segunda-feira, 30 de junho de 2008

Dicas de Prevenção de Incêndio

• Não permita o acúmulo de lixo em locais que não sejam apropriados ou recipientes impróprios;

• Não guarde estopas, panos, algodão, papel impregnados de óleo, ceras, álcool ou gasolina, no mesmo recipiente, porque os mesmos podem provocar uma combustão espontaneamente;

• Não fume em locais proibido ou impróprio;

• Não jogue pontas de cigarros e palitos de fósforos acesos em cestos de lixos, beira de estradas ou rodovias;

• Mantenha em estoque a quantidade mínima de produtos inflamáveis;

• Armazene os produtos inflamáveis em recipiente próprios, fechados, em ordem, devidamente rotulados e longe do alcance de curiosos;

• Mantenha os produtos de limpeza e medicamentos em recipientes fechados e longe do alcance de crianças;

• A fumaça gerada nos incêndios é asfixiante e tóxica, portanto evite respirá-la. Se tiver que passar por um local inundado de fumaça, proteja o nariz com um pano úmido ou rasteje, o ar próximo ao solo é mais puro, e o ar quente com os gases tóxicos tende a subir;

• Não sobrecarregue as instalações elétricas, com equipamentos para os quais as mesmas não foram dimensionadas e evite o uso do benjamim;

• Para a sua segurança, substitua os disjuntores defeituosos;

• Mantenha as instalações elétricas, em boas condições de uso, sinalizadas e protegidas;

• Não obstrua as rotas de fuga, saídas de emergência, equipamentos de detecção e alarme de combate a incêndio;

• Ao abrir um ambiente fechado e sentir odor de gás, não entre, não ligue e nem desligue, nenhum equipamento elétrico. Desligue o disjuntor, instalado fora do ambiente e chame socorro especializado;

ATENÇÃO! Toda e qualquer ação em ambiente gaseificado, poderá provocar acidentes.

• Instale o seu botijão de GLP (Gás Liquefeito de Petróleo) em local arejado (aberto), longe de ralos e qualquer fonte de ignição;

• Jamais deixe a mangueira do gás, passando por trás do forno do fogão;

• Quando não estiver fazendo uso do fogão, mantenha a válvula (registro) do botijão de gás fechada (esta atitude anula o risco de uma criança, provocar vazamento ao abrir o botão do bico de gás), ou possíveis rompimentos da mangueira;

• Ao usar o fogão, tenha em mãos o fósforo aceso, principalmente quando for utilizar o forno, e apenas feche a tampa quando se certificar que a chama esteja acesa;

• Quando estiver cozinhando, deixe os cabos das panelas voltados para o centro do fogão. Isso evita que por descuido, você esbarre no cabo da panela e derrame o conteúdo quente sobre você ou que crianças puxem o cabo da panela;

• Troque a mangueira e o registro do gás, sempre que vencer o prazo de validade (5 anos);

• Sempre que substituir o botijão, faça o teste com espuma de sabão, para verificar se existe vazamento de gás. Caso afirmativo, troque a borracha de vedação da rosca do botijão, se persistir o vazamento, contate a sua revendedora;

• Ao usar banheira aquecida a gás, deixe sempre o local ventilado;

• Ao acender velas, deixe-as em locais seguros: longe de cortinas ou próximo de qualquer material combustível;

• As escadas, devem ter corrimões e piso antiderrapantes ou material semelhante nas extremidades dos degraus;

"Não esqueça que ao realizar uma boa prevenção, evitará que muitos acidentes e imprevistos aconteçam!"

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Programa da Renault ajuda o motorista a proteger o meio ambiente e a economizar combustível

Dentro do seu compromisso de contribuir continuamente para a preservação do meio ambiente, seja por meio do desenvolvimento de modelos ambientalmente corretos ou através de ações/tecnologias em suas fábricas, o Grupo Renault apresenta o “Renault Eco-Driving”, um conjunto de atitudes básicas e simples, que auxiliam na redução dos níveis de emissões de poluentes e podem facilmente ser incorporadas na rotina diária dos motoristas.

Dirigir de forma mais ecológica é possível. Este é o conceito básico que norteou os técnicos da Renault no desenvolvimento do “Renault Eco-Driving”. “Trata-se de um conjunto de pequenas e simples ações que podem nos auxiliar a reduzir as emissões de poluentes e contribuir para a economia de combustível em nossos automóveis”, diz o piloto de testes da equipe Renault F1 Team, Lucas Di Grassi.

“A primeira dica do ‘Renault Eco-Driving’ está relacionada às trocas de marchas. As reduções de marchas devem ser feitas quando a rotação do motor atingir a casa dos 1.000 rpm. Já as mudanças de marchas ascendentes devem ser realizadas, nos veículos de passeio, quando se ultrapassa os 2.400 rpm. O ideal é que o motorista esteja com a quarta ou quinta marcha engatadas quando o veículo atingir a velocidade de 50 km/h”, ensina o piloto.

Outra recomendação do “Renault Eco-Driving” é a de manter a velocidade constante a partir dos 40 km/h, com isso o motorista contribuirá com a preservação do meio ambiente além de obter uma redução no consumo de combustível. “Se for frear, melhor usar o freio-motor – claro, desde que seja apenas uma redução de velocidade e não haja riscos. O freio de pedal deve ser acionado o menos possível. Permitir que o veículo reduza a velocidade naturalmente ajuda a cortar o fluxo de combustível, ou seja, contribui para diminuir o consumo. A 50 km/h em quinta marcha, uma dica é tirar o pé do acelerador a uns 100 metros antes do semáforo. Ou seja, a meta é dirigir sempre de maneira suave, evitando solavancos tanto para acelerar quanto para reduzir a velocidade”, explica Di Grassi.

