quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

FELIZ ANO NOVO


O blog SAÚDE DO TRABALHADOR E MEIO AMBIENTE deseja a todos, um Ano Iluminado, Repleto de Saúde e Realizações.

JEFFERSON COSTA
Moderador


Desejo...

Desejo primeiro que você ame,
E que amando, também seja amado.
E que se não for, seja breve em esquecer.
E que esquecendo, não guarde mágoa.


Desejo, pois, que não seja assim
Mas se for, saiba ser sem se desesperar
Desejo também que tenha amigos
Que mesmo maus e inconseqüentes
Sejam corajosos e fiéis
E que pelo menos em um deles
Você possa confiar sem duvidar

E porque a vida é assim
Desejo ainda que você tenha inimigos
Nem muitos, nem poucos
Mas na medida exata para que
Algumas vezes você se interpele
A respeito de suas próprias certezas.
E que entre eles
Haja pelo menos um que seja justo

Desejo depois, que você seja útil
Mas não insubstituível
E que nos maus momentos
Quando não restar mais nada
Essa utilidade seja suficiente
Para manter você de pé.

Desejo ainda que você seja tolerante
Não com os que erram pouco
Porque isso é fácil
Mas com os que erram muito e irremediavelmente
E que fazendo bom uso dessa tolerância
Você sirva de exemplo aos outros

Desejo que você, sendo jovem,
Não amadureça depressa demais
E que sendo maduro
Não insista em rejuvenescer
E que sendo velho
Não se dedique ao desespero
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor

Desejo, por sinal, que você seja triste
Não o ano todo, mas apenas um dia
Mas que nesse dia
Descubra que o riso diário é bom
O riso habitual é insosso
E o riso constante é insano.

Desejo que você descubra
Com o máximo de urgência
Acima e a respeito de tudo
Que existem oprimidos, injustiçados e infelizes
E que estão bem à sua volta
Desejo ainda
Que você afague um gato, alimente um cuco
E ouça o joão-de-barro
Erguer triunfante o seu canto matinal
Porque assim, você se sentirá bem por nada

Desejo também
Que você plante uma semente, por menor que seja
E acompanhe o seu crescimento
Para que você saiba
De quantas muitas vidas é feita uma árvore

Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro
Porque é preciso ser prático
E que pelo menos uma vez por ano
Coloque um pouco dele na sua frente e diga:
"Isso é meu"
Só para que fique bem claro
Quem é o dono de quem

Desejo também
Que nenhum de seus afetos morra
Por eles e por você
Mas que se morrer
Você possa chorar sem se lamentar
E sofrer sem se culpar

Desejo por fim
Que você sendo homem, tenha uma boa mulher
E que sendo mulher, tenha um bom homem
Que se amem hoje, amanhã e nos dias seguintes
E quando estiverem exaustos e sorridentes
Ainda haja amor pra recomeçar

E se tudo isso acontecer
Não tenho mais nada a lhe desejar
Victor Hugo

Férias fazem crescer acidentes com crianças.

Das ocorrências atendidas pelo Corpo de Bombeiros de Marília, 3% estão relacionadas a esse tipo de problema; nesta época índice sobe para 10% .

As férias escolares chegaram e, com a permanência das crianças em casa, os pais devem estar atentos para evitar acidentes domésticos, como afogamentos, queimaduras e engasgamentos.

O alerta é da tenente do Corpo de Bombeiros de Marília, Andreza Facchini Moreira. Segundo ela, das ocorrências atendidas pela corporação, 3% estão relacionadas a esse tipo de problema. “Nas férias esse número sobe para 10%. Entretanto, isso não significa o total de acidentes, já que alguns pais não acionam os bombeiros.”

As ocorrências mais comuns são os afogamentos, quedas, queimaduras, engasgamento e ingestão de produtos químicos. “As garrafas pequenas e coloridas chamam a atenção das crianças. O risco maior é na idade de 3 a 4 anos. Elas colocam moeda na boca, dedo na tomada, mas cada faixa etária tem seu risco. É preciso estar atento.”

A tenente lembra os pais da importância da supervisão das atividades das crianças por um adulto. “É importante não deixá-las sozinhas. Já atendemos casos de crianças que brincavam com fogo e ele se alastrou por toda a casa. Os pais devem mantê-las longe da cozinha e os cabos das panelas para dentro do fogão. Produtos químicos não podem ficar ao alcance delas e as piscinas, escadas e janelas devem ter proteção.”

Além disso, os brinquedos têm que respeitar a idade a qual são voltados, já que muitas crianças os colocam na boca. Remédios também não devem ter acesso fácil.

A tenente lembra que em casos de acidentes domésticos, principalmente traumas e quedas, o Corpo de Bombeiros deve ser acionado pelo 193. “Vamos prestar o socorro correto, evitando sequelas posteriores e amenizando as lesões”, conclui.
Fonte: Rede Bom Dia / Marília

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Sonolência e dores prejudicam motoristas.

Respeitar o ritmo do organismo para evitar a sonolência excessiva e manter hábitos saudáveis são medidas indispensáveis para garantir a segurança e a qualidade de vida nas estradas. Dirigir um veículo é uma tarefa cognitiva e perceptiva, complexa e dinâmica, o que torna fundamental que a pessoa apresente um nível adequado de vigilância.

Distúrbios do sono

A sonolência e a privação de sono colaboram para aumentar os riscos de acidentes veiculares, pois prejudicam a atenção, a coordenação motora, o tempo de reação, a memória e a capacidade de concentração, além de provocar irritabilidade. Estudos comprovam que a perda de uma noite de sono produz um déficit operacional semelhante ao gerado por um nível de alcoolemia de 0,10%; sendo que no Brasil a "Lei Seca" determina que o consumo máximo de álcool antes de assumir o volante é de 0,2 grama por litro de sangue. "Quando tratamos de direção veicular, a causa mais importante da sonolência excessiva diurna é sem dúvida a síndrome da apneia obstrutiva do sono. O que ocorre nesta síndrome é a parada respiratória durante o sono devido à obstrução da via respiratória. O indivíduo ronca durante o sono e faz pausas respiratórias seguidas de agitação que o faz respirar novamente", afirma o médico de tráfego e do trabalho e diretor de comunicação da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego, Dirceu Rodrigues Alves.

Dores

Profissionais do trânsito estão também mais expostos a dores osteomusculares, principalmente os que atuam em turno irregular ou noturno. As principais queixas são de dores na coluna lombar e dorsal, pescoço, ombros e joelhos, segundo uma pesquisa da FSP (Faculdade de Saúde Pública) da USP (Universidade de São Paulo) realizada em 2007 com 470 caminhoneiros de uma transportadora do interior paulista. Cerca de 53,5% relataram terem sido acometidos por dor em alguma parte do corpo, sendo que, do total de entrevistados, 6,1% ficaram impedidos de trabalhar em decorrência de dores e 10,5% procurou ajuda de algum profissional da saúde.

Tratamento adequado

Mais de 28% dos entrevistados afirmou trabalhar mais de 10 horas por dia, uma rotina intensa e estressante que requer ainda mais cuidados com a saúde. Ainda assim, muitos motoristas ao identificarem problemas de sonolência ou dores, não procuram atendimento médico ou decidem se automedicar, postergando o diagnóstico e podendo causar o agravamento da doença. Para minimizar as dores o ideal é usar a ergonomia na direção veicular, fazendo os devidos ajustes posturais. "Os pedais não devem ser muito verticalizados, o câmbio deve ser acessado sem movimento do tronco", atesta o médico de tráfego e do trabalho Dirceu Alves. Nos casos de distúrbio do sono, há ainda os que recorrem ao "rebite", comprimido à base de anfetamina, substância originalmente usada para emagrecer. Entretanto, é importante que esses profissionais tenham consciência de que, ao perceberem os sintomas, devem procurar, assim que possível, um especialista.
Fonte: Redação Revista Proteção

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

UTI neonatal é fechada após a morte de cinco crianças em MT.

A Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal do Pronto-Socorro de Cuiabá (MT) está fechada desde domingo após a morte de cinco crianças que estavam internadas no local. Segundo o Conselho Regional de Medicina (CRM), pelo menos três mortes ocorreram por causa de uma bactéria resistente a antibióticos.

"Confirmamos a morte de três crianças por causa desta bactéria, que coloniza a pele dos recém-nascidos. Ela não é resistente assim como a KPC, mas é bastante invasiva, principalmente quando atinge pacientes com o sistema de defesa comprometido", afirmou o presidente do CRM, Arlan de Azevedo Ferreira.

De acordo com o Conselho, a primeira morte ocorreu no dia 18 de dezembro. Dois óbitos foram registrados no dia 24, um no dia 25 e um no dia 26. O CRM abriu uma sindicância para apurar as causas das mortes. Segundo o presidente do conselho, denúncias apontam que há falta de funcionários e problemas estruturais no hospital. "Estamos apurando se houve condições propicias para os óbitos. Recebemos informações de que haveria falta de água na unidade e falta de equipamentos adequados, o que poderia colaborar com a contaminação", disse Ferreira.

