segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Coca-Cola Brasil: ações sustentáveis no Carnaval 2011

Este ano, a Coca-Cola Brasil marcará presença no carnaval com a campanha “Reciclagem. Nosso enredo o ano inteiro”. 70 catadores participarão da coleta seletiva, realizada junto com a Riotur, Liesa e Comlurb, no sambódromo carioca, uniformizados com camisas feitas com tecidos de PET reciclado doados pela empresa. Toda a renda obtida com a venda do material será destinada aos próprios catadores, que contarão com o apoio de duas caçambas para realizar o serviço.

Já em seu camarote no sambódromo, a Coca-Cola Brasil mais uma vez reforçará seu compromisso com a sustentabilidade, trazendo projeto arquitetônico composto por materiais ecologicamente corretos, assinado pela AV Produções. Para revestir os bares e as colunas do espaço serão utilizados 200 metros de tecido PET. Os pufes, espalhados pelo local, serão forrados com 600 m2 da lona do outdoor do ano anterior. Além disso, toda a madeira do camarote será certificada e reciclada. Ao todo, serão utilizados 600 m2 de OSB (Oriented Strand Board).

Empresa atinge um milhão de horas de trabalho sem acidentes com afastamento.

A Monroe Axios, líder na produção de borrachas e componentes para suspensão, acaba de completar um milhão de horas de trabalho sem acidentes com afastamento. Isso corresponde a 224 dias ininterruptos. Para atingir esse marco, a empresa investiu em melhoria contínua, com proteção de máquinas, auditorias de seguranças, novos equipamentos, conscientização dos colaboradores e treinamentos.

"Muito mais do que investimento em tecnologia e equipamentos, o fator principal para conquistarmos essa marca foi a dedicação e empenho de todos os colaboradores na aplicação de metodologias de trabalho cada vez mais seguras. Para isso, a disciplina no dia a dia também foi fundamental", avalia Luiz Oya, gerente de Manufatura da Monroe Axios.

A conquista de um milhão de horas de trabalho sem acidentes com afastamento também nos permite manter o mesmo nível de segurança em toda a empresa, seguindo a política mundial de segurança da Tenneco. "A partir deste momento, a nossa meta é dar continuidade ao trabalho já iniciado e atingir 2 milhões de horas sem acidentes com afastamento em 2011", acrescenta Oya.

A Tenneco é uma empresa que vale US$ 4,64 bilhões. Com sede em Lake Forest, Illinois (Estados Unidos), conta com cerca de 21 mil colaboradores em todo o mundo.
Fonte: Portal Fator Brasil

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Entrevista: a Administração no Brasil na visão de Stephen Kanitz.

Militante. É assim mesmo que Kanitz costuma se definir. Para ele, a Administração, mais que uma profissão ou uma área de conhecimento, é uma causa.

Reverenciado por um número imenso de brasileiros, Kanitz é um tanto atípico, para o que estamos acostumados a entender como administrador no Brasil. Mestre em Administração de Empresas pela Harvard University, trouxe da experiência junto àquela que chama de "esquerda prática" dos Estados Unidos o pensamento que até hoje procura difundir aqui no hemisfério sul do continente: a Administração "socialmente responsável", onde o trabalhador tem mais espaço e o capitalista dono cede poder ao administrador profissional.

Em uma conversa franca e sem formalidades com a equipe da Revista Administradores, Kanitz falou tudo o que quis. Classificou como conservador o ensino em Administração no Brasil, revelou seu descontentamento com o ministério escolhido por Dilma e não poupou palavras contra os economistas, que, segundo ele, foram responsáveis pelo fim da sua coluna na revista Veja.

Administradores - Você disse uma vez, em um artigo, que os EUA são um país desenvolvido porque, diferentemente do Brasil, são geridos por administradores profissionais. Hoje, já temos inúmeras faculdades de Administração. Por outro lado, temos a consciência de que, apesar do alto número, muitos cursos deixam a desejar em qualidade. Será que nossa passagem para a era do administrador está seguindo o caminho certo?

Stephen Kanitz - Os EUA começaram essa fase em 1850. Então, nós estamos só 150 anos atrasados (risos)! Agora, lá e em todos os outros países, surgiu, na época, uma enorme antipatia dos intelectuais com relação às escolas de Administração. Nas escolas americanas, os intelectuais eram geralmente de esquerda e os administradores eram vistos como pessoas de direita. Até porque as primeiras escolas eram, realmente, para formar gerentes de empresas privadas familiares, que a gente conhece tão bem no Brasil. Em 1910, entretanto, surgiu nos EUA algo que não aconteceu em lugar nenhum do mundo. A esquerda mais prática - que é a de Harvard, onde eu estudei - percebeu que o administrador ia ser uma força política muito forte, e as empresas familiares iriam ser substituídas pelas de capital aberto e democrático, onde o administrador seria a peça chave, no lugar do capitalista dono. Então, Harvard muda esse negativismo, pensando assim: "vamos pegar esses administradores do nosso lado, e não do lado dos capitalistas. Vamos criar, então, o curso socialmente responsável". No Brasil, a animosidade dos intelectuais contra os administradores é visível até hoje. Você veja, a Universidade de São Paulo expulsou o MBA de lá. E isso é até assustador, porque 10% do ICMS do estado de São Paulo vai para as universidades públicas estaduais. Ou seja, nós temos os professores que, apesar de receberem 10% do imposto que é arrecadado pelas empresas, são contra o ensino de Administração.

No início do ano, fizemos uma enquete em nosso site onde perguntamos se "administrar é apenas para profissionais devidamente formados em Administração", e a maioria respondeu que "não, pois qualquer pessoa pode desenvolver as habilidades e competências necessárias para administrar, independente da área de formação". Você acha que isso reflete o descontentamento da classe com a qualidade dos cursos?

Nós não temos administradores (ensinando). Eu estudei lá na USP com engenheiros de produção, que tinham, claro, visão de engenheiros. É complicado. Nós não temos, ainda, o Peter Drucker do Brasil. Aliás, não temos uma coluna. O Drucker, há 60 anos, tinha uma coluna semanal nas grandes revistas. Aqui, eu tinha uma coluna mensal na Veja, mas acabou. Tem um que escreve para a Carta Capital e tem o Max Gehringer, mas ele fala sobre recursos humanos, como arranjar um emprego, essas coisas, não é sobre administração estratégica.

De que modo, então, podemos chegar a um patamar ideal?

Nós vamos precisar depurar algumas faculdades que estão fazendo caça-níquel. A própria palavra MBA já foi tomada. Tem escola de Economia fazendo curso de MBA. Tem faculdade oferecendo MBA em Direito. Aí complica mesmo, porque a população acha que qualquer um pode ser administrador. Isso o Conselho Federal de Administração tinha que processar. Você não poder roubar o nome de Mestrado em Administração de Negócios para usar em outros cursos.

Como deve ser pensada a Administração do Brasil - tanto a pública quanto a das empresas – de modo que possamos gerir de forma eficiente esse futuro promissor que tanto se fala em nosso país?

Nós não criamos, ainda, no Brasil, as escolas de Administração socialmente responsáveis. Isso começou em 1910 na Harvard Business School e, em 1970, quando eu estudei lá, fiquei muito surpreso, porque tinha um sabor de esquerda que a gente não via no Brasil. As nossas escolas de Administração são muito de direita. Além do mais, nós não temos nas universidades públicas do Brasil, pasmem, faculdades de Administração. Normalmente, é um departamento dentro de uma escola de Economia, Administração e Contabilidade. Enfim, nós estamos muito atrasados. Inclusive, eu já desisti de achar que nós vamos ter em breve a era do administrador. Em 2010, eu até torci e lutei para que o Henrique Meirelles fosse candidato (a presidente) - e ele queria isso, eu sei, até o ajudei bastante - mas ele não foi. Inclusive, o último artigo que eu escrevi na Veja foi "O administrador de esquerda", no intuito de fazer a cabeça da nossa extrema esquerda de que o administrador não é só o de direita, existe também o de esquerda. Não de extrema esquerda, porque nós conseguimos implantar as nossas ideias sem sermos revolucionários. A gente vai implantando devergarzinho, pouco a pouco.

Você se considera, então, um administrador de esquerda?

É, eu nem sabia disso, mas Harvard me ensinou a ser preocupado com o trabalhador, o fornecedor, o cliente. Há 15 anos eu criei o primeiro site de voluntariado do Brasil, o primeiro site de filantropia e o Prêmio Bem Eficente, para dar visibilidade às entidades que tivessem boas práticas. E aí os jornalistas perguntavam por que eu estava fazendo aquilo. Eles diziam: "você é homem". E aí, quando eu perguntava o que tinha a ver, eles diziam que o social era coisa de mulher, porque no Brasil há esse costume de as primeiras damas cuidarem desse tipo de ação e os homens se preocuparem com a taxa de juros, a taxa de câmbio, essas coisas. Eu não me considero de esquerda no sentido de ser a favor da estatização, por exemplo, algo que, obviamente, é ineficiente. Eu também sou contra o fato de termos um economista mandando em dezenas de estatais como a gente vê no Brasil. Eu acredito na descentralização. Eu sou a favor da empresa socialmente democrática, onde o trabalhador pode comprar as ações da empresa onde ele trabalha. Aqui é negado isso. Quem trabalha nos Correios, por exemplo, não pode comprar ações de lá.