Mas há uma exceção na dica acima: “Até chegar aos 50 km/h, é preferível que o motorista acelere rapidamente até engatar a quinta marcha – claro, rapidamente não quer dizer abruptamente. É rápido, mas com calma. Depois dessa velocidade, o ideal é conter a aceleração. E as mudanças de marcha devem ser precisas, sem hesitação”.

Planejar a viagem de forma antecipada, levando-se em consideração a topografia, especialmente nas estradas, pode ser uma aliada na economia de combustível segundo o “Renault Eco-Driving”. Di Grassi explica que “se o motorista estiver guiando em uma descida, ele não deve acelerar para ganhar mais velocidade. É preferível que ele deixe a gravidade atuar, porém, por segurança, ele deve manter a velocidade constante. Já em subidas, a recomendação é que o condutor deixe o veículo perder gradualmente velocidade, mas sem obstruir outros motoristas. Se possível, ele deve manter uma velocidade constante acima dos 40 km/h”.

Atualmente, nos grandes centros urbanos, os congestionamentos se tornaram uma rotina. A dica do “Renault Eco-Driving” nesse caso é desligar o motor caso o motorista perceba que vai ficar parado por mais de um minuto. Assim, reduz-se a emissão de poluentes e contribui para a economia de combustível.

Uma recomendação fundamental segundo o “Renault Eco-Driving” é checar a pressão dos pneus mensalmente: “Pouca gente faz isso”, diz Lucas. “E pneus com pressão incorreta podem até se tornar os maiores consumidores de combustível no dia-a-dia do motorista comum. Quando eles estão abaixo da pressão, que é o mais comum, oferecem maior resistência ao movimento das rodas. Considere essa resistência uma força atuando continuamente contra o movimento do automóvel, e você entenderá por que é importante calibrar os pneus. Sem contar que, bem calibrados, o consumo de borracha é menor, aumentando a durabilidade dos pneus”.

O ar-condicionado também deve ser reavaliado por quem pretende consumir menos. “De acordo com os técnicos que elaboraram o “Renault Eco-Driving”, uma medida simples é não sair ligando o ar-condicionado imediatamente ao partir com o veículo”, diz Di Grassi. “Primeiro, deve-se checar se a temperatura externa é agradável. Se for, basta deixar o ar exterior entrar no carro”.

Ainda no momento da partida do veículo, principalmente nos dias mais frios, o motorista não precisa “aquecer” o carro antes de sair. Os veículos produzidos atualmente não precisam mais desse tipo de medida. Basta apenas o motorista dar a partida e sair dirigindo o automóvel de forma gradual, até que o motor alcance a temperatura ideal de funcionamento.

O piloto de testes da equipe Renault F1 Team lembra ainda de outras dicas do “Renault Eco-Driving”:
- “Não carregue peso desnecessário – muita gente vai usando o porta-malas como uma espécie de depósito e esquece de retirar os objetos. No fim, tudo o que o carro carrega exige um dispêndio de energia para movimentá-lo. E assim o combustível acaba mais rápido”.
- “Realize as manutenções e revisões descritas e recomendadas no Manual do Proprietário. Um carro com a manutenção em dia contribui bastante para poluir menos e reduzir os níveis de consumo de combustível. Além disso, por exemplo, evita que uma falha mecânica, que poderia ser diagnosticada previamente em uma revisão, deixe o motorista e os seus passageiros na mão”.
Fonte: paranashop.com.br

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Sujeiras em teclados podem gerar riscos no trabalho

Na era tecnológica, uma estatística preocupa. De acordo com pesquisa realizada pela revista londrina Which? Computing, teclados de computador podem ser até cinco vezes mais sujos do que assentos sanitários, o que coloca seus usuários em risco potencial de adoecerem. Os pesquisadores analisaram 30 teclados dos escritórios da própria revista e detectaram a presença de bactérias capazes de causar de diarréia a intoxicações alimentares.
Foram encontrados, inclusive, a Escherichia coli, que pode causar gastroenterite e infecções das vias urinárias, o Staphylococcus aureus, ligado a diferentes tipos de infecção, e enterobactérias, que podem causar envenenamento. No caso extremo do teclado que estava cinco vezes mais sujo do que um assento sanitário, ou seja, com o número de bactérias 150 vezes superior ao limite aceitável, um microbiologista recomendou a remoção do equipamento.
Entre as possíveis causas desse alto índice de contaminação, está a falta de higiene pessoal. A pesquisa aponta que a freqüência de limpeza dos teclados varia amplamente. Cerca de 10% dos usuários afirmaram que nunca limparam o equipamento e quase 50% disse realizar o procedimento menos de uma vez por mês. Outros 20% admitiram nunca terem limpado também o mouse.
Para ajudar na prevenção desse quadro, a revista divulgou dicas para a limpeza do teclado.
- Desligue o computador e desconecte-o da tomada;
- Esfregue com um pano macio, livre de poeiras, as superfícies;
- Retire qualquer sujeira/poeira ou restos de comida e desinfete com álcool.
Estimulada com o resultado da pesquisa, a Folha Online fez uma enquete com seus leitores e dos quase 20 mil internautas que responderam ao questionário sobre limpeza do teclado, a maioria disse não limpar seu periférico.
Fonte: ANAMT

terça-feira, 24 de junho de 2008

O Combate Eficiente

Toda e qualquer pessoa que tenha sido treinada, pode evitar que prejuízos materiais e até mesmo vidas se percam em consequência de um incêndio.De nada adianta ter-se disponíveis agentes extintores, se as pessoas que trabalham naquele ambiente não são orientadas em como agir em uma situação de emergência. Da mesma forma ocorre, quando temos pessoas treinadas e as mesmas não possuem recursos para pôr em prática tudo aquilo que aprenderam.
O COMBATE EFICIENTE:
Para extinguir-se um princípio de incêndio, comentarei aqui os 3 (três) tipos de extintores mais conhecidos no mercado: Água, Gás Carbônico (CO2) e Pó Químico.
A) Água - Usado em princípios de incêndio, cujos materiais deixam brasas. Ex.: madeira, papel, tecido etc.
B) Gás Carbônico (CO2) - Usado em princípos de incêndio que ocorram em equipamentos elétricos/eletrônicos. Ex.: computadores, aparelhos de ar-condicionado etc. A vantagem deste agente extintor, é que o mesmo não deixa resíduos, evitando assim que seja comprometida a integridade do equipamento.
C) Pó Químico - Uso indicado em princípios de incêndio em partes elétricas e também em líquidos inflamáveis. A desvantagem do uso deste agente na parte elétrica, é que o mesmo, pelo fato de deixar resíduos, pode vir a comprometer a integridade física de um equipamento sensível como TV ou computador.

