sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Vá com calma: em 2012, será importante ter cautela

Por: Marcelo Mariaca *

Mesmo com índices de crescimento da economia em base mais modesta, continua o chamado apagão de talentos, que decorre mais de problemas estruturais.

O ano não foi tão bom quanto em 2010, mas não dá para reclamar, mesmo com a brusca freada do PIB no terceiro trimestre. Pairam incertezas sobre 2012, diante da crise dos Estados Unidos e dos países da zona do euro, mas não há propriamente um clima de pessimismo generalizado. A palavra de ordem nas empresas é cautela.

O mercado de recrutamento de executivos se comportou como outros setores da economia, com grande aquecimento em 2010, quando o País cresceu 7,5%, e uma fase de acomodação em 2011, que deverá se repetir no próximo ano. Algumas empresas protelam novos investimentos e, portanto, tendem reduzir ou adiar também novas contratações. Por conta disso, procurarão ser certeiras no momento da contratação de um executivo, recorrendo a empresas especializadas em recrutamento.

Na verdade, mesmo com índices de crescimento da economia em base mais modesta, continua o chamado apagão de talentos, que decorre mais de problemas estruturais. A formação de profissionais não acompanha a velocidade do ritmo de produção no Brasil.

Os setores que ainda devem demandar mais executivos são os de construção civil e de engenharia em geral, uma vez que o País faz grandes investimentos para melhorar a infraestrutura, impulsionados pela Copa do Mundo em 2014 e pelas Olimpíadas em 2016.

Mas outros setores, especialmente os de tecnologia da informação e de petróleo e gás, também têm grande carência de talentos, proporcional aos investimentos que estão sendo feitos. O agronegócio, cujo desempenho impediu um PIB negativo no terceiro trimestre, continuará a demandar profissionais para áreas que não estão dentro das fazendas, mas além das porteiras, como logística, comércio exterior, meteorologia, biotecnologia e serviços financeiros. Para cada posto criado na produção, dois são abertos em serviços.

Em 2011 passaram a dar sinais de que vão demandar mais executivos as áreas de educação e saúde, que estão investindo na profissionalização, passando por processos de fusão e aquisição e despertando a cobiça de fundos de investimento, tanto brasileiros como internacionais. Profissionais especializados em sustentabilidade ou que querem trabalhar na área também um amplo mercado pela frente.

Por conta da falta de profissionais bem preparados, houve um aumento de salários e benefícios, impulsionado tanto pela batalha para capturar um talento no mercado quanto para retê-lo. Outro ponto que favoreceu o profissional brasileiro foi o aumento da importância do Brasil para as multinacionais. O País virou o principal mercado consumidor para algumas delas e muitas transferiram a sede de suas operações na América Latina para cá. Assim, os diretores daqui ganham poder e isso se reflete nos salários, mais altos que em outros países.

Em 2012 essa situação deve se estabilizar, pois as remunerações atingiram um patamar muito elevado e se subirem mais podem ficar em desacordo com o mercado.

Na verdade, ninguém espera maravilhas, mas pode ser um bom ano.

* Marcelo Mariaca - é presidente do conselho de sócios da Mariaca e professor da Brazilian Business School.
Fonte: Portal Administradores


quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Ergonomia - A sua Empresa pratica?

A ergonomia é a capacidade que as empresas tém de adaptar seus euipamentos às pessoas que nelas trabalham, porém ainda existe muita resistência de empresas em oferecerem aos colaboradores melhores condições de trabalho, acarretando muitas vezes aumento no turnover e baixa produtividade.

Segundo a enciclopédia livre Wikipédia, “Ergonomia é a disciplina cientifica relacionada ao entendimento das interações entre seres humanos e outros elementos de um sistema e também é a profissão que aplica teoria, princípios, dados e métodos para projetar a fim de otimizar o bem estar humano e o desempenho geral de um sistema. Os ergonomistas contribuem para o projeto e avaliação de tarefas, trabalhos, produtos, ambientes e sistemas a fim de torná-las compatíveis com as necessidades, habilidades e necessidades das pessoas”.

