quarta-feira, 31 de outubro de 2012

STF vota nesta quarta-feira se amianto será banido no país

O plenário do Supremo Tribunal Federal decide nesta quarta-feira se o amianto continuará, ou não, sendo usado no Brasil. Está marcado o julgamento de três ações diretas de inconstitucionalidade sobre o tema. A primeira e principal foi movida pelas associações nacionais de procuradores e magistrados do Trabalho. O pedido, feito em 2008, é de que seja considerada inconstitucional a Lei 9.055 de 1995, que permite o uso controlado da fibra classificada como cancerígena pela Organização Mundial da Saúde (OMS) desde 1977. Fora do mensalão, será a última sessão presidida pelo ministro Carlos Ayres Britto, relator da ação, antes de se aposentar em novembro. Numa análise dos votos já proferidos pelos ministros sobre o assunto, haveria seis votos favoráveis ao banimento do amianto.

- Acredito que o Supremo está bem inclinado pela inconstitucionalidade, diante do argumento de que não existem níveis seguros para o uso da fibra. Será um julgamento emblemático. Pela primeira vez o Supremo decidirá sobre uma questão científica, se fica de um lado, que diz não há níveis seguros, ou de outro, de que há como usar sem risco. E virão outros julgamentos como esse, sobre agrotóxicos e alimentos geneticamente modificados - afirmou o advogado Rômulo Sampaio, professor da Fundação Getulio Vargas (FGV), especializado em direito ambiental.

Se o pedido dos procuradores e magistrados for aceito, a única mina da fibra usada em telhas e caixas d`água no Brasil vai ter que ser fechada e as fábricas que usam o material terão que substituir o amianto por fibra sintética ou outra alternativa. Segundo advogados, essa decisão pode não acontecer hoje, se algum ministro pedir vista do processo ou se o julgamento se prolongar e se estender para outro dia.

Roberto Caldas, advogado da Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho (ANPT), acredita num desfecho com a votação terminando hoje e decidindo pelo banimento do uso da fibra. A argumentação dele se sustenta nas audiências públicas que aconteceram em agosto, convocadas pelo ministro Marco Aurélio Mello, e que teriam dirimido dúvidas sobre os processos. Essas mesmas audiências teriam convencido os ministros.

- Depois das audiências, ficou evidente o quanto é nocivo o amianto tanto para os trabalhadores quanto para comunidade. Esperamos que o julgamento seja rápido.

Já Marina Júlia de Aquino, presidente do Instituto Brasileiro de Crisotila (IBC), que representa a indústria que usa amianto, diz estar tranquila com o veredito. Para ela, o pedido será recusado. Quinze ônibus vindos de Minaçu, onde funciona a mina Canabrava, em Goiás, chegam a Brasília para acompanhar o julgamento:

- No passado, houve um passivo de doença, mas a realidade hoje é diferente. Somos referência mundial no uso controlado. Estamos tranquilos nesse julgamento. Vale a pena parar um dia o trabalho na mina, diante da ameaça de paralisação total. Por isso, trabalhadores e moradores de Minaçu estão vindo para Brasília. Se for banido, a cidade de 32 mil habitantes vai virar uma cidade fantasma. Ela vive em torno da mina.

Para Sampaio, as chances de algum ministro pedir vista ao processo é grande, diante da complexidade e do ineditismo do tema na Corte.

As outras duas ações foram movidas pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria (CNTA). Nelas, pede-se que as leis que baniram o amianto em São Paulo e no Rio Grande do Sul sejam consideradas inconstitucionais. A alegação é que as leis ferem a Constituição, por já haver uma lei federal disciplinando a questão. A ação do Rio Grande do Sul é relatada pelo ministro Ayres Britto. O relator da ação de São Paulo é o ministro Marco Aurélio.

Em dez anos, 2.123 mortes por câncer

Segundo o diretor do Departamento de Vigilância em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador no Ministério da Saúde, Guilherme Franco Netto, num levantamento no sistema de informações do SUS, morreram 2.123 pessoas de câncer relacionado ao amianto de 2000 a 2010 e o gasto com essas doenças no período foi de R$ 291 milhões.

O governo está dividido sobre a questão. Juntamente com o Ministério da Saúde a favor do banimento estão a Previdência Social, o Trabalho e o Meio Ambiente. Contra a proibição estão os ministérios de Minas e Energia e Desenvolvimento. O Brasil é o terceiro maior produtor da fibra no mundo.

- Se for banido, de imediato haverá um déficit de telhas no mercado. A produção com fibra alternativa não é suficiente para cobrir o déficit. É mais cara e menos durável - afirma Marina.
Fonte: O Globo

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Trabalhador que perdeu a mão direita em acidente de trabalho conquista indenização de R$ 1,16 milhão

Ex-empregado de uma cooperativa agroindustrial exportadora de amendoim, para a qual trabalhou de 3 de março de 2008 a 15 de maio do ano seguinte, o reclamante foi vítima, no seu último dia de trabalho, de um acidente de trabalho que lhe custou a mão direita. A perda custou ao trabalhador sua capacidade de trabalho para funções braçais, total e permanentemente, conforme o laudo pericial, conclusão confirmada pela sentença de 1ª instância, proferida pela 1ª Vara do Trabalho (VT) de Jaboticabal, que levou em conta o fato de o reclamante ter pouca instrução formal e sempre ter trabalhado em atividades braçais.

Na ação trabalhista, pediu indenização por danos morais e materiais equivalente a 5% do faturamento anual da empregadora, o que resultaria em R$ 15 milhões, aproximadamente. A 1ª Vara do Trabalho (VT) de Jaboticabal, no entanto, estipulou em R$ 500 mil a indenização pelos danos morais e estéticos (R$ 250 mil a cada título). Já a compensação pelos danos materiais foi fixada em R$ 665.075,76, ou 492 vezes o valor da maior remuneração recebida pelo trabalhador (R$ 1.351,78). O cálculo é simples: o juízo considerou a idade do trabalhador no dia do acidente (31 anos) e a expectativa de vida do homem brasileiro (72 anos) – a diferença, 41 anos, multiplicada por 12, resultou em 492 meses, daí o valor final, cujo pagamento deve ser feito em uma única vez, conforme a sentença da VT.

Insatisfeito, o autor recorreu, insistindo no valor originalmente pleiteado, bem como na integração do 13º salário à indenização por danos materiais. A 2ª Câmara do TRT15, porém, negou provimento ao recurso.

"As assustadoras fotos de fls. 58/65 [dos autos] demonstram o resultado do acidente de trabalho sofrido pelo autor, acidente este que se deu quando o reclamante fazia a limpeza de uma máquina denominada de ‘balão de resíduos e impurezas', e esta entrou em funcionamento, amputando a sua mão direita", sublinhou a relatora do acórdão da 2ª Câmara, desembargadora Mariane Khayat, ao dar início à fundamentação de seu voto. A ocorrência foi descrita ainda na Comunicação de Acidente do Trabalho (CAT) de fl. 55.

A magistrada observou ainda que a culpa pelo acidente, conforme o conteúdo dos autos, foi efetivamente da reclamada. "De acordo com a prova testemunhal, o reclamante recebeu ordem do encarregado para limpar a máquina, sem receber nenhum treinamento para isso. Sua função nem era essa. Cabia-lhe a limpeza do chão, eliminando o pó, descartando embalagens, tudo relativo aos amendoins que chegavam sujos da roça, mas não as máquinas." A testemunha esclareceu que, enquanto o reclamante fazia a limpeza da máquina, que estava entupida por restos de amendoim, um eletricista da cooperativa, que não podia ver o trabalhador, uma vez que uma divisória separava os ambientes em que um e outro se encontravam, acabou ligando o equipamento. Ainda segundo a testemunha, o reclamante jamais havia limpado a máquina antes e os equipamentos de proteção individual se restringiam a protetores auriculares e máscaras. Nem luvas recebiam, complementou.

Apesar disso, lecionou a relatora, uma questão de caráter meramente técnico impossibilitou a integração do 13º salário à indenização por danos materiais, o que elevaria a compensação a esse título a R$ 720.498,74 (533 vezes o maior salário percebido pelo reclamante). "Embora o autor tenha requerido isso na inicial, o r. Juízo [de 1ª instância] tal matéria não analisou, e o obreiro contra tal omissão não se insurgiu", explicou a desembargadora Mariane, demonstrando o porquê de ser impossível à Câmara a análise do item não apreciado pelo juízo de 1º grau. "Isso caracterizaria a supressão de instância."

Já o valor fixado a título de indenização por danos morais e estéticos foi mantido. "Considerando o grau de culpa da reclamada, as consequências do acidente na vida do reclamante, bem como o porte econômico da ré e a finalidade educativa da sanção, considero perfeito o valor fixado em R$ 500.000, sendo R$ 250.000 para cada título, moral e estético", arrematou a relatora.

Vale noticiar ainda que a cooperativa também recorreu, mas seu recurso foi julgado deserto porque ela efetuou o depósito recursal em guia errada. Em vez da Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social (GFIP), conforme previsto no item I da Instrução Normativa 26/2004 do Tribunal Superior do Trabalho (TST), usaram a Guia de Recolhimento para Fins de Recurso Junto à Justiça do Trabalho (SEFIP).
Fonte: Âmbito Jurídico

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Justiça Trabalhista aplica justa causa a empregador que impunha jornada exaustiva a motorista rodoviário de cargas.

Também conhecida como a justa causa aplicável ao empregador, a rescisão indireta do contrato de trabalho tem cabimento nos casos em que há grave descumprimento de obrigações contratuais pelo patrão, de forma a quebrar a confiança que deve existir na relação de emprego.

Nesse contexto, o empregado que pede o rompimento do contrato de forma indireta deve demonstrar que a continuidade do vínculo é impossível. Isso porque as consequências do desemprego repercutem em toda a sociedade, ultrapassando a esfera privada das partes.