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Pesquisa Datafolha revela que brasileiros querem proibição total do fumo em ambientes fechados

88% da população brasileira são contrários ao fumo em locais fechados.


O Instituto Datafolha acaba de fazer uma pesquisa nacional a pedido da Aliança de Controle do Tabagismo – ACT. Entre os dias 26 e 27 de março de 2008, foram entrevistadas 1.992 pessoas acima de 18 anos, sendo 77% não fumantes e 23% fumantes, em 120 municípios nas regiões sul, sudeste, norte, nordeste e centro-oeste do país. O objetivo foi conhecer a opinião da população brasileira a respeito da proibição do fumo em ambientes fechados. A margem de erro máxima para o total da amostra é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, considerando um nível de confiança de 95%.

A grande maioria da população brasileira, 88%, é contrária ao fumo em locais fechados, e 82% são totalmente contra. É interessante observar que 80% dos fumantes são contrários ao fumo em locais fechados, sendo que 69% são totalmente contra.

A rejeição ao fumo é mais forte em restaurantes (89%) e lanchonetes (86%). Casas noturnas e bares apresentam um pouco mais de tolerância que os dois primeiros (72% e 71%, respectivamente), mas mesmo assim o índice é alto.

A pesquisa mostra que a população brasileira tem conhecimento sobre os problemas que o fumo causa à saúde, tanto de fumantes quanto de não fumantes. Quase a totalidade dos entrevistados acredita que o fumo em locais fechados causa muitos prejuízos à saúde, mesmo em quem não é fumante (83%).

A pesquisa Datafolha também perguntou sobre a mudança da lei 9294/96, que propõe a proibição total do fumo em ambientes fechados: dois terços (68%) são favoráveis ao projeto de lei..

A indústria do tabaco tenta barrar modificações na lei e dissemina o mito segundo o qual a freqüência a estes locais vai cair e gerar perdas econômicas. Mas esta tese é derrubada pelos dados encontrados na pesquisa. Perguntados sobre a possibilidade de proibição do fumo nos quatro ambientes pesquisados (bares, restaurantes, lanchonetes e casas noturnas), 88,5% dos entrevistados disseram que sua freqüência a estes locais não mudará (63,5%) ou será maior (25%).

“A pesquisa reforça os resultados que já tínhamos encontrado em 2006 e 2007 em São Paulo, também através do Datafolha. Ela só confirma o que estamos vendo no dia a dia: a população brasileira quer ambientes fechados 100% livres de fumo há muito tempo. As autoridades responsáveis pelas políticas públicas devem estar atentas aos anseios da população. O projeto que modifica a lei 9292/96 já foi entregue pelo Ministério da Saúde e aguarda apenas a assinatura do presidente da República para virar lei, não entendemos como isso ainda não aconteceu”, diz Paula Johns, diretora-executiva da ACT, e acrescenta: “Proibir o fumo em ambientes fechados protege a saúde não só dos freqüentadores desses locais, mas especialmente dos que aí trabalham, já que passam mais de oito horas expostos à poluição tabagística ambiental”.

Perfil da população brasileira entrevistada

Segundo a pesquisa Datafolha, o perfil dos entrevistados é:

Distribuído homogeneamente por sexo: 49% são homens e 52% são mulheres.
A maioria:
- tem entre 26 e 40 anos (36%) ou 41 anos ou mais (42%), com média de idade igual a 40 anos;
- possui escolaridade fundamental (50%) ou média (38%);
- é casada (48%) e 36% são solteiros;
- tem filhos (70%), em média 3.

E os dados econômicos apontam que a maior parcela:
Tem renda familiar mensal de até 3 salários mínimos (66%);
Pertence à classe C (53%);
Faz parte da população economicamente ativa (70%), principalmente como assalariado (com registro - 21%, ou sem registro - 10%) e free-lance (16%).

A ACT já sabia do apoio da população paulistana. Em novembro de 2007, o Instituto Datafolha fez uma pesquisa em São Paulo que verificou que 88% dos paulistanos são contrários ao fumo em locais fechados. Entre os próprios fumantes, 85% apóiam ambientes fechados livres de fumo. No que se refere à alteração da lei 9294/96, proibindo totalmente o fumo em ambientes fechados, o apoio dos entrevistados também se mostrou elevado: 73% deles são favoráveis à eliminação dos fumódromos em locais fechados, o que corresponde a sete em cada dez paulistanos.

Estratégias da indústria do tabaco


As empresas de tabaco têm desenvolvido uma variedade de estratégias para impedir ou atrasar políticas de controle do tabagismo. Elas contestam provas científicas dos perigos do fumo, promovem a idéia que as políticas de controle teriam conseqüências econômicas negativas, promovem programas de “acomodação” entre fumantes e não fumantes, etc.
Aqui no Brasil, um dos exemplos dessas táticas é o programa Convivência em Harmonia – desenvolvido pela Souza Cruz, empresa líder no mercado brasileiro de cigarros –, que consiste em um trabalho de assessoria técnica para elaboração de projetos de separação de ambiente e ventilação , envolvimento e treinamento do pessoal dos estabelecimentos. O programa prega uma separação idealizada do local de acordo com a pressão: área para fumantes na zona de baixa pressão, área para não-fumantes na zona de alta pressão. Estabelecimentos de entretenimento, como bares e boates, porém, têm grande interação entre os clientes e a separação não é respeitada.