Ao nosso entendimento, ergonomia é a capacidade que as Empresa têm de adaptar seus equipamentos às pessoas que nela trabalham, ou seja, trazer aos seus funcionários conforto e bem estar durante as suas atividades produtivas, afinal a produtividade está diretamente ligada ao bom desempenho em seu trabalho e isso só será possível se o funcionário estiver totalmente adaptável ao equipamento que ele estiver usando.

Um dos princípios da arquitetura é ter o ser humano como escala para tudo o que é fabricado, porém existem as diferenças inerentes de pessoa para pessoa em que os equipamentos por elas usados devem ser adaptados para proporcionar maior desempenho durante as suas atividades. Só que ainda existem no nosso meio, Empresas que não despertaram para esta possibilidade e obrigam seus colaboradores a trabalharem de forma sacrificada para terminar uma tarefa. Um exemplo bem simples e que vemos no nosso dia a dia é a falta de postura corporal de muitas pessoas que trabalham como caixas de banco ou de lojas e que independente de suas estaturas, são obrigadas a trabalharem com equipamentos que não se encaixam ao seu perfil. As Empresas devem dar condições adequadas às características psicofisiológicas dos trabalhadores e à natureza do trabalho a ser realizado.

Outro caso comum e que vemos diariamente é o esforço excessivo e repetitivo de muitos trabalhadores, principalmente no que tange ao levantamento, transporte e descarga de materiais. De acordo com a Norma Regulamentadora 17 (NR17), transporte manual de cargas é todo transporte no qual o peso da carga é suportado inteiramente por um só trabalhador, compreendendo o levantamento e a disposição da carga, sendo assim, não será admitido o transporte manual de cargas por um trabalhador cujo peso seja suscetível de comprometer sua saúde e sua segurança, ou seja, essa tarefa deverá ser executada de forma que o esforço físico seja compatível com a sua capacidade de força. Ao contrário disso, nós estamos vendo e convivendo dia a dia com exemplos de empresas que sobrecarregam seus colaboradores com sobrepesos que chegam ao limite da exaustão. Outras ultrapassam limites de horas trabalhadas, preenchendo física e psicologicamente todos os espaços dos seus colaboradores, deixando-os sem tempo para outras atividades em suas vidas, inclusive mais tempo com sua família.

A qualidade de vida do trabalhador está diretamente ligada a sua atividade dentro da empresa e uma boa prática ergométrica permite a seu funcionário maior conforto e produtividade. Converse com seu colaborador, pergunte como está seu grau de satisfação, identifique as suas necessidades e trate-as de preenchê-las da melhor forma possível, afinal, um bom funcionário é o seu investimento a longo prazo. Essa é uma tendência das Empresas organizadas. A pergunta é mesmo essa: Ergonomia, a sua Empresa pratica?
Fonte: Administradores

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Trabalho prejudica saúde mental de 1 em cada 5 nos países ricos

Um em cada cinco trabalhadores sofrem de uma doença mental como depressão ou ansiedade. É o que aponta um relatório divulgado pela Organização de Cooperação e de Desenvolvimento Econômico (OCDE) nessa segunda-feira. De acordo com o documento, três em cada quatro trabalhadores com sintomas de transtorno mental têm a produtividade no trabalho reduzida, em comparação com um em cada quatro trabalhadores sem transtorno mental.

Faltas no trabalho também são muito mais frequentes para os trabalhadores com doença mental, e cerca de 30% a 50% dos pedidos de benefícios são atribuídos a esse tipo de problema. O relatório revela também que pessoas com transtorno mental têm duas a três vezes mais probabilidade de ficarem desempregadas.

Para a OCDE, a crescente insegurança e a pressão nos locais de trabalho pode levar a um aumento dos problemas de saúde mental nos próximos anos. O cenário econômico em crise tende a deixar as pessoas ainda mais preocupadas com sua estabilidade no emprego. A porcentagem de trabalhadores expostos ao estresse do trabalho aumentou em todos os países da OCDE nos últimos 10 anos.

Cada vez mais cedo

Segundo o relatório, os trabalhadores têm reivindicado benefícios por invalidez cada vez mais jovens, na maioria dos países. Para ajudar os "sofredores", uma nova abordagem é necessária, especialmente no local de trabalho, diz a OCDE. Isso inclui boas condições de trabalho para reduzir e gerir melhor o estresse, acompanhamento sistemático dos pedidos de licença médica, reduzir conflitos no local de trabalho e evitar desligamentos desnecessários causados por problemas de saúde mental.