A Secretaria Municipal da Saúde de Cuiabá informou que a UTI foi fechada para a realização de uma desinfecção no local. Não há previsão de quando a unidade voltará a funcionar.
Fonte: Portal Terra

Alto índice de acidentalidade em frigoríficos preocupa.

Valdirene João Gonçalves da Silva tem 40 anos e está aposentada por invalidez. Após 11 anos de trabalho em uma empresa frigorífica de Forquilhinha/SC, ela teve um de seus braços totalmente comprometido por uma LER/DORT adquirida ao longo desse período. Ela, que quando trabalhava chegava a desossar oito sobrecoxas de frango por minuto em jornadas que du­ravam cerca de 10 horas, foi acometida pela doença em 2005, sendo que desde então, precisa tomar morfina, de quatro em quatro horas, para suportar a dor que é constante. "Desde que adoeci, não vivo mais. Já passei por inúmeros tratamentos médicos, todos dolorosos, mas nenhum deles sanou a minha dor. Hoje sou deficiente e tenho meu braço esquerdo a­trofiado", lamenta Valdirene, que pagou um preço alto pelo descaso da empresa com as condições de saúde e segurança dos seus funcionários. "A cobrança por produção era alta demais. Se me queixava de dor, era chamada de preguiçosa. Co­mo precisava do trabalho, chegava ao limite da minha dor para conseguir dar conta do serviço", lembra.

O caso de Valdirene retrata a triste realidade do segmento de abate e de pro­ces­samento de animais para alimentação. O setor, que emprega cerca de 800 mil trabalhadores em todo o País, é responsá­vel por altos índices de acidentes e adoe­ci­mentos entre os trabalhadores. Segundo dados do INSS, nenhuma atividade econômica gerou mais acidentes e adoeci­mentos nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Goiás quanto o trabalho em frigorífico nos últimos três anos. Além disso, a estatística mostra que quem realiza este trabalho tem quatro vezes mais chance de ter transtornos mentais do que alguém que atua em qualquer outro segmento.

Sistema

Na opinião do médico do Trabalho Ro­berto Ruiz, este grande índice de aciden­talidade e adoecimento na agroindústria está diretamente ligado à forma de organi­zação do trabalho. "O sistema de ­trabalho adotado pelas empresas deste segmento é extremamente prejudicial ao funcionário. Isso porque são jornadas diárias de mais de oito horas sem pausa, repetiti­vidade de movimentos, falta de equipamento de proteção e ritmo intenso de trabalho. A estrutura está errada e enquanto isso ocorrer, nada mudará", afirma Ruiz.

Atualmente, estima-se que o número de movimentos repetitivos feitos pelo trabalhador do setor esteja entre 90 e 120 movimentos por minuto, sendo que este percentual não deveria exceder o número de 25 a 33 movimentos por minuto para evitar doenças ocupacionais como as LER/DORT. De acordo com o procurador do Trabalho do Ministério Público de Santa Catarina, Sandro Eduardo Sardá, os trabalhadores acabam realizando cerca de 15 mil movimentos por jornada, o que impossibilita um mecanismo de recuperação eficiente. "As atuais condições de trabalho oferecidas nas unidades frigoríficas são absolutamente incompatíveis com a saú­de na forma mais ampla, tanto da parte física quanto da psíquica", avalia Sardá.

Além do ritmo excessivo, das longas jor­nadas e dos fatores antiergonômicos co­mo, por exemplo, mobiliário inadequado, repetitividade e monotonia, o médico do Trabalho Roberto Ruiz ressalta que a atividade expõe o trabalhador a fatores de ris­co excedentes. "Eles convivem com va­riações bruscas de temperatura, umidade e ambientes ruidosos, o que vejo como um risco adicional ao já extenuante trabalho", constata.
Fonte: MPT-SC

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Feliz Natal e Prospero Ano Novo.

A todos os companheiros e amigos que nos deram a honra de participarem do Blog SAUDE DO TRABALHADOR E MEIO AMBIENTE e foram atendidos pela nossa assessoria, que acreditaram em nós e durante este ano caminharam conosco, mesmo diante das dificuldades, com sabedoria, esperança, fé, união e trabalho, fomos capazes de encontrar uma solução para amenizar a crise. Unidos nos tornamos fortes para conquistar e realizar nossas metas.
 
Que nesse ano Deus nos ensine a Paz, e que estejamos todos prontos para ouvir,

Que os nossos erros não seja o nosso fardo, Mas a experiência para decisões melhores,

Que nesse ano a religião não seja razão para o ódio, e que os inocentes sejam sagrados,

Que as diferenças não justifiquem problemas, Mas que mostrem soluções diferentes,

Que nesse ano toda criança possa brincar, e que elas tenham brinquedos verdadeiros,

Que seus pais não justifiquem discórdia hoje, Mas que falem dos sonhos de um futuro feliz,

Que nesse ano a força seja das boas palavras, e que as palavras sejam ouvidas,

Que o poder não derrube paredes sobre as pessoas, Mas que destrua barreiras entre elas,

Que nesse ano as nações sejam unidas,

E que a união tenha significado e seja respeitada,

Que os governantes não se esqueçam que a história não eterniza a vida, frágil e passageira, Mas apenas pensamentos e ações,

Que nesse ano a natureza seja mãe, E que, como filhos, tenhamos por ela o amor e o cuidado devidos,

Que as ações pelo Planeta não sejam assinadas apenas pelas nações que compreendem os problemas, Mas também por aquelas que os causam.
 
O Blog SAUDE DO TRABALHADOR E MEIO AMBIENTE e nossa assessoria agradece a todos e deseja o Natal cheio de paz e que o Ano Novo seja vibrante, com grandes realizações.

FELIZ NATAL E PROSPERO ANO NOVO

JEFFERSON COSTA
Moderador

Assédio Moral: o Fantasma no Ambiente de Trabalho.

Nesta entrevista a Dra. Margarida Barreto, médica ginecologista e do Trabalho, pesquisadora do Núcleo de Estudos Psicossociais de Exclusão e Inclusão Social (Nexin PUC/São Paulo), explica o que é assédio moral e como o trabalhador deve procurar ajuda e alerta: " Quem é humilhado sistematicamente, pode sair das ideações suicidas e agir, rumo a morte, tirando a própria vida, por não suportar o sofrimento”.

Diesat: O que é assédio moral?

Dra. Margarida Barreto: Assediar alguém significa estabelecer um cerco e não dá trégua ao outro, humilhando, inferiorizando e desqualificando-o de forma sistemática e repetitiva. São ataques verbais e gestuais, perseguições e ameaças veladas ou explicitas; fofocas e maledicências que ao longo do tempo, vão desestabilizando emocionalmente e devastando a vida do outro.

Para a UNIÃO EUROPEIA o assédio moral é um comportamento negativo entre colegas ou entre superiores e inferiores hierárquicos, em que a vitima é objeto de ataque sistemático por longo tempo, de modo direto ou indireto, contra uma ou mais pessoas.

Já a Organização Internacional do Trabalho considera-o todas as vezes em que uma pessoa se comporta para rebaixar o outro, através de meios vingativos, cruéis, maliciosos ou humilhantes contra uma pessoa ou um grupo de trabalhadores. São criticas repetitivas e desqualificações, isolando-o do contato com o grupo e difundindo falsas informações sobre ele.

Qualquer que seja o conceito usado, no assédio há sempre um núcleo ou matriz que encontramos em todos os países, mostrando que estamos ante uma tortura psicológica nas relações interpessoais no local de trabalho, o que nos leva a considerá-la como um problema de saúde publica. Nesta matriz, encontramos algumas táticas que se repetem: isolar, ignorar, desqualificar, desmoralizar, desestabilizar, degradar as condições de trabalho e forçar a pedir demissão ou desistir do emprego, do projeto, da empresa. Resumiríamos, afirmando que em todos os casos de assédio moral encontramos:

Repetitividade e persistência da ação
Intencionalidade
Temporalidade e direcionalidade
Degradação das condições de trabalho

Os efeitos são devastadores a vida (físico/psicológico) das pessoas que são humilhadas e sofrem agressões verbais e outros atos de constrangimento, quer no âmbito publico ou privado (a portas fechadas). Aqui, a diferença está na relação de poder estabelecida, que pode ser assimétrica ou simétrica com atos de violência explícitos ou sutis.

D: De que forma o trabalhador é assediado no ambiente de trabalho?

M.B: Leymann, o primeiro estudioso do tema, a pratica do assédio moral envolve mais de 40 atos que fazem parte de um processo que ocorre ao longo do tempo, por um período de seis meses. Para ele, existe o assédio moral quando há uma relação assimétrica de poder e este, pode ser em conseqüência de uma experiência maior ou mesmo, uma maior proximidade com a alta hierarquia. Deste modo, ele catalogou quatro grandes grupos de ações: ações contra a dignidade; ações contra o exercício do trabalho; manipulação da comunicação e ações de iniqüidade.