A ventilação não elimina os componentes tóxicos

Embora contribua para reduzir a toxicidade da fumaça, a ventilação não elimina os diversos componentes tóxicos da poluição tabagística ambiental (PTA). É bom ressaltar que a fumaça ambiental do tabaco possui 60 substâncias cancerígenas e seis substâncias capazes de provocar mutação genética, sendo por isso classificada como carcinógeno humano do grupo 1, não havendo, portanto níveis seguros de exposição.

As implicações da PTA para com a saúde costumam ser subestimadas e a ventilação é vendida como a solução para o problema.
Segundo a Sociedade Americana de Engenheiros de Aquecimento, Refrigeração e Condicionamento de Ar (ASHRAE), o órgão de referência dessa área da engenharia nos Estados Unidos, “nenhuma tecnologia de engenharia de ventilação atual demonstrou controlar os riscos impostos pela exposição à PTA, apenas reduzi-los e controlar questões de conforto relacionadas ao odor e à irritação sensorial”.

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Indenização é revertida para pagamento de cursos para funcionários

Em Governador Valadares, uma empresa investigada pelo MPT (Ministério Público do Trabalho) terá que pagar cursos de informática do Sest/Senat para 60 empregados. Serão 30 vagas em 2008 e outras 30 em 2009. A obrigação foi fixada como forma de reparar o dano moral causado pela empresa ao descumprir vários dispositivos da legislação trabalhista.
De acordo com o procurador que investigou o caso, Bruno Fonseca, a empresa Usival Siderúrgica Valadares mantinha empregados sem o devido registro, exigia jornada de trabalho além do limite legal, não dava intervalo mínimo de 11 horas entre uma jornada e outra, mantinha máquinas e equipamentos sem as proteções necessárias para evitar acidentes. Programas como Cipa, PCMSO, PPRA não estavam devidamente organizados e em funcionamento.
Após ser acionada judicialmente a empresa manifestou interesse em fazer acordo com o MPT. Segundo Bruno Fonseca, foram três meses de negociações até a efetivação do acordo, que reúne todas as obrigações de fazer e não fazer pedidas pelo MPT na ação. Os compromissos assumidos valem para todas as unidades da empresa que estejam em funcionamento em qualquer ponto do Brasil, ou que sejam abertas no futuro.
A título de dano moral coletivo a empresa vai arcar com as despesas de 60 vagas para o curso de informática básica a ser ministrado pelo SEST/SENAT, com duração de 120 horas. Bruno Fonseca explica que “a qualificação profissional dos 60 trabalhadores aumenta a potencialidade produtiva deles, abre outras possibilidades profissionais e por conseqüência poderá oferecer-lhes um padrão de vida com mais dignidade”.
A Usival terá que facilitar a realização do curso por seus empregados, não podendo descontar salário do período do curso e terá, também, que compatibilizar o horário de trabalho com sua realização. O acordo assinado perante o MPT terá que ser amplamente divulgado nos sindicatos profissional e patronal e em quadro de avisos na empresa.
Fonte: Ultima Instância

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Acidente deixa um trabalhador morto e outro ferido.

Segundo os Bombeiros, um homem morreu ao cair de uma altura de 20 metros. O trabalhador socorrido teve ferimentos leves.
Um acidente ocorrido em uma construção na Zona Sul de São Paulo no início da tarde desta quarta-feira (18) deixou um trabalhador morto e um ferido. O funcionário resgatado com vida teve ferimentos leves e foi levado para uma unidade de saúde, segundo informações do Corpo de Bombeiros.
O homem socorrido tem 30 anos e foi encaminhado para um hospital público na Zona Sul. No mesmo acidente, Um trabalhador morreu ao cair de uma altura de cerca de 20 metros. De acordo com as primeiras informações, eles desmontavam uma grua quando um cabo se soltou. Duas viaturas dos bombeiros foram encaminhadas ao local. O acidente aconteceu na região da Marginal Pinheiros, sentido Castello Branco, próximo à Ponte do Morumbi.
Fonte: G1

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Erro Humano

A segurança e a qualificação de pessoal são fatores constantes de qualquer filosofia empresarial que tenha como objetivo primordial a melhoria da qualidade e da produtividade. No entanto, estas condicionantes têm sido negligenciadas e tornam-se, em muitos casos, as principais responsáveis pelo fracasso nas tentativas de implementação de novas filosofias gerenciais e operacionais em empresas.

Resultados de investigações de grandes acidentes mostram que as falhas responsáveis pelos mesmos estão associadas a quatro fatores principais, a saber: tecnologia, sistemas de gerenciamento, fatores humanos e agentes externos. Deste modo, muitas organizações têm se preocupado com a confiabilidade de seus equipamentos e investido em melhores tecnologias. Porém, uma análise mais detalhada acerca das causas que precedem estas situações mostra que o erro humano e a falta de sistemas de gerenciamento de riscos adequados são os contribuintes mais significativos para a concretização dos acidentes.

Portanto, o desconhecimento dos riscos associados ao uso de novas tecnologias e a velocidade com que determinadas ações devem ser tomadas frente a problemas operacionais conduzem ao aumento da probabilidade de falha humana, podendo comprometer o bom andamento operacional e resultar em acidentes catastróficos, com elevadas perdas tanto materiais quanto humanas.

A qualificação de pessoal e estabelecimento de condições mais seguras e confiáveis de operabilidade, reduzindo riscos e, consequentemente, perdas de material humano e de capital, e auxiliando no desenvolvimento tecnológico e social das empresas nacionais.