Você acha que há características que são necessárias de modo específico aos administradores brasileiros?

A minha grande bandeira é que você tem de criar um estilo de administração próprio do país onde você está. Eu vejo a HSM trazendo, ano após ano, gurus americanos, como se não existissem gurus de administração no Brasil. Nomes como Peter Drucker, (Gary) Hamel e outros já vieram ao Brasil e ficaram todos falando um monte de bobagens, sem entender nada do país, e a gente acreditando. Isso é assustador! Há 15 anos, no meu livro "Brasil que dá certo", eu deixei bem claro que o futuro seriam os produtos populares, mercados de baixa renda, coisa para pobre. E todos os livros de administração diziam que não, tem que fazer inovação, produtos com alta tecnologia. E eu falei que não. Como você quer inovar, quando 90% dos seus clientes nunca compraram o seu produto? A Wolkswagen é um exemplo disso. Foram 40 anos com o fusca, e nunca mudava.

Qual a diferença que você enxerga entre o administrador e os profissionais de outras áreas que ocupam cargos de gestão?

Olha, o administrador tem a função de ser sistêmico. A função primordial é não permitir que os problemas se acumulem. Nós estamos lá para encher a paciência de todo mundo e analisar os problemas corretamente. Qual o grande problema do Brasil? Nós deixamos os nossos problemas se acumularem. Tomar decisões é outro ponto. Muitas vezes, acha-se que é melhor tomar uma decisão errada do que demorar para tomar. Só que, se você tomar uma decisão errada, logo, logo você vai descobrir que errou. Eu fiquei muito triste por nenhum administrador ter sido escolhido para a equipe de Dilma. O Henrique Meirelles, que é um exímio administrador, fez uma coisa extraordinária pelo Brasil, que foi criar reservas. Mesmo assim, a esquerda mais radical vetou a continuação dele, considerando-o um administrador de direita, ligado a bancos. Lembre-se de que a esquerda soviética liquidou - matou, mesmo - todo o segundo escalão administrativo da Rússia. Destruíram os controles gerenciais e criaram a autogestão dos trabalhadores, como se eles pudessem autogerir-se, algo que é muito comum ainda entre a esquerda, mas que, na verdade, não é bem assim. Você tem que ter o administrador que pense sistemicamente, que se preocupe com tudo.

No Brasil, em vez de nos basearmos em Harvard, preferimos o lado soviético: a gente não gosta do administrador. Nós somos 2 milhões, mas quem manda nesse país são 30 mil economistas, que são muito influentes, têm colunas em todos os jornais, escrevem o tempo todo. Inclusive, me derrubaram da Veja, porque eu falava mal deles e elogiava o administrador de esquerda, que era Meirelles.

Vocês administradores têm que tomar uma rédea política e perceber que são importantes. Eu já estou velho. Mas vocês, que ainda são jovens, têm a missão de mostrar para a esquerda brasileira que nós não somos esse bicho de sete cabeças e seremos um excelente aliado.

Você acredita que os problemas brasileiros decorrem da forma como nós vemos o administrador e o empreendedor por aqui?

Nós temos uma tradição muito pequena de administradores. Em 94 tínhamos 300 escolas de Administração, mas nós não temos poder político, não temos o reconhecimento que deveríamos ter. A sociedade está dando um tiro no pé ao valorizar mais o economista do que o administrador. Outra coisa é que aqui estamos muito acostumados a dizer que precisamos incentivar os empreendedores. Mas nós precisamos entender que o empresário e o empreendedor estão preocupados em realizar seus próprios sonhos. Nós administradores temos a missão de realizar o sonho dos outros. Tá lá o Eike Batista, porque ele brilhante e tal, porque realiza todos os sonhos dele. E os sonhos da sociedade?
Fonte: Portal Administradores

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Saúde do trabalhador do SUS terá política nacional.

O Ministério da Saúde elaborou diretrizes para a construção da Política Nacional de Promoção da Saúde do Trabalhador do SUS. É possível acessar o texto e dar sugestões por meio da Consulta Pública n° 48 até o dia 7 de março. Basta entrar no site do ministério.

O objetivo é promover a melhoria das condições de saúde do trabalhador do setor de saúde, por meio do controle dos fatores de risco, e da facilitação do acesso, por parte desses trabalhadores, aos serviços de atenção integral à saúde.

A Revista Proteção ouviu o coordenador de Saúde do Trabalhador do Ministério da Saúde, Carlos Augusto Vaz, sobre o projeto.

Proteção - Como será a discussão da Política Nacional de Promoção de Saúde do Trabalhador do SUS, após o fim da consulta pública? Há previsão para a publicação e implementação dessa nova política?

Vaz - A discussão terá continuidade através do Comitê Nacional de Promoção da Saúde do Trabalhador do Sistema Único de Saúde instituído pela Portaria Nº 2.871, de 19 de novembro de 2009. Esse Comitê é composto por representantes da bancada dos trabalhadores da Mesa Nacional de Negociação Permanente do SUS, gestores do Ministério da Saúde, do Ministério do Trabalho e Emprego, do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG), Conass, Conasems. Além de convidados de outras instituições afins, como a coordenação dos trabalhos realizada pelo Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, e da Secretaria de Vigilância em Saúde. A consulta pública das Diretrizes da Política Nacional de Promoção da Saúde do Trabalhador do SUS foi prorrogada através da portaria nº 228, de 11 de fevereiro de 2011 até 07 de março de 2011. Posteriormente ao trabalho do Comitê nas contribuições recebidas da sociedade, será feito um processo de discussão junto à Mesa Nacional de Negociação Permanente, à Comissão Intergestora Tripartite (CIT) e ao Conselho Nacional de Saúde e então, encaminhamento para publicação. Espera-se que esse processo possa ser finalizado nesse ano, e o desenvolvimento e implementação da Política seja iniciado em 2012.

Proteção - O item XXIII da Minuta fala sobre a adoção das diretrizes das Normas Regulamentadoras do Ministério do Trabalho e Emprego, como medidas de SST. Como isso será implementado?

Vaz - Após a formalização das diretrizes da política é que poderão ser estabelecidas as estratégias de implementação. Uma experiência recente na área pública tem se dado no âmbito da implementação do Subsistema Integrado de Atenção à Saúde do Servidor Público Federal - SIASS pelo MPOG, que estabeleceu a aplicação de algumas Normas Regulamentadoras, como a de nº 7, no Serviço Público Federal.

Proteção - Quais os avanços mais importantes que a política trará? Quais os pontos essenciais para a prevenção de doenças e acidentes de trabalho e proteção dos trabalhadores da saúde?

Vaz - A Política visa promover a melhoria das condições de saúde do trabalhador do SUS, por meio do enfrentamento racional dos fatores de risco e mediante a facilitação ao acesso, às ações e aos serviços de atenção integral à saúde. Representa também um aumento do compromisso dos gestores de saúde nas três esferas - federal, estadual e municipal - com a promoção da saúde dos trabalhadores que atuam na saúde. Outra questão que se destaca na Política é o reconhecimento da interconexão entre a saúde do trabalhador e diversos aspectos relacionados às relações de trabalho, como a existência de planos de carreiras, cargos e salários, e a desprecarização dos vínculos de trabalho. Também o reforço sobre a realização de uma gestão democrática nos locais de trabalho, com a participação ativa dos trabalhadores e suas representações é aspecto reforçado no texto.
Fonte: Redação Revista Proteção

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Supermercados terão que atender normas de segurança e higiene.

A Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor da Capital realizou, na tarde desta terça-feira (8), uma audiência com os representantes da Associação dos Supermercados da Paraíba, do Procon Estadual e da Vigilância Sanitária de João Pessoa para discutir e elaborar um termo de ajustamento de conduta (TAC).

De acordo com o promotor de Justiça do Consumidor, Francisco Glauberto Bezerra, o objetivo é garantir o cumprimento das normas sanitárias, de segurança e saúde por parte dos estabelecimentos e proteger os direitos dos clientes. O TAC será apresentado na manhã do dia 23 de fevereiro, no auditório da Procuradoria-Geral de Justiça, em João Pessoa, durante o seminário sobre saúde e segurança do consumidor.

O evento será promovido pelo Ministério Público do Estado, em parceria com a Associação de Supermercados e terá a participação dos órgãos oficiais de fiscalização e controle e de proprietários de supermercados. “Vamos apresentar as regras do ponto de vista sanitário, fiscal e das normas técnicas da ABNT e Corpo de Bombeiros. Nosso propósito é uniformizar o comportamento dos gerentes e dos supermercados para garantir a segurança e proteger a saúde do consumidor”, explicou Bezerra.

Durante a reunião realizada esta semana, a Vigilância Sanitária Municipal sugeriu várias medidas que deverão estar contempladas no ajustamento de conduta, como a implantação por parte dos responsáveis pelos supermercados de um plano de manutenção, operação e controle dos ambientes climatizados; a criação de plano de gerenciamento de resíduos sólidos em conformidade com a legislação federal em vigor e a elaboração de um manual de boas práticas.

Higienização e controle de pragas

Também foi sugerido que os estabelecimentos implementem procedimentos operacionais padronizados relacionados à higienização de instalações, equipamentos e móveis; que seja feito o controle integrado de vetores e pragas urbanas e que haja uma maior atenção quanto à higiene e saúde dos funcionários responsáveis pela manipulação de alimentos.