Como exemplo de ações muito comuns aqui em nosso país, citaria: isolar dos colegas e ignorar sua presença; dar instruções confusas, sobrecarregar trabalho, bloquear o andamento do trabalho, criticar em publico, constrangendo-o ou desqualificando-o; impor horários injustificados; caluniar; disseminar fofocas e maledicências; transferir de setor sem conhecimento prévio; proibir colegas de conversar, almoçar entre tantos outros atos, contanto que reforce o lema. “Não falte para não perceberem que você não faz falta”, passando a idéia que o trabalhador é um inútil, ou que faz é tão pouco que não tem valor para a Empresa.

D: Quando começaram as discussões sobre o problema?

M.B.: Na Europa, o tema foi bastante discutido por Leymann e posteriormente, Marie France Hirigoyen. Aqui no Brasil, começamos a ouvir atentamente os trabalhadores que eram humilhados em seu local de trabalho desde o inicio a partir de 1993. Sabíamos que humilhar o outro não era novo. Mas, os relatos que nos chegavam, eram freqüentes. O fato é que a intensificação das humilhações no trabalho coincide com as mudanças que ocorreram na forma de organizar o trabalho e nas políticas de gestão, nestes últimos 30 anos. Mudou o discurso e novos rótulos surgiram para velhas questões. Por exemplo, ser flexível passou a apontar um novo horizonte de expectativas no qual o trabalhador agora denominado de “colaborador”, deverá estar sempre motivado, ser dinâmico e comunicativo, aberto para os novos desafios, ter capacidade para trabalhar em grupo, ser criativo e competitivo como forma de ascender no mundo do trabalho e em especial ser dedicado a empresa e seu trabalho. O discurso é sedutor, pois a flexibilidade deve ser aceita e internalizada por todos; é uma forma de compensar a insegurança que passo aparecer a partir das demissões massivas e reestruturações constantes. Cada um deve suportar o novo desafio, a nova sobrecarga e mostrar que é capaz de se ajustar aos novos tempos. Com poucas pessoas executando mais tarefas, sob intensa pressão para produzir, não precisamos refletir muito para constatar as consequencias que isso traria no tempo: novas doenças e mais demissões. Fomos percebendo que as humilhações neste contexto, era algo que fazia parte da micropolitica de controle empresarial e que se manifestava na corrente dos gestos cotidianos. Estávamos diante de uma ferramenta de controle dos gestos, da voz, dos pensamentos e emoções. Assim, devemos avaliar as novas doenças, os novos riscos emergentes em associação as mudanças no mundo do trabalho e que foram profundas. Ressalto também que a reestruturação produtiva veio acompanhada de desregulamentações das relações de trabalho, de flexibilização dos direitos, da adoção de novas políticas de gestão quer por injuria ou pelo medo, de controle rígido e disciplinar dos trabalhadores, da colonização do imaginário, quer por política de punição aos que não alcançaram as metas ou por premiação dos “bons” na capacidade de ultrapassá-las e dá produção. É um ambiente propicio para instaurar o conflito entre colegas e a competitividade, passa a ser a regra. Sabemos que as empresas estão mais preocupadas em aumentar seus lucros com poucos gastos que com a saúde dos seus trabalhadores. O que importa é faturar cada vez mais e o trabalhador que adoece vira peça descartável e que deve ser trocada. Então ser flexível para o capital, é ser capaz de se adaptar, em reagir ao invés de agir; em aceitar ao invés de resistir e lutar. Porque afirmo isso? Quando o trabalhador adoece, envelhece ou questiona praticas ilícitas ou não se submete as normas que lhes são impostas, perde o valor e torna-se uma “persona non grata”, o que o obriga, freqüentemente, a deixar a empresa. O valor do trabalhador está em ser guerreiro 24 horas, não adoecer, não ter família, não ter preocupações e preferencialmente, que todo o seu pensamento e emoções, estejam direcionados ao bem estar da empresa. Logo, todo assédio tem como intencionalidade forçar o outro a desistir do emprego, pedindo a demissão ou mesmo desistindo de um projeto ou mudando de setor, de Estado.

D: Existe uma categoria que apresente mais denuncias relacionadas a assédio moral?

M.B.: Hoje, é difícil você dizer qual a categoria que não tem assédio moral nas relações de trabalho. Isso porque o assedio tem como causalidade a organização do trabalho e uma cultura organizacional que mantem e reproduz a “voz” da organização, como verdade absoluta e inquestionável. Mas, poderíamos apontar as categorias em que é muito comum: saúde, educação, comunicação em especial com os jornalistas e o setor de serviços, como por exemplo, os bancários.

D: Como o movimento sindical pode auxiliar trabalhadores que sofrem assédio?

M.B.: Em primeiro lugar, o dirigente deve ouvir seu companheiro. É necessário que os dirigentes compreendam e conheçam esse novo mundo do trabalho nesta nova configuração, em que os trabalhadores foram transformados em nômades do trabalho e das relações, vivendo uma sociedade sem emprego, com uma vida limítrofe e caótica, tendo que se submeter a exploração. É necessário que os dirigentes conheçam os novos riscos emergentes, reflitam a cultura empresarial, que escutem e compreendam a voz daqueles que sofrem, adoecem e morrem do/no trabalho. Se não conhecem o que acontece de fato no intra-muros, a ação se restringe a julgar ou encaminhar o trabalhador assediado para o medico ou o departamento jurídico, em atos e ações individualizadas. E as ações coletivas, ficam esquecidas.

Se não tivermos uma práxis compromissada com classe trabalhadora, poucas vitórias alcançaremos. Digo isto, pois vejo por esse Brasil, muitos "dirigentes" que sequer sabem o que ocorre dentro daquela empresa em que ele um dia, trabalhou e isso leva a atitudes de indiferença em relação a dor do outro. Falta reflexão-ação, sonhos pessoais que se mesclem com os sonhos coletivos, falta luta ativa, organização por local de trabalho, mobilização e compromisso de classe! Pensar em eliminar o assédio moral das relações laborais passa pela luta por justiça, por dignidade, por generosidade, por respeito nas relações de trabalho, por uma nova forma de organizar o trabalho em que a cultura reforce a autonomia e criatividade para pensar e fazer; que a vida daqueles que produzem riquezas, seja privilegiada em sua plenitude. Um sindicalismo "combativo" não pode defender os interesses do capital, viabilizando a existência de empresas que matam e adoecem centenas de trabalhadores anualmente, com a desculpa que está preservando o emprego. Aqui, é uma questão de defesa da vida. Não podemos sair de um sindicalismo de contestação e caminhar para um sindicalismo de "viabilização das empresas. Enquanto esse cenário persistir, assistiremos o aumento da exploração no trabalho - que é uma face da violência - a intensificação da flexibilidade, mobilidade e humilhações para produzir, sob o olhar passivo do movimento sindical

D: Quais são as conseqüências na saúde destes trabalhadores?

M.B: Quem sofre o assédio moral no trabalho, manifestará algumas reações. A primeira seria uma reação social cuja resposta corporal a ação nociva, se manifesta como isolamento social, ressentimentos, tristeza, reprodução da violência em outros espaços e até mesmo com filhos. Há aumento do uso de drogas, quebra dos laços afetivos e muitas crianças de país que sofreram violência no trabalho, tem menor desempenho na escola. Em segundo lugar, a pessoa assediada sente um mal estar que se manifesta no julgamento negativo de si, como se fosse sem valor ou mesmo um lixo. Alem das varias alterações cotidianas devido os pensamentos repetitivos e recorrentes, no tempo começam a apresentar doenças e danos psíquicos com idéias de indignidade, esquecimentos, choro freqüente e que podem caminhar para a depressão, o burn-out, a síndrome do pânico e outros transtornos da esfera mental E por ultimo, que m é humilhado sistematicamente, pode sair das ideações suicidas e agir, rumo a morte, tirando a própria vida, por não suportar o sofrimento. Assim o assédio moral gera morte. A Marie France lembra que “Não se morre diariamente de todas as agressões, mas perde-se uma parte de si a cada noite, volta-se para casa exausto, humilhado, deprimido. É a repetição do ato que é destruidor”. Estamos diante de um risco que tem repercussões na família, desestruturando-a freqüentemente e devastando a vida daquele que sofre a violência moral ou psicológica no local de trabalho. Estamos falando de mais um risco no ambiente de trabalho, que causa danos a dimensão física, psíquica, moral, intelectual, social, cultural ou espiritual do ser humano. Daí a necessidade de compreender essa relação capital x trabalho para atuar com compromisso de classe, pois ter saúde, ser livre e feliz, envolve a ordem do conhecimento, da razão livre, dos bons encontros, da compreensão não somente de si mesmo, mas dos outros e somente com os outros podemos transformar o mundo do trabalho e a sociedade em que vivemos.

