sexta-feira, 29 de abril de 2011

Doenças na família podem afetar a produtividade no trabalho.

Profissional deve enfrentar problemas com transparência; solução é saber administrar.

“Seja profissional!” É comum ouvir essa frase como dica para a maioria dos assuntos relacionados à carreira. Separar a vida pessoal da profissional é o mais adequado. Mas será que isso é possível quando algum parente fica doente? Para a psicóloga clínica Larissa Cizauskas, de São Paulo, é quase impossível a produtividade do profissional não ser afetada frente a um problema de doença familiar. “Se algo não vai bem em uma área da vida, isso contamina o cotidiano como um todo.”

Para enfrentar problemas como esse, o importante é ser o mais transparente possível. Não adianta fingir que nada está acontecendo, pois em algum momento isso vai aparecer. Além disso, segundo Larissa, é fundamental que os colegas de trabalho saibam respeitar a dor e sofrimento do outro.

Negociar alguns dias de folga, fazer uma jornada menor, compensar horas ou trabalhar de casa são algumas das formas que o profissional pode tentar acordar com a empresa. O gerente de projetos do Grupo Foco Rudney Pereira Junior destaca que as negociações nesses casos são possíveis, mas a pessoa deve ter consciência que, independentemente do seu problema, deve cumprir suas atividades.

“A pessoa deve respeitar seus sentimentos, se permitir ficar triste ou introspectiva, mas com bom senso”, afirma Larissa.

É também importante administrar o problema dentro da própria família, delegando responsabilidades. Dessa forma, Pereira Junior acredita que o profissional não ficará sobrecarregado e, como consequência, não prejudicará sua carreira.

Caio Julio Cesar, supervisor de atendimento da Classe A Atende – empresa de transporte e logística de Santos (SP) –, vive uma situação como essa. Sua mãe está com Alzheimer. “Ela ainda está na fase que acha que é distração. Está no início da doença e só admitiu tomar remédio como se fosse uma vitamina. Não entende como é sério.”

“Tento administrar os horários para conseguir atender às necessidades dela. Como ela não tem muitas emergências, cuido mais dos agendamentos com médico, bancos e coisas burocráticas.” Entretanto, segundo Cesar, é inevitável que esse problema acabe afetando seu desempenho. “Fico preocupado com seu estado, como ela está.”

Empresas

Empresas mais flexíveis costumam ajudar o profissional a ter um melhor desempenho no momento de uma crise familiar. “Se a companhia não deixa que ele saia quando precisa ou tire alguns dias de folga numa situação dessas, ele vai produzir muito menos. Isso também será ruim para a organização.”

Algumas empresas tendem a ignorar o problema, mas isso não significa que ele irá desaparecer. “Um chefe empático, um colega atencioso ou até um supervisor que observe o comportamento do seu funcionário sempre ajuda para que o profissional consiga separar e não deixar que sua vida pessoal afete tanto sua produtividade”, afirma Larissa.

Já Pereira Junior acredita que as organizações estão cada vez mais humanas nesse aspecto. “Mas, em contrapartida, é fundamental que as pessoas também tenham bom senso nesse momento, e saibam quando realmente precisam se ausentar.”

Cesar acredita que pelo fato de morar em Santos tem mais liberdade para entrar mais tarde no trabalho e almoçar todos os dias em casa. Além disso, muitas vezes consegue trabalhar de casa. “Na minha empresa, eles não falam nada. Então, acredito que não me prejudica ou eles apenas ignoram.”

Leis

Apesar de ser um problema vivido por muitos profissionais, a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) determina que o empregado só poderá deixar de comparecer ao serviço sem prejuízo do salário em caso de falecimento do cônjuge, ascendente, descendente, irmão ou outra pessoa que viva sob sua dependência econômica.

Rui Meier, advogado e sócio responsável pelo núcleo trabalhista do escritório Tostes e Associados Advogados, afirma que a questão das faltas por motivo de doenças na família depende muito da empresa, pois a lei não autoriza essa prática. “É negociado com a empresa. Algumas possuem regras de compensação de horas, o que permite o funcionário falte sem ser prejudicado.”
Fonte: Porta IG

quinta-feira, 28 de abril de 2011

28 de Abril - Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho.

Desde 2003, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) instituiu o dia 28 de abril como o Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho em homenagem ao grave acidente ocorrido numa mina dos EUA em 28.04.1969, onde morreram dezenas de trabalhadores. Hoje, ocorrem cerca de 270 milhões de acidentes no mundo por ano, os quais resultam em aproximadamente 2,2 milhões de mortes. Isso se deve única e, exclusivamente, ao descumprimento das normas básicas de proteção aos trabalhadores e más condições nos ambientes laborais.

No Brasil, o número de acidentes chega a 1,3 milhões, resultando em, aproximadamente, 2,5 mil mortes por ano. Segundo a OIT, o Brasil ocupa hoje, o quarto lugar em número de acidentes no mundo, atrás da China, EUA e Rússia.

O Blog Saúde do Trabalhador e Meio Ambiente parabeniza todos os prevencionistas, e deseja que DEUS continue iluminando as vossas vidas.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Prefeitura de Marília e Bombeiros simulam incêndio para treinar brigada

Iniciativa é uma forma de capacitar e preparar a brigada de incêndio.

A Prefeitura de Marília e o Corpo de Bombeiros promovem hoje, a partir das 9h, simulação de incêndio nos prédios da Câmara e do Paço Municipal. A iniciativa é uma forma de capacitar e preparar a brigada de incêndio.