O TAC deverá estabelecer ainda que esses funcionários terão que passar por curso de capacitação sobre contaminantes alimentares, doenças transmitidas por alimentos contaminados, manipulação higiênica dos alimentos e boas práticas.

Os donos de supermercados também deverão se comprometer a só comprar produtos alimentícios mediante a apresentação de licença sanitária dos fornecedores e a realizar o transporte dos alimentos em condições adequadas de higiene e conservação.

O representante da Associação dos Supermercados da Paraíba, Cícero Bernardo da Silva, considerou a iniciativa do MPPB importante, visto que muitos estabelecimentos acabam cometendo infrações por desconhecerem as normas. “Com o seminário e com o TAC, vamos ter uma proposta que poderemos por em prática. Todos sairão ganhando e o maior beneficiado será o consumidor”, disse.
Fonte: PB Agora

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Brasil é o novo membro do Painel de Sustentabilidade Global da ONU.

A ministra Izabella Teixeira aceitou o convite feito há alguns dias pelo secretário-geral da Organização das Nações Unidas, Ban Ki-moon, para compor o Painel de Alto Nível sobre Sustentabilidade Global. Além do Brasil, Barbados também passa a integrar o painel, com o primeiro-ministro Freundel Stuart. Os novos membros participam da próxima reunião do colegiado, marcada para os dias 24 e 25, na Cidade do Cabo (África do Sul).

Criado em agosto de 2010, o painel é focado na discussão de oportunidades e desafios do desenvolvimento sustentável. Ele reúne personalidades renomadas mundialmente para formular um novo projeto de desenvolvimento para o Planeta.

Reconhecendo que as alterações climáticas, a escassez de água, a perda da biodiversidade, a destruição de ecossistemas e as mudanças nos padrões demográficos e de consumo exigem novas abordagens para garantir o alcance dos Objetivos do Milênio, o painel pretende explorar abordagens para a construção de uma economia ‘verde’, de baixo carbono, capaz de erradicar a pobreza e garantir vida digna para todos.

Agenda – Nesta segunda-feira (21), a ministra Izabella participou, em Nairóbi (Quênia), do Fórum Global de Ministros de Meio Ambiente e da 26ª Sessão do Conselho de Administração do PNUMA, que é o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente.

Na quarta-feira (23), a ministra segue para a África do Sul, onde participa, nos dias 24 e 25, da reunião do Painel de Alto Nível sobre Sustentabilidade Global da ONU. Em seguida, Izabella parte para Nova Déli, na Índia, para o quinto encontro do BASIC – grupo de países formado por Brasil, África do Sul, Índia e China -, que ocorre de 25 a 28 de fevereiro.
Fonte: MMA

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Esquizofrenia é doença que mais tira pessoas do trabalho.

Na região de Marília, 112 pessoas foram aposentadas pelo transtorno.

A esquizofrenia lidera a lista das 10 principais doenças que afastam ou aposentam trabalhadores na região. Conforme dados da agência da Previdência Social, que além de Marília abrange outros sete municípios (Pompeia, Vera Cruz, Oriente, Echaporã, Oscar Bressane, Lupércio e Ocauçu), 112 pessoas foram aposentadas por conta da doença e outras três se encontram atualmente recebendo auxílio sem condições de retornar ao trabalho. Atualmente são 5.456 pessoas afastadas.

A esquizofrenia, transtorno psíquico caracterizado por alucinações e alterações do raciocínio lógico, acomete trabalhadores de diversas categorias, entretanto está mais presente em ambientes onde a pressão da chefia é constante e intensa, como nos bancos.

“A Previdência não trabalha com medicina preventiva, entretanto verifica o ambiente onde o trabalhador se encontra”, frisa o gerente executivo do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), Jurandir Teixeira de Lemos.

Segundo ele, mais de 200 doenças acometem os beneficiados da regional. Quando funcionário é afastado, pagamento dos 15 primeiros dias são arcados pelo empregador. “A partir do 15º dia, o INSS é acionado para providenciar o benefício”, comenta.

Para concessão de auxílio-doença é necessária a comprovação da incapacidade em exame realizado pela perícia médica da Previdência Social. Neste caso, o trabalhador tem de contribuir para a Previdência Social por 12 meses.

“Entretanto, este prazo não será exigido em caso de acidente de qualquer natureza (por acidente de trabalho ou fora do trabalho) ou de doença profissional ou do trabalho”, explica. Algumas doenças, como tuberculose, hanseníase, alienação mental, cegueira e cardiopatia, entre outras, dispensam também os 12 meses de carência.

Comerciários lideram afastamento por doença

Nas agências regionais de Marília, Assis e Ourinhos, que envolvem 21 cidades, 10.684 comerciários atualmente estão afastados de suas funções decorrentes de acidentes do trabalho ou doenças. Só em Marília são 3.451 trabalhadores e na avaliação do presidente do Sindicato dos Comerciários, Mário Herrera, nesta classificação não ficam agrupados apenas as categorias abrangidas pela instituição sindical.

“Outras modalidades profissionais, incluindo várias categorias que trabalham em supermercados, também são reconhecidas pela Previdência Social como comerciários”, aponta. Outro fator atribuído por Herrera à liderança da categoria no ranking de afastamento são os acidentes de moto. “Se um comerciário sofre uma queda de moto no trajeto para o trabalho isto é configurado como acidente de trabalho. Atualmente a grande maioria dos comerciários se locomove através de motos”, observa.

Com relação à pressão psicológica, que também acomete os comerciários, Herrera comentou que ela é mais comum em vendedores, incluindo os que trabalham em grandes redes. “As metas exigidas, muitas veze, são superiores à capacidade física do trabalhador”, critica o sindicalista.

Ele informou que todos os casos que envolvem acidentes ou afastamento por saúde são acompanhados pelo sindicato e também cobrou a presença maior de fiscais do Ministério do Trabalho em Marília. “Necessitamos de uma atuação efetiva do Ministério do Trabalho para coibir, principalmente, os exageros”.

Sequela irreversível resulta em aposentadoria

Dos 5.456 afastados na região, 3.971 recebem o auxílio doença por acidente do trabalho. “Conforme for a sequela deste acidente, o trabalhador pode ser reabilitado ou readaptado”, explica o gerente executivo do INSS, Jurandir Teixeira Lemos. Na readaptação, o profissional retorna para a mesma função, enquanto na reabilitação o trabalhador é treinado para exercer outra modalidade empregatícia. Entretanto, quando a sequela é irreversível, o trabalhador acaba aposentado por invalidez.

O presidente do Sindicato dos Bancários de Marília e Região, Edilson Julian, diz que são muitos os casos de trabalhadores afastados por problemas de saúde. “As metas abusivas das instituições bancárias estão por trás dos casos de afastamento, principalmente com relação às doenças psíquicas”, relata.

“Os gestores cobram de uma maneira que fica insustentável aos trabalhadores”. Além da pressão psicológica, que gera estresse e outros transtornos psíquicos, segundo detalhou Julian, os trabalhadores bancários são acometidos por LER (lesão por esforços repetitivos). “Isso ocorre por conta do elevado nível de automatização das agências. Tudo está informatizado e os bancários digitam de forma intensa diariamente”, comenta.
Fonte: Diário de Marília

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Mudar de área pode ser a solução para funcionário descontente.

Segundo especialistas, empresas valorizam a gestão de competências nos processos de recrutamento interno.

É muito frequente as pessoas gostarem da empresa em que trabalham, mas não da função que exercem. Ao mesmo tempo, acreditam que desempenhariam bem outras atividades mudando de área. Como descobrir e conversar sobre isso com seu chefe?

Segundo Átila Alexandre Nunes, diretor da Agência Trato, que atua na área de publicidade, a solução é bem mais fácil quando a percepção de mudar de função parte do profissional. “A pessoa percebendo que ficaria melhor em outra área irá se desdobrar para fazer aquilo dar certo. O processo de transição será muito mais simples.”

Muitas vezes, a vontade de mudar de área é demonstrada pelo comportamento do funcionário, até mesmo pelo seu humor. “Uma pessoa que tem dificuldade para trabalhar está sempre reclamando e de mau humor, não gosta do que faz”, afirma o psicólogo Fernando Elias José, especialista em psicoterapia pela WP Centro de Psicoterapia Cognitivo-Comportamental. Para resolver esse problema só há duas soluções: ser honesto e descobrir o que não está gostando ou o próprio chefe perceber que o profissional está infeliz.

O importante é estimular o funcionário. Com ele satisfeito, a sua produção será muito melhor e, por consequência, o resultado da companhia. “Um profissional estimulado é melhor do que o acomodado. Cada vez mais isso é incentivado”, afirma Nunes. Entretanto, segundo ele, ainda há companhias que estão mais preocupadas com o dia a dia, sem perceberem que o comportamento das pessoas é fundamental para aumentar a produção.

Uma forma que as empresas têm optado para resolver essa questão é trabalhar com o conceito de gestão de competências. “Quando ela deixa claro que habilidades são necessárias para as funções, as pessoas sabem o que precisam e devem desenvolver para atingir aquele cargo”, afirma Iêda Vecchioni, sócia-diretora da IMC Consultoria Empresarial.