D: O que levou a Dra. a pesquisar sobre o tema?

M.B.: Comecei a trabalhar no Sindicato dos Químicos ao final de 1992, logo após o término do curso de especialização em medicina do trabalho. E neste espaço passei a ouvir historias de sofrimento e compreendi desde o inicio que a dor colocada não era resultante de fraquezas individuais. Ao contrário: estava diante de guerreiros e guerreiras da produção e que após dá a vida em uma determinada empresa, sentiam-se traídos porque adoeceram ou porque questionaram a empresa e como resultado, mudava a forma da empresa de lidar com eles. As histórias de sofrimento me atravessavam e na tentativa de ajudá-los ativamente, procurei a Psicologia Social da PUC/SP para fazer o mestrado.Lá, sistematizei uma pesquisa que resultou na escuta atenta de 2072 trabalhadores de 97 empresas do ramo químico, plástico, cosmético e farmacêutico e cujo nome da dissertação foi dado por um trabalhador que após contar sua historia, me disse: “eu vivo dentro da empresa uma jornada de humilhações”. Ele me deu o nome e a chave da compreensão dos gritos de sofrimento que escutava.
Fonte: Diesat

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Quedas representam maior causa dos atendimentos em urgências e emergências.


Um estudo realizado pelo Viva (Sistema de Vigilância de Violências e Acidentes), do Ministério da Saúde, revela que as principais causas de acidentes foram as quedas (36,5%), seguidas pelos acidentes de trânsito (26,4%) e ferimentos com objetos que cortam ou perfuram (7,2%). Também entraram no levantamento os choque contra pessoa ou objeto (6,5%), lesões ou torções (4,7%), além de acidentes envolvendo penetração, ingestão ou inalação de corpo estranho (4,5%).

Os homens foram que mais necessitaram de atendimento, com 23.082 registros (64,8% do total). O número e a proporção de mulheres caíram quase pela metade – 12.515 (35,2%). 49 pessoas (0,1%) não tiveram o registro do sexo.

Entre os homens, as duas principais causas de acidentes foram as quedas (31,8%) e os acidentes de transporte (29,6%). Essas causas se repetem na mesma ordem para as mulheres, com 45% e 20,5%, respectivamente. Pessoas de 20 a 29 foram as que mais procuraram atendimento, com 22,9% do total de vítimas de acidentes.

A coordenadora da área de Vigilância e Prevenção de Acidentes e Violências do Dasis, (Departamento de Análise de Situação de Saúde), Marta Silva, explica que as quedas podem ser evitadas: "as crianças devem sempre ficar sob a supervisão dos adultos e as residências devem ter proteção de móveis, telas em janelas e varandas, tapetes antideslizantes e cercadinhos".

Quanto aos idosos, muito vulneráveis às quedas, a recomendação é adaptar banheiros, retirar tapetes, usar assentos adaptados para banho, corrimãos, suportes para auxílio no acesso ao banheiro e cama. Para a população em geral, deve haver nivelamento de calçadas, sinalização de obras e proteção de bueiros.

Ingestão de álcool

Em 8,1% dos casos, as pessoas estavam alcoolizadas na ocasião do acidente e em 6,7% houve suspeita de terem bebido. Entre os homens, o percentual sobe para 10,6% entre os que declararam ter bebido antes do acidente e 8,9% foram classificados como suspeitos. Para as mulheres, os percentuais caem para 2,7% e 3,7%, respectivamente.

A pesquisa coletou 74 serviços de saúde de 23 capitais e Distrito Federal, entre setembro e novembro de 2009.
Fonte: EBand

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Vítimas de acidentes somam 90% dos atendimentos.

As vítimas de acidentes somaram 35.646 atendimentos do total de 39.665 registros de pessoas acolhidas em serviços sentinelas de urgência e emergência no Brasil. Isso representou 89,9% dos atendimentos identificados pelo Sistema de Vigilância de Violências e Acidentes (VIVA), do Ministério da Saúde. Constam do levantamento informações coletadas de 74 serviços de saúde de 23 capitais e Distrito Federal (lista abaixo), entre setembro e novembro de 2009.

Os homens foram os que mais necessitaram de atendimento por conta de acidentes, com 23.082 registros (64,8% do total). Para o sexo feminino, o número e a proporção caíram quase pela metade - 12.515 (35,2%). Quarenta e nove pessoas (0,1%) não tiveram o registro do sexo.

Entre os homens, as duas principais causas de acidentes foram as quedas (31,8%) e os acidentes de transporte (29,6%). Essas causas se repetem na mesma ordem para o sexo feminino, com 45% e 20,5%, respectivamente. Pessoas de 20 a 29 foram as que mais procuraram atendimento, com 22,9% do total de vítimas de acidentes.

Tipos de Acidentes - A análise dos dados mostra que as principais causas de acidentes identificadas pelo VIVA foram as quedas (36,5%) e os acidentes de trânsito (26,4%). Também entraram no levantamento os ferimentos com objetos que cortam ou perfuram (7,2%), choque contra pessoa ou objeto (6,5%), lesões ou torções (4,7%), além de acidentes envolvendo penetração, ingestão ou inalação de corpo estranho (4,5%). Houve, ainda, registros de acidentes com objetos que caíram em cima da vítima (3,7%), acidentes com animais (3,2%) e queimaduras (2,2%).

Atendimentos de emergência provocados por sufocação, afogamento, envenenamento, acidentes com arma de fogo e situações não especificadas foram incluídas na categoria "outros" e representaram apenas 3,6% do total de pessoas atendidas e participantes da pesquisa. Do total de atendimentos por acidentes, 23,5% foram relacionados ao trabalho, sendo 14,2% em mulheres e 28,7% em homens.

De acordo com a coordenadora da área de Vigilância e Prevenção de Acidentes e Violências do Departamento de Análise de Situação de Saúde (Dasis), Marta Silva, as quedas podem ser evitadas com cuidados que variam conforme o grupo etário. "As crianças, por exemplo, devem ficar sob a supervisão dos adultos, sejam os pais ou responsáveis. Nas residências, deve haver proteção de móveis, telas em janelas e varandas, uso de tapetes antideslizantes, cercadinhos, e demais mecanismos de segurança", explica.

Quanto aos idosos, também vulneráveis às quedas, a recomendação é adaptar banheiros, retirar tapetes, usar assentos adaptados para banho, corrimãos, suportes para auxílio no acesso ao banheiro e cama. Para a população em geral, deve haver nivelamento de calçadas, sinalização de obras e proteção de bueiros.

Bebidas alcoólicas - Realizado desde 2006, esta edição do VIVA também apurou se os indivíduos que procuraram atendimento haviam ingerido bebida alcoólica - um hábito mais frequente em homens e que é um importante fator de risco para acidentes, especialmente os acidentes de trânsito e as violências.

Pela primeira vez, o questionamento foi feito diretamente aos pacientes. Antes, era anotada somente a suspeita do entrevistador de que a pessoa atendida apresentava indícios de ingestão de bebida alcoólica, tais como o hálito forte e dificuldade para articular palavras.

Em 8,1% dos casos, as pessoas estavam alcoolizadas e em 6,7% houve suspeita de terem bebido. Entre os homens, o percentual sobe para 10,6% entre os que declararam ter bebido antes do acidente e 8,9% foram classificados como suspeitos. Para as mulheres, os percentuais caem para 2,7% e 3,7%, respectivamente.

Raça e Cor - Em 51,4% dos casos, as vítimas declararam ser da cor parda; 26,2% se disseram brancos e 17,8%, pretos. Quanto à escolaridade, 30,2% das pessoas declararam ter entre 5 e 8 anos de estudo.

Período - De acordo com o VIVA, os acidentes foram mais frequentes durante o dia. No entanto, há variações, como o aumento de registros a partir das 6h, com pico por volta das 12h. No período da tarde, verifica-se redução, mas com aumento gradual e pico por volta das 18h, coincidindo com o retorno do trabalho para casa. Do total dos atendimentos, 26% foram realizados pela manhã, 36% à tarde e 38% à noite.

Local do Acidente - O local mais comum do acidente foi a residência (37,7%). Em seguida, vêm as vias públicas, como ruas e praças (35,5%). Entre as mulheres, 51% dos acidentes ocorreram na própria casa e 31,4% em vias públicas. Entre os homens, a situação se inverte: 37,7% dos acidentes ocorrem nas ruas e 30,3% no ambiente doméstico. Quanto ao tipo de lesão sofrida, no geral, as principais foram corte ou laceração (28,4%), torções ou luxação (19,5%) e contusão (18,1%).

Transporte - O veículo particular (37,5%), o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência/SAMU (14%) e as ambulâncias (14%) foram os meios de locomoção mais utilizados pelos acidentados para chegar ao hospital. Depois destes, vêm o transporte coletivo (12%) e as viaturas policiais (10,1%).
Fonte: Portal da Saúde

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Manutenção em máquinas energizadas gera periculosidade.