Com base nestas premissas, incluindo nestes o fator humano, de sorte a auxiliar empresas na melhoria de seus aspectos operacionais e na redução de perdas decorrentes de incidentes ou acidentes que prejudiquem as metas estabelecidas pela organização. Com este propósito, procurou-se a integração das características prevencionistas apresentadas pela Gerência de Riscos, em especial através da utilização de uma técnica de Análise de Riscos, com o treinamento individualizado de funcionários.

As consideráveis vantagens materiais e sociais obtidas pelo homem através do uso das tecnologias sempre foram acompanhadas pelo surgimento de riscos, sendo que os acidentes resultantes da concretização destes riscos, de maneira cada vez mais alarmante, ameaçam a qualidade de vida e, não raramente, a própria vida dos seres humanos.

Nesta tentativa de produzir melhores condições de vida o homem faz uso de ferramentas, máquinas e veículos que causam acidentes fatais, cria novos materiais, produtos e alimentos altamente prejudiciais, transforma substâncias naturais em concentrados radioativos, pondo em risco o meio ambiente e todo o ecossistema e, consequentemente, a sua existência. E, paradoxalmente, todo este processo considerado "evolutivo" é comandado pelo instinto de "sobrevivência" da espécie.

Deste modo, o risco sempre esteve e sempre estará presente em toda e qualquer atividade humana e, ao logo de sua evolução, o homem continuará a ser agredido pelas suas próprias descobertas. Assim, a solução mais sensata parece ser a admissão, por parte da sociedade, da relação intrínseca existente entre a sua existência e a sua autodestruição, aprendendo a identificar, controlar e conviver com os riscos inevitáveis.

Não existe uma definição universalmente reconhecida para a palavra risco. Assim, os significados associados à esta palavra diferem, tanto semântica quanto sintaxicamente, em função de suas origens.

Portanto, a palavra risco pode significar desde um resultado inesperado de uma ação ou decisão, seja este positivo ou negativo, até, sob um ponto de vista mais científico, um resultado não desejado e a probabilidade de ocorrência do mesmo. No entanto, abordaremos o risco como a incerteza de ocorrência de um evento indesejado dentro de um sistema organizacional. Neste sentido, diversas são as definições encontradas que buscam um significado mais completo para a palavra risco.

De um ponto de vista objetivo, o risco representa a probabilidade de ocorrência de um evento indesejável e pode ser facilmente quantificado atravéas de medidas estatísticas. Sob uma visão subjetiva, o risco está relacionado à possibilidade de ocorrência de um evento não desejado e depende de uma avaliação individual sobre a situação, sendo, portanto pouco quantificável.
O erro humano não era considerado, até pouco tempo atrás, como um fator de risco significativo dentro de um sistema industrial, e, portanto não era tratado com a devida importância com relação aos aspectos de segurança.
Qual a probabilidade de falha nesta situação? As confiabilidades do alarme e da válvula são normalmente conhecidas e desta forma pode-se prever as suas probabilidades de falha. No entanto, uma peça fundamental deste sistema está sendo ignorada: a confiabilidade do operador, ou seja, a possibilidade de erro humano. Será que o operador realmente irá fechar a válvula no espaço de tempo disponível?
O comportamento humano nem sempre é constante e racional, e, portanto não segue padrões rígidos pré-estabelecidos.
No entanto, a caracterização do erro humano não é simples e direta, mas depende de uma definição clara do comportamento ou do resultado esperado. Uma definição mínima de erro humano comporta a idéia de um desvio anormal com relação a uma norma ou padrão estabelecido.

A inclusão deste fator psicológico na confiabilidade do sistema é, portanto, decorrente dos riscos apresentados pelo processo, da urgência na tomada de decisões e da ambiguidade dos objetivos que o operador supostamente persegue. Desta forma, os processos de percepção e aceitação do risco e de tomada de decisão, os quais nem sempre dependem do comportamento visível do operador, mas, principalmente, de suas características cognitivas, caracterizam-se como os principais catalisadores do erro humano.

Certas falhas do sistema não são significativas, sendo usualmente aceitas como acontecimentos normais do processo e que podem ser corrigidas sem maiores danos. Além do mais, muitas vezes o próprio processo tende a compensar o desvio em busca da estabilidade. No entanto, algumas falhas podem conduzir a resultados indesejáveis, às vezes catastróficos, que prejudicam ou impedem o funcionamento do sistema.

A falha de um sistema comumente é precedida por um conjunto de condições (riscos) que anunciam a sua predisposição à desordem. Estas situações, ao serem analisadas, demonstram que, em sua maioria, originaram-se da inobservância dos aspectos que antecipavam a falha do sistema.

A percepção, pelo elemento humano, dos indicadores que precedem a falha do sistema, bem como o processo decisório que deve ser desencadeado a partir desta observação, dependem tanto do seu conhecimento sobre o sistema como das características cognitivas do indivíduo.
Desta forma, o processo de percepção do risco pelo homem nem sempre é objetivo, ou quem sabe racional, mas fortemente influenciado por fatores diversos que variam de indivíduo para indivíduo, em função de sua estrutura mental e do seu background, adquirido principalmente pela sua experiência dentro do sistema.

Assim, nota-se que é de suma importância o conhecimento profundo sobre os riscos presentes dentro de um sistema organizacional, para que seja possível, por parte do indivíduo, a identificação e a correção dos desvios do sistema antes que ocorra a sua falha, reduzindo-se, desta forma, a probabilidade de erro humano. No entanto, mesmo que todos os riscos sejam conhecidos, ainda persistirá a possibilidade de falha humana, pois cada indivíduo organiza e interpreta as situações de maneira diferente.

Dado o exposto até o momento, pode-se observar a importância do elemento humano como um fator de risco dentro de um sistema. No entanto, não são raras as empresas que ainda desconsideram este aspecto e, o que é mais alarmante, diversas são as que desconhecem e não analisam os riscos de seus processos operacionais.