Assim se manifestou a juíza do trabalho substituta Helena Honda Rocha, em atuação na 3ª Vara do Trabalho de Uberaba, ao julgar um processo em que um motorista, contratado por empresa pertencente a grupo econômico para prestar serviços aos Correios, pedia a rescisão indireta do contrato, sob a alegação de vários descumprimentos contratuais por parte da empresa.

Segundo a magistrada, o empregado conseguiu comprovar que a empregadora deixou de cumprir diversas obrigações, mas a principal delas foi a imposição de jornada exaustiva ao autor, que atuava como motorista rodoviário de cargas.

A partir de setembro de 2008 até o rompimento da prestação de serviços, a juíza sentenciante apurou que o empregado trabalhava cumprindo jornada de 17h30 às 9h, com duas horas de intervalo intrajornada, o que expunha a risco não só a sua vida, como também a vida e o patrimônio de terceiros.

Tudo em função do desgaste físico decorrente do extenuante horário de trabalho praticado. Por essa razão, a magistrada acolheu o pedido feito pelo autor e declarou rescindido o contrato por culpa da empregadora.

Quanto à data de término do vínculo, embora a reclamada tenha sustentado que, desde o ajuizamento da ação, o reclamante não compareceu mais ao trabalho, a juíza constatou que essa afirmação não é verdadeira.

Na primeira audiência, o empregado informou que continuaria prestando serviços normalmente até que a sentença fosse proferida. Já em depoimento pessoal, o autor disse que, após ter ingressado com a reclamação, um dos superiores avisou-lhe que era para permanecer em casa, pois seria substituído em suas funções.

Por outro lado, o preposto do grupo afirmou que o trabalhador passaria a ser motorista reserva e que, desde então, ele continuava comparecendo à sede dos Correios, porém sem estar uniformizado, o que impedia que fosse escalado para o serviço.

"Diante do relato das partes, entendo que o Reclamante, de fato, continuou à disposição das Reclamadas desde o ajuizamento da ação, sendo-lhe negado trabalho a partir da ciência deste fato", concluiu a julgadora, fixando o rompimento do contrato na data de publicação da sentença.

Como consequência, a magistrada condenou as empresas do grupo, de forma solidária, ao pagamento das parcelas típicas dessa modalidade de dispensa. A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos foi também condenada, de forma subsidiária, a responder por essas parcelas, por não ter fiscalizado a execução dos serviços, dos quais se beneficiou. O grupo econômico e a ECT apresentaram recurso, mas o Tribunal da 3ª Região manteve a sentença.
Fonte: Tribunal Regional do Trabalho 3ª Região Minas Gerais

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Lições do Sun Tzu norte-americano para quem vive dias que não cabem em 24h

A bagunça do dia a dia e as batalhas aéreas: entendendo o pensamento estratégico do coronel John Boyd, você vai entender o que elas têm em comum.


Olá caro leitor. Dessa vez quem nos escreve é o Leonardo Lima. O Leonardo, além de trabalhar na Câmara Municipal da cidade onde vive, faz pães e outros produtos caseiros para complementar sua renda. Pai de família, padeiro, funcionário público, Leonardo nos diz que é comum ir dormir às 22:00 para acordar às 3:00. Esgotado, não sabe mais o que fazer para lidar com a competição, o cansaço e as realidades do dia a dia. O que fazer?

Nosso amigo dessa semana mostra em seu e-mail um certo desespero comum a muitos profissionais da atualidade. Viagens, e-mails de fim de semana, uma enxurrada de informações, tecnologias e mercados que mudam rapidamente, entre outros fatores, deixam muita gente atordoada com seu dia a dia.

Essa situação me lembrou, entre tantas coisas, da arte - e ciência - das batalhas aéreas. Convenhamos: na lista de coisas estressantes do mundo, ter um avião de guerra apontando mísseis para você deve estar entre as primeiras da fila. O que me leva ao trabalho de um dos maiores estrategistas da história.

Imagem: Wikipedia


O nome John Boyd não costuma levantar sobrancelhas como Sun Tzu, Maquiavel ou Alexandre o Grande, mas as contribuições desse coronel norte-americano à ciência da Estratégia são difíceis de subestimar.

Começando seus estudos com o desempenho de pilotos americanos na Guerra do Vietnã, Boyd observou que o que diferenciava os melhores dos piores pilotos era a capacidade de analisar uma situação, tomar decisões e executar suas ações mais rápido que seus oponentes. O modo de se portar dos pilotos influenciava a capacidade de alguém morrer ou voltar para casa após um combate.

Tudo isso foi resumido em uma simples palavra: OODA.

OODA significa Observar, Orientar, Decidir e Agir. Segundo nosso querido coronel, a habilidade de passar por esse ciclo diferencia a grandeza do fracasso. Um piloto deveria então OBSERVAR a situação em que se encontra. ORIENTAR é filtrar as informações relevantes para o momento, DECIDIR é optar por um curso de ação e AGIR é executar o curso planejado. Pilotos capazes de fazer isso rapidamente poderiam vencer entrando no ciclo de seus inimigos, por exemplo, agindo mais rapidamente e reorientando suas ações enquanto seus inimigos ainda estavam entendendo o que aconteceu e presos a uma ação passada.

Como o objetivo aqui não é dar uma aula de voo, basta dizer que essa ideia simples revolucionou a área de estratégia. O sucesso da primeira Guerra do Golfo (aquela em que o Iraque desocupou o Kwait e perdeu rapidamente) é atribuído em grande parte ao pensamento de Boyd.

Se você nunca ouviu falar nele, não se preocupe, muita gente fora da área militar também não. No entanto, se você fez qualquer curso de Administração, deve ter topado com ciclos como o "Planejar, organizar, dirigir e controlar" e outras variantes inspiradas pelo OODA.

Voltando ao caso do Leonardo e outros profissionais estressados, cansados, perdidos na rotina, espancados pela concorrência e sem saber o que fazer. Passo número um: pare. Tire um dia, uma hora, um momento, mas pare.

Parou? Ótimo. Agora observe a situação em que você se encontra. Você pode avaliar sua vida pessoal, profissional, sua empresa e até o conjunto da obra, mas apenas observe. Retire-se da situação e observe suas ações, as de outras pessoas e participantes do mercado e tente entender o que está acontecendo.

Agora, oriente-se. Quais informações você precisa ter para decidir? O que está te atrapalhando? Com o que vale e com o que não vale a pena se preocupar? Imagine que, de tudo que está observando, você vai escolher quais informações são realmente úteis para a situação (essa parte possui um fator consciente e outro inconsciente, mas isso é outra história).

Agora, decida o que fazer. Simples assim. Após observar e orientar, você tem que decidir. Pare de enrolar. Se houvesse realmente um avião armado vindo em sua direção você não iria ficar sentado pensando. Você precisa tomar uma decisão antes que o inimigo lhe dê uma passagem só de ida para o céu.

Por último, a ação. Faça alguma coisa. Se não souber o que fazer, faça qualquer coisa, por menor que seja. O importante é partir para a ação o mais rápido possível. Sair da zona de conforto, deixar de ser um patinho sentado no meio do radar do inimigo e começar a mudar sua situação.

Agora, volte ao início: observe o resultado de suas ações no mundo e comece outra vez.

Viu como batalhas aéreas podem ser divertidas?

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

O papel das mulheres na construção de um mundo mais sustentável


"A única possibilidade de termos um mundo mais sustentável no curto prazo é engajando mais mulheres na liderança", afirma Marise Barroso, CEO da Masisa.

Por: Plataforma Liderança Sustentável

A sustentabilidade é, praticamente, intrínseca ao caráter feminino. A tese é de Marise Barroso, presidente da Masisa. "Fazer, continuar, perseguir, persistir: isso é muito característico das mulheres", afirma.


Para Marise, "a única possibilidade de termos um mundo mais sustentável no curto prazo é engajando mais mulheres na liderança". E, embora paixão e sensibilidade no trabalho tenham muita importância em sua trajetória de líder, métodos e processos foram imprescindíveis para sua formação. "Com a ferramenta Sustainability Scorecard (SSC), que define metas estratégicas e garante a eficiência do triple bottom line, aprendi a praticar o que acreditava: aliar resultados econômicos, sociais e ambientais e, ainda, potencializar uns com os outros."


Eleita em 2011 uma das 16 empresas mais sustentáveis do mundo emergente, a Masisa destaca-se por fabricar painéis de madeira com baixa emissão de formol. Isso representa custos 8% mais elevados, mas "onde há ética, não há dúvida", ressalta Marise.

Assista à palestra: 



Um ponto de encontro com a inspiração e o conhecimento. Essa é a função que a Plataforma Liderança Sustentável, lançada pela consultoria Ideia Sustentável: Estratégia e Inteligência em Sustentabilidade, se propõe a desempenhar. Segundo Ricardo Voltolini, idealizador do projeto, trata-se de "um movimento que pretende identificar, inspirar, mobilizar e conectar jovens lideranças em sustentabilidade espalhadas pelo Brasil".
Fonte: Portal dos Administradores

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Energia solar no Brasil será competitiva antes de 2020, diz EPE

A energia solar deve se tornar competitiva no Brasil antes de 2020 e ser inserida na matriz elétrica brasileira, segundo o presidente da EPE (Empresa de Pesquisa Energética), Maurício Tolmasquim.

O presidente afirmou a jornalistas que a energia solar vai ter um papel importante na matriz mundial no futuro, mas alertou que o país não precisa ter pressa ainda.

“Um leilão de energia solar para o ano que vem não está sendo considerado agora”, disse. “O Brasil não tem razão para acelerar esse processo e fazer o consumidor pagar mais caro [pela energia solar]. A gente pode esperar dois, três ou quatro anos até a fonte ficar mais competitiva”, adicionou.

Tolmasquim ainda se mostrou contra a posição de empresários do setor e do ONS (Operador Nacional do Sistema), que defendem a realização de leilões regionais de energia.

Ele frisou que, com menos competidores na disputa, a tendência é que o preço da energia fique mais caro em um eventual leilão regional. “Ninguém até agora me provou que vai ser vantajoso ao consumidor”, declarou.
Fonte: UOL

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Walmart é condenado por revista íntima de empregados : Empresa terá de pagar indenização de R$ 800 mil por dano moral coletivo.