De acordo com o secretário da Administração, José Carlos da Silva, somente no prédio da Prefeitura trabalham cerca de 300 servidores, além dos munícipes que procuram algum serviço público no Paço. A brigada possui atualmente 35 integrantes entre Prefeitura e Câmara.

A simulação leva em conta todo o trabalho realizado pela brigada, desde a constatação de incêndio, o aviso da ocorrência ao Grupamento de Bombeiros, a chegada dos bombeiros e a retirada das pessoas dentro dos prédios.

Os prédios da Prefeitura e da Câmara foram construídos na década de 50. Ao todo são seis pavimentos na parte do Executivo e dois na do Legislativo. Na Prefeitura funcionam, além do atendimento ao público (térreo), Gabinete do Prefeito e auditório (2º andar), as secretarias municipais da Administração (3º andar), Planejamento Urbano (4º andar), Fazenda e Economia e Planejamento (5º) e Procuradoria Geral do Município (6º andar).
Fonte: Diario de Marília

terça-feira, 26 de abril de 2011

Estresse leva mais de 1 milhão a se afastarem do trabalho.

Problemas causados pelo estresse - depressão, alcoolismo, hipertensão, dor de cabeça e outros - levaram 1,3 milhão de brasileiros a se afastarem do trabalho e receberem auxílio-doença, segundo uma pesquisa recente da UnB (Universidade de Brasília), divulgada no começo de abril.

O estudo também mapeou as principais causas de afastamento dos trabalhadores. Entre os principais motivos, além dos problemas mentais decorrentes do estresse, está a esquizofrenia.

Para Anadergh Barbosa Branco, professora de medicina do trabalho da UnB e autora do estudo, a falta de um exame preciso que comprove distúrbios psicológicos, como a depressão, faz com que os funcionários nesse estágio de estresse não saibam lidar com o problema, assim como a maioria das empresas.

O número de funcionários afastados, registrado em 2008, é preocupante e mostra a sociedade como "criadora de uma legião de incapacitados", afirma Anadergh.

"As doenças da mente representam cada vez mais um fator importante [de afastamento no trabalho], com maior curso e duração, e estão crescendo em quantidade. Há um custo social alto para o governo e para a sociedade. É preciso acordar para isso", diz.

Dentro do trabalho, as causas do quadro depressivo podem ser inúmeras: cobranças incessantes e assédio moral, por exemplo.

Já do lado de fora, o fim de um relacionamento e a perda de um parente querido podem motivar tristeza profunda e dificuldade para lidar com o dia a dia.

O mais importante após o diagnóstico, independente do nível de estresse, é procurar tratamento imediato. Anadergh afirma que isso requer, inevitavelmente, afastamento temporário da rotina do emprego.

Não é frescura

Visto como "frescura" por patrões despreparados, o estresse leve pode levar a prejuízos maiores se não for tratado com urgência.

Segundo uma pesquisa da Universidade de Bristol, na Grã-Bretanha, mesmo os "estressados leves" acabam incapacitados ao longo do tempo.

Mais de 17 mil trabalhadores na região de Estocolmo, na Suécia, foram avaliados entre 2002 e 2007. No período, 649 passaram a receber ajuda por problemas de saúde a longo prazo; 203 tiveram danos psicológicos; e boa parte do grupo restante acabou afastado por desgaste físico.

Mesmo o estresse leve aumenta em 70% a necessidade de afastamento do trabalho. Isso acontece mesmo se forem considerados fatores externos que influenciam os resultados da pesquisa, como uso de álcool.

Ao menos 66% dos entrevistados na pesquisa britânica pediram afastamento do trabalho por problemas mentais.

Sofrimento constante

Estar triste ou preocupado por uma coisa pontual é normal, mas é preciso ficar atento se o sofrimento é constante, diz a presidente da Isma-BR (Associação Internacional de Cuidados com o Estresse, em tradução do inglês), Ana Maria Rossi.

Sintomas físicos como tensões musculares, dores de cabeça e dores no intestino são características de quem precisa de tratamento médico e não está se cuidando como deveria. Também há sinais emocionais, como ansiedade, culpa, depressão e raiva, que levam a ações inadequadas e "explosões" no trabalho.

No Brasil não é diferente. Além das estatísticas levantadas pela UnB, a Isma aponta que 70% da população brasileira sofre de estresse. Desse total, 30% apresentam burnout, que é o estado de exaustão física e mental que pode levar à depressão e até ao suicídio.

Ana Maria também chama a atenção para os prejuízos significativos com isso, já que o auxílio-doença é cedido pelo Ministério da Previdência, ou seja, tem origem em dinheiro público.

"Estimamos que [o prejuízo] seja de 3,5% do PIB [Produto Interno Bruto] do país, considerando faltas, ausência na empresa, presenteísmo [quando a pessoa está fisicamente no local, mas alheia ao que faz], e a licença-médica, com os problemas todos de saúde. O prejuízo maior é do trabalhador, que prejudica o seu bem maior, que é a sua saúde", afirma.
Fonte: R7

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Normas de ergonomia abrangem várias questões no trabalho.

Quando o assunto é ergonomia, engana-se quem acha que ela diz respeito apenas às questões físicas, como equipamentos nos ambientes de trabalho. A médica Leda Leal Ferreira, responsável pelo serviço de ergonomia da Fundacentro, em São Paulo, informa que a ergonomia alcança questões psicológicas como pressão descabida por parte da chefia e jornadas muito longas que podem causar fadigas e estresse.

"A ergonomia trata de assuntos muito mais amplos que as posturas de trabalho e fala uma coisa muito importante: que não é o trabalhador que deve se adaptar ao seu trabalho, é o trabalho que deve se adaptar ao trabalhador", esclarece.