Além do mais, estudos demonstram que a ocorrência de erro humano é agravada principalmente em organizações em que:
Não há reconhecimento da importância do fator humano para a prevenção de perdas e danos à propriedade.
Não existem regras a serem seguidas e as responsabilidades de cada indivíduo não são claramente definidas.
O indivíduo desconhece os riscos e as ações corretas a serem tomadas frente às variações do sistema.
A norma requer que as empresas preparem programas que incluam a participação ativa dos trabalhadores em termos de identificação e conhecimento sobre os riscos, e na investigação de acidentes. Profundo sobre o processo e sobre o desempenho das variáveis operacionais são componentes essenciais para a melhoria da confiabilidade humana.

Apesar do treinamento nem sempre auxiliar na redução da incidência de erros humanos, aumenta a sensibilidade quanto à sua identificação, aumentando a probabilidade para que sejam corrigidos a tempo.
Portanto, como no Brasil a ausência de uma consciência sobre os riscos operacionais e a falta de treinamento adequado de funcionários ainda são constantes nos diversos segmentos organizacionais, qualquer iniciativa no sentido de minimização de riscos e melhoria das condições de trabalho deve ser considerada válida e implementada o mais brevemente possível por empresas que possuam consciência de seu valor social.
Por: Célia Menezes
Doutora em Psicologia, Administradora,Consultora nas áreas de RH, Qualidade, Treinamento e Gestão

sexta-feira, 13 de junho de 2008

USP desenvolve medicamento para controlar vírus da dengue

Uma pesquisa do Laboratório de Virologia, da Faculdade de Medicina (FM), da Universidade de São Paulo (USP), de Ribeirão Preto, traz perspectivas para a criação de um medicamento capaz de controlar a infecção pelo vírus da dengue. O estudo foi iniciado há quatro anos e conseguiu inibir a replicação do vírus, protegendo as células contra a infecção, com a aplicação do RNA de Interferência (RNAi).
O estudo já foi realizado com o sorotipo 2 da doença, que ainda não tem vacina nem droga antiviral - a meta é chegar a uma droga antiviral que poderá impedir a progressão da doença para as formas mais graves. Nos próximos passos, a pesquisa será feita com os sorotipos 1, 3 e 4 do vírus e, possivelmente até o final deste ano, iniciar a experiência com macacos.
A bióloga Alessandra Cristina Gomes Ruiz, responsável pela pesquisa e orientada por Benedito Antônio Lopes da Fonseca, em trabalho de doutorado, acredita que agora as pesquisas serão mais rápidas, pois já tem a molécula "desenhada" (sintetizada) quimicamente em laboratório. "Demoramos quatro anos para construir esse mecanismo, e isso torna a seqüência do estudo mais rápida", comenta Alessandra. Essa molécula interferente foi desenhada para três diferentes regiões do genoma viral e clonadas num vetor, para que pudessem ser expressas dentro das células.
Na pesquisa, as células usadas foram as hepáticas (devido à importância do fígado na patogênese da doença) e as monocíticas (alvos da infecção pelo vírus da dengue).
Os resultados com as células estudadas com as diferentes moléculas interferentes desenhadas e testadas mostraram a capacidade de inibição da replicação do vírus, protegendo as células contra a infecção. Ou seja, a metodologia usada não previne a doença, mas poderá ser usada para controlar a dengue, impedindo a sua progressão para as formas mais graves, como o tipo hemorrágico, que pode levar a pessoa à morte. Hoje, para tentar amenizar os sintomas da dengue são usados antitérmicos para diminuir a febre e analgésicos, além da hidratação com soro.
Mas, para a aplicação em humanos, ainda são necessários muitos estudos. Alessandra diz que, em 2004, houve um primeiro estudo com essa metodologia em humanos para uma doença chamada degeneração macular relacionada à idade (AMD), com resultados promissores. "Para doenças virais, alguns estudos estão sendo realizados em pacientes com hepatite aguda e também em pacientes com HIV, e para os vírus da dengue existem pouquíssimos estudos ainda, sendo que na maioria foi com uso de mosquitos", diz a bióloga. "Assim, nossos resultados são bastante promissores e inéditos no Brasil", comemora ela.
Fonte: Estadão Online

quinta-feira, 12 de junho de 2008

SP, RJ, MG e PR têm 61% das indústrias com potencial poluidor, diz IBGE

Os estados do Rio, São Paulo, Paraná e Minas Gerais concentram 61% das indústrias com maior potencial de emissão de gases poluidores no Brasil, segundo estimativa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgado nesta terça-feira (3).
O mapeamento identificou as regiões com mais indústrias que trabalham com processos poluentes - metalurgia, refino de petróleo, celulose e minerais, de acordo com metodologia do Banco Mundial -, mas não realizou medições de contaminação nas áreas.
No Rio, os pesquisadores mapearam todas essas indústrias e, com base em seu números de funcionários, identificaram o tamanho de cada empresa e potencial poluidor. Para estabelecer parâmetros para os dados fluminenses, estimativas mais simplificadas foram realizadas para os parques industriais de São Paulo, Minas e Paraná. A intenção era saber se os números do Rio são altos ou baixos em relação aos outros Estados.
O estudo divulgado na terça-feira é um projeto piloto para outro que medirá (nos próximos dois anos) a poluição real em todos os Estados do país, com aferições da quantidade de poluentes e não apenas dados do potencial poluidor. A meta é, com esses dados, direcionar recursos para o combate à poluição nessas áreas.
"Existem Estados hoje que não têm nem noção dos gases poluentes que contêm", disse a pesquisadora de recursos naturais e estudos ambientais do IBGE Rosane Moreno.
Concentração - De acordo com os dados do IBGE, feitos com informações levantadas em 2005, São Paulo concentra 22% das indústrias com maior potencial de emissão de gases poluentes no Brasil. O percentual paulista é o maior, à frente de Minas Gerais (21%), Rio (9%) e Paraná (9%).
Apenas no Estado do Rio, no entanto, o mapeamento das indústrias foi feito. De acordo com o levantamento, a capital fluminense tem um quarto das indústrias com maior potencial de emissão de PM10 (particulados finos, um tipo de agente poluidor) e 30% de SO2 (dióxido de enxofre).