A 14ª Vara do Trabalho de Brasília determinou que a rede Walmart pague R$ 800 mil por dano moral coletivo. O supermercado também está proibido de realizar revistas íntimas e físicas em seus empregados e de inspecionar suas bolsas e pertences.

A decisão resulta de ação movida pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), que apresentou recurso ao Tribunal para que o valor da multa aumente para R$ 2 milhões. O Walmart é a terceira maior rede de supermercados do Brasil e emprega mais de 800 mil trabalhadores. Seu faturamento é estimado em R$ 24 bilhões.

Os trabalhadores ouvidos no inquérito civil, iniciado com investigações do MPT no Rio Grande do Sul, declaram ter sofrido constrangimentos por inspeções realizadas pela empresa. O procurador do Trabalho Valdir Pereira da Silva, autor da ação, acredita que as revistas extrapolam o poder de fiscalização patronal, ofendem a honra e a imagem dos empregados.

“Embora ao empregador se confira o poder de direção e de fiscalização, sabe-se que este direito não é absoluto e ilimitado, não legitimando a violação do direito dos empregados à intimidade e à vida privada”, destacou.

No entendimento da juíza Thais Rocha, que julgou o caso, a empresa pode fazer uso de outros meios de controle do patrimônio, como câmeras de segurança e tarjas magnéticas. “O que não se admite é que, depois de um dia exaustivo, o trabalhador tenha que entrar numa fila indiana e abrir seus pertences, como meliante em potencial”. Multa de R$ 1 mil por empregado prejudicado será cobrada em caso de descumprimento da decisão.
Fonte: Ministério Público do Trabalho do Distrito Federal

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

AFTs cobram de ministro independência nas fiscalizações

Representantes do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) cobraram do ministro do Trabalho e Emprego Carlos Brizola Neto critérios técnicos na escolha do próximo chefe da Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT). O pedido foi feito em reunião na noite desta terça-feira (16) e foi motivado pelas críticas feitas por Vera Lúcia Albuquerque, que, ao comunicar sua exoneração na última quinta-feira (11), reclamou de interferências e disse que o responsável pela pasta tentou colocar "um cabresto político na inspeção do trabalho".

Em entrevista à Repórter Brasil, Rosângela Rassy, presidenta do Sinait, disse que Brizola Neto se comprometeu no encontro a escolher um funcionário com "grande experiência e conhecimento técnico", como esperam os auditores fiscais. "Aceitar a indicação de alguém de fora seria um grande golpe do governo da presidenta Dilma Rousseff, que sempre prezou pela meritocracia no funcionalismo público", afirmou, dizendo que o sindicato está confiante de que "o Ministro não vai cometer esse desvario".

Nesta semana, auditores organizaram uma campanha na internet para que o cargo passe a ser definido com base em uma lista tríplice composta por candidatos escolhidos pela própria categoria, iniciativa que contou até com um abaixo-assinado. Segundo Rosângela, apesar de ter se comprometido a escolher um funcionário de carreira, o ministro descartou adotar a lista tríplice.

A SIT é o órgão encarregado de fiscalizar o cumprimento da legislação trabalhista e de Segurança e Saúde no Trabalho, no Brasil. A secretaria também é responsável pelos programas de combate ao trabalho escravo e ao trabalho infantil no país, além de fazer a manutenção da "lista suja" do trabalho escravo - cadastro que o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) mantém com o nome de empregadores que utilizaram mão de obra em regime de escravidão contemporânea.

Rosângela destaca a importância do cargo e lembra ainda que o Brasil é signatário da Convenção nº 81 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), cujo artigo 6 prevê estabilidade para o grupo responsável pelas fiscalizações e determina que os cargos devem ser independentes de "mudanças de governo" ou "qualquer influência exterior indevida". Ela afirma que desde a década de 1980 o secretário de Inspeção do Trabalho é um funcionário de carreira que participa da equipe da SIT e defende que mudanças neste sentido seriam uma afronta às determinações da OIT.

A presidenta do Sinait defende que o país só conseguiu montar algumas políticas públicas de referência mundial no âmbito das inspeções trabalhistas por manter critérios técnicos na área. "Todos os grandes programas de fiscalização foram criados neste período. Por exemplo, o programa de combate ao trabalho escravo foi criado por um auditor", aponta. "Isso só é possível porque nós temos à frente da SIT um auditor que domina o tema. Ter um auditor é uma segurança. Se vier alguém de fora, qual garantia vamos ter?", reforça.

Defasagem no quadro de funcionários

Além de manifestar preocupação em relação às mudanças na chefia de fiscalização do trabalho, Rosângela também afirmou que há defasagem no quadro de servidores no MTE. Segundo cálculos do Sinait, a pasta precisa urgentemente de pelo menos 700 novos auditores fiscais do trabalho. "No último concurso, em 2010, o antigo ministro [Carlos Lupi] solicitou a abertura de 629 vagas, que já não eram suficientes", lembra. Hoje, a SIT conta com um corpo de 2.900 funcionários. Brizola Neto afirmou, ainda de acordo com Rosângela, que vem conversando com a ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão, Miriam Aparecida Belchior, sobre a abertura de tais vagas.

Um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) aponta que o aumento total no número de auditores fiscais do trabalho teria que ser de 5.798 novos funcionários, em um período de quatro anos. "Muitos auditores estão se afastando por problemas de saúde e até adoecendo, devido ao grande volume de trabalho", diz Rosângela. O Sinait defende que, para o próximo concurso público, sejam abertas mais 2 mil vagas no MTE para cobrir a defasagem de auditores fiscais, já que uma parte considerável também está se aposentando. "O que chega até a ser uma contradição para nós que deveríamos fiscalizar e zelar pelas boas condições de trabalho", afirma a presidenta do Sinait.
Fonte: Repórter Brasil

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Empresa especializada em recrutamento enumera algumas dicas para o candidato se sair bem nesse momento.

Por: Fábio Bandeira de Mello

Muitas são as verdades e os mitos em processos seletivos. Sobre o tema não faltam referências ao comportamento, ao modo de falar, à roupa mais apropriada para vestir e até à própria formulação do currículo.

Na certa, todos esses itens apontados acima são avaliados, mas nem sempre como algumas cartilhas apontam. Por exemplo: dizem que falar demais na hora de conseguir uma vaga e sempre ter iniciativa é um ponto a favor. No entanto, ter o bom senso em falar o necessário e sabe ouvir quando o outro estiver falando contará muito mais para a decisão do recrutador.

O Núcleo Brasileiro de Estágios (Nube), empresa especializada em recrutamento, sabendo de algumas dificuldades de candidatos em processos de seleção, principalmente entre os jovens, listou cinco fatores construtivos para o jovem enfrentar esse desafio e se sair bem sucedido nesse momento. Confira abaixo:

- Estude sobre a empresa antes da seleção. Vá para a entrevista sabendo informações importantes de onde pretende detalhar. Perguntas como "O que você conhece sobre a empresa?" são comuns e mostrar conhecimento pode contar pontos importantes.

- Todas as mídias são usadas pelas organizações. Ter cuidado com o conteúdo publicado na web é fundamental. Isso vale para as redes sociais. Algumas organizações procuram conhecer um pouco do perfil dos candidatos observando o comportamento dele em redes como Facebook, Twitter, blogs, entre outros.

- Fique atento às explicações e orientações do gestor. Se distrair nessa parte poderá significar um fracasso completo no decorrer do processo. Caso necessite, anote a informação.

- Preocupe-se com a sua aparência física. Vista-se adequadamente de acordo com o perfil do cargo almejado. Marketing pessoal é fundamental, pois você nunca terá uma segunda chance para criar uma boa primeira impressão.

- Você pode até conseguir a vaga fingindo ter outro comportamento. Mas no dia a dia, não conseguirá enganar mais ninguém. Portanto, evite criar tipos, fingir algo que você não é. Recrutadores mais experientes conseguem identificar alguns traços de mentira em candidatos.
Fonte: administradores.com.br

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Juízes do Trabalho fazem campanha para tirar dúvidas.

As atividades da Campanha "Juiz do Trabalho: Sempre ao seu Lado" na capital paulista serão no dia 21 de outubro, na Escola Estadual Frei Paulo Luig, na região do Pari, no centro da cidade.

A ideia é demonstrar à sociedade que o juiz do trabalho está mais próximo do cidadão do que se imagina. Segundo a presidente da Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho da 2ª Região, Patricia Almeida Ramos, "o local escolhido é simbólico, pois a instituição de ensino está situada em área dominada pela comunidade boliviana, reduto de trabalhadores que oferecem sua mão de obra para as confecções das redondezas, conhecidas, em grande parte, pelo desrespeito às normas do direito do trabalho".

No evento, os juízes do Trabalho vão tirar dúvidas da população. Além disso, no local terão palestras, oficinas, apresentações artísticas de integrantes da comunidade. A iniciativa, lançada em agosto deste ano, faz parte da campanha de Valorização da Magistratura, que teve início no ano passado, coordenada pela Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho. Um de seus programas principais é denominado "Trabalho, Justiça e Cidadania".

Edificado sobre dois pilares, Educação e Justiça, o projeto tem por objetivos a qualificação e o fortalecimento da cidadania, por meio da formação educacional, e a democratização do Poder Judiciário, aproximando o juiz da escola.

"O Juiz vai à escola. Aborda com os professores temas relativos à dignidade da pessoa humana, à ética, ao trabalho, à cidadania, à saúde e ao meio ambiente, questões que estão inseridas na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei 9394/96) e no conteúdo curricular de ensino, sendo eleitas como Temas Transversais previstos nos Parâmetros Curriculares Nacionais elaborados pelo Ministério da Educação", explica a diretora de Direitos Humanos da Amatra-2, juíza Sandra Bertelli.

Além disso, há a "Cartilha do Trabalhador", em quadrinhos, instrumento didático de transmissão dos temas a serem abordados em sala de aula, e que contempla capítulos referentes a direitos básicos do trabalhador contidos na CLT e na CF, funcionamento da Justiça do Trabalho, sindicato e meio ambiente do trabalho.