Segundo a médica, não há diferença ente o físico e o mental. Ela reconhece que, no geral, os estudos ergonômicos focam na parte física, mas isso vem mudando. Como exemplo, cita estudo realizado com petroleiros que teve como foco a forma com que eles lidam com o perigo, que é inerente da atividade.

O chamado estresse no trabalho tem sido uma das causas importantes de afastamento por doença no trabalho, não só no Brasil como no mundo todo. "Algumas categorias de trabalhadores parecem ser mais atingidas que outras, mas não temos condições de fazer um "ranking" das atividades mais atingidas sem cometer graves erros", informa.

Segundo a Dra. Leda Ferreira, recentemente, a Fundacentro realizou uma pesquisa, de âmbito nacional, junto aos professores de Educação Básica, na qual constatou um alto grau de sofrimento psicológico relacionado ao trabalho. A pesquisa mostrou que muitos professores adoeciam porque não conseguiam realizar o seu trabalho de educadores como gostariam, apesar de se empenharem para isto. "Sentiam-se frustrados e desvalorizados e esses sentimentos, levados ao extremo, os afastava do trabalho".

"A primeira coisa é compreender o que, no trabalho que fazemos, pode prejudicar nossa saúde física e mental. O melhor modo de se fazer isto é através de conversas com os nossos colegas, onde procuraremos saber se os problemas que temos são só nossos ou são comuns a vários colegas", sugere a médica.

A partir daí, na avaliação da médica, torna-se mais fácil construir estratégias para enfrentar esses problemas, o que pode exigir a ajuda de profissionais externos. De qualquer modo, a melhor saída para se enfrentar os problemas decorrentes do trabalho é coletiva e não individual e, quanto maior a união dos trabalhadores, maior será a sua chance de ter melhores condições de trabalho e, conseqüentemente, melhor saúde, física e mental".

NR 17

A Norma Regulamentadora 17, do Ministério do Trabalho e Emprego, trata da ergonomia e determina o que as empresas devem fazer no campo da ergonomia para preservar saúde e segurança dos trabalhadores. Entre estas condições de trabalho, destaca o mobiliário, os pesos que os trabalhadores podem manipular, todos os equipamentos que utilizam, que podem ser tanto ferramentas manuais como máquinas ou computadores, passando pelos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs).

A norma abrange também os ambientes de trabalho, como a iluminação e a temperatura e a organização do trabalho, que está relacionada com a duração e os ritmos de trabalho, com o controle sobre a produção e com as tarefas que os trabalhadores devem cumprir.

A médica destaca que a NR 17 prevê que os empregadores façam mudanças no trabalho, "que incluem não só mudanças físicas nos postos de trabalho, quanto mudanças nos modos como o trabalho é dividido e controlado, por exemplo, com a implantação de pausas".

Desconhecimento

Na avaliação da Dra. Leda Ferreira, a maioria dos trabalhadores desconhece seus direitos na área de saúde e segurança do trabalho e, portanto, não sabe reivindicá-los.

"Uma medida importante que ajudaria bastante seria a de se fazer uma ampla divulgação dos direitos dos trabalhadores. Como em qualquer situação em que o trabalhador descubra que seus direitos não estão sendo respeitados, deve procurar seu sindicato, que é o órgão que o representa e que deve tomar as providências necessárias", sugere.
Fonte: Blog do Trabalho

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Atingir resultados é o que mais motiva um líder, dizem especialistas.

Além disso, muitos chefes são motivados também pelo objetivo de cumprir um desafio ou até mesmo pelo feedback que recebem.

O líder é o responsável por motivar a sua equipe, mas o que será que o motiva? De acordo com o presidente da Sociedade Brasileira de Coaching, Villela da Matta, e a diretora-presidente da Projeto RH, Eliane Figueiredo, o resultado alcançado, tanto por eles como pelo seu time de profissionais, é o principal esíimulo dos gestores.

A especialista acrescenta que muitos chefes são motivados também pelo objetivo de cumprir um desafio ou até mesmo pelo feedback que recebem da empresa ou de seus supervisores. “Estes são fatores que motivam de uma forma geral, mas existem as nuances, já que cada pessoa tem um estilo e algo que motiva mais”, diz.

Para Eliane, um gestor desmotivado pode ser prejudicial para a sua própria atividade, para o restante da equipe e para a empresa. Ela ressalta que o líder tem de saber qual o seu papel dentro da organização. Segundo ela, um chefe desmotivado “contamina” o restante do grupo, o que acaba se tornando um ciclo vicioso, pois os profissionais não irão produzir o que é esperado.

“O gestor também é um ser humano. Ele também tem os seus dias ruins e problemas pessoais. Mas, cabe a ele buscar uma solução. Não adianta lamuriar. Sem energia, ele causa muito estrago. A equipe precisa de um comandante, o barco não pode ficar sem rumo”, declara.

Automotivação

Já para Villela, o líder tem de se automotivar. Ele explica que a automotivação está relacionada diretamente com a consciência que o gestor tem do cargo que ele ocupa. “Um líder sabe qual é o seu papel dentro de uma organização. Ele sabe quais são os seus valores, isso o motiva”, diz.

Para o especialista, os estímulos de motivação têm de ser internos e não externos. Segundo Villela, as empresas que motivam seus colaboradores somente com aumento de salários, promoções e benefícios ficam sujeitos a sempre terem de oferecer mais, pois estas “recompensas” satisfazem por um período curto de tempo.