Esse dois agentes são os mais emitidos por indústrias fluminenses, segundo o estudo.

Atrás da capital fluminense, está o município de Volta Redonda, na região do Médio Paraíba, com 21% das indústrias com potencial emissão de PM10 e 13% de SO2. Mesmo pequeno e em uma região pouco industrial (serrana), o município de Cantagalo foi o terceiro da lista por ter muitas fábricas de cimento e, com isso, ser um potencial poluidor de PM10 (18%), de acordo com o IBGE.
Esses três municípios (Rio, Volta Redonda e Cantagalo) concentram 64% do maior potencial de emissão de PM10, que é considerado pela pesquisadora Rosane Moreno o mais prejudicial para a saúde da população, sobretudo crianças e idosos.
'Sabemos que as indústrias do Rio vêm melhorando seu desempenho no controle das emissões de gases poluentes, mas mesmo assim merecem fiscalização contínua porque têm uma natureza poluidora', afirmou a pesquisadora.
As indústrias automobilísticas, que estão presentes na região fluminense do Médio Paraíba, ficaram de fora desde levantamento por não constarem na metodologia do Banco Mundial. A idéia, segundo Moreno, é incluí-las na próxima etapa do estudo.
Fonte: Ambiente Brasil

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Procedimentos auxiliam para que o programa de prevenção em prensas seja eficaz

Nos últimos anos, muito temos ouvido falar em segurança de máquinas. Muitas empresas estão criando programas de adequação e instalação de dispositivos de segurança tendo um foco especial as prensas e similares, pelo grau de periculosidade que o trabalho com estas máquinas oferece. Mas observamos que máquinas fora do contexto das indústrias, também precisam ser adequadas, tais como: máquinas de panificação (cilindros, batedeiras, masseiras e modeladoras), máquinas de açougue (moedores de carne, amaciadores de bife), máquinas de friambreria (fatiadores de frios, ralador de queijo).
Na indústria, surgiram programas como o PPRPS e a NT 16, com um objetivo fundamental: reduzir o grande número de acidentes com mutilações e amputações. Criando soluções que eliminem o risco de acidente e que atenda às normas de segurança.
Um bom programa de adequação de segurança em uma empresa deve observar os seguintes itens: análise de risco, definição do projeto e dos melhores dispositivos a serem instalados, instalação correta dos dispositivos projetados (ex.: grades, chaves de segurança, cortina de luz, relés, bi-manual, pedais, calços, etc.), treinamento de todos os envolvidos, manutenção eficiente, comprometimento e conscientização da importância dos dispositivos instalados e procedimentos seguros.
Autor: Vladimir Kuse
Fonte: proteção.com.br

terça-feira, 10 de junho de 2008

Banco é condenado em danos morais coletivos por não implementar programa de saúde ocupacional

A Turma Recursal de Juiz de Fora, com base no voto do desembargador relator José Miguel de Campos, confirmou sentença que condenou uma instituição bancária a pagar uma indenização de 500 mil reais a título de reparação de danos morais coletivos, porque vinha descumprindo normas de conduta trabalhista, o que afeta direitos difusos e coletivos dos trabalhadores. É que, desde 1998, a empresa coloca em risco a saúde e a integridade física de seus empregadosao submetê-los a excessivas jornadas de trabalho, além de não implementar corretamente em seus estabelecimentos o Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO), instituído pela NR 7 da Portaria nº 24/94 do Ministério do Trabalho.
Para o relator do recurso, a integridade física do trabalhador é um direito da personalidade, que pode ser oposto contra o empregador: "Em geral, as condições em que se realiza o trabalho não estão adaptadas à capacidade física e mental do empregado. Além de acidente do trabalho e enfermidades profissionais, as deficiências nas condições em que ele executa as atividades geram tensão, fadiga e a insatisfação, fatores prejudiciais à saúde. Se não bastasse, elas provocam, ainda, o absenteísmo, instabilidade no emprego e queda na produtividade" - frisa.
Ele observa que as más condições de trabalho provocam riscos já conhecidos e que continuam a ser propagados. As principais causas das doenças profissionais são a duração excessiva da jornada, falta de repouso suficiente, ambiente hostil, posturas inadequadas e tensão constante. As provas do processo deixam claro que o Banco, por longo período, submeteu seus empregados a um ambiente de trabalho nocivo, em prejuízo da saúde e segurança dos seus trabalhadores.
Segundo o relator, configura obrigação do empregador promover a redução de todos os riscos que afetam a saúde do empregado no ambiente de trabalho. "De acordo com o disposto no art. 157 da CLT, cabe às empresas instruir os empregados quanto às precauções a tomar, para evitar acidentes do trabalho e doenças ocupacionais, cumprindo e fazendo cumprir as normas de segurança e medicina do trabalho. Reforçam a obrigação do Banco o art. 7º, XXII, da CR/88; o art. 19, § 1º, da Lei n. 8.213/91 e as disposições da Convenção n. 155 da OIT" - frisa.
A Turma também decidiu manter a condenação do Banco quanto à prática de duração excessiva da jornada de trabalho, já que as provas demonstraram reiterado desrespeito das normas trabalhistas, nesse aspecto. Foi apurado pelo Ministério Público do Trabalho que as fichas de ponto dos empregados eram entregues com os horários já preenchidos e nem todos tinham a apuração das horas extras anotadas nos cartões. Em inspeção feita pelo Ministério do Trabalho, foi também apurado que nas folhas individuais de presença não constam horas extras, sendo as anotações bem próximas da jornada contratual. Ficou claro ainda o trabalho em excesso de jornada (além das duas horas extras permitidas, que também não eram quitadas em sua totalidade), além de desrespeito ao intervalo mínimo para refeição e descanso. Para o relator, é preciso penalizar esse tipo de procedimento para que as práticas anteriores do Banco, que resultaram em inúmeras ações trabalhistas individuais nos últimos tempos, não voltem a se repetir.
A decisão está fundamentada nos artigos 1º e 21 da Lei nº 7.347/85, assim como na Lei nº 8.078/90 e nos artigos 186 e 927 do Código Civil e 5º, X, Constituição da República/88, que possibilita a reparação por dano moral a interesses coletivos e/ou difusos. "A responsabilidade civil, no âmbito trabalhista, encontra amparo na dignidade da pessoa humana do trabalhador, especificamente no preceito constitucional que tem o valor social do trabalho como um dos princípios fundamentais da República (artigo 1º, V, da Constituição da República/88)" - conclui o desembargador.
Por esses fundamentos, a Turma Recursal manteve a condenação do Banco reclamado ao pagamento de 500 mil reais a título de danos morais coletivos, bem como a obrigação a implementar o Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional, sob pena de pagamento de multa de 50 mil reais por cada mês em que esta obrigação for descumprida, valor esse a ser revertido ao FAT - Fundo de Amparo ao Trabalhador.
Fonte: TRT - 3a Região