Outra prática usada nesses casos é o uso dos processos de recrutamento interno. Segundo Iêda, a pessoa já está acostumada com o funcionamento da empresa. É muito mais fácil colocar alguém de dentro e deixá-la feliz do que encontrar alguém de fora.

Muitas vezes o funcionário até tem um sentimento de que não está bem naquele setor, mas não consegue perceber qual função ficaria melhor. “Se ele não sabe as competências que precisa ter para outras áreas, como ele vai saber se pode se candidatar?”, ressalta Iêda.

Na opinião de Iêda, à medida que os requisitos vão ficando mais claros, o profissional pode identificar que área terá melhor desempenho. “Isso tem ajudado e agilizado o processo de recrutamento interno.” Nem toda a empresa tem esse método, o que faz com que o próprio funcionário tenha que perceber qual função se encaixaria melhor.

Como mudar

O processo de transição tem que ser algo simples. “O funcionário não pode levar um problema para o chefe, mas já pensar na solução. Dessa forma, tudo fica mais fácil, inclusive para ele aceitar fazer sua mudança”, ressalta Nunes. Ele aconselha o funcionário a analisar algumas questões antes de fazer o pedido. Por exemplo, verificar se o departamento para o qual quer ser transferido já está lotado. “Ela vai deixar um ‘buraco’ na sua área e ir para um lugar onde as pessoas vão acabar ficando ociosas. Essa transição tem que ser muito bem pensada.”

Para essa mudança acontecer, é necessário que a empresa tenha certa mobilidade. Se for frequente a companhia fazer esse tipo de recolocação, a questão será apenas de conversar. Se não há essa flexibilidade, o funcionário terá que entrar em uma negociação com seu chefe.

Na opinião de Nunes, a palavra-chave é atitude. Com isso, a pessoa pode ir para qualquer lugar. “É muito mais fácil para a empresa que o funcionário mostre sua vontade de mudar de área.” Mas é importante que o profissional tenha certeza da sua decisão antes de ir conversar com seu superior.
Fonte: IG Carreiras

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Limpeza de sanitários e ambientes públicos é considerada atividade insalubre.

Ainda que a limpeza de locais e banheiros públicos não esteja expressamente caracterizada em lei como atividade em contato permanente com agentes biológicos, se o trabalho envolve exposição a esses agentes nocivos, fica caracterizada a insalubridade.

Foi esse o entendimento expresso em decisão da 3a Turma do TRT-MG, confirmando sentença que condenou o Município de Formiga a pagar adicional de insalubridade a uma trabalhadora que exercia as funções de higienização do Terminal Rodoviário local, incluindo os banheiros ali existentes.

A reclamante alegou que foi contratada em 1988, para trabalhar como servente, sempre em contato com produtos químicos e agentes biológicos insalubres e sem que lhe fossem fornecidos equipamentos de proteção individual. Tanto que recebeu adicional de insalubridade até o ano de 2002.

Embora o reclamado tenha sustentado que as atividades da servidora não envolviam quaisquer riscos, a perícia técnica constatou que a trabalhadora estava, sim, exposta a agentes biológicos nocivos à saúde, quando limpava todo o Terminal Rodoviário de Formiga, principalmente porque os equipamentos de proteção não eram utilizados constantemente e de forma correta.

Conforme esclareceu o juiz convocado Jessé Cláudio Franco de Alencar, a Orientação Jurisprudencial nº 4, item II, da SDI-1, do Tribunal Superior do Trabalho, dispõe claramente que o trabalho de limpeza em residências e escritórios não é considerada atividade insalubre, mesmo que constatada por laudo pericial, porque não está classificada na Portaria do Ministério do Trabalho.

No entanto, embora a limpeza de sanitários e ambientes públicos também não seja classificada pelo Anexo nº 14 da NR-15 da Portaria nº 3.214/78 do Ministério do Trabalho e Emprego como atividade em contato permanente com agentes biológicos, o fato é que a reclamante estava exposta a esses agentes nocivos à saúde. Por isso, o juiz entendeu ser possível aplicar essa norma ao caso.

"Ora, é de notório saber que os terminais rodoviários são caracterizados por intensa circulação de pessoas que provém dos mais diversos lugares e com todos os tipos de hábitos de higiene.

Aliás, é de conhecimento geral que, em grande parte desses locais, a manutenção da limpeza é precária justamente em função da alta rotatividade, não sendo raras as vezes em que se encontram sistemas de descargas de sanitários defeituosos" - destacou o magistrado.

Inclusive, na visita do perito, tanto a reclamante, quanto outra servidora que trabalhava na mesma função, afirmaram que é comum encontrarem fezes fora do vaso sanitário, vômitos, urina nas paredes, sangue e seringas.

Para o juiz convocado, não há dúvidas de que a reclamante estava exposta a agentes biológicos nocivos à saúde, principalmente porque a ficha de controle de EPI demonstra que eles foram entregues somente em quatro ocasiões, o que é insuficiente.

"Registre-se que a saúde do trabalhador recebe especial proteção no inciso XXII do art. 7º da Constituição, motivo pelo qual não se pode realizar interpretação restritiva a ponto de aplicar a orientação jurisprudencial retro mencionada a situação claramente distinta" - finalizou, mantendo a condenação.
Fonte: Tribunal Regional do Trabalho 3ª Região Minas Gerais

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Instalações elétricas podem ser causa de incêndio no RJ.

Pouco mais de uma semana desde o incêndio que destruiu a Cidade do Samba, no Rio de Janeiro, a Comissão de Análise e Prevenção de Acidentes do CREA-RJ (Conselho Regional de Engenharia Arquitetura e Agronomia do Rio de Janeiro) foi ao local e apontou alguns cuidados que poderiam ter evitado a tragédia, segundo o portal R7.

Nos barracões afetados, os engenheiros encontraram instalações elétricas irregulares e gambiarras. Notaram também a falta de cuidados dos funcionários, por deixarem equipamentos elétricos ligados próximos a tecidos e componentes químicos, como cola.

Segundo Luiz Antonio Cosenza, coordenador da comissão do CREA-RJ, em entrevista ao R7, 95% dos incêndios são causados por fiações irregulares, e no caso da Cidade do Samba, o caso pode piorar, pois o uso dos equipamentos elétricos sobrecarrega a eletricidade dos barracões. "Como faltam tomadas para dar conta de todos os trabalhos, existem muitas ligações improvisadas nos barracões e emendas mal isoladas, somadas a muitas máquinas funcionando ao mesmo tempo, podendo provocar curtos-circuitos", disse o engenheiro ao R7.

Prevenção

Agora, a preocupação na Cidade do Samba gira em torno dos barracões não atingidos. Mudanças e precauções precisam ser feitas. O engenheiro Cosenza disse ao O Dia, que de início deveria ser proibido fumar nas dependências dos barracões, pois qualquer faísca pode gerar fogo.

A Liesa (Liga das Escolas de Samba) afirmou que há brigadistas no local, para prevenir possíveis futuros sinistros.
Fonte: Portal R7 / O Dia

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Empregado vítima de assaltos obtém estabilidade acidentária : De acordo com laudo pericial, doença foi causada pelos assaltos sofridos.

O empregado de uma empresa de ônibus da capital paulista obteve direito à estabilidade acidentária por ser portador de doença decorrente das condições de trabalho a que era submetido.

A decisão dos magistrados da 12ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região manteve sentença de 1ª instância, levando em conta o laudo pericial que comprova ser o empregado portador de estresse pós-traumático decorrente de assaltos sofridos durante a jornada de trabalho, em transporte coletivo em São Paulo.

"Consoante laudo pericial, as condições de trabalho foram a causa da enfermidade desenvolvida pelo reclamante, causa esta entendida como condição apta a produzir o resultado danoso experimentado, ou que com ela colaborou", concluiu o desembargador relator Francisco Ferreira Jorge Neto.

O empregado fez jus à indenização por não poder exercer mais suas atividades laborais. Por não ter comprovado manter a existência de apólice de seguro de vida, como previsto na norma coletiva da categoria, a decisão condenou a empresa a assumir tal responsabilidade, mantendo novamente a sentença de 1º grau.
Fonte: Tribunal Regional do Trabalho 2ª Região São Paulo

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

EPIs - Uso inadequado ainda pode causar acidentes.

Um ranking não muito positivo coloca o Brasil como um dos primeiros na lista dos acidentes por intoxicação com agrotóxicos. Uma situação que deixou de ocorrer pelo desconhecimento dos equipamentos de proteção e hoje deve-se principalmente ao mau uso. Os dados sobre o problema não são muito recentes. Em 2008 foram registrados somente no Sul do país, 1.139 casos de intoxicação, segundo o Sistema Nacional de Informações Toxicofarmacológicas (Sinitox), órgão vinculado à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Apesar dos números, a estimativa da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) é que para cada caso conhecido, 50 não tenham sido informados. Os agrotóxicos estão entre os mais importantes fatores de risco para a saúde da população, particularmente para a saúde dos trabalhadores expostos e para o meio ambiente.