Trabalho em condições perigosas dá ao empregado direito ao adicional de periculosidade, independentemente do ramo de atividade do empregador. É o que determina o Decreto nº 93.412/86. Com base nesse fundamento, a 2ª Turma do TST rejeitou recurso em que a Philip Morris Brasil S/A tentava abster-se de pagar o benefício a um empregado que mantinha contato com energia elétrica em suas atividades.

Dentre as tarefas que ele desempenhava, constava a manutenção preventiva e corretiva de máquinas e equipamentos, tais como as de fabricação de cigarros e embalagens energizadas, à tensão de 400V e corrente de 16 a 50 amperes. Além disso, ainda que eventualmente, ele tinha que entrar na subestação rebaixadora, integrante do sistema elétrico de potência. Ao final de uma avaliação técnica, o perito considerou perigoso o trabalho do empregado, "com o risco de choque elétrico com fibrilação cardíaca". A par de tudo isso, o TRT9 (PR) impôs a condenação à empresa.

O acórdão regional destacou que a própria Philip Morris teria confirmado a morte de um empregado que faleceu ao tocar parte energizada de uma daquelas máquinas. No entanto, a empresa recorreu da condenação, alegando que as atividades do empregado eram realizadas no sistema elétrico de consumo e não de potência, o que não gerava direito ao adicional de periculosidade.

Ao examinar o recurso empresarial na 2ª Turma, o relator, ministro Caputo Bastos, avaliou que não havia reforma a ser feita na decisão regional, uma vez que a jurisprudência do TST já assegurou o direito ao referido adicional aos trabalhadores que não atuam em sistema elétrico de potência, "desde que a atividade seja exercida com equipamentos e instalações elétricas similares, que ofereçam risco equivalente, ainda que em unidade consumidora de energia elétrica". O adicional foi deferido com base nos artigos 1º da Lei 7.369/85 e 2º, § 2º, do Decreto 93.412/86 e Orientação Jurisprudencial nº 324 da SBDI-1 do TST.
Fonte: TST

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Beleza da mulher faz a diferença no mercado de trabalho.

A beleza é valorizada no mercado de trabalho brasileiro, chegando a influenciar na percepção de competência profissional. Além disso, existe o estereótipo da executiva bem-sucedida no país, que contempla características tanto físicas quanto comportamentais. Essas são algumas das conclusões do estudo “Beleza e carreira no Brasil – O significado da beleza para as jovens executivas e seu papel no mercado de trabalho”, elaborado pela executiva de Marketing Juliana Penha Gomes, aluna de mestrado da Fundação Getúlio Vargas, com orientação do professor Marcos Cobra.

Para a realização do trabalho, a autora entrevistou mulheres de 32 a 37 anos, recrutadores e estudou a literatura sobre identidade feminina e comportamento de consumo. Após isso, constatou que existem outras características, que não aparecem nos anúncios de emprego ou nas revistas de negócio, que influenciam a escolha do profissional, relacionadas à sua imagem.

Estudos analisados por Juliana sugerem que o crescimento salarial, derivado de promoções e aumentos, é mais rápido entre os mais bonitos ao longo do tempo, e que os feios recebem salários menores que a média, enquanto os classificados como bonitos ganham mais.

Os três principais fatores que influenciam o “prêmio” dado aos mais bonitos são autoconfiança, percepção de competência e maior sociabilidade.

“A confiança associada à beleza cria a (falsa) crença que estes funcionários são mais competentes que os demais. Funcionários mais bonitos geralmente são mais comunicativos e sociáveis e esta interação impacta positivamente seus salários”, analisa Juliana.

Uma das surpresas do estudo foi a naturalidade com a qual o tema foi abordado pelas entrevistadas. “Eu imaginava que a relação entre beleza e carreira seria um certo tabu e não apareceria de forma tão explícita na trajetória profissional”, afirma.

Mulheres e carreira

No Brasil, em 1960, 17% das mulheres maiores de 10 anos trabalhavam fora, passando para 27% em 1980, um crescimento significativo em 20 anos. Segundo estudo mais recente, de Robbins, 48,5% das mulheres casadas faziam parte da força de trabalho no ano de 2000, percentual que era de apenas 39% em 1989, e no final da década de 90, em torno de 82% de todas as mulheres brasileiras com idade para trabalhar estavam empregadas.

As mulheres brasileiras destacaram satisfação pessoal, independência financeira e aumento da renda familiar como principais motivações para trabalhar fora de casa e citaram a importância do suporte dado pelos maridos para que elas o façam.

Entretanto, o fato de a mulher trabalhar fora não é novidade já há algumas décadas. O que mudou foram as decisões e escolhas da mulher em relação ao trabalho. “Ele passou a ter identificação, horizonte e tomada de decisão, ou seja, tem significado. A carreira é longa e contínua - também vista como reforço da própria identidade. As decisões são tomadas de forma independente ou em conjunto com o marido, pois o trabalho desta mulher não tem papel apenas secundário na casa”, segundo Juliana.

Embora os indicadores referentes à participação da mulher no mercado de trabalho mostrem tendências positivas, as conquistas não devem ser superestimadas. Estudos afirmam que ainda existe discriminação em relação à mulher, o que pode ser observado na hierarquia, remuneração, profissão e até indústria de atuação.

As mulheres geralmente ocupam posições subordinadas aos homens, recebem salários mais baixos, estão mais presentes em profissões ligadas às áreas como educação, assistência social e prestação de serviço, tidas mais “femininas”, e são minoria em indústrias “masculinas”, como siderurgia e automobilística.

As mulheres representam 97% dos assistentes sociais, 89% dos psicólogos e 77% dos professores, que declararam Imposto de Renda em 2000. “É importante notar que esta discriminação é discreta e não mais explícita como foi no passado”, ressalta a pesquisadora.

Executivas e maternidade

Por fim, conforme destaca Rocha-Coutinho (2000), embora essas barreiras impostas às mulheres sejam em parte decorrentes de estereótipos tradicionais de gênero, não se pode se limitar a eles, deixando de citar a dificuldade que as mulheres enfrentam para contrabalançar carreira e maternidade. Este cenário faz com que muitas delas não almejem posições de liderança, uma vez que elas não estão dispostas a abrir mão da família e bem-estar pessoal em prol de ascensão profissional.

No que diz respeito à família, dados indicam que, em geral, as mulheres estão engravidando pela primeira vez com mais idade do que há algumas décadas e os casais, optando por ter menos filhos

Segundo dados do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos, do Ministério da Saúde Brasileiro, a proporção de nascimentos em mães com 40 anos ou mais nos últimos anos aumentou de 1,75%, em 1996, para 1,95%, em 2002 e 2,17% em 2007. Somente na cidade de São Paulo, no mesmo período, este índice passou de 1,77% para 2,26%, chegando a 2,76% (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2007). Índices, portanto, similares aos de países desenvolvidos, como o Canadá, por exemplo, onde a taxa de gestantes com 40 anos ou mais aumentou de 0,6%, em 1982, para 2,6%, em 2002 (IDADE..., 2006).

Segundo dados do IBGE, a taxa de natalidade no Brasil urbano caiu de 38% em 1970 para 21,2% em 1999. A taxa de fecundidade também caiu drasticamente neste período, passando de 4,6 em 1970 para 2,2 em 1999 no urbano e para apenas 2,0 nos estado de São Paulo e Rio de Janeiro (IBGE, 2000).
Fonte: Canal Executivo

Viagem marcada?

Pegue estrada com segurança!

As festas de final de ano são sempre ótimas oportunidades para uma viagem divertida com a família e amigos. Mas pegar estrada, principalmente nesta época, exige muita cautela e a adoção de medidas importantes de segurança para evitar acidentes.

A segurança dos pequenos durante qualquer trajeto de automóvel é prioridade! Na cidade, em pequenas distâncias e principalmente nas rodovias, onde o fluxo de automóveis aumenta consideravelmente nesta época do ano, o uso da cadeirinha é essencial. Por isso, a criança deve sempre estar no banco de trás com o dispositivo de retenção mais adequado de acordo com sua altura e peso. Consulte o Guia da Cedeirinha.

Segundo dados do Ministério da Saúde, em 2007, 2.134 crianças de até 14 anos morreram vítimas de acidentes de trânsito. Deste total, 669 morreram na condição de passageira de veículos. Estudos americanos mostram que cadeiras de segurança para crianças, quando instaladas e usadas corretamente, diminuem os riscos de morte em até 71% em caso de acidente.

Segundo a Polícia Rodoviária Federal, alguns cuidados também podem contribuir para uma viagem mais segura como a verificação rigorosa do veículo e dos equipamentos obrigatórios, o respeito à sinalização, a ingestão de refeições leves e o não consumo de drogas e álcool antes de dirigir e outros. O site da PRF também traz um Guia de Boa Viagem.