Ele afirma ainda que um líder que não sabe se motivar, não é um líder, e sim um chefe. Para Villela, “um líder lidera um grupo por seus valores, seus princípios. Ele lidera por exemplos e não por palavras. A liderança é uma habilidade e tem de ser desenvolvida”, finaliza.
Fonte: Infomoney

quinta-feira, 14 de abril de 2011

3ª SIPAT - Secretaria Municipal da Saúde de Marília/SP

Governo fará lista de áreas propensas a tragédias naturais.

Até o final de maio, o governo apresentará uma lista das cidades e áreas que são consideradas de alto risco para a ocorrência de tragédias naturais. Com isso, pretende tornar mais efetiva a conscientização das populações sobre os riscos a que estão submetidas, caso continuem vivendo nessas localidades. Essas ações, segundo o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, já são consequência da implementação do Sistema Nacional de Alerta e Prevenção de Desastres Naturais.

"Até final de maio deveremos anunciar as cidades e as áreas consideradas de alto risco para que possamos trabalhar, com as prefeituras, governos estaduais, voluntariado e imprensa, para sensibilizar a população sobre a necessidade de migrarem dali", explicou na terça-feira, 12, o ministro, após participar do Seminário Internacional sobre Gestão Integrada de Riscos e Desastres. Segundo ele, esse sistema deverá estar completamente implantado nos próximos quatro anos.

Bezerra explica que o objetivo do governo é ampliar a capacidade de previsibilidade e de confiança na troca de informações com a Defesa Civil. "´[Assim] o Estado poderá, a tempo e na hora, repassar as informações à defesa civil dos municípios brasileiros, que precisam ser organizados, estruturados, capacitados e treinados."

Os investimentos nesse sistema já estão sendo promovidos pelo Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT). "No caso da Secretaria Nacional de Defesa Civil, já estamos investindo mais de R$ 30 milhões na modernização e na incorporação de novas tecnologias no Centro Nacional de Desastres Naturais", acrescentou Bezerra.

Esse centro receberá, tratará, padronizará e homogenizará informações colhidas nas diversas entidades parceiras, antes de serem repassadas aos sistemas de defesa civil dos estados e dos municípios brasileiros.

Várias ações estão previstas. No campo legislativo, serão usados mecanismos que ajudem a coibir ocupações em áreas de risco. Será criado também um cadastramento de áreas de alto risco. "Recursos serão alocados para obras de prevenção no sentido de mitigar os danos materiais e as perdas de vidas humanas nessas áreas classificadas como de alto risco", disse o ministro.

Segundo ele, o vice-presidente Michel Temer e o ministro da Justiça, Eduardo Cardozo, têm ajudado na tentativa de mudar a legislação, "sobretudo no estatuto da cidade para que possamos coibir a ocupação de áreas irregulares e de alto risco que já estão sendo cadastradas e mapeadas".
Fonte: Agência Brasil

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Especialista da Fundacentro dá dicas para quem trabalha em frente ao computador.

O ergonomista Ricardo Serrano, da Fundacentro, elencou dez atitudes que darão conforto visual aos trabalhadores que passam muito tempo em frente a um computador. Veja as dicas:

1- Verifique se seu computador está recebendo iluminação adequada, sem reflexos ou luzes frontais.

2- Posicione o monitor para baixo do nível de seu olhar, com a tela perpendicular aos seus olhos.

3- Regule para o máximo de contraste, não de intensidade.

4- Em processadores de textos, utilize fundo escuro, com letras claras e grandes.

5- Se necessitar de correção óptica, use óculos deixe as lentes de contato para as outras atividades.

6- Pisque voluntariamente, com freqüência.

7- Em sala com ar condicionado, use colírio de lágrima artificial.

8- Em intervalos regulares, feche os olhos por alguns instantes, relaxe, levante da cadeira e olhe para longe.

9- Mantenha sua correção óptica sempre atualizada.

10- Não despreze qualquer sintoma ocular, faça exame oftalmológico completo regularmente.
Fonte: Blog do Trabalho

terça-feira, 12 de abril de 2011

Secretaria de Saúde confirma 10 casos de dengue tipo 4 em SP.

A Secretaria de Saúde de São Paulo informou que, até esta terça-feira, o Estado confirmou dez casos de dengue tipo 4 neste ano. Todos foram registrados em municípios da região de São José do Rio de Preto, a 454 km da capital.

A secretaria não detalhou quantos casos houve em cada cidade da região, tampouco informou o estado de saúde dos dez pacientes que contraíram a dengue tipo 4.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde de São José do Rio Preto, dentre os dez casos da região, dois foram registrados na cidade. Um dos casos na cidade, de uma mulher de 31 anos já curada, foi o primeiro registrado no Estado. O outro caso foi confirmado na segunda-feira. Trata-se de uma mulher de 43 anos que teve os primeiros sintomas de dengue em março e também já está curada, de acordo com o órgão municipal.

A dengue tipo 4 é causada por um tipo diferente de vírus, mas tem os mesmos sintomas: febre alta, dor no corpo e nas articulações, dor nos olhos, indisposição geral, manchas avermelhadas pelo corpo, náuseas e, em casos mais graves, sangramentos. O vetor transmissor da dengue tipo 4 é o mesmo do das outras formas da doença, o mosquito Aedes aegypti.

Segundo o Ministério da Saúde, há 28 anos esse vírus não circulava no Brasil. Depois desse período, o primeiros caso no país foi registrado em Roraima, em 2010.
Fonte: Agência Brasil

Quem disse que dinheiro não dá em árvore?

Bem, no sentido literal da coisa pode ser que dinheiro não de em árvore mesmo mas é fato que árvores dão dinheiro. As florestas em pé não são boas só para a biodiversidade. Elas geram bilhões para a economia. Quando as tratarmos como empresas, aí, sim, o desmatamento pode cair a zero. Ou até abaixo de zero.