Para a Organização Mundial da Saúde (OMS), 3% dos trabalhadores expostos a agrotóxicos sofrem algum tipo de intoxicação. De acordo com o médico do trabalho da Coamo Agroindústrial Cooperativa, Carlos Eduardo Rosa Mildemberger, estes 3%, podem ser resultado da má utilização dos Equipamentos de Proteção Individual (EPI). “Quando é feito o receituário do veneno, o engenheiro agrônomo já faz as orientações sobre como devem ser utilizados os equipamentos. Ele dá orientação sobre o uso e também o destino das embalagens, ele ensina a lavar. Também orientamos como os agricultores devem fazer com os funcionários na sua propriedade”, diz.

De acordo com Adriano de Arruda Penteado, encarregado do setor de segurança do trabalho, é preciso avaliar o uso antes de determinar o equipamento certo. “No caso dos pulverizantes são riscos de ordem química. Como os venenos são pulverizados é passível de ingressar por diversas vias, dérmica, respiratória e olhos. Logo o equipamento tem de cobrir todas essas vias”, diz.

Cuidados

Para proteger o trabalhador é recomendado que seja utilizada uma roupa de algodão tratado. “Dessa forma ele se torna hidro-repelente, ou seja, a névoa bate na roupa e escorre, não entrando em contato com a pele”, diz Penteado. As mãos, segundo ele, são a parte que tem o maior risco de contato. “É preciso proteção suplementar, pois antes de fazer a pulverização ele faz o preparo da calda, então ele lidou com os venenos de forma concentrada”, explica. As luvas utilizadas são feitas de um composto especial de látex.

Outra parte que precisa de atenção são as vias respiratórias. “Desde o preparo da calda há a vaporização do produto e por se tratar de um agente químico é preciso um filtro com características químicas. Não posso dar simplesmente um filtro mecânico”, coloca.

Segundo ele, muita gente utiliza nas plantações máscaras que seriam meramente barreiras. “Não posso esquecer que existe vaporização e que a névoa que impregna na máscara pode ser inalada pelo indivíduo”, acrescenta. Para que a proteção seja efetiva é preciso uma máscara especial de silicone. “É um cartucho contendo carvão microporoso que entra em contato com o contaminante e o neutraliza.”

O encarregado ainda lembra que os olhos são uma porta de entrada para agentes químicos. “Para isso recomendamos a utilização de óculos de proteção que conferem um isolamento total dos olhos”, diz. Para finalizar na hora da aplicação, o agente precisa utilizar botas de borracha.

Perigos da utilização incorreta

Todos os equipamentos precisam ser utilizados de forma correta para evitar que danos. “Tudo isso tem detalhes de como utilizar, as calças tem de ser por fora da bota. É costume colocar as calças para dentro para não sujar a barra e aí, como o material é hidro-repelente, o veneno escorre todo para o pé”, afirma. Com os pés em imersão dentro da bota de borracha, a absorção é muito maior do que se não estivesse utilizando nada. “Esse é o perigo de não fazer certo”, lembra o médico do trabalho.

Segundo ele, após a aplicação também é preciso atenção. “Ele vai lá e aplica o veneno depois entrega para a mulher lavar. Ela faz todo o processo sem proteção e aí intoxica ela, os pintinhos, as galinhas. Acaba sendo mais perigoso, pois uma coisa que está controlada no campo é levada para dentro da casa dele e pode atingir uma comunidade inteira”, ressalta Mildemberger.

Na opinião dos responsáveis pela segurança do trabalhador da cooperativa, a chave do segredo é a prevenção, pois, se houver uso inadequado dos produtos, a contaminação pode se tornar grave problema de saúde pública.
Fonte: Tribuna do Interior

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Carreira de gestor de crises ganha espaço com desastres.

Demanda por esse profissional deverá aumentar no futuro, prevê professor.

As tragédias causadas por guerras ou conflitos sociais, como os que estão acontecendo no Egito, ou pelo clima, como tsunamis, terremotos e furacões, mostram um cenário cada vez mais promissor para novas profissões, como as de especialistas em desastres e epidemias, e gestores de crises e emergências.

No início de 2011, o caos provocado pelas chuvas no Rio de Janeiro poderia ter sido amenizado se houvesse uma atuação mais efetiva dos governantes e um sistema de alerta eficiente. É o que diz o analista Alexandre Guindani, da empresa especializada em gestão de crises GCNBrasil.

“As pessoas sabiam das condições precárias dos locais onde construíram suas casas, já havia um histórico de ocorrências semelhantes e mesmo assim elas continuaram lá”, afirma Guindani. “No Brasil, não se acredita nem mesmo em alarme de incêndio. Há casos de empresas que desligam o aparelho por que ele faz muito barulho.”

Pesquisa

De acordo com uma pesquisa da consultoria inglesa Fast Future, publicada no ano passado, carreiras ligadas a desastres como “guardador de quarentena” serão cada vez mais comuns. Outro estudo, conduzido pelo professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Carlos Brandão também prevê boas perspectivas para profissões ligadas à crises.

“A ocorrência mais frequente de desastres naturais fará com que este assunto seja mais discutido e mostrará a carência existente no país de profissionais preparados para lidar com este tipo de evento”, avalia Guindani.

Formação

O consultor aponta que a grande maioria dos profissionais que atua nas áreas de gestão de continuidade dos negócios e gestão de crises tem formação médica ou tecnológica. “Como em nosso país não existe curso de formação específico, como há nos Estados Unidos, o melhor caminho para quem quer se desenvolver na carreira são os cursos e as certificações internacionais”, indica.

Segundo Guindani, existem poucos bons cursos disponíveis no Brasil: o realizado pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban), o do DRII, e o da SUNGARD/STROHL, as duas últimas instituições internacionais sobre continuidade de negócios.

O engenheiro Luciano Martins Gehrke, especialista na área médico-hospitalar e autor de um site sobre gerenciamento de crise, comenta que não só a saúde pública deve ficar em alerta por causa de eventos catastróficos. Hospitais, hotéis e grandes corporações também devem estar preparados para agir rapidamente em casos, por exemplo, de um surto de gripe letal, acidentes aéreos e até atentados.

“O comitê de crise organiza ações, procedimentos e documentos para que as coisas andem mais facilmente. Esse especialista ou gestor de crise teria as funções básicas de olhar para a área de apoio e prepará-la para momentos difíceis, além de manter todos em alerta e prontos para aquilo que nunca aconteceu antes”, explica Gehrke.
Fonte: IG Carreiras

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Quando o trabalho oferece risco à saúde e à vida.

Cada profissão tem seu risco, mas há algumas que expõem mais o trabalhador a riscos de perdas da capacidade laboral, acidentes e até de morte. No topo dessa lista estão os eletricistas, que trabalham nas linhas vivas das redes de alta tensão; os técnicos em raio-x, pelo risco das radiações; e os que lidam diretamente com produtos inflamáveis, os frentistas por exemplo.

Essas três atividades são perigosas ou na linguagem técnica, de alta periculosidade. Segundo o engenheiro civil Antônio Manicardi, especializado em Segurança e Medicina do Trabalho, a distinção dos termos periculosidade e insalubridade ainda causa muita confusão.

Insalubridade

Essa falta de clareza não implica apenas numa questão semântica, mas em prejuízos à saúde do trabalhador. Atividades insalubres são aquelas que expõem o funcionário a limites intoleráveis de agentes que prejudicam a saúde como barulho, a poeira e aos gases, por exemplo.

No ranking dos ambientes mais hostis à saúde estão os profissionais que trabalham em clínicas, hospitais e laboratórios. "Eles lidam com agentes biológicos, pacientes portadoras de doenças transmissíveis, entre outros",

O engenheiro explica que, em um mesmo ambiente, é possível encontrar diferentes níveis de risco ocupacional. Em um açougue, por exemplo, o trabalhador que permanece por mais tempo numa câmara fria, a temperaturas de dez graus negativos, está mais exposto a riscos de saúde do que outro colega que atende o consumidor e que esporadicamente vai até essa câmara. "O tempo de exposição é um dos aspectos que deve se levar em conta na questão insalubridade", reforça.

O rompedor de concreto, que opera uma máquina que produz um barulho ensurdecedor, sofre mais que seu auxiliar. "O ruído das vibrações é uma exposição permanente à insalubridade. Já o auxiliar sente em grau menor. Mas só o laudo técnico vai definir essas diferenças", avisa.

Estresse

O mal que se instala a médio e longo prazo é outra característica de insalubridade. "Uma atendente fala com pessoas o dia todo e ao final do dia está coberta de saliva", exemplifica. "A perda auditiva é um dos riscos de quem trabalha ao telefone", completa o engenheiro.

Ao comentar sobre um mal presente em quase toda atividade, o estresse, Manicardi diz que a Espanha é um dos únicos países que leva em conta esse risco, caracterizado como penosidade (sofrido, difícil ou complicado).

No Brasil, o estresse não é reconhecido como risco da profissão. "O mercado de trabalho evoluiu muito, mas a observância com relação à saúde do trabalhador não acompanhou esse ritmo. Mudou em relação a cinco anos atrás, porque se percebeu que os treinamentos e capacitações aumentam a produtividade e qualidade. Trabalhar tranquilo e protegido é uma motivação profissional", conclui.
Fonte: O Diário.com

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

MPT entra com ação contra Walmart por assédio moral.