A CRIANÇA SEGURA lançou uma campanha para mostrar a importância do uso da cadeirinha e os diferentes modelos existentes. Ao acessar , o internauta passa a participar de um jogo de tabuleiro. No início do game, o jogador escolhe o carro equipado com o dispositivo de retenção adequado ao peso de seu filho (bebê conforto, cadeirinha, assento de elevação ou o próprio cinto de segurança do carro). Ao jogar o dado, o participante percorre o trajeto e recebe dicas e informações cada vez que pára em determinada casa do tabuleiro. As mensagens trazem orientações sobre certificação, instalação, o risco de se transportar a criança no colo e a importância de se utilizar o equipamento mesmo em passeios curtos.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Ex-funcionário do Banco do Brasil, vítima de LER, tem indenização de R$ 420 mil.

O Banco do Brasil foi condenado a indenizar por danos materiais e morais um ex-funcionário vítima de LER/DORT. O valor fixado pela Sétima Turma do Tribunal Superior do Trabalho foi de cerca de R$ 420 mil.

O valor representa aproximadamente 150 vezes o último salário recebido pelo bancário. Ao rejeitar o recurso do banco, a Turma manteve entendimento adotado pelo Tribunal Regional do Trabalho da 12ª região (SC).

O funcionário que recebia, à época, R$ 2.812,02, foi aposentado por invalidez e ingressou com ação trabalhista buscando a reparação por danos morais e materiais. Postulava 450 salários como reparação moral e 350 salários como reparação do dano físico ou material.

Ao examinar o caso, a Vara do Trabalho concedeu 330 salários como indenização, valor que englobava danos materiais e morais. O Banco recorreu ao TRT da 12ª Região que reduziu a condenação para 150 salários contratuais.

No TST, o Banco argumentou que não teria sido demonstrado o nexo causal entre a doença e atividade exercida pelo funcionário e que, portanto, não era devida a indenização. Acrescentou ainda que não teria ficado comprovada a prática de ato ilícito.

O Ministro Pedro Paulo Manus, relator, observou que o Regional deixou claro em seu acórdão que, conforme prova pericial, ficou comprovado o nexo de causalidade entre a doença adquirida pelo empregado e as atividades exercidas no banco.

O relator salientou que o Banco manteve o funcionário no exercício das mesmas funções, com jornada prorrogada, apesar de recomendações médicas em contrário, conforme consta do acórdão regional. Apontou ainda, como ineficazes, as medidas preventivas adotadas pelo banco que se limitavam à distribuição de informativos sobre LER/DORT.

Segundo o relator, o valor fixado pelo Regional foi razoável tendo em vista que a quantia arbitrada abrange danos morais e materiais. O ministro salientou que o valor a ser fixado como indenização por dano moral deve levar em conta “a gravidade do dano, o grau de culpa do agente, a capacidade econômica deste e a situação financeira do ofendido.”

Observou ainda que a condenação tem o objetivo punir o causador do dano desestimulando a repetição do ato, mas de maneira alguma pode levar o ofendido ao enriquecimento. A decisão foi por unanimidade. Como não houve interposição de recurso, o processo retornou ao TRT.
Fonte: Tribunal Superior do Trabalho

Portaria Nº 194 - Altera a Norma Regulamentadora 6 – EPIs.

MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO SECRETARIA DE INSPEÇÃO DO TRABALHO DEPARTAMENTO DE SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO

PORTARIA N.º 194 DE 07 DE DEZEMBRO DE 2010

(DOU de 08/12/10 - Seção 1 - Pág. 85)

Altera a Norma Regulamentadora n.º 6 (Equipamentos de Proteção Individual - EPI).

A SECRETÁRIA DE INSPEÇÃO DO TRABALHO e a DIRETORA DO DEPARTAMENTO DE SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO, no uso das atribuições conferidas pelos arts. 14, inciso II, e 16, inciso I, do Decreto n.º 5.063, de 3 de maio de 2004 e em face do disposto no inciso II do art. 155 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, aprovada pelo Decreto n.º 5.452, de 1º de maio de 1943 e art. 2º da Portaria MTb n.º 3.214, de 8 de junho de 1978, resolvem:

Art. 1º Alterar o item 6.5 e seu subitem 6.5.1, da Norma Regulamentadora n.º 6 (Equipamentos de Proteção Individual - EPI) que passa a vigorar com a seguinte redação:

"6.5 Compete ao Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho - SESMT, ouvida a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes - CIPA e trabalhadores usuários, recomendar ao empregador o EPI adequado ao risco existente em determinada atividade.

6.5.1 Nas empresas desobrigadas a constituir SESMT, cabe ao empregador selecionar o EPI adequado ao risco, mediante orientação de profissional tecnicamente habilitado, ouvida a CIPA ou, na falta desta, o designado e trabalhadores usuários."

Art. 2º Alterar os itens 6.6, 6.7 e as alíneas "a", "b", "c", e "d" do item 6.8.1 e incluir a alínea "k" no item 6.8.1 e o subitem 6.8.1.1 na NR-6, que passa a vigorar com a seguinte redação: "6.6 Responsabilidades do empregador.

6.7 Responsabilidades dos trabalhadores.

6.8 Responsabilidades de fabricantes e/ou importadores.

6.8.1 O fabricante nacional ou importador deverá:

a) cadastrar-se junto ao órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho;

b) solicitar a emissão do CA;

c) solicitar a renovação do CA quando vencido o prazo de validade estipulado pelo órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde do trabalho;

d) requerer novo CA quando houver alteração das especificações do equipamento aprovado;

...

k) fornecer as informações referentes aos processos de limpeza e higienização de seus EPI, indicando quando for o caso, o número de higienizações acima do qual é necessário proceder à revisão ou à substituição do equipamento, a fim de garantir que os mesmos mantenham as características de proteção original.

6.8.1.1 Os procedimentos de cadastramento de fabricante e/ou importador de EPI e de emissão e/ou renovação de CA devem atender os requisitos estabelecidos em Portaria específica."

Art. 3º Excluir as alíneas "c" e "d" do item 6.9.1, o item 6.10, o subitem 6.10.1 e os Anexos II e III da NR-6.

Art. 4º Alterar o Anexo I - LISTA DE EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL - da Norma Regulamentadora n.º 6, que passa a vigorar de acordo com o Anexo a esta Portaria.

Art. 5º Esta Portaria entra em vigor na data da sua publicação.

RUTH BEATRIZ VASCONCELOS VILELA
Secretária de Inspeção do Trabalho

JÚNIA MARIA DE ALMEIDA BARRETO
Diretora do Departamento de Segurança e Saúde no Trabalho

ANEXO

ANEXO I DA NORMA REGULAMENTADORA N.º 06


LISTA DE EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL

A - EPI PARA PROTEÇÃO DA CABEÇA

A.1 - Capacete

a) capacete para proteção contra impactos de objetos sobre o crânio;

b) capacete para proteção contra choques elétricos;

c) capacete para proteção do crânio e face contra agentes térmicos.

A.2 - Capuz ou balaclava

a) capuz para proteção do crânio e pescoço contra riscos de origem térmica;

b) capuz para proteção do crânio, face e pescoço contra respingos de produtos químicos;

c) capuz para proteção do crânio e pescoço contra agentes abrasivos e escoriantes.

B - EPI PARA PROTEÇÃO DOS OLHOS E FACE

B.1 - Óculos

a) óculos para proteção dos olhos contra impactos de partículas volantes;

b) óculos para proteção dos olhos contra luminosidade intensa;

c) óculos para proteção dos olhos contra radiação ultravioleta;

d) óculos para proteção dos olhos contra radiação infravermelha.

B.2 - Protetor facial

a) protetor facial para proteção da face contra impactos de partículas volantes;

b) protetor facial para proteção da face contra radiação infravermelha;

c) protetor facial para proteção dos olhos contra luminosidade intensa;

d) protetor facial para proteção da face contra riscos de origem térmica;

e) protetor facial para proteção da face contra radiação ultravioleta.

B.3 - Máscara de Solda

a) máscara de solda para proteção dos olhos e face contra impactos de partículas volantes, radiação ultra-violeta, radiação infra-vermelha e luminosidade intensa.

C - EPI PARA PROTEÇÃO AUDITIVA

C.1 - Protetor auditivo

a) protetor auditivo circum-auricular para proteção do sistema auditivo contra níveis de pressão sonora superiores ao estabelecido na NR-15, Anexos n.º 1 e 2;

b) protetor auditivo de inserção para proteção do sistema auditivo contra níveis de pressão sonora superiores ao estabelecido na NR-15, Anexos n.º 1 e 2;

c) protetor auditivo semi-auricular para proteção do sistema auditivo contra níveis de pressão sonora superiores ao estabelecido na NR-15, Anexos n.º 1 e 2.

