico com o uso do equipamento batizado de mosquitrap foi desenvolvido pelo biólogo bauruense Álvaro Eduardo Eiras. “O sistema permite atrair as fêmeas, novo alvo principal com transmissora. Um técnico recolhe os dados em horas, no mesmo dia, envia para a central na hora pelo palmtop e em poucos minutos a base de informações gera o diagnóstico. A maior incidência das fêmeas em determinada região é levantada antes do ciclo do vetor de completar, o que facilita a ação de combate”, complementa o diretor da Divisão de Vigilância Sanitária da prefeitura, Flávio Tadeu Salvador.
O secretário adverte que o serviço vai ajudar, mas não resolver o combate à dengue. “É preciso ficar claro que a prefeitura não vai resolver nada com o monitoramento eletrônico, vai ampliar a ferramenta de combate. É impossível acabar com a dengue. Nós podemos minimizar e temos de atuar em conjunto para reduzir o risco, impedir o aumento dos focos e controlar. Mas o mosquito vive em sua maioria nas casas das pessoas, em vasos, atrás da geladeira, em locais com água parada nos quintais. Se a população não atuar, não ajudar, não tem caça ao mosquito que resolva”, advertiu Ramos.

Entenda o monitoramento
O monitoramento inteligente da dengue é um sistema que oferece de forma contínua, ao longo das 52 semanas epidemiológicas do ano, informações sobre a presença e a evolução da população do vetor Aedes aegypti na área urbana do município.
A informação ocorre em tempo real para os gestores públicos de saúde, o que permite acompanhamento contínuo das áreas de risco, ações preventivas de controle, orientação ao trabalho dos agentes de campo e detecção e captura do vetor (fêmea grávida do mosquito).
Através do sistema integrado de informações georreferenciadas é possível distribuir número reduzido de agentes de campo para a vistoria e coleta dos dados, que são processados em tempo real, semanalmente. A prefeitura quer um convênio com os agentes da Sucem do Estado para a coleta dos dados.
Os resultados permitem aos gestores de Saúde direcionarem as ações de controle e acompanhar os resultados obtidos através de mapas, gráficos e índices entomológicos detalhados de toda a área.
O sistema eletrônico tem vantagens sobre a atual pesquisa de larvas do mosquito, realizada pela prefeitura, cuja rotina consiste na vistoria das casas pelo agente na procura de possíveis criadouros. Este processo tem resultado demorado e de pouca sensibilidade quando os índices de infestação são baixos.
Além desses fatores, na pesquisa larvária as respostas aos dados chegam em cerca de 60 dias, contra o controle em tempo real e de sete dias de resposta no ciclo monitorado eletronicamente.
O sistema completo é composto da armardilhas plásticas com ferormônios, dispositivo portátil com software específico para a coleta das informação de captura das fêmeas do mosquito e software de geoprocessamento dos dados para as ações de saúde.

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Acusação de auto-mutilação depende de prova clara

A 1ª Turma do TRT-MG, acompanhando voto do desembargador Marcus Moura Ferreira, negou provimento a recurso ordinário do reclamante, acusado de ter se auto-mutilado para obter na Justiça uma indenização do patrão.

Embora não tenha sido cabalmente comprovada a intenção de auto-mutilação – o que, segundo o relator, seria fundamental para que se pudesse imputar o fato ao reclamante - a sentença foi mantida por outros fundamentos.

O reclamante sofreu acidente de trabalho, vindo a perder parte de dois dedos da mão esquerda, quando executava serviço manual de desgaste de árvores, com uso de um machado de corte afiado, segurando-o apenas com a mão direita. A reclamada defendeu-se, alegando que a culpa pelo acidente foi exclusivamente do reclamante, que amputou os próprios dedos a fim de receber o seguro por invalidez e se aposentar.

Para o desembargador, a ação de lesionar a si mesmo para obter vantagens financeiras, como receber seguro e indenização, está em completo desacordo com o instinto de preservação da pessoa, que se manifesta, em primeiro lugar, na proteção de sua integridade física.

“Daí porque a prova de um fato com repercussões tão sérias para um trabalhador deve estar bem estruturada para permitir, quando menos, um juízo adequado de verossimilhança” – complementa.

No caso, as provas encontradas no processo não deixam a absoluta certeza de que o reclamante se auto-mutilou para alcançar as vantagens. De acordo com o relator, houve um juízo presumível apenas, que não é o bastante para afirmar-se que o reclamante se mutilou intencionalmente. Embora existam indícios de contradições não resolvidas no curso da ação, estes não se mostraram suficientes para firmar a tese de que o acidente decorreu de conduta intencional do autor.

Contudo, no entender do relator, a culpa da reclamada no acidente do trabalho não ficou caracterizada, já que ficou comprovado nos autos que a empresa forneceu equipamentos e treinamentos destinados à segurança do trabalhador, tendo lhe oferecido, no curso de aproximadamente quatro meses de duração do contrato, três treinamentos sobre segurança, com ênfase no correto uso dos EPIs, segurança na operação de máquinas e ferramentas, além de cuidados com o meio ambiente. Assim, a conclusão foi de que o empregado estava apto para trabalhar com segurança.

Ainda que não comprovada a alegação de que o reclamante provocou o acidente, ficou claro no processo que este só se verificou porque ele trabalhou descumprindo as normas básicas de segurança fixadas e reiteradas pela reclamada – no caso, deixando de segurar o machado corretamente, com ambas as mãos. Ao agir assim, assumiu o risco de acidentar-se com gravidade, o que acabou acontecendo.

Neste contexto, a Turma entendeu que não houve campo para o deferimento da indenização pleiteada pelo reclamante.
Fonte: Tribunal Regional do Trabalho 3ª Região, Minas Gerais