Outra esfera de atuação para combater os números apresentados é investir em políticas de saúde voltadas ao tratamento de transtornos comuns, que podem ser revertidos. Os sistemas de saúde são muito mais voltados para o tratamento de pessoas com distúrbios graves, como esquizofrenia, que representam apenas um quarto dos doentes. Hoje, quase 50% daqueles com um transtorno mental grave e mais de 70% das pessoas com um distúrbio moderado não recebem qualquer tratamento para a doença.
Fonte: Zero Hora

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Detran do Rio vai retirar das ruas veículos poluidores

A partir de 1º de janeiro, os carros que estiverem emitindo grandes volumes de gases poluente pelas ruas do Rio de Janeiro serão tirados de circulação. A decisão foi anunciada nesta segunda-feira (26) pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran) e pela Secretaria Estadual do Ambiente, que vão dar 30 dias para que os proprietários dos veículos se enquadrem às normas de emissão de gases poluentes, antes de sofrerem a punição definitiva.

De acordo com o presidente do Detran, Fernando Avelino, os veículos novos adquiridos há cerca de dois meses, não participarão do novo sistema de fiscalização. A medida vale somente para os autos que circulam com mais frequência, como táxis e ônibus.”Nós verificamos que os carros novos não apresentavam defeito algum, ou seja, é injusto o motorista que comprou o veículo em outubro ou novembro, fazer a fiscalização em janeiro ou fevereiro”.

Segundo Avelino, no primeiro momento, a ação será aplicada apenas aos quase 50 mil veículos considerados mais poluidores, de acordo com estimativa do Detran. “É uma meta bastante conservadora e crescente. No ano de 2012, nós vamos continuar estudando e vamos jogar uma nova meta para 2013 e assim sucessivamente”, disse.
Fonte: Agência Brasil

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Coletores não usam EPIs em Assis/SP.

Coletores de material reciclável em Assis, no interior de São Paulo, estão colocando a vida em risco durante o trabalho. Em imagens cedidas por um vereador da cidade, os funcionários aparecem trabalhando sem máscaras, sem protetores de ouvido e com luvas inapropriadas para a atividade. O equipamento deveria cobrir até o ombro, para evitar qualquer contato com algum produto contaminado, mas só protege as mãos. Isso acontece porque a cidade não tem um aterro sanitário e o lixo precisa ser separado manualmente.

Segundo o vereador João da Silva Filho, que fez a denúncia, muitos funcionários tiveram problemas de saúde por causa da exposição com produtos perigosos: seringas e vidros quebrados, por exemplo. É o caso da coletora Edinalva de Lima, que contraiu uma infecção depois de cortar o dedo.

"Tinha vezes que tinha luva, tinha dia que não, muitos tinha que ficar com a rasgada e daí eu peguei essa infecção, faço tratamento até hoje por causa disso", conta.

O vereador João da Silva Filho levou a denúncia também ao Ministério do Trabalho e promotoria de Assis. Os dois órgãos informaram que vão investigar o caso. Outros problemas foram identificados na cooperativa, além da falta de estrutura e de material de segurança.

A direção da cooperativa informou que os materiais de segurança são fornecidos aos funcionários e comprados todos os meses. Além disso, os trabalhadores são orientados a sempre utilizá-los.

Colaboração da população

Além dos equipamentos de segurança que devem ser fornecidos pela empresa e usados pelos catadores, é preciso uma cooperação da comunidade. Atitudes simples podem evitar acidentes:

• É preciso embrulhar cacos de vidro e outros tipos de materiais cortantes em jornal e colocar tudo dentro de caixas de leite.

• Objetos pontiagudos devem ser quebrados e colocados dentro de garrafas pet. É importante também identificar os recipientes.
Fonte: G1 Bauru e Marília

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Natal - Dicas de como instalar luzes de Natal com segurança

Aprenda como instalar luzes de Natal com segurança.

Clima solidário, diferentes cores, brilhos e enfeites pelas ruas e casas destacam-se nessa época do ano. E com a proximidade do Natal, as luzes de diversos tipos são instaladas em todos os lugares – árvores, fachadas, sacadas de apartamentos etc. Porém, alguns cuidados básicos são imprescindíveis para evitar incêndios e outros acidentes domésticos.