Desde que você começou a ler este parágrafo, há 1 segundo, um Maracanã de floresta acaba de desaparecer. Amanhã, neste mesmo horário, os integrantes de 137 espécies de plantas, animais e insetos terão o destino que 50 mil espécies por ano têm: a extinção. Argumentos como os 15 Maracanãs de mata tropical devastados desde o início deste parágrafo – agora, 17 -, são fortes, mas nem sempre suficientes para que algo seja feito. Só que existe outro, talvez ainda mais persuasivo: dinheiro não dá em árvore, mas árvore dá dinheiro.

Hoje, manter uma floresta em pé é negócio da China. Em uma área estratégica perto do rio Yang Tsé, o governo chinês paga US$ 450 aos fazendeiros por hectare reflorestado. O objetivo é conter as enchentes que alteram o fluxo de água do rio. Equilíbrio ecológico, manutenção do ecossistema, mais espécies preservadas, esses são os objetivos do Partido Comunista Chinês? Não.

Trata-se de um investimento. O reflorestamento mantém o curso do rio estável e as árvores, sozinhas, aumentam a quantidade de chuva – as plantas liberam vapor d’água durante a fotossíntese. Resultado: mais água no Yang Tsé. O que isso tem a ver com dinheiro? A água alimenta turbinas das hidrelétricas distribuídas pelo rio – inclusive a megausina de Três Gargantas, 50% maior que Itaipu, que abriu as comportas em 2008.

Investindo em reflorestamento, os chineses agem de forma pragmática. Pagar fazendeiros = mais árvores. Mais árvores = mais água no rio. Mais água = mais energia elétrica barata (ainda mais no país que inaugura duas usinas a carvão por semana para dar conta de crescer como cresce). Mais energia barata, mais produção para a economia – e dinheiro para pagar os reflorestadores. O final dessa equação é surreal para os padrões brasileiros. A China, nação que mais polui e que mais consome matéria-prima, tem índice de desmatamento zero. Abaixo de zero, até: eles plantam mais árvores do que derrubam.

Não é só lá que as árvores valem dinheiro. No país que melhor preserva sua floresta tropical acontece a mesma coisa. É a Costa Rica. Os donos de terras de lá são pagos para manter áreas de floresta intactas. Parte do dinheiro vem de uma companhia hidrelétrica interessada em manter os rios que usa fluindo. Florestas, hidrelétricas… Só esses dois pontos já deixam claro que o Brasil tem algo a aprender. O berço da maior usina hidrelétrica inteiramente brasileira (e 3ª do mundo) fica em plena Floresta Amazônica. É Belo Monte, no rio Xingu, a 40 quilômetros da cidade de Altamira, no Pará.

A partir de 2015, ela vai servir 26 milhões de habitantes. O dado mais célebre dela é outro: os 512 km2 de floresta inundada por suas barragens. É a área de uma cidade média, toda debaixo d’água. Mesmo assim, a usina pode fazer mais bem do que mal para a mata. Pelo menos nas próximas décadas. Se seguirmos a lógica da China e da Costa Rica, faz sentido que Belo Monte pague algo pela manutenção da floresta, já que sem ela não tem chuva o bastante, e sem chuva o bastante não tem energia.

E não são só hidrelétricas que lucram com as árvores de pé, e que podem pagar para mantê-las assim. O ciclo de chuvas da Floresta Amazônica é o que garante nossas safras agrícolas – sem ele, boa parte do país seria um deserto. A ONU calcula que mesmo uma queda mínima na quantidade de chuvas que a floresta produz pode trazer prejuízos entre US$ 1 bilhão a US$ 30 bilhões para a agricultura nos arredores da Amazônia.

As estimativas são imprecisas por uma limitação da ciência: não há como saber se um tanto de desmatamento vai provocar outro tanto de bagunça no ritmo das chuvas. Mas todo mundo sabe que a relação existe. O problema é quantificá-la. Mesmo assim, faz sentido imaginar um futuro em que os produtores agrícolas paguem pela preservação de florestas como uma espécie de seguro contra a falta de chuvas.

Claro que, se ficar só na conversa, nunca vai acontecer nada. Mas um grupo de cientistas americanos deu um passo importante. Criaram um software que busca calcular com alguma precisão quanto uma área desmatada ou reflorestada pode gerar em lucros (ou prejuízos) para a economia de uma região. O nome do programa é engenhoso: InVEST (Valoração Integrada de Serviços e Compensações do Ecossistema, em inglês – haja paciência para inventar uma sigla dessas). E ele já saiu do mundo das ideias: é o software que a China usa para gerenciar o retorno de seu reflorestamento. Enquanto isso, devastamos mais 200 Maracanãs no tempo que você levou para ler este texto.
Fonte: Planeta Sustentável

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Trabalhadora recebe indenização de R$ 20 mil por discriminação racial.

A Justiça do Trabalho condenou fazendeiro de Santa Catarina a pagar R$ 20 mil de indenização por danos morais por discriminação racial e insultos humilhantes contra trabalhadora rural, negra e, à época, com 16 anos. A Primeira Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST) não conheceu recurso do fazendeiro e manteve a condenação imposta pelo Tribunal Regional do Trabalho da 12ª Região (TRT/SC).

De acordo com o processo, em 2008, o fazendeiro, produtor de maçã e pêssego, teria ofendido à adolescente e duas colegas após elas terem colhido frutas verdes. Embora tenha sido a mulher do próprio patrão quem teria dado a ordem para essa colheita, o fazendeiro chutou as caixas de maçãs verdes e se dirigiu as meninas como “negrada” e com insultos de baixo calão.