Ao longo do período letivo, os juízes voltam à escola para o tira-dúvidas, colocando-se à disposição dos alunos para que os temas tratados na cartilha e trabalhados em sala de aula, pelos professores, sejam novamente debatidos e dirimidos.

Em alguns casos, são também organizadas visitas aos fóruns e tribunais, participando de audiências simuladas, para os alunos conhecerem a realidade e o funcionamento da Justiça do Trabalho.

No final do período letivo, são feitas apresentações nas escolas a respeito dos temas estudados nas cartilhas (conhecidas como culminâncias), ocasião em que os juízes voltam a visitar os alunos.

São apresentadas peças teatrais, músicas, entre outros. Outrs informações pode ser obtidas pelo site. O atendimento da campanha "Juiz do Trabalho: sempre ao seu lado" vai promover mutirões em diversas cidades até junho de 2013.

Serviço: Campanha "Juiz do Trabalho: Sempre ao seu Lado"
Data: 21/10/2012, a partir das 10h
Local: Escola Estadual Frei Paulo Luig - Av. Carlos de Campos, 841. Pari
Fonte: Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

TRT condena empresa por não oferecer condições adequadas

O Tribunal Regional do Trabalho do Paraná (TRT-PR) determinou o pagamento de pensão vitalícia a um empregado que teve seu estado de saúde agravado em razão das condições de trabalho oferecidas pela empresa, a Viação Cidade de Paranavaí Ltda.

Segundo o TRT-PR, exames periciais produzidos nos autos demonstraram que o autor é portador de artrose de coluna lombar, enfermidade crônico-degenerativa, e concluíram que o trabalho contribuiu para o aparecimento dos sintomas e piora do quadro. A situação clínica do reclamante seria permanente, mas parcial.

A juíza Ester Alves de Lima declara na sentença que "ainda que a doença que acomete o reclamante não tenha origem direta na atividade desenvolvida, não se pode descuidar que o trabalho atuou como causa indireta para o agravamento da doença, conforme apurado pela prova pericial".

Foi determinado, desta forma, o pagamento de uma pensão vitalícia, fixada no valor correspondente a 10% do salário que o reclamante recebia na empresa. Essa decisão foi acompanhada, em segunda instância, pelo desembargador relator, Sérgio Murilo Rodrigues Lemos.

Em consequência das dores sofridas e da restrição de muitas de suas atividades cotidianas, foi estabelecida uma indenização por danos morais.

Para o desembargador Sérgio Murilo Rodrigues Lemos, incide a "indenização por dano moral quando comprovada a existência de prejuízos irreparáveis a obreira no que diz respeito à sua honra, dignidade e boa fama, estando a obrigação de indenizar condicionada à existência inequívoca de prejuízo. A indenização caracteriza-se por elementos objetivos e não por mera consideração subjetiva da parte que se considera atingida".

Também foi acolhido o pedido de adicional de insalubridade, correspondente a 20% sobre o salário mínimo nacional, em razão da exposição do autor a ruídos do motor do ônibus. A ré fornecia EPIs (Equipamentos de Proteção Individuais) - no caso, protetores auriculares - os quais não eram utilizados pelo reclamante, que alegou, em seu depoimento pessoal, que "tinha a sensação de surdez aumentada". Mas o simples fato de fornecer os equipamentos de proteção não é o suficiente para afastar a insalubridade no ambiente de trabalho.
Fonte: Bonde

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Doença mental é drama na rotina dos bancários.

Tonturas, irritações frequentes, pesadelos, palpitações, falta de ar e outros sintomas que parecem isolados, mas que podem tornar-se depressão, transtorno bipolar, síndrome do pânico e outras doenças mentais.

E tudo isso pode estar ligado ao trabalho do bancário. O Dia Mundial da Saúde Mental do Trabalhador é 10 de outubro e segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) mais de 350 milhões de pessoas sofrem de depressão no mundo.

A categoria bancária é uma das que mais adoece no país e os transtornos mentais estão entre os mais frequentes motivos. Quando o funcionário não é a vítima, o colega ao lado pode ser, e a falta de apoio é um dos principais agravadores da situação.

Para a psicóloga Renata Paparelli, professora e supervisora de estágios de Saúde do Trabalhador do curso de Psicologia da PUC-SP, esse adoecimento é causado por conta do assédio organizacional.

"São práticas de gestão voltadas para a produtividade que abrem espaço para o assédio moral. É uma espécie de afrouxamento dos valores éticos da empresa e isso se materializa muito na questão das metas abusivas."

A profissional aponta que o bancário que adoece é rechaçado porque ele "é uma denúncia viva do que acontece dentro desse modelo organizacional".

Mais uma vítima

Entre esses milhões de vítimas, está um bancário do Banco do Brasil afastado - entre breves voltas e novos afastamentos - desde 2008. "Prestei concurso e este foi o meu primeiro emprego.

Dez anos depois, comecei a ter palpitações, procurei um cardiologista, mas o problema era psicológico: eu estava em depressão diante da pressão e da competitividade exacerbada que eu sofri."

E tal realidade vivida pelo jovem bancário de 34 anos, é o resultado do sentimento dos trabalhadores que responderam à pesquisa sobre saúde da categoria divulgada em 2011, que aponta: 65% dos trabalhadores das agências, 63% dos gerentes e 52% dos que trabalham nas grandes concentrações sentem-se excessivamente pressionados.

"O adoecimento é determinado por várias questões, inclusive o funcionamento da empresa. O que as instituições financeiras praticam é a criação de uma ilusão em que quem atinge meta é eficiente, que o mundo é feito de vencedores e essa vitória significa produtividade", alerta a secretária de Saúde do Sindicato, Marta Soares, lembrando que o Sindicato luta para alterar essa realidade todos os dias.

"Conquistas importantes ajudam a proteger o trabalhador, como o instrumento de combate ao assédio moral e o direito do afastado de receber adiantamento salarial enquanto não sai o benefício do INSS."

Metas, fusões e adoecimento

A psicóloga Renata Paparelli, que também coordena os Encontros de Saúde dos Bancários na sede do Sindicato, salienta que os trabalhadores adoecem, em sua maioria, por conta de processos de fusão entre bancos ou por conta de pressão por metas. "As fusões intensificam essa guerra de `todos contra todos’, individualizam os problemas e destacam a competitividade exacerbada", explica a psicóloga.

"No entanto, enquanto nas instituições privadas os bancários são obrigados a atingir metas cada vez maiores, nos bancos públicos eles são pressionados e ameaçados a perder comissões e cargos."

A culpa é dos bancos

"Quando adoeci, me senti culpado, me senti fraquejado." A fala do bancário do BB demonstra exatamente o sentimento dos trabalhadores adoecidos. "Até hoje tenho pesadelos com o gerente xingando e assediando a equipe. Alguns colegas de trabalho achavam que o problema era eu e não o banco". Renata Paparelli ressalta:

"Eles se sentem culpados. Eu não conheço nenhum trabalhador com algum transtorno ou sofrimento psíquico que não tenha sido excelente trabalhador. Trata-se de pessoas muito dedicadas, que acreditam na empresa. Quando adoece, por conta do modelo de gestão do banco, a decepção é muito grande.

Não se trata de fraqueza, de algo individual, mas de um trabalho penoso, produtor de sofrimento psíquico. Quando essa engrenagem, que é o trabalhador, adoece, é colocada de lado, como uma sucata. Toda a sua história no banco é descartada", completa a psicóloga, alertando que esta é uma prática totalmente equivocada das instituições financeiras.
Fonte: Revista Proteção

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Hospital de Peruíbe é interditado pela Vigilância Sanitária

Vigilância do Governo Estadual decretou interdição a partir de segunda-feiraInspeção detectou problemas de infraestrutura, higiene e falta de médicos.

O Hospital Municipal de Peruíbe, no litoral de São Paulo, vai ser interditado nesta segunda-feira (15). A decisão foi tomada nesta quinta-feira (11), pelo Centro de Vigilância Sanitária do Governo do Estado, depois de uma vistoria feita nesta quinta-feira no hospital.

Durante a inspeção, foram detectados vários problemas de infraestrutura, de higiene, além da falta de médicos. Enquanto durar a interdição, os pacientes que precisarem de internação serão encaminhados ao hospital Irmã Dulce, em Praia Grande, ao hospital regional de Itanhaém e ao hospital Guilherme Álvaro, em Santos.

Os atendimentos de emergência serão feitos na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), recentemente inaugurada na cidade. Segundo a secretaria, o hospital só será liberado para o atendimento depois que cumprir todas as normas da vigilância sanitária.

A secretaria estadual ressalta que não houve desativação da unidade, e sim uma interdição com caráter exclusivo de saúde pública, visando preservar os pacientes.
Fonte: G1

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Crianças digitais: elas estão crescendo ou nascendo assim?

Para as crianças de hoje, suas lembranças de infância estarão ligadas à aquisição do seu primeiro celular ou do primeiro computador pessoal. Veja o que isso significa.


Por: Rubem Saldanha *  
Figurinhas, bolinhas de gude, esconde-esconde e outras brincadeiras: jogos do passado que felizmente nos acompanharam durante a infância. Certamente, muitos leitores nascidos nos anos 60 e 70 lembram com carinho e nostalgia da primeira vez que tiveram a ajuda de seus pais para aprender a andar de bicicleta ou dos campeonatos de bolinhas de gude na escola. No entanto, parece que, para as crianças de hoje, suas lembranças de infância estarão ligadas à aquisição do seu primeiro celular ou do primeiro computador pessoal. Elas nascem com conhecimentos incorporados e são chamadas de crianças digitais.

Adotar novas práticas e convertê-las em hábito requer uma preparação cultural constante. É possível observar ao longo da história que o sucesso de uma invenção começa quando existe uma necessidade por parte da sociedade, que deve estar preparada para recebê-la. No entanto, o historiador e sociólogo Lewis Mumford destaca que, entre 1700 e 1850, a técnica se apoderou da imaginação: as máquinas e os objetos que a sociedade produzia eram desejados rapidamente. De alguma maneira, o sucesso não depende do objeto criado, mas sim da compreensão do seu uso, quer dizer, a função que as pessoas encontram nele.