D - EPI PARA PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA

D.1 - Respirador purificador de ar não motorizado:

a) peça semifacial filtrante (PFF1) para proteção das vias respiratórias contra poeiras e névoas;

b) peça semifacial filtrante (PFF2) para proteção das vias respiratórias contra poeiras, névoas e fumos;

c) peça semifacial filtrante (PFF3) para proteção das vias respiratórias contra poeiras, névoas, fumos e radionuclídeos;

d) peça um quarto facial, semifacial ou facial inteira com filtros para material particulado tipo P1 para proteção das vias respiratórias contra poeiras e névoas; e ou P2 para proteção contra poeiras, névoas e fumos; e ou P3 para proteção contra poeiras, névoas, fumos e radionuclídeos;

e) peça um quarto facial, semifacial ou facial inteira com filtros químicos e ou combinados para proteção das vias respiratórias contra gases e vapores e ou material particulado.

D.2 - Respirador purificador de ar motorizado:

a) sem vedação facial tipo touca de proteção respiratória, capuz ou capacete para proteção das vias respiratórias contra poeiras, névoas, fumos e radionuclídeos e ou contra gases e vapores;

b) com vedação facial tipo peça semifacial ou facial inteira para proteção das vias respiratórias contra poeiras, névoas, fumos e radionuclídeos e ou contra gases e vapores.

D.3 - Respirador de adução de ar tipo linha de ar comprimido:

a) sem vedação facial de fluxo contínuo tipo capuz ou capacete para proteção das vias respiratórias em atmosferas com concentração de oxigênio maior que 12,5%;

b) sem vedação facial de fluxo contínuo tipo capuz ou capacete para proteção das vias respiratórias em operações de jateamento e em atmosferas com concentração de oxigênio maior que 12,5%;

c) com vedação facial de fluxo contínuo tipo peça semifacial ou facial inteira para proteção das vias respiratórias em atmosferas com concentração de oxigênio maior que 12,5%;

d) de demanda com pressão positiva tipo peça semifacial ou facial inteira para proteção das vias respiratórias em atmosferas com concentração de oxigênio maior que 12,5%;

e) de demanda com pressão positiva tipo peça facial inteira combinado com cilindro auxiliar para proteção das vias respiratórias em atmosferas com concentração de oxigênio menor ou igual que 12,5%, ou seja, em atmosferas Imediatamente Perigosas à Vida e a Saúde (IPVS).

D.4 - Respirador de adução de ar tipo máscara autônoma:

a) de circuito aberto de demanda com pressão positiva para proteção das vias respiratórias em atmosferas com concentração de oxigênio menor ou igual que 12,5%, ou seja, em atmosferas Imediatamente Perigosas à Vida e a Saúde (IPVS);

b) de circuito fechado de demanda com pressão positiva para proteção das vias respiratórias em atmosferas com concentração de oxigênio menor ou igual que 12,5%, ou seja, em atmosferas Imediatamente Perigosas à Vida e a Saúde (IPVS).

D.5 - Respirador de fuga

a) respirador de fuga tipo bocal para proteção das vias respiratórias contra gases e vapores e ou material particulado em condições de escape de atmosferas Imediatamente Perigosas à Vida e a Saúde (IPVS).

E - EPI PARA PROTEÇÃO DO TRONCO

E.1 - Vestimentas

a) Vestimentas para proteção do tronco contra riscos de origem térmica;

b) Vestimentas para proteção do tronco contra riscos de origem mecânica;

c) Vestimentas para proteção do tronco contra riscos de origem química;

d) Vestimentas para proteção do tronco contra riscos de origem radioativa;

e) Vestimentas para proteção do tronco contra riscos de origem meteorológica;

f) Vestimentas para proteção do tronco contra umidade proveniente de operações com uso de água.

E.2 - Colete à prova de balas de uso permitido para vigilantes que trabalhem portando arma de fogo, para proteção do tronco contra riscos de origem mecânica.

F - EPI PARA PROTEÇÃO DOS MEMBROS SUPERIORES

F.1 - Luvas

a) luvas para proteção das mãos contra agentes abrasivos e escoriantes;

b) luvas para proteção das mãos contra agentes cortantes e perfurantes;

c) luvas para proteção das mãos contra choques elétricos;

d) luvas para proteção das mãos contra agentes térmicos;

e) luvas para proteção das mãos contra agentes biológicos;

f) luvas para proteção das mãos contra agentes químicos;

g) luvas para proteção das mãos contra vibrações;

h) luvas para proteção contra umidade proveniente de operações com uso de água;

i) luvas para proteção das mãos contra radiações ionizantes.

F.2 - Creme protetor

a) creme protetor de segurança para proteção dos membros superiores contra agentes químicos.

F.3 - Manga

a) manga para proteção do braço e do antebraço contra choques elétricos;

b) manga para proteção do braço e do antebraço contra agentes abrasivos e escoriantes;

c) manga para proteção do braço e do antebraço contra agentes cortantes e perfurantes;

d) manga para proteção do braço e do antebraço contra umidade proveniente de operações com uso de água;

e) manga para proteção do braço e do antebraço contra agentes térmicos.

F.4 - Braçadeira

a) braçadeira para proteção do antebraço contra agentes cortantes;

b) braçadeira para proteção do antebraço contra agentes escoriantes.

F.5 - Dedeira

a) dedeira para proteção dos dedos contra agentes abrasivos e escoriantes.

G - EPI PARA PROTEÇÃO DOS MEMBROS INFERIORES

G.1 - Calçado

a) calçado para proteção contra impactos de quedas de objetos sobre os artelhos;

b) calçado para proteção dos pés contra agentes provenientes de energia elétrica;

c) calçado para proteção dos pés contra agentes térmicos;

d) calçado para proteção dos pés contra agentes abrasivos e escoriantes;

e) calçado para proteção dos pés contra agentes cortantes e perfurantes;

f) calçado para proteção dos pés e pernas contra umidade proveniente de operações com uso de água;

g) calçado para proteção dos pés e pernas contra respingos de produtos químicos.

G.2 - Meia

a) meia para proteção dos pés contra baixas temperaturas.

G.3 - Perneira

a) perneira para proteção da perna contra agentes abrasivos e escoriantes;

b) perneira para proteção da perna contra agentes térmicos;

c) perneira para proteção da perna contra respingos de produtos químicos;

d) perneira para proteção da perna contra agentes cortantes e perfurantes;

e) perneira para proteção da perna contra umidade proveniente de operações com uso de água.

G.4 - Calça

a) calça para proteção das pernas contra agentes abrasivos e escoriantes;

b) calça para proteção das pernas contra respingos de produtos químicos;

c) calça para proteção das pernas contra agentes térmicos;

d) calça para proteção das pernas contra umidade proveniente de operações com uso de água.

H - EPI PARA PROTEÇÃO DO CORPO INTEIRO

H.1 - Macacão

a) macacão para proteção do tronco e membros superiores e inferiores contra agentes térmicos;

b) macacão para proteção do tronco e membros superiores e inferiores contra respingos de produtos químicos;

c) macacão para proteção do tronco e membros superiores e inferiores contra umidade proveniente de operações com uso de água.

H.2 - Vestimenta de corpo inteiro

a) vestimenta para proteção de todo o corpo contra respingos de produtos químicos;

b) vestimenta para proteção de todo o corpo contra umidade proveniente de operações com água;

c) vestimenta condutiva para proteção de todo o corpo contra choques elétricos.

I - EPI PARA PROTEÇÃO CONTRA QUEDAS COM DIFERENÇA DE NÍVEL

I.1 - Dispositivo trava-queda

a) dispositivo trava-queda para proteção do usuário contra quedas em operações com movimentação vertical ou horizontal, quando utilizado com cinturão de segurança para proteção contra quedas.

I.2 - Cinturão

a) cinturão de segurança para proteção do usuário contra riscos de queda em trabalhos em altura;

b) cinturão de segurança para proteção do usuário contra riscos de queda no posicionamento em trabalhos em altura.

Nota: O presente Anexo poderá ser alterado por portaria específica a ser expedida pelo órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho, após observado o disposto no subitem 6.4.1.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Diretrizes incentivam qualidade nas compressões torácicas.

No dia 24 de outubro, durante partida de futebol pelo Campeonato Espanhol, o atleta Mi­guel García sofreu uma parada cardíaca testemunhada por colegas, pelo público no estádio e por câmeras que ajudaram a divulgar a imagem de seu colapso súbi­to para o mundo. Em menos de um mi­nuto, García foi atendido por médicos e ressuscitado, sobretudo, pelas compressões torácicas e desfibrilação precoce.

O episódio ocorreu poucos dias após a publicação das novas diretrizes de RCP (ressuscitação cardiopulmonar), que en­fatizam a importância de ações como a­quelas adotadas no socorro ao atleta es­panhol. Difundidas mundialmente, as orientações guiam a atuação de socorris­tas leigos e profissionais em casos de PCR (parada cardiorrespiratória).