O Ministério Público do Trabalho (MPT) ajuizou uma ação civil pública contra o Walmart Brasil Ltda., por assédio moral contra trabalhadores. A prática teria sido evidenciada em 18 denúncias de empregados do Sam`s Club (clube de compras do Walmart), que sofreram perseguições, constrangimentos morais e cobrança excessiva.

A procuradora Ana Emília Albuquerque instaurou inquérito para viabilizar a investigação e intimou a empresa a apresentar defesa. O Walmart, segundo o MPT, se negou a assinar um termo de compromisso para ajustar a conduta.

Os fatos narrados em depoimentos mostram o surgimento de diversos distúrbios físicos e psíquicos nos funcionários, ainda segundo o MPT. Gestos, palavras e atitudes de desprezo, ridicularização dos trabalhadores diante de clientes, controle de uso do banheiro, ameaças, revistas e demissão injustificada estão entre as queixas. Termos como "incompetente" e "incapacitado" foram constantes em relatos.

O MPT requer a condenação da Walmart, com pedido de antecipação dos efeitos da tutela, a obrigações como a imediata suspensão da prática aplicada aos trabalhadores, a exemplo de ameaças, aplicação de punições com falso motivo, uso de "fiscais" e câmeras com o intuito de controlar os empregados e seu contato com clientes, entre outras irregularidades.

Também criar um programa de intervenção precoce para prevenção do assédio moral e correção imediata de atitudes. Ainda, material educativo, campanhas de conscientização, palestras semestrais, além da criação de canais internos de denúncia e acompanhamento de conduta dos empregados envolvidos ilustram as ações promovidas no âmbito interno.

Consta ainda como requerimento do MPT, a condenação do Walmart por dano moral coletivo em R$ 5 milhões, valor reversível ao Fundo de Amparo do Trabalhador. Também pede a fixação de multa de R$ 50 mil, por descumprimento de cada obrigação, valor total para o FAT.

A ação foi distribuída para a 38ª Vara do Trabalho de Salvador, com audiência marcada para o dia 23 de fevereiro.
Fonte: DCI

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Eletricidade - Um erro pode ser fatal

Há 12 anos, o eletrotécnico em manutenção Vilson Ramos Pereira ganha a vida sob o risco permanente de levar uma descarga elétrica de 34,5 mil volts. Há dois anos, ele trabalha no Departamento de Manutenção de Subestações, no sistema de linha viva de distribuição de energia elétrica da Copel.

A experiência na profissão e mais de 500 horas de treinamento, recentes, oferecidos pela concessionária de energia deram a ele a noção precisa do risco que está embutido na atividade. É comum ele fazer consertos na rede elétrica ligada, para evitar o desbastecimento.

Ele reconhece que uma manobra imprecisa pode lhe custar a vida ou lesões graves, incluindo mutilações. "O grande foco do treinamento é o uso de EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) certificados, de qualidade e da forma correta", explica Pereira, que é também professor de Segurança em Eletricidade do Senai de Maringá.

Para se proteger de queimaduras causadas por flashes elétricos, em caso de alguma manobra errada, ele usa um macacão antichamas, mas essa roupa não o protege de choques.

O eletrotécnico usa capacete isolante, luvas e mangas de borracha condizente com a tensão da rede. "Até mesmo o caminhão é isolante, em razão do risco, e passa por testes periódicos", completa. "Eu trabalho tranquilo porque sigo todas as regras de segurança. É preciso ter muito preparo psicológico para saber como agir em caso de acidente e até mesmo para socorrer um colega", ressalta.

Segundo Pereira, os acidentes na área elétrica ocorrem, geralmente, não com profissionais treinados e habilitados para a função, mas com pessoas que desconhecem ou ignoram a necessidade de segurança próximo a redes elétricas. "Acidentes são muito comuns em pinturas de sacada, instalação ou consertos de antenas e poda de árvores".

Ele ainda menciona que as empresas estão oferecendo mais condições de segurança aos funcionários, até mesmo por falta de mão de obra. "É difícil repor um operário que se acidenta", comenta. Por exercer uma atividade considerada periculosa, Pereira recebe um adicional de 30% sobre o salário de R$ 1,9 mil.
Fonte: odiario.com

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Estudo avalia impacto das emissões de gases no preparo do solo em culturas de cana-de-açúcar.

Um estudo desenvolvido na Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”, Esalq, avaliou o impacto ambiental a partir do preparo do solo para o plantio de cana-de-açúcar.

A cultura continua em crescimento no Brasil para a fabricação do etanol, sendo que o país é o maior exportador do produto.

Segundo a agroecóloga formada pela Universidad de la Amazônia (Colombia), Adriana Silva-Olaya, hoje metade da área total de cana é colhida mecanicamente, o que evita emissões a partir da queima da biomassa vegetal e favorece o incremento no estoque de carbono do solo.

As informações fazem parte do estudo “Emissões de dióxido de carbono após diferentes sistemas de preparo do solo na cultura da cana-de-açúcar”, que fez parte da dissertação de mestrado de Adriana, pelo programa de pós-graduação em Solos e Nutrição de Plantas e revela que o cultivo do solo com tecnologia de aração e outros procedimentos permite maior mineralização do carbono orgânico no solo e incrementa as emissões de CO2.

“Diante dessa situação, esse estudo se propôs quantificar as emissões de CO2 derivadas de três sistemas de preparo do solo utilizados durante a reforma dos canaviais no estado de São Paulo, assim como avaliar a influência da palha nesses processos de emissão”, explicou a pesquisadora.

Para o monitoramento das emissões foi utilizada uma câmera que coleta e analisa o fluxo de CO2, com análises no dia anterior ao preparo do solo e após a passagem dos implementos.

As conclusões apontaram que o preparo convencional apresentou emissão acumulada entre 34% e 39% acima do valor encontrado no preparo semireduzido e preparo mínimo.

“A seleção de práticas de manejo sustentáveis que permitam aumentar o sequestro de carbono, melhorar a qualidade do solo e ajudar a minimizar a emissão de CO2 dos solos agrícolas, contribui para a redução do valor da pegada de carbono do etanol (footprint), aumentando consequentemente o benefício ambiental da substituição do combustível fóssil com este biocombustível”, concluiu a pesquisadora.
Fonte: Ambiente Brasil

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Mau humor reduz a produtividade no trabalho, diz especialista.

Trabalhar mal humorado ou com pessoas que não estão de bom humor é prejudicial para o desenvolvimento das tarefas. É o que afirma a consultora de RH (Recursos Humanos) e professora do Centro Universitário FIEO, Maria Bernadete Pupo.

Segundo a especialista, trabalhar de "cara feia" pode causar problemas com os colegas, com o chefe e até mesmo com os clientes. Ela acrescenta que a infelicidade momentânea afasta as pessoas e dificulta os relacionamentos.

"Se o mau humor persiste, o profissional vai ficando cada vez mais infeliz, o que aumenta o índice de erros e, consequentemente, reduz a produtividade", alerta.

Chefe mal humorado

A situação piora quando o mal humorado da empresa é o gestor da equipe. Maria explica que, neste caso, é comum os profissionais terem receio em pedir sugestões e ajuda, pois têm medo de se aproximar do chefe.

Ela afirma que muitos profissionais adotam a postura de mal humorados com a intenção de impor respeito. Mas quem age desta maneira acaba passando uma imagem negativa para os colegas e até mesmo para a empresa. Além disso, alguns mal humorados não se enxergam desta maneira.

Uma dica que pode ajudar é conversar com o colega ou com o chefe sobre o temido mau humor. Este assunto só deve ser abordado se o profissional mal humorado se mostrar disponível para falar sobre a situação.

Quando se torna uma doença

A psicóloga e vice-presidente de projetos da ABQV (Associação Brasileira de Qualidade de Vida), Sâmia Simurro, explica que o estado de humor é influenciado pela percepção que as pessoas têm a respeito do que acontece em suas vidas.

"Ficamos mais ou menos bem humorados quando percebemos uma situação como sendo mais ou menos estressante. É claro que situações como a falta de dinheiro, o congestionamento no trânsito e a competição no trabalho não são agradáveis, mas eu posso sofrer mais ou menos com essas situações, se eu penso que elas podem ou não podem ser administradas".

Ela acrescenta que, quando o mau humor persiste, tornando-se desproporcional à situação, mesmo depois do problema resolvido, isso passa a ser considerado patológico e precisa ser tratado, pois pode causar prejuízo para a pessoa e para suas relações afetivas e profissionais.

De acordo com a especialista, o quadro psiquiátrico que mais se aproxima do mau humor é a distimia. Caracteriza-se por uma depressão crônica que se expressa por meio do mau humor, da intolerância, arrogância e irritabilidade em diferentes situações.

"Quando o mau humor é acompanhado de inadequação, perda de interesse, retraimento social, raiva excessiva, pode ser que estejamos diante de um quadro de distimia. A distimia pode se apresentar em intensidade leve ou moderada e pode surgir na adolescência ou em idade tardia, trazendo dificuldades para o paciente e para as pessoas de seu convívio", finaliza.
Fonte: Infomoney

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Falta de executivos faz profissionais de SP ganharem mais que os de Nova York.

Demanda por profissionais técnicos é muito urgente, mas aumentar a quantidade de formados nestas áreas não será por si só suficiente.