Imagem: Thinkstock


Desde muito pequenas, as crianças mantêm uma relação com a tecnologia que alguns adultos jamais chegarão a alcançar. Os computadores voltados ao público infantil têm uma vida útil inferior a de dez anos atrás. Por isso eles preferem jogar nos dispositivos dos adultos e utilizam todas as ferramentas tecnológicas com grande facilidade e rapidez.

Estas crianças nasceram na era digital e crescem conhecendo as novas invenções; são atraídas pelos desenvolvimentos tecnológicos e desejam possuí-los. Ao interagir com seus jogos e brinquedos começam a amadurecer e a se preparar para o futuro, muitas vezes sem nem se dar conta disso.

Nos últimos anos, governos e empresas têm trabalhado em conjunto para que as Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) sejam incorporadas às salas de aula de forma adequada e efetiva. A televisão também estimula a convergência nas telas. Canais infantis da TV a cabo, por exemplo, recomendam que as crianças acessem suas páginas web para baixar conteúdo lúdico.

O que muitas vezes esquecemos é que as crianças de hoje serão os adultos de amanhã, motivo pelo qual devemos trabalhar e incentivar os valores que desejamos que perdurem ao longo do tempo. O fato é que os pais e as diferentes instituições – sejam elas públicas ou privadas – precisam saber acompanhar o crescimento e a evolução desta nova geração. O apoio dos adultos e de toda a cadeia educacional é fundamental para que os jovens façam bom uso das novas tecnologias e possam aplicá-las em seu benefício e da sociedade. No final de tudo, o que vale mesmo é incentivar e apoiar os interesses destas crianças, para que no futuro, seus sonhos se tornem realidade.

* Rubem Saldanha – é Gerente de Educação da Intel Brasil.

Fonte: www.administradores.com

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

2012 registra quatro mortes e 1.555 acidentes de trabalho

A EQUIPE do Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest) Regional - Marília registrou este ano 1.555 acidentes de trabalho no município de Marília.

Quatro deles foram fatais. Em 2011 foram 2.443 ocorrências por lesões no trabalho com seis vítimas em óbito. O engenheiro de trabalho, Cristiano Marques da Silva, explicou os dados e deu dicas para que acidentes não ocorram.

Segundo o Finat (Ficha de Notificação ao Acidentado no Trabalho) dos óbitos registrados no ano passado, dois foram acidentes com queda de bicicleta, outro causado por colisão de veículos, queda de altura foi outro acidente, uma colisão de moto e ônibus e outro por queda de ônibus e posteriormente atropelamento por caminhão.

Já no ano de 2012 os acidentes foram por queda de altura, queda de motocicleta, choque elétrico seguido de queda de altura e o último registrado pelo Cerest que foi a queda de um pintor em um prédio no centro da cidade ocorrido na última segunda-feira (08).

Segundo o engenheiro de trabalho Cristiano Marques da Silva, os números não são precisos, devido à falta de informação de diversos setores públicos. “O SAMU, Corpo de Bombeiros, IML e a Policia Militar são alguns dos órgãos que deveriam fornecer os dados para que nossas estatísticas fossem mais completas”. Silva diz que a maioria deles informam, porém, as vezes por uma questão de rotina, esses dados não são comunicados corretamente ao Cerest.

Outro dado importante evidenciado pelo engenheiro do Cerest, são os números de mortes no município. “Somente este ano já foram registrados quatro casos fatais. É um número alto, se levarmos em conta as campanhas que fazemos durante o ano”, explicou Silva.

Pelo menos, ao que tudo indica, os números de acidentes de trabalho em relação ao ano passado será menor. Se considerarmos a média de acidentes nos dez primeiros meses, que foi de 155, este ano irá terminar com um número menor de notificações que 2011, quando a média por mês foi de 203 acidentes.

No caso da Construção Civil a Norma Regulamentadora NR-18 do Ministério do Trabalho e Emprego que trata das condições e meio ambiente de trabalho na Indústria da Construção (PCMAT) estabelece, entre os seus diversos itens, diretrizes de ordem administrativa, de planejamento e de organização, que visam a implementação de medidas de controle e sistemas preventivos de segurança nos processos, nas condições e no meio ambiente de trabalho na Indústria da Construção Civil. 
Fonte: Correio Mariliense

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

O Ministério Público do Trabalho e a Polícia Rodoviária Federal fiscalizarão em conjunto Lei do Motorista.

As empresas do setor de transporte de carga e de passageiros devem garantir aos trabalhadores o cumprimento da jornada legal. A operação Jornada Legal, relacionada ao cumprimento da Lei do Motorista, entra em sua segunda fase.

O Ministério Público do Trabalho (MPT) e a Polícia Rodoviária Federal assinaram nesta segunda-feira (8), em Brasília, parceria para dar continuidade à operação, que, ao contrário da primeira, realizada em 25 de julho, terá caráter repressivo quanto às regras trabalhistas. A data da segunda fase ainda não foi definida, mas deve ocorrer até o final do mês de outubro.

Na primeira ação conjunta, em 25 de julho deste ano, os caminhoneiros e motoristas de ônibus de passageiros apenas receberam orientações sobre a Lei 12.619/12.

O procurador-geral do Trabalho, Luís Camargo, destacou que o acordo visa dar mais segurança nas estradas e aos trabalhadores do setor de transporte. “Esse convênio é importante para aplicarmos a lei, que foi discutida e aprovada pelo Congresso Nacional. Não podemos deixar que a lei seja desrespeitada e que o número de mortes nas estradas cresça cada vez mais.” O procurador disse ainda que as empresas devem se organizar para garantir aos trabalhadores o cumprimento da jornada legal.

A Lei do Motorista prevê uma série de regras trabalhistas e de trânsito para os motoristas profissionais de carga e passageiros, como limite de oito horas de jornada, descanso entre jornadas de 11 horas e intervalo na direção de meia hora a cada quatro horas de direção seguidas, além do controle obrigatório de jornada.

Para a diretora-geral da Polícia Rodoviária Federal, Maria Alice Nascimento Souza, o acordo atende aos interesses: “Buscamos uma polícia mais cidadã e vigilante.”

Pelo protocolo de execução, as duas instituições vão trocar informações e experiências e planejar projetos e operações conjuntas em todo o território nacional em diferentes áreas. Além da Jornada Legal, estão previstos o combate ao trabalho escravo e infantil, ao tráfico de trabalhadores, ao transporte ilegal de trabalhadores e às fraudes trabalhistas.
Fonte: Ministério Público do Trabalho

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Pintor morre ao cair de uma altura de 10 metros

O pintor Rogério Rocha Brandão, de 37 anos, morreu ao sofrer uma queda de cerca de dez metros quando fazia o serviço de limpeza de um prédio de três andares no final da manhã de ontem na rua Joaquim de Abreu Sampaio Vidal, na região central da cidade. De acordo com informações da Polícia Militar (PM), por volta das 11 horas, o pintor realizava o serviço de limpeza do prédio preso por uma corda e sentado a uma cadeira de madeira. Por motivos ainda desconhecidos, Brandão sofreu a queda. O pintor, que não usava capacete de segurança no momento do acidente, sofreu hemorragia cerebral interna grave. Ele foi socorrido por ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para o Hospital das Clínicas (HC), mas não resistiu aos ferimentos e morreu ao dar entrada no pronto-socorro. O Corpo de Bombeiros afirmou para a reportagem do Jornal da Manhã que o equipamento utilizado pela vítima não era adequado e nem oferecia segurança. “Para que você trabalhe com altura é preciso capacitação para que possa executar serviço. Pelo o que se percebe inicialmente ele não tinha capacitação e nem todos os equipamentos necessários. A vítima estava usando uma cadeira tipo pára-quedas, mas eu não percebi nenhum mecanismo de trava queda, capacete ou andaime que pudesse amenizar”, informou o subtenente Marcelo Mittermayer. Os policiais militares apreenderam a corda e a cadeira usada pela vítima. O caso foi registrado no Plantão Policial como acidente de trabalho e as causas serão investigadas pelo 3º Distrito Policial (DP). Ele era divorciado e deixa um filho de 15 anos. Brandão está sendo velado no Parque das Orquídeas e o sepultamento será hoje, em horário indefinido.
Fonte: Jornal da Manhã de Marília

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Frigorífico é condenado em R$ 1 milhão por dano coletivo em MT

Um frigorífico, localizado em Barra do Garças, foi condenado a pagar indenização de R$ 1 milhão por dano moral coletivo, por sonegar diversos direitos trabalhistas aos seus empregados. A decisão é do juiz Gustavo Rafael de Lima Ribeiro, em atuação na Vara do Trabalho de Barra do Garças, em ação civil pública proposta pelo Ministério Público do Trabalho (MPT).

O MPT realizou investigação para colher provas e constatou que o frigorífico não concede o intervalo de 20 minutos previsto no artigo 253 da CLT, para cada 1h40 trabalhados em ambiente refrigerado. Constatou ainda uma gama de outras atitudes do empregador que são contrárias às normas e que resultam em prejuízos aos trabalhadores.

No que ser refere às obrigações de fazer e não fazer, que consistem no comprometimento do réu de praticar ou abster de praticar algum ato em prol dos trabalhadores envolvidos, o juiz antecipou os efeitos da tutela de mérito, o que significa que o frigorífico deve cumprir todas as obrigações de imediato, independentemente de trânsito em julgado, sob pena de multa.

