quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Quedas representam maior causa dos atendimentos em urgências e emergências.


Um estudo realizado pelo Viva (Sistema de Vigilância de Violências e Acidentes), do Ministério da Saúde, revela que as principais causas de acidentes foram as quedas (36,5%), seguidas pelos acidentes de trânsito (26,4%) e ferimentos com objetos que cortam ou perfuram (7,2%). Também entraram no levantamento os choque contra pessoa ou objeto (6,5%), lesões ou torções (4,7%), além de acidentes envolvendo penetração, ingestão ou inalação de corpo estranho (4,5%).

Os homens foram que mais necessitaram de atendimento, com 23.082 registros (64,8% do total). O número e a proporção de mulheres caíram quase pela metade – 12.515 (35,2%). 49 pessoas (0,1%) não tiveram o registro do sexo.

Entre os homens, as duas principais causas de acidentes foram as quedas (31,8%) e os acidentes de transporte (29,6%). Essas causas se repetem na mesma ordem para as mulheres, com 45% e 20,5%, respectivamente. Pessoas de 20 a 29 foram as que mais procuraram atendimento, com 22,9% do total de vítimas de acidentes.

A coordenadora da área de Vigilância e Prevenção de Acidentes e Violências do Dasis, (Departamento de Análise de Situação de Saúde), Marta Silva, explica que as quedas podem ser evitadas: "as crianças devem sempre ficar sob a supervisão dos adultos e as residências devem ter proteção de móveis, telas em janelas e varandas, tapetes antideslizantes e cercadinhos".

Quanto aos idosos, muito vulneráveis às quedas, a recomendação é adaptar banheiros, retirar tapetes, usar assentos adaptados para banho, corrimãos, suportes para auxílio no acesso ao banheiro e cama. Para a população em geral, deve haver nivelamento de calçadas, sinalização de obras e proteção de bueiros.

Ingestão de álcool

Em 8,1% dos casos, as pessoas estavam alcoolizadas na ocasião do acidente e em 6,7% houve suspeita de terem bebido. Entre os homens, o percentual sobe para 10,6% entre os que declararam ter bebido antes do acidente e 8,9% foram classificados como suspeitos. Para as mulheres, os percentuais caem para 2,7% e 3,7%, respectivamente.

A pesquisa coletou 74 serviços de saúde de 23 capitais e Distrito Federal, entre setembro e novembro de 2009.
Fonte: EBand

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