Originalmente, o juiz de primeiro grau estipulou o valor do dano moral em R$ 2 mil reais. Valor alterado para R$ 20 mil pelo Tribunal Regional devido à “discriminação racial e humilhante por parte do réu e, principalmente, os fins a que se destina a reparação pecuniária (dinheiro), dentre eles, o pedagógico”.

Para o TRT, é um direito do empregado ser tratado com urbanidade e de não ser exposto a situações humilhantes e constrangedores, principalmente perante outras pessoas. “A atitude do réu, no entanto, mostrou-se dissociada desses conceitos e até mesmo de maior grau de responsabilidade que lhe impinge o exercício de função de hierarquia superior”, concluiu o relator do acórdão no regional.

Ao julgar recurso do fazendeiro questionando o desembolso de R$ 20 mil, considerados elevados por ele, a Primeira Turma do TST entendeu que o valor está de acordo com a “gravidade da situação”. Para o ministro Lelio Bentes Corrêa, relator na Turma, a pena imposta foi fixada “segundo os critérios de proporcionalidade e da razoabilidade, levando-se em consideração a gravidade dos atos praticados pelo empregador ao se dirigir à reclamante com desrespeito e uso de palavra de baixo escalão, em atitude explicitamente discriminatória”.

Durante o julgamento do recurso, os ministros da Primeira Turma comentaram os casos noticiados atualmente de preconceito e discriminação no País e encararam a condenação no processo como uma resposta jurídica a essa situação.
Fonte: TST

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Falta de qualificação dos profissionais afeta 69% das indústrias do Brasil.

Empresários encontram dificuldades em contratar mão de obra qualificada desde produção à gerência.

A falta de profissionais qualificados afeta 69% das indústrias do País. É o que revela uma pesquisa realizada pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) e divulgada nesta quarta-feira (6).

O problema atinge empresas dos todos os portes. De acordo com os dados, a resposta foi indicada por 70% das pequenas e médias indústrias e por 63% das grandes.

Por área

Na análise por área, nota-se que os empresários encontram dificuldades em contratar mão de obra qualificada em diversos setores, desde produção à gerência da empresa.

Entre os setores mais afetados está a área de produção, já que há falta de engenheiros, técnicos e operadores. De acordo com o estudo, nas duas últimas categorias profissionais o problema é mais disseminado. A falta de técnicos qualificados é apontada por 94% dos entrevistados, enquanto o problema com operadores é indicado por 82% das indústrias.

Além disso, a ausência de engenheiros qualificados para área de produção e de profissionais qualificados para as áreas de P&D (Pesquisa & Desenvolvimento) e gerencial recebeu percentuais menores: 61% e 62%, respectivamente.

Os empregadores também declaram que encontram problemas na área administrativa (66%) e no segmento de Vendas/Marketing (71%).

Impacto na competitividade

Não ter profissionais qualificados para desempenhar suas funções afeta diretamente a competitividade das empresas. Para 70% das indústrias, a falta destes profissionais dificulta a busca por eficiência ou por redução de desperdícios.

Em seguida aparecem a garantia e a melhora da qualidade dos produtos fabricados e a expansão da produção, com 63% e 40%, cada um. Outras dificuldades indicadas foram gerenciar a produção (28%), desenvolver novos produtos (23%), realizar a manutenção dos equipamentos (23%), ampliar as vendas (22%) e adquirir ou absorver novas tecnologias (21%).

Capacitação

Para reduzir os problemas causados pela não qualificação dos trabalhadores, 78% das indústrias realizam a capacitação dos profissionais dentro da própria empresa. Já 40% disseram que buscam fortalecer a política de retenção do funcionário, o que inclui salário e benefícios.

Entre outras ações apontadas pelos empresários estão a realização de cursos fora da empresa (33%), parcerias com instituições de ensino (23%), investimento em automação (22%), a terceirização de etapas do processo de fabricação (16%), entre outros.

Apesar das empresas buscarem alternativas para lidar com a falta de qualificação, 52% disseram que a má qualidade da educação básica dos profissionais dificulta o processo de aprendizado dos funcionários.

Os industriais também têm receio de investir no profissional por medo de perdê-lo para o mercado de trabalho. Esta resposta foi dada por 38%. Também foi indicada por 35% a falta de interesse do profissional em se qualificar. Já outros 33% dos entrevistados declararam que não existem cursos adequados às necessidades da empresa.
Fonte: Infomoney

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Acidentes em obras custam caro ao país e à vida do trabalhador.

Com tantas obras públicas e privadas espalhadas pelo país, aumenta a preocupação com a segurança dos operários. Cada acidente grave custa muito para o estado e acaba com os sonhos de uma pessoa.

Os acidentes na construção civil são a segunda principal causa de internação no setor de ortopedia do maior hospital do país. Boa parte dos pacientes chega em estado grave ao hospital. O que falta para reduzir o número de casos?

Em abril de 2010, o aposentado por invalidez Jefferson Silva comemorava o primeiro emprego, ajudante de pedreiro. Começou em uma segunda-feira. Recebeu a ordem de preparar um galpão que seria demolido. "Primeiro eles me deram uma bota, um uniforme e um capacete. Só. Eu não tinha mais nenhuma experiência", lembra Jefferson, que só trabalhou até sexta-feira.

"Ele falou assim: `Vai quebrar uma coluna ali`. Conforme eu e meu amigo batemos, o negócio desabou. Nós batemos três vezes. Quando bateu o negocio, desabou. Quando desabou, bateu na minha perna e derrubou nós dois", descreve Jefferson.