As obrigações de fazer e não fazer são as seguintes: Conceder o intervalo de 20 minutos a cada 1h40 trabalhados para os trabalhadores que laboram em ambientes artificialmente frios; Não prorrogar a jornada de trabalho de quem opera em ambiente artificialmente frio e não adotar o sistema de banco de horas, de acordo com a norma que limita o tempo total de trabalho em ambiente frio, a 6h40, alternados com 20 minutos de repouso e recuperação térmica; Não prorrogar a jornada além das 8 horas diárias e nem instituir banco de horas aos trabalhadores que atuam em ambientes insalubres, sem prévia autorização do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE); Conceder 24 horas de repouso semanal remunerado após o sexto dia consecutivo de trabalho, de preferência aos domingos; Não permitir jornada extraordinária além de duas horas diárias; e fixar, num prazo de 24 horas, cópia da decisão em local visível e de trânsito de pessoas no ambiente da empresa, bem como fazer constar nos contra cheques dos empregados, por três meses, o teor desta decisão.

O descumprimento de qualquer uma destas obrigações importará em multa mensal de R$ 10 mil para cada obrigação descumprida, sendo que a não publicação da decisão conforme determinado, implicará em multa diária de R$ 1 mil.

Para fixar o valor da indenização o juiz avaliou que a empresa desrespeitou normas de saúde e segurança do trabalho e expôs trabalhadores a situações desgastantes, ensejando agressões à dignidade humana e à saúde dos empregados e, degradando o meio ambiente de trabalho, lesionou o patrimônio moral da coletividade. Entendeu ainda que tal situação se reflete no número de ações ajuizadas contra o frigorífico, mais de 600 ações só em 2012.

O valor arbitrado levou em conta fatores como extensão, gravidade e repercussão do dano, grau da ofensa, a prática reiterada do ilícito, a insistência em descumprir as normas. O juiz considerou também a capacidade econômica do frigorífico.

O valor deverá ser depositado no prazo de 15 dias após o trânsito em julgado da decisão. Como se trata de decisão de 1º grau, está sujeita a recurso ao Tribunal.
Fonte: Top News

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Hábitos: uma bênção ou uma maldição?

“As correntes dos hábitos são muito pequenas para serem sentidas até que elas se tornam muito fortes para serem quebradas”. Samuel Johnson


O mundo está cheio de pessoas que choram, reclamam e deixam para amanhã o que deve ser feito hoje, o hábito dessas pessoas frente à vida e ao trabalho determina a maior parte do seu sucesso ou fracasso.

Hábitos são padrões de comportamentos que se tornam automáticos depois de um certo período de tempo em função de uma constante freqüência e repetição.

Todos nós temos padrões e hábitos comportamentais que nos dominam e nos fazem sofrer a vários níveis: fisicamente, mentalmente, emocionalmente. Muitos de nós sente-se bloqueado e mesmo infelizes, mas continuamos a repetir os mesmos comportamentos e a viver as mesmas situações que nos fazem sofrer.

Um hábito é como uma corda. Todos os dias juntamos mais um fio, até que se torna extremamente difícil quebrá-lo.

Um olhar interior com uma atitude honesta de auto-avaliação é o primeiro passo para mudança. Se porventura você não está feliz com a direção da sua vida, existem chances muito fortes de que alguns hábitos precisam ser anulados ou radicalmente substituídos. Lembre-se que nós fazemos os nossos hábitos, mas depois de um certo período são os hábitos que nos fazem.

Cada mudança de hábito é um caminho cheio de obstáculos. Infelizmente, quando atingimos algum obstáculo, normalmente desistimos, ou voltamos a tentar, mas atingimos os mesmos obstáculos uma e outra vez, com os mesmos resultados. Em vez disso, pense no percurso e tente antecipar os obstáculos.

Se já falhou antes, pense no obstáculo que o impediu de suceder. Se nunca tentou mudar esse hábito, faça uma pesquisa e leia o que outras pessoas que já tiveram sucesso ou fracassaram têm a dizer, e descubra quais podem ser os obstáculos que o esperam. Depois elabore um plano com os detalhes do que fará quando se deparar perante esses mesmos obstáculos. Por exemplo, se você têm algumas dificuldades em controlar o seu apetite quando vai comer fora, deve desenvolver uma estratégia para não comer demais.

O que é que fará quando for comer fora? Quais são as suas estratégias? Você tem de pensar nelas antes de ir, porque quando o momento chega e não temos um plano, então já é tarde demais.

"Apesar das minhas melhores intenções, existem dias em que as coisas dão errado ou que eu caio nas mãos de velhos hábitos. Quando as coisas não vão bem, quando estou irritado ou nervoso, eu percebo que não tenho prestado atenção à minha alma e não tenho seguido meus melhores costumes." Diz Robert Fulghum é filósofo, teólogo e autor do livro "Tudo que Eu Devia Saber Aprendi no Jardim de Infância".

Na realidade, a maior parte dos hábitos é boa. Ajuda a nos vestir de manhã, amarrar os sapatos, escrever os nossos nomes, dentre outras tarefas rotineiras que não exigem nossa atenção exclusiva. Contudo, alguns hábitos são aborrecidos e indesejáveis, até mesmo autodestrutivos, e vão desde maneirismos nervosos e certas aberrações de linguagem, até fumar e comer em demasia.

Para a grande maioria das pessoas, pequenos ajustes no estilo de vida operam verdadeiros milagres quando o assunto é hábitos.

O segredo é mudar um hábito de cada vez, como ilustra esta pequena historia zen onde um grande samurai foi questionado como, em uma lendária batalha, ele havia derrotado 17 guerreiros. A resposta foi simples: um depois do outro.

Geralmente queremos mudar todos os nossas hábitos de uma vez, como nas promessas de final de ano que sempre fazemos, e no final de um mês, nos encontramos estafados e frustrados, pois nada mudou.

Escolha um único habito, aquele que mais lhe incomoda ou atrapalha seu desenvolvimento e se concentre apenas nele. Desenvolva uma estratégia de reversão deste habito. Por exemplo, você não tem o habito de ler e isso está dificultando o seu desenvolvimento.

Segundo uma pesquisa 90% das pessoas que lêem menos do que deveriam alegam falta de tempo. Tente ler trinta minutos por dia, se você for lento conseguirá ler aproximadamente quinze paginas, se levarmos em conta um ano comercial, isto é, sem feriados, finais de semana, ferias etc teríamos duzentos dias úteis, multiplicados pelas suas quinze paginas, alcançaríamos o volume de três mil paginas lidas anualmente, ou seja, dez livros de trezentas paginas. Já é um bom começo para alguém mal lia uma revista inteira.

Tudo está ligado ao seu comprometimento pessoal. Eu quero, eu faço.

Segundo Samuel Beckett dramaturgo, escritor irlandês e vencedor do Prêmio Nobel de Literatura em 1969, "Respirar é um hábito. A vida é um hábito. Ou melhor, a vida é uma sucessão de hábitos, porque o indivíduo é uma sucessão de indivíduos".

Existe uma história budista sobre um homem e um cavalo. O cavalo está galopando rapidamente, e parece que o homem que cavalga se dirige a algum lugar importante. Um outro homem, em pé ao lado da estrada, grita: "Para onde você está indo?" E o homem a cavalo responde: "Não sei. Pergunte ao cavalo!"

Esta é a nossa história. Estamos todos sobre um cavalo, não sabemos aonde vamos e não conseguimos parar. O cavalo é à força de nossos hábitos que nos puxa, e somos impotentes diante dela. Estamos sempre correndo, e isso já se tornou um hábito. Estamos acostumados a lutar o tempo todo, até mesmo durante o sono. Estamos em guerra com nós mesmos, e é fácil declarar guerra aos outros também.

A força do hábito costuma ser mais forte do que nossa vontade. Dizemos e fazemos coisas que não queremos e depois nos arrependemos.

Alguns comportamentos podem causar sérios prejuízos tanto dentro de uma empresa como em sua vida pessoal. A ansiedade, por exemplo, gera instabilidade e confusão no ambiente, tornando as pessoas nervosas. Alem de outros comportamentos deletérios como o crítico, o depressivo, o mal humorado, o arrogante, egoísmo, autoritarismo dentre vários outros.

Estes são alguns dos hábitos inadequados que fazem com que essas pessoas se sintam cada vez mais sozinhas e isoladas, sem entender o motivo de tal isolamento. Para mudar um hábito, comece a observar-se. Perceba qual é a reação que o seu comportamento causa nas pessoas ao seu redor. Você pode estar se afastando de pessoas queridas por falta de observação. Sentir-se o dono da verdade pode torná-lo arrogante. Jamais se esqueça que você só tem o direito de olhar uma pessoa de cima se for para ajudá-la a levantar-se.

Uma auto-analise do seu próprio comportamento lhe dará subsídios para montar uma estratégia de mudança de hábitos. Faça uma lista em ordem de importância com os seus hábitos deletérios de um lado e os saudáveis do outro. Depois descreva um breve plano de ação de como modificar cada um dos seus hábitos dielétricos seguidos de prazos.E mãos á obra.

Eu fiz parecer simples, mas não significa que seja fácil. Isto não acontecerá automaticamente, somente por que você está lendo este livro ou por ter belos pensamentos. Não existe mágica. Você tem que entrar em ação.

Cuidado com a síndrome da segunda feira. Quantas vezes você já prometeu para você mesmo começar alguma mudança na segunda feira e ela nunca começou. Se prometer comece agora, neste instante, não crie mais outro habito, o de mentir pra você mesmo.

É vital que as nossas crenças, os nossos hábitos e a nossa história de vida estejam também em sintonia. Tudo isso está no lado do cérebro inconsciente.

Fazendo uma comparação bem simples, o que acontece é mais o menos o seguinte: o lado consciente escolhe mudar, mas esquece de contar a novidade para o lado inconsciente. Como o inconsciente é muito maior e influencia todos os nossos hábitos, sem saber da mudança, ele continua com o comportamento velho alem de sabotar todas as suas tentativas de mudança.

O nosso inconsciente resiste às mudanças de hábitos, justamente porque é feito para economizar esforços. Aquilo que fazemos rotineiramente torna-se fácil e progressivamente compulsório e a força do hábito torna-se quase invencível! Isto, por incrível que pareça, é um prático recurso para facilitar o nosso dia-a-dia. Imagine se você tivesse que tornar consciente o ato de andar, comer, dirigir etc.