A falta de executivos especializados está fazendo o salário desses profissionais em São Paulo, ultrapassando, inclusive, os rendimentos de seus colegas dos Estados Unidos, Inglaterra, Cingapura e Hong Kong. É o que diz uma reportagem publicada pelo site da revista britânica The Economist, na quinta-feira (27), com base em um estudo da AESC (Associação de Recrutadores de Executivos, na sigla em inglês).

O levantamento foi elaborado para confirmar os dados de outra pesquisa – esta da consultoria brasileira Dasein Executive Search, que afirma que executivos e diretores têm maiores salários em São Paulo do que em outros países pesquisados. Para o gerente de Negócios da Dasein, David Braga, o resultado do estudo retrata um momento bem recente na economia. "Em 2008 fizemos uma pesquisa e mais de 80% dos executivos avaliavam que os salários brasileiros eram os piores", lembra.

Para o diretor da divisão executive search da empresa Michael Page, responsável pelo recrutamento de altos executivos, Fernando Andraus, o fenômeno já vinha sendo percebido pelas empresas, principalmente as multinacionais. "Já se tornou uma barreira para clientes de muitos países. A questão cambial contribui muito para esse processo", analisa, lembrando da valorização do real frente ao dólar nos últimos meses.

Bons salários

Segundo os dados, o diretor de uma empresa em São Paulo teve, em 2010, remuneração média de US$ 243 mil. Um profissional com o mesmo cargo em Nova York recebeu salário anual de US$ 213 mil e em Londres US$ 179 mil. Em Hong Kong, a média de remuneração ficou em 97 mil dólares. Já entre os presidentes e CEOs, os que atuam na capital paulista recebem em média US$ 620 mil anuais, enquanto aqueles que trabalham em Nova York ganham US$ 574 mil. Em Hong Kong, são US$ 242 mil.

Fatores

O aquecimento econômico dos últimos anos, que se reflete com intensidade em áreas como infraestrutura e combustível, e a ausência de profissionais capacitados e especializados na quantidade demandada são os principais motivos para o fenômeno dos supersalários. Sem opções, as companhias se veem obrigadas a oferecer o maior número de benefícios para atrair os mais qualificados.

Fernando Andraus, da Michael Page, analisa o cenário. "Em muitos mercados, como os setores sucroalcoleiro, agronegócio e educação e saúde a profissionalização é muito recente, e há grupos familiares. Então, como há poucos executivos especializados, as grandes companhias vão em outras áreas buscar seus profissionais", explica.

David Braga acrescenta que a demanda por profissionais técnicos, sobretudo ligados à engenharia é muito urgente, mas lembra que só aumentar a quantidade de formados nestas áreas não será suficiente. "É necessário formar gestores, que compreendam o cenário da globalização e a cultura das empresas para atender a enorme demanda", aponta.

Fenômeno

Para Braga, entre os maiores beneficiados da busca desenfreada por talentos estão os gerentes brasileiros que trabalham no exterior. "Eles têm o conhecimento da cultura local e o interesse na carreira", pontua. Mas há espaço para o desenvolvimento de novos executivos no País, aponta Andraus. "Só que para esse profissional é básico conhecer a dinâmica do mercado financeiro, ter a cultura de governança corporativa e conhecer gestão", aconselha.
Fonte: Infomoney

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Dano moral: 'Vi gente chorar ao receber troféu lanterna', diz ex-funcionário de fábrica.

Ao menos 13 processos foram abertos na Justiça do Trabalho de Mato Grosso por conta da distribuição de troféus 'lanterna’ e ‘tartaruga’ à equipe de vendedores com pior desempenho em uma fábrica de bebidas de Mato Grosso.

Um deles foi o de Jorge da Silva Tavares, ex-vendedor, que trabalhou por cerca de cinco anos no local e diz ter recebido um dos troféus duas ou três vezes. "Cheguei a ver gente chorando ao receber", diz o acreano que se fixou em Cuiabá e trabalhava na Renosa S/A como vendedor.

Segundo Tavares, os troféus eram distribuídos em reuniões semanais de avaliação, na frente das equipes de vendas, de gerentes e de alguns diretores. Geralmente o coordenador da equipe que menos vendeu recebia uma lanterna verde. O vendedor com pior desempenho naquele time, que tinha cerca de 50 pessoas, levava o troféu 'tartaruga’.

Tudo começou na base da brincadeira, era como se fosse uma descontração", explica Tavares. "O problema foi quando as brincadeiras passaram para o lado de dizer que tinha sido incompetente, que não tinha me esforçado."

O advogado Filipe Gimenes de Freitas, que representa 12 trabalhadores que entraram com ação por danos morais, entre eles Tavares, diz ainda que os troféus eram personalizados. "Na tartaruga, por exemplo, se o pior vendedor da semana tivesse uma pinta, eles desenhavam uma pinta na tartaruga. Se ele usasse óculos, desenhavam um óculos. Se tivesse barba, desenhavam uma barba."

Também na tartaruga era colocado um papel dobrado, simulando um par de asas. "Era uma referência para o vendedor tartaruga ser mais rápido e figuradamente ‘voar’ em sua motocicleta, para conseguir mais vendas para a empresa", relata o advogado.

Indenização de R$ 25 mil

Às vezes, conta o ex-funcionário, a lanterna ficava com o vendedor. "Começou a ser exigido que o vendedor carregasse a lanterna durante a semana. Eu tinha que ficar com a lanterna", lembra. Ou então o ganhador deveria manter o troféu na mesa onde fazia reuniões com a equipe.

Tavares conta que funcionários de outros setores tinham acesso à sala e viam o troféu. "Chegou um momento em que a gozação ficou muito forte, muito pesada. Toda a empresa questionava a gente", afirma. Sentindo-se constrangido, ele diz que chegou a questionar o método com a gerência e depois consultou um advogado para saber se tinha direito a alguma indenização.

Entrou com ação por danos morais e também requerendo o pagamento de horas extras, após ter sido dispensado pela empresa em ocasião que ele acredita não ter qualquer ligação com a questão dos troféus. Em primeira instância, em 2009, foi determinada indenização de R$ 10 mil por danos morais. A empresa recorreu e, em segunda instância, em 2010, o valor acabou aumentado para R$ 25 mil no TRT da 23ª Região, em vista de outros dois processos previamente julgados.

A indenização foi dividida em parcelas e já foi paga, afima Tavares. Questionado se achou justo o valor, o ex-funcionário diz que se tivesse recebido 1 real ou 1 milhão de reais teria sido suficiente.

"Quis mostrar que, por mais que um funcionário não esteja tendo um bom desempenho, por mais que seja subalterno, você não pode humilhar ninguém. Não entrei com ação por valores, e sim, para mostrar isso." Com o dinheiro, Tavares, que tem 34 anos, abriu uma oficina para motos. "Aqui, por exemplo, um dos meus funcionários não entende nada de mecânica. Eu não vou puni-lo por isso, vou ensiná-lo", afirma.

De 12 ações impetradas pelo advogado Gimenes, sete já foram julgadas até segunda instância, com ganho de causa para os trabalhadores, segundo ele. O 13º processo é de outro ex-funcionário, que teria recebido cinco vezes o troféu 'lanterna’ e não quer ser entrevistado. Ele conseguiu R$ 80 mil, em primeira instância. A empresa diz que vai recorrer da decisão.

Outro lado - Procurada pelo G1, a Renosa divulgou nota afirmando que "a premiação denominada 'Troféu Lanterna e Tartaruga' existiu, mas teve breve duração". Segundo o texto, "seu objetivo era motivacional, visando de maneira descontraída e lúdica estimular algumas das equipes de vendas".

A empresa afirma que o concurso foi descontinuado imediatamente "após verificarmos indícios de uso distorcido do mesmo". A nota diz que esse uso distorcido teria sido uma iniciativa isolada de um ex-gerente que "por outras razões" não trabalha mais na empresa.
Fonte: Globo Noticias

Faltam engenheiros: como será o futuro do País?

Eventos como a Copa do Mundo e as Olimpíadas estão colocando o País em foco.

O ano de 2011 mal começou e a demanda por profissionais capacitados já tira o sono dos gestores que precisam dar início aos novos projetos corporativos.

Eventos como a Copa do Mundo e as Olimpíadas estão colocando o País em foco, e é necessário correr atrás do tempo perdido para que até os eventos o Brasil conte com infraesturuta e profissionais de qualidade.

Áreas mais promissoras no País, petróleo e gás e indústria automobilística, sofrem com a escassez de talentos. Somente esse bloco necessita de cerca de 34 mil engenheiros.

Na avaliação do diretor de operações da Sampling Planejamento, Fernando Quintella, houve estagnação nos investimentos em alguns negócios, com exceção do setor de petróleo e gás, porém a formação de mão de obra não acompanha esse ritmo.

"Como ninguém vai esperar que os brasileiros se formem, o número de estrangeiros vai continuar crescendo", diz.

Poços sem talentos

Áreas como Geologia, Meio Ambiente e Segurança do Trabalho também vivem momentos complicados. Segundo Quintella, o problema aí é bem mais profundo, já que existe carência na formação desses profissionais.

"Isso torna as profissões de soldadores, mecânicos, eletricistas, técnicos de segurança, técnicos de instrumentação, geólogos e biólogos visadas e concorridas", analisa.