Ele teve fratura exposta no braço, quebrou a bacia e teve as pernas esmagadas. Depois de cinco cirurgias, uma foi amputada. Jefferson não é exceção. De cada cinco casos tratados no Instituto de Ortopedia do Hospital das Clínicas de São Paulo, um é funcionário da construção civil. Dos operários acidentados, oito chegam em estado grave. Ficam pelo menos um ano em recuperação.

"Ele dificilmente consegue trabalhar da mesma forma que antes. Para essa função, ele tem uma demanda mecânica grande. É difícil ele voltar a ter atividade ao nível que ele tinha anteriormente ao acidente", alerta o ortopedista Alexandre Godoy.

Qualquer obra é cheia de objetos que cortam, furam, esmagam. Mas entre eles e os operários devem existir os capacetes, as luvas, as botas, os óculos e, sobretudo, o treinamento.

"Eu acredito que treinamento é fundamental. A conscientização do funcionário é importante. Quer dizer, ele de início ser obrigado a usar os equipamentos que protegem a sua vida e com o tempo ir se acostumando com isso", diz Valdir Pignatta, professor da Poli-USP.

O Ministério do Trabalho fiscaliza mais de 800 itens nas construções, de capacete à sinalização de áreas de risco, mas a prevenção ainda é o melhor remédio.

"As medidas mais importantes são as de natureza coletiva. Para impedir que aconteçam acidentes, essas medidas vão em cima das principais causas de acidentes de trabalho na construção, que são queda de altura, soterramento e choque elétrico", avisa Rinaldo Lima, diretor de fiscalização do Ministério do Trabalho.

Há 15 anos o Brasil tem normas que obrigam os funcionários da construção civil a seguir normas de segurança e usar equipamentos de proteção para evitar acidentes, mas eles continuam acontecendo. Em um ambiente que mistura objetos perigosos e altura, a chance de acontecer um problema muito grave é grande.

O HC fez uma estimativa do custo desses acidentes. Entre internação, remédios, cirurgias, reabilitação e pensão do INSS, tratar cada trabalhador da construção civil gravemente ferido custa perto de R$ 68 mil. Como o Ministério do Trabalho não tem um controle rígido sobre o número de acidentes, não é possível calcular o prejuízo para o país.

Para cada operário que se machuca, é muito claro. "Eu queria ser jogador de futebol. Não imagino como será minha vida a partir de agora", lamenta Jefferson.

As construtoras podem ser multadas em casos de falta de equipamentos de segurança e de acidentes com funcionários. O valor pode chegar a R$ 7 mil.
Fonte: Bom dia Brasil - TV Globo

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Telefone 190 poderá ser adotado para todas as emergências.

O Projeto de Lei 175/11, em tramitação na Câmara, determina que o número 190 será utilizado em todo o País para todos os tipos de emergência (polícia, bombeiros, atendimento médico, defesa civil, disque-denúncia e outros).

Mendes Thame argumenta que a medida vai possibilitar o atendimento mais eficaz à população. "Hoje, o usuário é obrigado a decorar uma variedade de números: 190 para Polícia Militar, 192 para atendimento médico de emergência, 193 para bombeiros, 199 para defesa civil, 147 para polícia civil, 181 para disque-denúncia e assim por diante", disse ele, acrescentando que, nos Estados Unidos, o número 911 cumpre essa função.

O projeto também prevê pena de detenção de dois a quatro anos, acrescida da metade se houver dano a terceiro, além de multa, para quem utilizar o serviço de forma abusiva, com a intenção de prejudicar ou impedir sua operação - passar trote, por exemplo.

De acordo com a proposta, do deputado Antonio Carlos Mendes Thame (PSDB-SP), as despesas do serviço serão pagas pelas operadoras de serviços de telefonia - fixa e móvel. O parlamentar reconhece que os custos do serviço serão elevados. No entanto, ele afirma que esse setor tem um faturamento de aproximadamente R$ 160 bilhões por ano.

A proposta que altera a Lei Geral de Telecomunicações (9.472/97), acrescentado um item (o direito ao número único) na lista de direitos do usuário de serviços de telecomunicações.

Tramitação

O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática; de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Fonte: Agência Câmara de Notícias

terça-feira, 5 de abril de 2011

Empregada discriminada por obesidade recebe indenização.

Grávida, uma assistente de qualidade, demitida por insubordinação, conseguiu reverter a dispensa por justa causa e ainda comprovar o assédio moral de que foi vítima por parte do seu chefe, o gerente da fábrica. Testemunhas confirmaram que o gerente tratava os funcionários de forma grosseira, chamando-os de incompetentes.

Dizia que pessoas gordas não serviam para ele, e que "faria a rapa nas gordas". Condenada a pagar R$ 10 mil pelos danos morais causados à ex-funcionária, a Coplac do Brasil Ltda. ainda tentou se livrar da indenização recorrendo ao Tribunal Superior do Trabalho, mas a Oitava Turma, na sessão da última quarta-feira (30), não conheceu do recurso.

Empregada da Coplac de janeiro de 2008 a agosto de 2009, a assistente de qualidade afirmou que as perseguições começaram quando informou à empregadora que estava grávida. Contou ter sido chamada de "gorda e vagabunda" pelo gerente e depois afastada de suas atividades por um mês e meio, sob alegação de cumprimento de banco de horas.

Quando retornou, foi transferida para o almoxarifado, sem nenhuma atribuição. Até que, após dez dias, demitiu-a por justa causa, alegando indisciplina e insubordinação, quando estava no quarto mês de gravidez.