O problema ocorre quando alguns de seus padrões de hábito inconscientes não funcionam mais tão bem para você. Eles podem automaticamente te impedir de obter o que você quer. Eles provavelmente estão operando até mesmo agora, impedindo você atinja os seus objetivos.

Por exemplo, uma criança recém-nascida aprende a chorar quando está com fome ou com a fralda suja. Chorar é muito eficaz para ela. Ela chora, e alguém rapidamente vem ver o que ele precisa. Mas esta resposta automática perde sua eficácia quando nos tornamos adultos.

Agora imagine alguém, pode ser do trabalho ou da família, gesticulando muito, aumentando o tom de voz, o rosto ficando vermelho e talvez até agitando os braços ou batendo os punhos em numa mesa somente porque está frustrado e não consegue o que querem. Não lembra a reação de um bebê chamando a atenção para as suas necessidades básicas?

Este gatilho é chamado de seqüestro de amídala e desenterra um padrão de hábito inconsciente que foi eficaz quando criança, mas agora sob pressão, ele vem á tona sabotando o seu próprio comportamento.

Velhos hábitos impedem novos sucessos. Pense nisso!

Fonte: administradores.com.br

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Identidade profissional cria um diferencial para o Técnico de Segurança do Trabalho

Por: Marcos Antonio Ribeiro *

Se firmar como Profissional Técnico de Segurança do Trabalho é possuir um conjunto de atributos que o torna único e especial. Todo Técnico de Segurança do Trabalho deve buscar descobrir que atributos são esses e valorizá-los, enfatizando-os como um diferencial.

Um desses diferenciais é possuir uma Identidade (do latim idem), esta característica sugere o igual e o diferente, o permanente, o individual e o coletivo, na medida em que a identidade das pessoas se reflete na vida e vice-versa, o mesmo ocorre quanto à vida profissional.

A identidade profissional representa muito mais do que um conjunto de aptidões e funções, constitui também uma forma de vida a ser assumido, ser prevencionista requer mudanças de comportamento, vida, no processo histórico, social e cultural.

Podemos definir a identidade profissional do Técnico de Segurança do Trabalho como um conjunto de características, que o tornam diferente de outros profissionais e que vão sendo construídas no decorrer do tempo pelas relações sociais, processo permanente de formação, construção do conhecimento em SST, contribuição para sua área de atuação e categoria profissional.

Temos percebido, através dos anos de experiências, que alguns atributos têm sido fator de empregabilidade, temos percebido também que as empresas se preocupam no ato da contratação de um TST em verificar o quanto este tem atuado na área prevencionista, e o quanto atua não é o tempo de profissão e, sim, o que efetivamente faz. Portanto, participar de discussões, grupos sociais em SST, audiências públicas, seminários, congressos, realizar palestras voluntárias, etc., além de demonstrar a experiência necessária para o mercado, demonstra também sua identidade profissional, “o quanto faz”.

Estar familiarizado com suas atribuições, possuir relacionamento com sua entidade profissional é um diferencial importante, pois demonstra comprometimento profissional.

O SINTESP, hoje, atua muito além da defesa aos direitos dos trabalhadores, pois trabalhamos para a consolidação de uma identidade profissional e aos poucos o trabalho vai mostrando resultado, e, neste mês, a categoria foi agraciada novamente e, pela sexta vez consecutiva, com o prêmio destaque de Entidade Profissional mais lembrada na área prevencionista.

Sabemos que em todas as profissões existem o profissional bom, o mediano e o ruim. Diante disto, a decisão em possuir ou não uma identidade profissional (ser bom) é uma escolha pessoal de cada profissional, e que para o exercício profissional da profissão de Técnico de segurança do Trabalho, além destes atributos, dependemos de prévio registro no Ministério do Trabalho e Emprego, e para ser um profissional e atuar no mercado basta o atendimento ao registro citado, porém, para que este possua uma identidade profissional será preciso reunir as características necessárias já citadas e ir além, ajudar também no fortalecimento da sua categoria, realizar a interpretação social da sua profissão, sempre colocando em primeiro lugar a ética profissional.

Importante também é entender que o SINTESP não é um espaço aleatório e, sim, um espaço onde a sua participação se faça presente. Isso implica em dizer que esta instituição tem uma função específica dentro da sociedade em que se encontra inserida e ela cumprirá este papel na medida em que o profissional participe deste desafio.

Todos podem possuir um diploma de Técnico de Segurança do Trabalho, muitos podem ser um profissional Técnico de Segurança do Trabalho, mas poucos são os que fazem a diferença construindo uma identidade profissional.

* Marcos Antonio Ribeiro
Presidente do Sindicato dos Técnicos de Segurança do Trabalho do Estado de São Paulo
Fonte: viaseg.com.br

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Atual emissão de gases deve elevar oceano em mais de 1 m, diz estudo

Estudo publicado nesta terça-feira (2) no jornal científico “Environmental Research Letters” afirma que as atuais emissões de gases causadores do efeito estufa já poderão provocar um aumento irreversível da temperatura, que fará o nível do mar subir por milhares de anos.

De acordo com a investigação científica conduzida por um grupo de pesquisadores europeus, os gases liberados até agora na atmosfera por atividades humanas será responsável pela elevação do mar em 1,1 metro até o ano 3.000.

Entretanto, para os pesquisadores os danos podem ser ainda piores se o cenário atual de emissões (chamado de A2) prosseguir nos próximos anos.

De acordo com especialistas do Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC, na sigla em inglês), se nada for feito para mudar o ritmo de poluição e lançamento de gases impactantes, poderá ocorrer um aumento de temperatura entre 2 °C e 5,4° C até 2100 e a elevação do mar em 6,8 metros nos próximos mil anos.

Toda ação tem uma reação – Segundo o professor Philippe Huybrechts, um dos autores do estudo, a atual inércia da sociedade vai impactar a longo prazo as camadas de gelo e o nível do mar.

Em todos os cenários pesquisados – alguns com aumento de temperatura maior, outros com um aquecimento em menor magnitude – o gelo derretido na Groenlândia será responsável por mais da metade da subida do nível do mar.

O artigo diz ainda que é preciso limitar a concentração de gases causadores do efeito estufa rapidamente, já que é a única opção realista para mitigar o impacto da mudança do clima. “Quanto menor o aquecimento, menos grave será a consequência para o planeta”, conclui o professor.
Fonte: Globo Natureza

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Pesquisa indica que trabalho noturno pode ser benéfico

Em uma recente pesquisa realizada por cientistas europeus, revelou-se que muitas pessoas preferem trabalhar no período da noite devido aos efeitos positivos que o horário representaria para a saúde. Nos países de língua inglesa, existe até mesmo um termo para quem costuma encarar as jornadas noite a dentro: "burning the midnight oil" ("queimando o óleo da meia-noite"). A médica neurologista Sandra Salles, diretora do Centro Integrado de Estudo do Sono (Cies), na Vila Santa Cecília, discorda da pesquisa. Segundo ela, todas as pessoas que trabalham à noite acabam acumulando déficit de sono, causando com isso diversos problemas.

Segundo a médica, existem dois tipos de perfis de pessoas: as matutinas e as vespertinas. As matutinas são aquelas que acordam e dormem cedo e se mantêm despertas e bem dispostas já ao amanhecer. Já as vespertinas dormem e acordam tarde, tornando-se mais produtivas à noite. Também existem os dormidores curtos, que são aquelas pessoas que se contentam com poucas horas de sono, e os dormidores longos, que precisam de mais de dez horas de sono para descansar. Baseados nessas informações, a neurologista Sandra diz que o trabalhador noturno se encaixa mais no perfil do vespertino, caso o trabalho neste horário seja opcional.

Com relação ao tempo passado na cama, Sandra alega que o sono noturno faz falta ao trabalhador que trabalha à noite pois ele é restaurador, tendo uma maior qualidade que o diurno.

Para o caso das pessoas que são obrigadas a trabalhar quando a maioria da população já dorme, elas acabam acumulando déficit de sono e isso, com o tempo, causa diversos problemas à saúde, como falta de atenção, sonolência diurna, alteração de memória e de apetite, ganho de peso, alterações cardiovasculares, hipertensão e alterações neuropsíquicas.

- Mesmo para quem trabalha à noite e descansa durante o dia, sempre haverá sequelas pelo mesmo motivo. Já para aqueles trabalhadores que têm dois empregos, um de dia e outro à noite, as consequências à saúde serão piores ainda, pois mesmo que ele seja do tipo dormidor longo ou vespertino, ele precisará dormir algumas horas. Outra consequência que o trabalho noturno causa é que o ser humano acaba perdendo todo o seu convívio social - alerta.

No caso de quem sofre de insônia e prefere a jornada noturna por esse motivo, a neurologista afirma que ele pode apresentar sequelas.

- Todo trabalhador de turno sempre tem um preço a pagar por esse horário noturno. O ideal para quem trabalha à noite é ter um turno de 12 horas e outras 36 de folga, como algumas empresas sérias fazem. A única vantagem que vejo neste horário alternativo é a econômica, com o ganho da hora extra e adicional noturno - lamenta.

Os acidentes de trabalho também têm uma maior incidência à noite, alerta Sandra, principalmente entre as duas e as quatro horas da manhã, onde o impulso ou necessidade de dormir é maior. Nesse período também ocorrem muitos acidentes de trânsito envolvendo carretas e ônibus.

Preferências

Apesar das desvantagens à saúde, ainda existe muita gente que prefere exercer suas atividades no que costuma ser o horário de descanso da maioria.

O auxiliar operacional Paulo Henrique, de 19 anos, funcionário de uma empresa de ônibus localizada no bairro Vila Maria, em Barra Mansa, disse que está satisfeito com a experiência, pois acaba ficando com o tempo livre durante o dia. Se puder escolher, ele afirmou que vai manter o horário.

- Trabalho entre meia-noite e seis da manhã e das 18h à meia-noite alternadamente durante sete dias e com um dia de folga. No início achei um pouco cansativo, mas depois acostumei. Gosto desta carga horária porque tenho bastante tempo livre durante o dia, onde aproveito para estudar e fazer academia - disse ele.