Ainda de acordo com o executivo, a questão da falta de mão de obra qualificada prejudica o desenvolvimento da indústria petrolífera nacional porque obriga que contratemos profissionais de fora do Brasil, a custos muito superiores, além de retardar o desenvolvimento profissional e social de nosso povo.

"Grandes empresas como a Petrobras e suas empreiteiras, além de outras empresas multinacionais operadoras desse segmento estão em busca de profissionais capacitados e qualificados", explica.

"Além dos salários em crescimento gradativo, as principais vantagens para um trabalhador ingressar na área de Petróleo e Gás estão em ter a segurança de que haverá demanda por um longo período e a probabilidade de desenvolvimento na sua carreira e de galgar novas profissões, devido aos avanços tecnológicos que são exigidos e praticados", completa.
Fonte: Administradores

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Anvisa propõe novas exigências para registro de agrotóxicos.

Apresentação de estudos sobre avaliação de riscos nos trabalhadores rurais será requisito obrigatório para registro de agrotóxicos no Brasil. É o que prevê a consulta pública aberta pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), em 28 de janeiro.

A avaliação do risco é um procedimento mais sensível e acurado que permite analisar possíveis efeitos dos agrotóxicos na saúde. "Apesar de já analisarmos a toxicidade das substâncias presentes nos agrotóxicos, a avaliação do risco possibilitará reduzir ainda mais os agravos indesejados associados à exposição da população a esses produtos", explica o diretor da Anvisa, Agenor Álvares. Os agrotóxicos que causam mutações genéticas, câncer, alterações fetais, e danos reprodutivos continuarão impedidos de registro, conforme determinado pela Lei.

Outra novidade proposta é que os estudos, apresentados pelas empresas para que a Agência realize análise toxicológica dos agrotóxicos, sejam conduzidos em laboratórios com certificação de Boas Práticas Laboratoriais (BPL). "Essa ação permitirá maior segurança quanto à credibilidade dos estudos apresentados e maior rastreabilidade dos resultados, além de uniformizar nosso trabalho com o do Ibama, que já efetua essa exigência", afirma Álvares. Além disso, harmoniza a documentação de avaliações toxicológicas com o que já era solicitado para os estudos de resíduos de agrotóxicos em alimentos, de acordo com a resolução da Anvisa de 2006.

A consulta pública atualiza, ainda, os estudos que devem ser apresentados pelas empresas para obtenção de avaliação toxicológica de agrotóxicos e produtos técnicos. Os critérios de classificação toxicológica dos produtos também foram revisados. Para Álvares, a nova proposta permite ao Brasil estar alinhado às normas internacionais mais atualizadas para avaliação de agrotóxicos e produtos técnicos.

A Consulta Pública 02/2011 propõe uma atualização da Portaria 03/1992 do Ministério da Saúde. A proposta é resultado de dois anos de trabalho da Agência e foi aprovada na Agenda Regulatória de 2009, instrumento que expõe os temas considerados pela Anvisa como prioritários para regulação. Sugestões para Consulta Pública 02/2011 deverão ser encaminhadas por escrito, no prazo de 60 dias, para o endereço: Agência Nacional de Vigilância Sanitária, SIA, Trecho 5, Área Especial 57, Bloco D - sub-solo, Brasília/DF, CEP 71.205-050; por Fax 61-3462-5726; ou para o email: toxicologia@anvisa.gov.br

Confira aqui a íntegra da consulta pública.
Fonte: Agência Brasil

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Sem condições para higiene na lavoura de cana, trabalhador será indenizado.

A falta de locais adequados para alimentação e higiene numa lavoura de cana acarretou à Cooperativa Agroindustrial (Cofercatu) o pagamento de uma indenização de R$ 5 mil a um trabalhador rural. A cooperativa recorreu ao Tribunal Superior do Trabalho contestando a condenação que lhe foi imposta, mas a Oitava Turma rejeitou o apelo, mantendo, inclusive, o valor a ser pago pelos danos morais causados ao empregado.

Segundo relatos de trabalhadores que atuaram em lavouras da Cofercatu em diversos municípios paranaenses, entre eles Centenário do Sul, Florestópolis e Iepê, havia apenas um sanitário para ser usado indistintamente por homens e mulheres, por cerca de 60 pessoas. Era, de acordo com a descrição, uma lona montada em uma estrutura de metal, com um buraco no chão, sem bacia e vaso sanitário. Contam, ainda, que a Cooperativa nunca forneceu marmita e garrafão térmicos, e que os próprios trabalhadores tiveram que adquiri-los. O que eles recebiam da cooperativa era soro hidratante, pão e leite.

Normas

Foi o Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região (PR) que condenou a Cofercatu ao pagamento da indenização, atento às determinações referentes ao trabalho rural, contidas na Norma Regulamentar 31, do Ministério do Trabalho e Emprego. Essa norma estabelece que o empregador rural deve disponibilizar aos trabalhadores, entre outros itens, áreas de vivência compostas de instalações sanitárias e locais para refeição. Para isso, determina que as áreas de vivência devem ter condições adequadas de conservação, asseio e higiene; paredes de alvenaria, madeira ou material equivalente; piso cimentado, de madeira ou de material equivalente; cobertura que proteja contra as intempéries; e iluminação e ventilação adequadas.

Em relação às instalações sanitárias, fixa a norma que devem ser constituídas de um lavatório e um vaso sanitário para cada grupo de vinte trabalhadores ou fração, e um mictório e um chuveiro para cada dez trabalhadores ou fração. Nas frentes de trabalho, a proporção de instalações sanitárias fixas ou móveis, compostas de vasos sanitários e lavatórios, deve ser de um conjunto para cada grupo de quarenta trabalhadores ou fração, sendo permitida a utilização de fossa seca. As instalações devem sempre ter portas de acesso que impeçam o devassamento; ser separadas por sexo; estar situadas em locais de fácil e seguro acesso; dispor de água limpa e papel higiênico; estar ligadas a sistema de esgoto, fossa séptica ou sistema equivalente; e possuir recipiente para coleta de lixo.

Os locais para refeição devem oferecer boas condições de higiene e conforto; capacidade para atender a todos os trabalhadores; água limpa para higienização; mesas com tampos lisos e laváveis; assentos em número suficiente; água potável, em condições higiênicas; e depósitos de lixo, com tampas. Além disso, em todo estabelecimento rural deve haver local ou recipiente para a guarda e conservação de refeições, em condições higiênicas, independentemente do número de trabalhadores. Já nas frentes de trabalho devem ser disponibilizados abrigos, fixos ou móveis, que protejam os trabalhadores contra as intempéries, durante as refeições.

Diante das condições descritas pelos trabalhadores e das determinações da NR 31, o Tribunal do Paraná acabou por reconhecer que a Cofercatu provocou dano moral ao empregado, ao deixar de lhe proporcionar os meios adequados à higiene, saúde e descanso, justificando, assim, o direito do autor em obter reparação, conforme os artigos 5º, incisos V e X, da Constituição Federal, 186 e 927 do Código Civil Brasileiro. Para estabelecer o valor da indenização, o TRT frisou que considerou que "o dano moral deve ser avaliado com relação à pessoa que causou o dano, ou seja, não se trata de compensação financeira por absoluta impossibilidade de mensurar o dano moral, e sim pena ao agente causador".

TST

Em seu recurso de revista, a Cofercatu alegou que o descumprimento de norma relativa às instalações sanitárias não autoriza por si só a indenização por danos morais, sustentando que estão ausentes os elementos caracterizadores da responsabilidade civil. Argumentou, ainda, haver dificuldade em disponibilizar locais exclusivos para alimentação e higiene nas lavouras de cana de açúcar. Além disso, contestou o valor da indenização, considerado por ela "excessivo", por equivaler a 12 salários do autor, o que feriria a proporcionalidade.

Para a ministra Maria Cristina Irigoyen Peduzzi, relatora do recurso de revista, a cooperativa "submeteu o trabalhador a situação degradante, não disponibilizando local para a satisfação das necessidades fisiológicas durante a jornada de trabalho". Em relação aos elementos caracterizadores do dano que levaram à indenização, a ministra entendeu que a constatação foi feita "com base no conjunto fático-probatório dos autos, de maneira que a modificação do julgado no ponto esbarra no óbice da Súmula 126".

Quanto ao valor fixado para indenização, a relatora destacou que o Regional se pautou "pelo princípio da razoabilidade, obedecendo aos critérios de justiça e equidade, não se justificando a excepcional intervenção desta Corte Superior". A Oitava Turma, seguindo o voto da ministra Cristina Peduzzi, não conheceu do recurso de revista da Cofercatu.
Fonte: Tribunal Superior do Trabalho

São Paulo - Homem morre eletrocutado em obra do Metrô

Um homem morreu eletrocutado na madrugada desta terça-feira nas obras da linha 4 Amarela do Metrô. Ricardo Gomes Martins era funcionário de uma empreiteira que presta serviço para a Alstom, empresa que faz parte do consórcio Via Amarela, responsável pela obra. Segundo testemunhas, o funcionário escorregou, caiu sobre uma linha de transmissão e levou uma descarga de 4 mil volts, morrendo no local, informou a rádio CBN.


O acidente ocorreu no canteiro de obras da futura estação Fradique Coutinho, na região de Pinheiros, zona oeste de São Paulo. O Corpo de Bombeiros foi acionado até o local, mas o funcionário já estava morto.
Fonte: Portal Terra