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Cresce o registro de doenças

Ao completar um ano de existência, o Nexo Técnico Epidemiológico Previdenciário (NTEP) apresenta os primeiros resultados desta mudança um tanto quanto polêmica. Recentes pesquisas do Ministério da Previdência mostraram que o registro de doenças ocupacionais aumentou consideravelmente nos últimos 11 meses.
No registro de doenças do sistema osteomuscular, que abrangem todas as lesões causadas por esforços repetitivos (LER), houve um acréscimo de 512,3%. Mas os maiores índices de crescimento foram registrados pelas doenças infecciosas e parasitárias (3.701%), seguidas por uma alta no grupo de tumores (2.102%) e pelas doenças no aparelho circulatório (1.406%). O resultado final mostra um aumento de 134% nas concessões de auxílio-doença acidentário.
Com a criação do NTEP, a perícia do INSS relaciona cada uma das profissões com as doenças de maior incidência dentro do ramo de atividade. Ou seja, a doença é classificada automaticamente como ocupacional. Segundo Remígio Todeschini, diretor de Saúde Ocupacional do Ministério da Previdência, não houve crescimento no número de acidentes, e sim a notificação real do adoecimento dos trabalhadores durante a jornada de trabalho. “Até agora não havia o registro total das doenças e acidentes, e mesmo assim os trabalhadores ficavam afastados por auxílio-doença comum. Com o NTEP estamos mostrando a real condição de adoecimento dos trabalhadores hoje no Brasil”.
A constatação de um elevado índice de doenças causadas por infecções parasitárias chama a atenção para a necessidade de novos métodos de prevenção. “As empresas vão ficar mais atentas para a prevenção de acidentes e doenças. Ou seja, oferecer um ambiente de trabalho mais seguro, além de melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores”, ressalta Remígio. A facilidade quanto ao preenchimento das notificações também deve ser levada em consideração no momento de reflexão sobre o tema.
Para Jaques Sherique, engenheiro de Segurança do Trabalho, o nexo deveria ter uma revisão constante e permanente. “Acredito que o nexo ainda precisa ser estudado. Muitos detalhes precisam ser revistos e analisados, pois acabaram sendo deixados de lado.
O fato do NTEP apenas prever a existência da doença, esquecendo de confirmá-la, gera dúvidas quanto a sua eficiência. O principal problema, levantado pelo médico do Trabalho Arlindo Gomes, refere-se aos resultados falso-positivos. “A simples notificação já é sentenciada como doença do trabalho. Isso é errado. O nexo não investiga a real causa das doenças de trabalho, e sim mostra um registro burocrático com diagnósticos falhos”.
Fonte: Revista Proteção

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Cuidados com a segurança no trabalho podem evitar pagamento de multas e insalubridade

Acidentes de trabalho podem pesar, e muito, no bolso dos empresários. Caso a companhia não possua laudos comprovando a implementação de normas especificadas no Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO) e no Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA), a empresa poderá pagar taxas por insalubridade e periculosidade, além de indenizações trabalhistas, que podem ser milionárias. Se as normas forem seguidas corretamente, elas previnem os dirigentes da empresa da responsabilidade criminal e a empresa da responsabilidade civil em caso de ação judicial.
A aplicação dos procedimentos previstos pelos Programas é obrigatória para todas as empresas, independente do grau de risco ou número de funcionários. A fiscalização é feita pelo Ministério do Trabalho e pela Previdência Social. "Em caso de irregularidades, as multas podem ser de R$ 420,53 a R$ 4.025,33 (PCMSO) ou de R$ 607,89 a R$ 6.708,88 (PPRA)", explica Michelle Martins, da Gerencial Consultoria.
De acordo com a norma regulamentadora n.° 06, também é responsabilidade da empresa fornecer equipamentos de proteção individual (EPIs) e instruir os empregados sobre como utilizá-los. Em caso de acidente, se o Ministério do Trabalho verificar alguma negligência, a empresa deverá pagar pelos danos causados ao empregado. Além disso, a companhia será enquadrada nos Art.159 (aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência, ou imprudência, violar direito ou causar prejuízo a outrem, fica obrigado a reparar o dano) da lei n.º 3.071/16 do Código Civil; no Art. 341, decreto 3048/99 (negligência quanto às normas de segurança e saúde); e Art.343, decreto 3048/99 (por deixar de cumprir as normas de segurança e saúde, punível com multa e constitui a contravenção penal).
Ao final de cada ano, é importante que a empresa não se desfaça dos laudos técnicos. Michelle avisa que "ações jurídicas por doenças ocupacionais podem ser requeridas até 20 anos após o desligamento do empregado. Por isso, é importante manter os laudos pelo mesmo período de tempo".
Fonte: administradores.com.br