Na versão da empresa, os problemas começaram quando a mãe da assistente foi substituída no cargo de gerente da fábrica. A partir daí, teria deixado de ser uma boa funcionária. Segundo a Coplan, a empregada não aceitava as ordens dadas pelo novo gerente, enfrentando-o, e esse motivo seria suficiente para a demissão por justa causa.

Com base nos depoimentos das testemunhas da empresa e da trabalhadora, a Vara do Trabalho de Itatiba, onde foi ajuizada a reclamação, concluiu que não havia provas de falta grave por parte da empregada - que alegou nunca ter sido advertida ou suspensa - e julgou infundada a demissão por justa causa.

Ao contrário, para o juízo de primeira instância havia era motivo para a empresa pagar indenização por danos morais à assistente, por ter sido maltratada pelo gerente. A Coplan foi, então, condenada ao pagamento de R$ 30 mil por danos morais, além das verbas rescisórias, e indenização correspondente ao período de garantia de emprego decorrente da gravidez.

Com recurso ao Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região (Campinas/SP), a Coplac conseguiu diminuir o valor de indenização por danos morais para R$ 10 mil. No recurso ao TST, a empresa não teve êxito. A decisão regional foi mantida, pois a Oitava Turma, acompanhando o voto da relatora, ministra Dora Maria da Costa, considerou inviável a revisão do julgado por demandar reexame do conjunto de fatos e provas.
Fonte: Tribunal Superior do Trabalho

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Empresa é condenada a indenizar empregado que caiu da bicicleta no percurso de casa para o trabalho.

No recurso analisado pela 2ª Turma do TRT-MG, a mineradora reclamada pretendia convencer os julgadores de que não teve culpa no acidente sofrido pelo empregado no percurso de volta do trabalho, em um domingo, quando caiu de sua bicicleta. Mas a Turma constatou exatamente o contrário.

Isso porque ficou claro que o reclamante não tinha outra opção para se deslocar para a empresa nos finais de semana e feriados, senão de bicicleta, pois a reclamada não fornecia condução nesses dias.

A empresa não se conformou com a sua condenação ao pagamento de indenização por danos morais e materiais, no valor de R$51.000,00, sustentando que o local onde está situada é servido por transporte público e que o trabalhador é que preferiu utilizar a bicicleta.

Examinando o processo, o desembargador Jales Valadão Cardoso concluiu que houve, sim, culpa da empresa no acidente. O próprio preposto admitiu que a reclamada não fornecia condução para os trabalhadores aos sábados, domingos e feriados e, embora tenha declarado que a empresa entregava vales para esses dias, não houve prova disso.

Portanto, para poder trabalhar nos finais de semana e feriados, o empregado era obrigado a utilizar sua bicicleta, que é um meio inadequado, já que ele trafegava em uma rodovia, por cinco quilômetros.

O relator constatou que o acidente deixou no empregado sequela por traumatismo craniano, com leve redução da função motora do membro superior esquerdo, além de prejuízo estético, em razão do afundamento da face lateral direita do crânio.

De acordo com o artigo 7º, XXVIII, da Constituição da República, e artigo 157, da CLT, o empregador tem que zelar pela segurança de seus empregados, adotando todas as medidas necessárias para preservar a saúde e integridade física desses trabalhadores.

E, no caso, segundo o relator, a empresa foi omissa, ao deixar de fornecer condução ao seu empregado, obrigando-o a percorrer o trecho em condução imprópria. Não existe prova de que tenha fornecido o vale transporte, obrigação patronal, o que afastaria sua responsabilidade pelo evento.

Portanto, a culpa da reclamada pelo infortúnio está provada, além dos demais elementos essenciais ao deferimento da indenização por danos morais e materiais, concluiu o desembargador.
Fonte: Tribunal Regional do Trabalho 3ª Região Minas Gerais

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Dia da mentira. E daí?.

Por: Gustavo Rocha *

Hoje é primeiro de abril, também conhecido como dia da mentira. Há várias estórias – ou mentiras – para contar o porque desta data. Veja aqui.Peço uma licença poética nesta data. Não que seja uma mentira isto, mas quero falar de verdades, mentiras e trazer uma reflexão.

Vislumbramos inúmeras mentiras no universo corporativo. Algumas maiores, outras menores. Mas, mentiras.

De outra banda, igualmente encontramos verdades absolutas no mesmo universo corporativo.

Alguns dizem que mentiras pequenas valem a pena. Outros, dizem que não podemos mentir em hipótese nenhuma, mas suas atitudes não condizem com o que dizem.

Mentiras e verdades...

Mentiras e vaidades...

Mentiras e mentiras travestidas de verdades...

Esta reflexão é maior que apenas um amontoado de palavras. É fundamental para que possamos não apenas pensar e fazer disto uma verborragia. Precisamos agir.

Nunca antes na história deste mundo, precisamos da verdade.

Verdade com nossas crianças.

Verdade com nossos adolescentes.

Verdade entre nós, adultos conscientes.

Não apenas com palavras. Mas sim, principalmente com atitude.

Porque?

Porque nossas atitudes refletem no nosso cotidiano e nosso cotidiano interage com outros cotidianos que fazem o cotidiano do mundo todo.

É o famoso efeito cascata. De cada um de nós há consequencia para todos nós.

Dia da mentira. Uma brincadeira hoje passa. Agora, perpetuar a mentira por um dia a mais se traduz em uma verdade a menos.

O que queremos para o nosso futuro? Verdade ou mentira?

* Gustavo Rocha
Diretor da Consultoria GestaoAdvBr

http://www.gestao.adv.br/
http://www.blog.gestao.adv.br/
gustavo@gestao.adv.br