Em linhas gerais, o socorro deve seguir a Cadeia de Sobrevivência e seus cin­co elos. O quinto e úl­timo elo, que ressalta o atendimento hos­pitalar, é uma das novidades do novo con­senso, divulgado pelo ILCOR (Aliança Internacional dos Comitês de Res­suscitação) e ratificado em 18 de outubro por diretrizes de entidades como AHA (American Heart Association) e ERC (Conselho Europeu de Ressus­ci­tação).

As novas orientações coincidem com as comemorações pelos 50 anos de RCP no mundo. Na comparação com o consenso de 2005, as mudanças são sucintas, mas fundamentais para aumentar o número de vidas salvas. O principal anúncio foi o de alteração na sequência ABC (que corresponde à ve­rificação das vias aéreas, ventilação e compressão torácica), amplamente difundida, até então, nos cursos de Su­por­te Básico de Vida. As ações continuam as mesmas, mas a sua ordem foi alterada para CAB. Assim, o primeiro contato com a vítima de uma PCR será com com­pressões, que devem ser fortes e rá­pidas, minimizando interrupções e permitindo o retorno total do tórax.

Conforme a AHA, a mudança ocorreu porque a maioria das vítimas de PCR fora do hospital não recebe nenhuma manobra de RCP. Um obstáculo para a ação pode ser a sequência ABC, que inicia com os procedimentos que os socor­ristas acham mais difíceis.

Também as compressões torácicas são re­tardadas na ABC, o que traz importan­tes implicações, já que a maioria das PCRs em adultos possuem ritmo inicial de FV (Fibrilação Ventricular) ou TV (Taquicardia Ventricular) sem pulso - quadros que se beneficiam de compressões e desfibrilação precoce. Com isso, o protocolo de "ver, ouvir e sentir" foi subs­tituído pela identificação de sinais de respiração inadequada ou ausente. Pro­fissionais de saúde devem checar o pul­so por, no máximo, 10 segundos.

Segundo o doutor em Cardiologia Ser­gio Timerman, membro do ILCOR e da AHA e diretor do LTSEC-INCOR (La­boratório de Treinamento e Simulação em Emergência Cardiovascular do Ins­tituto do Coração), a simplificação das ações aumenta as chances do retorno à circulação espontânea e, portanto, de sobreviventes. Com o novo consenso, afirma Ti­merman, a expectativa é de salvar, anualmente, mais 100 mil pessoas na Europa e outras 70 mil nos Estados Unidos. No Brasil, proporcionalmente, o aumento no número de sobreviventes poderia chegar a 50 mil por ano.

A RCP Só-compressões começou a ser divulgada em março de 2008, com a pu­blicação de parecer consultivo da AHA. Para Randal Fonseca, diretor da RTI (Rescue Training International) e ins­trutor do NSC (National Safety Coun­cil), é uma forma alternativa de o leigo iniciar o atendimento a vítimas de PCR testemunhada, enquanto aguarda a chegada de ajuda especializada.

O consenso de 2010 contempla também a possibilidade de profissionais de atendimento a emergências presentes na cena não terem meios ou não saberem a­plicar as insuflações. Conforme Randal, tal perspectiva refere-se aos profissionais que não tripulam ambulâncias, como comissários de bordo, ­instrutores de atividades esportivas, guias de turismo e outros atores que, embora tenham responsabilidade implícita de atender vítimas, podem não estar treinados ou equipados para aplicar insuflações.

"É importante reiterar que, para os pro­fissionais da saúde e de resgate, as no­vas diretrizes da AHA dão ênfase à im­portância de eles participarem de programas de treinamento para aprimorarem as técnicas e aplicarem a RCP completa. Para isso, a AHA recomenda que se­jam intensificados os treinamentos pa­ra que sejam melhoradas continuamente a proficiência e habilidade de todos os profissionais que participam, em dife­rentes níveis, da corrente das chances de sobrevivência cardíaca", adverte.

A relação compressão/ventilação permanece em 30:2 (são 30 compressões em 18 segundos, seguidas por duas ventilações de um segundo cada uma). A RCP convencional, com a sequência ABC, ainda deve ser usada para atender ví­timas de afogamento e outras causas de asfixia. Em crianças, segundo a AHA, apenas cerca de 5% a 15% das PCRs são atribuíveis a FV.
Fonte: Revista Emergência

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Diretrizes visam prevenção de trabalhadores expostos a Aids.

A ONU publicou em 25 de novembro novas diretrizes internacionais para garantir que os trabalhadores de saúde em áreas com alta prevalência de aids e tuberculose tenham um acesso adequado às precauções e ao tratamento contra essas doenças. O relatório é assinado pelas agências responsáveis em impulsionar o combate à aids: OMS (Organização Mundial da Saúde), OIT (Organização Internacional do Trabalho) e o Unaids (Programa conjunto da ONU sobre o HIV/aids).

"Estima-se que, por ano, mil profissionais de saúde contraem HIV no local de trabalho e, muitos outros, tuberculose", detalha o documento. Os organismos calculam que 60 milhões de pessoas formam o pessoal sanitário no mundo - o que inclui médicos, enfermeiros e parteiras, farmacêuticos e técnicos de laboratório, além de limpadores e outros trabalhadores de apoio. "Essas diretrizes pretendem garantir que os trabalhadores da saúde tenham acesso às precauções universais", assinala o diretor-executivo do setor de proteção social da OIT, Assane Diop. Entre essas precauções estão o tratamento preventivo para a tuberculose, a profilaxia posterior à exposição e ao tratamento, sistemas de indenização para o contágio no lugar de trabalho, e seguridade social efetiva.

A Unaids, a OIT e a OMS admitem que seus esforços não prestavam a assintência necessária a estes trabalhadores sanitários, o que buscam reverter com essas novas diretrizes que oferecem direitos fundamentais aos profissionais. "A OMS reconhece o risco a que se expõem os trabalhadores da saúde quanto ao contágio do HIV e à necessidade de métodos exaustivos de garantia de saúde e segurança no trabalho", afirma o subdiretor-geral da organização, Hiroki Nakatani. O lugar que tem mais carência desses profissionais de saúde é a África, onde um médico pode ser responsável pela saúde de mais de 2 mil pessoas. "Mellhorar a segurança e a saúde é uma maneira de oferecer maiores incentivos aos trabalhadores para que permaneçam em seus países", concluem os responsáveis pelas diretrizes.
Fonte: veja.com

Luzes de Natal exigem cuidados com a segurança.

Além de aumentarem o consumo de energia, as luzes piscantes precisam de atenção. Os fios e tomadas devem ter o selo do Inmetro. Também não se deve ligar mais de três conjuntos na mesma tomada.

As casas ficam lindas nesta época do ano com a decoração de Natal, mas o que parece um simples enfeite pode se transformar numa armadilha.

O repórter Ismar Madeira mostra os cuidados para garantir a segurança das luzinhas que piscam dentro e fora de casa.

O som da banda, anjos, papais noéis. Dona Genny não economiza na decoração. Mas, no consumo de luz, ela dá um jeito de as dez mil lâmpadas pesarem menos no bolso. “Só quando vem mesmo visita que eu acendo”.

Mesmo assim, a conta sobe 50% no mês de dezembro. Pra se ter uma ideia, apenas um conjunto de pisca-pisca com cem lâmpadas ligado de 19h as 6h custa cerca de R$ 8 a mais na conta do mês.

Dona Cecília apaga a iluminação antes de dormir e sempre contrata um eletricista pra fazer a instalação. “Enfeito meu jardim todo, com muito pisca-pisca e nunca teve problema”.

A escolha desses enfeites não afeta apenas o consumo de energia, mas também as condições de segurança. O material e a instalação podem aumentar ou diminuir o risco de choque, curto-circuito e até de incêndio.

Muita atenção à qualidade dos fios e das tomadas. As mais seguras são as que têm o selo do Inmetro.

“Essa tomada mais antiga é muito mais frágil. Ela possibilita a ligação de outras tomadas em série que pode provocar mau contato, sobrecarga, a pessoa pode tomar choque nesse pino. O fiozinho é muito mais fino, então, ele pode arrebentar”, explica o engenheiro eletricista Demétrio Aguiar.

Árvores com material antichamas são melhores, porque o fogo apaga rápido, sem se alastrar. Nunca ligue mais de três conjuntos de pisca-pisca na mesma tomada ou extensão. A sobrecarga pode provocar curto-circuito.

Dona Eugênia viu que na decoração externa o perigo é ainda maior por causa da chuva. O tradicional pisca-pisca só é recomendado para ambientes fechados.

“Aquele modelo impermeável é melhor para o lado de fora, porque eu vou evitar o choque elétrico e o mau funcionamento”, alerta Demétrio Aguiar.

“Vou tirar tudo, colocar as mangueirinhas todas em volta e vai continuar tudo arrumadinho. Vai ficar bonito e seguro”, finaliza Dona Eugênia.
Fonte: Jornal Floripa