A recepcionista Cleide Ferreira é outra que prefere trabalhar à noite; ela trabalha em turnos alternados, duas vezes por semana à noite e duas vezes durante o dia, com direito a duas folgas.

- Prefiro à noite porque o tempo passa mais rápido, principalmente nos fins de semana, mesmo que seja mais cansativo. Desta forma, posso ficar com os filhos e cuidar da casa durante o dia - afirmou.

Para o porteiro Carlos Alberto, de 24 anos, que trabalha há um ano e seis meses no horário noturno, o serviço em horário alternativo não o incomoda, pois já está acostumado em razão de já ter trabalhado à noite como terceirizado na CSN.

- No meu caso a vantagem é financeira, pois aproveito o dia para trabalhar em outro serviço na Câmara Municipal de Barra Mansa, onde sou concursado e exerço função administrativa. Apesar de me sentir um pouco cansado durante a noite, eu considero gratificante o trabalho noturno, pois ajuda a complementar a minha renda. A única desvantagem que vejo é ficar privado de algum lazer com a família num final de semana ou feriados - declarou.

Taxista acha cansativo o trabalho noturno

Há cinco anos trabalhando como taxista no horário das 18 às 7h, com apenas uma folga semanal, o motorista Bruno de Souza Fortes, 29 anos, encara a jornada por falta de opção, pois o dono do carro prefere dirigir de dia.

- Se pudesse escolher, trabalharia durante o dia, pois poderia ter mais vida social e aproveitaria a noite para sair com a família e amigos. Acho mais cansativo durante a noite. Outra desvantagem que vejo em trabalhar é em relação à segurança, principalmente nos bairros periféricos - explicou.
Fonte: Diário do Vale

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Absentísmo ou Presenteísmo: qual impacta mais?

A produtividade com alta performance é resultado esperado por quem contrata mão de obra para prestação de serviços de vigilância patrimonial, seja por quadro próprio ou por empresa especializada.

Para iniciar com o pé direito é necessário conceituar algumas expressões, como segue:

Absenteísmo: Ausência do empregado no local de trabalho, seja por falta ou atraso, devido a algum motivo interveniente.

Presenteísmo: Empregado trabalhando doente.

Rotatividade de pessoal (Turnover): admissões e demissões de empregados.

Neste artigo abordaremos todos os conceitos sob a perpesctiva de tomador de serviços.

O Absenteísmo é o mais conhecido e mensurado facilmente por boa parte das empresas tomadoras, ao contrário do prestador, que julga este controle ser sem importância, entendendo que quando envia a cobertura ao cliente está resolvido o problema.

O Absenteísmo é menos prejudicial quando se trata de falta e o funcionário é terceiro, porém, em relação aos atrasos, este é um desafio constante e sem solução aparente no curto prazo.

Embora o Absenteísmo seja danoso, o Presenteísmo é bem pior, visto que o empregado trabalha doente, com doenças infecciosas, tais como a gripe e a sinusite, ou desvios psicoemocionais, como estresse, depressão, problemas domésticos, mau relacionamento com chefes, que são os mais comuns. Dessa forma, não produzem o esperado, podendo e, dependendo da função e atividade, passarem muito tempo sem gerar resultado satisfatório, o que poderá não ser percebido, uma vez que eles se encontram presentes.

Além disso, o presenteísmo é acentuado por desmotivação proporcionada por falta de pagamentos de folga trabalhada, descontos improcedentes, não pagamento de vale refeição e alimentação entre outras justificativas, sendo potencializadas por empregadores teimosos, que mesmo sabendo dos problemas, alegam serem rotineiros e normais e que não é motivo para descontentamento.

O Turnover ou a taxa de substituição de trabalhadores antigos por novos normalmente é expressa em termos percentuais pelo tomador de serviços moderno. É tão danoso quanto o Absenteísmo, quando não programado, porém quando programado causa pouco impacto, e pode ser também um indicador de saúde organizacional. Tecnicamente, o turnover pode ser ocasionado por vários fatores, dentre eles:

1) Falhas de recrutamento e seleção,

2) Baixo comprometimento organizacional - tomador e prestador,

3) Problemas com clima organizacional - tomador e prestador,

4) Suporte organizacional com problemas,

5) Falta de plano de carreira,

6) Promoções para outra atividade,

7) Migração para outro mercado de trabalho,

8) Imcompatilidade com as tarefas, dentre outros.

Faremos a seguir, a análise de alguns casos, para melhor compreensão:

1) Um operador logístico da baixada Santista, que utiliza serviços de escolta armada regularmente, percebe, em determinado período, o absenteísmo nas equipes, embora tal alteração não afete as atividades a serem desenvolvidas. As atividades de escolta contam basicamente com a presença de homem x veículo e com procedimentos de ação e reação conhecidos pelos vigilantes na academia; portanto, sem perda financeira e baixo impacto nos processos.

2) Em um condomínio da zona norte de São Paulo, a percepção de alteração do quadro de terceiros com rotatividade e absentísmo, foi acentuada pelas reclamações dos moradores e visitantes. Neste condomínio, o vigilante, além de se fazer presente, desenvolve atividades de pronto reconhecimento de moradores, facilitando e agilizando o controle de acesso de pessoas e veículos, dentre outras atividades; a rotatividade e o absenteísmo, embora não produzam perda financeira direta, causam alto impacto nos processos e na imagem do condomínio.

3) Um grande banco do centro de São Paulo passou por situação semelhante de absenteísmo e rotatividade. Nesse banco, a vigilância é desenvolvida com a presença do vigilante, não havendo, portanto, perda financeira ou alto impacto em processos ou na imagem do banco; por esta razão, não é necessário exercer um controle mais rígido.

4) Já em uma indústria de móveis, localizada na cidade de Guarulhos, a rotatividade e absentísmo é sentido tão logo aconteça. Nesta indústria, a vigilância patrimonial desenvolve fortemente as operações de controle de acesso de pessoas, veículos, materiais e bens. Portanto, quando ocorre a rotatividade não programada ou absenteísmo, os processos são afetados imediatamente e a gestão de segurança patrimonial do tomador faz intervenção, quando é possível, a fim de mitigar os riscos.

5) Por meio de auditorias regulares e cíclicas dos processos de segurança patrimonial, realizadas pelo tomador, quando se constata não conformidades, inicia-se um processo de análise, avaliando-se entre outros fatores os tipos de treinamentos e evolução, pessoas envolvidas e desempenho, e cria-se um gráfico onde se compara a frequência e tipo dos problemas. Assim, comprova-se que o presenteísmo causa mais perda financeira nesta indústria e o absenteísmo e rotatividade causam mais impacto.

6) A família de importante executivo do norte de Minas Gerais, conta com os serviços de vigilância pessoal. Para esta família, toda alteração no efetivo deve ser discutida previamente, conforme contrato. Para eles, a má administração de pessoas resulta em insegurança no desenvolvimento dos processos, portanto, o impacto é altamente negativo.

Vimos até aqui uma mescla de absenteísmo, rotatividade e presenteísmo. Pode-se também acrescentar que as férias não programadas, reciclagens, rodízio de postos sem planejamento e treinamentos assistidos sem objetivo claro, são também, fatores que causam impactos e perdas financeiras ao tomador, pela má administração de pessoas pelo prestador.

Vale lembrar que os atrasos são tão danosos quanto o absenteísmo, podendo até, ser classificado como presenteísmo.

Em busca da solução para os atrasos, algumas empresas determinam que o vigilante atual fique no posto aguardando a rendição; contudo, ele só poderá fazê-lo por até 2 horas. Ocorre que esta empresa não concorda em pagar as 2 horas extras, e considera o empregado não colaborativo, quando este se rebela pela falta do pagamento. O resultado dessa equação não poderá ser diferente: na próxima vez, o vigilante sairá no seu horário, pois, de acordo com seu ponto de vista, a empresa não estimula e nem atende à legislação, não merecendo, portanto, a sua contribuição.

Vale lembrar que normalmente o prestador é contratado para administrar a mão de obra, ou seja, os vigilantes e não a gestão (Outsourcing) de segurança patrimonial, portanto, este deve conhecer os processos e seus riscos, do tomador, na fase de prospecção.

Obviamente que o tomador tem sua parcela de responsabilidade no processo de seleção do prestador. O escopo às vezes mal elaborado, não tem a descrição exata das necessidades, não define a forma de mensuração de qualidade e desempenho, bem como não formata a reparação, e na maioria dos casos, não são avaliadas pelos pretensos tomadores antes de se falar em proposta comercial.

Claro que as falhas efetivamente serão percebidas durante a prestação dos serviços, daí a importância das auditorias, concomitantes com a gestão de segurança do tomador, quando houver, ou quem gerir a segurança patrimonial.

Como lição de casa dos casos analisados fica o aprendizado para o tomador, de que, acompanhar de perto os serviços é fundamental e não basta terceirizar, é necessário gerir o contrato.

Para o prestador é necessário que o mercado assuma um compromisso pelo bem da atividade de segurança privada, qual seja, prestação de serviço terceirizado de vigilância patrimonial com qualidade e acima de tudo, formação de parceria com o tomador. Dentro desse aspecto pode-se utilizar a ferramenta do PDCA - planejar e desenvolver as etapas e fiscalizar as atividades executadas, esmiuçar as causas negativas e agir com plano de ação a fim de mitigar as perdas e poder atuar na prevenção.

Conclui-se que o Presenteísmo, que pelas suas características - (velado ou invisível, parece bom, entre outras) - pode ser comparado às fraudes empresariais, ocorrendo sempre sem serem percebidos e por pessoas de nossa confiança, causando estragos percebidos no longo prazo e que, muitas vezes, podem ser irreparáveis. O Absenteísmo é sem dúvida mais impactante negativamente nos processos do que o Presenteísmo, com baixa perda financeira, entretanto, este necessita de muita atenção por parte do tomador, uma vez que o Presenteísmo pode trazer consequências negativas financeiras catastróficas, culminado, em alguns casos, na interrupção do contrato.
Fonte: Administradores