De acordo com o técnico da Instrutherm, Alex Guilhermino, é preciso estar atento desde a hora da compra do produto, e alerta: “o primeiro passo é testar as luzes ou produtos que serão instalados no ato da compra, se possível, certificando-se sobre a voltagem – 110V ou 220V”, explica.

Outra dica é usar luvas durante a instalação, assim, caso estoure alguma lâmpada, por exemplo, temos menos riscos de ferimentos; antes de ligar na tomada, certifique-se sobre a tensão –110V ou 220V–, evitando curto-circuito, que é o principal causador de incêndios.

“Para se ter uma ideia, a Instrutherm dispõe de aparelhos bem simples, como o MD-300, com preço aproximado de R$11, além do TV-300, por cerca de R$6,00, que indicam a voltagem exata”, explica Guilhermino.

Também é importante evitar mais de uma ligação por tomada, pois o acúmulo de instalações gera aquecimento do condutor, podendo queimar ou danificar os aparelhos conectados, além do perigo de curto-circuito.

A Instrutherm é uma empresa especializada em instrumentos de medição, há 27 anos, possui atendimento diferenciado, com departamentos que testam cada item antes de sua comercialização, assistência técnica multimarcas, além de calibração de instrumentos com certificado rastreável RBC/Inmetro.
Fonte: Bagaraí

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Risco de acidente em casa aumenta durante as férias

Crianças que têm entre um e cinco anos de idade correm mais riscos de sofrerem acidentes no próprio domicílio.

Nesta época do ano, vivenciamos as chamadas férias de verão. E este período de recesso escolar aumenta muito o número de acidentes com crianças e os riscos que elas correm dentro e fora de casa. O que é para ser tempo de muita diversão, tão aguardado pela criançada, também vem a exigir cuidados dos responsáveis para evitar consequências lamentáveis.

No Brasil, de acordo com dados do Ministério da Saúde, a principal causa de morte de crianças de um a 14 anos são os acidentes domésticos. Em 2009, segundo a mesma estatística, 4.992 crianças morreram e 119.297 foram hospitalizadas vítimas de acidentes.

As altas temperaturas chamam atenção para um perigo em especial, o afogamento. Esta é a segunda causa de morte, por acidentes, de crianças até 14 anos no País. Em Fortaleza, as principais incidências são os acidentes fora de casa, na rua (atropelamentos), de bicicleta e motos; e domésticos, quedas de janelas; choques elétrico em tomada caseira, queimaduras por líquido quente, intoxicação por ingestão de medicamentos e venenos (inseticida, raticida) e afogamentos (em praias, rios e piscinas).

Para a médica pediatra da UTI do Instituto Doutor José Frota (IJF), Francielze Lavor, que coordena a comissão de atendimento e prevenção aos maus tratos à criança e adolescente, a maioria dos acidentes envolvendo crianças na faixa etária de um a cinco anos, que dão entrada no IJF, são de origem doméstica. Os maiores riscos que o domicílio oferece são as quedas de janelas, escadas, queimaduras , ingestão de substâncias tóxicas (venenos) e uso indevido de medicamentos.

Já para a faixa de cinco aos sete anos, fora do domicílio, os atropelamentos são mais constantes. E de sete aos 14 vêm os acidentes automobilísticos e afogamentos.

Prevenção

A pediatra aconselha pais e responsáveis pelos menores a tomarem cuidados básicos. "São medidas preventivas que vão contribuir para a diminuição de acidentes. O adulto responsável não pode deixar a criança à revelia, sem vigilância", orienta.

Ela também acrescenta que cuidados básicos devem ser tomados. Em casa, tem que ter protetores nas tomadas. Os venenos e medicamentos devem estar guardados em locais de difícil acesso para os menores e não se pode permitir que crianças brinquem na cozinha, próximas ao fogão. Fora do domicilio, nas praias, a especialista destaca a importância do uso do colete salva-vida.

Incidência

293 Crianças morreram no ano de 2009 em razão de terem sofrido queimaduras consideradas grave; outras 19.476 foram hospitalizadas e tiveram sequelas permanentes.
Fonte: Diário do Nordeste

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Aprovada regulamentação profissional de brigadista civil

A Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado aprovou na última quarta-feira (14) proposta que regulamenta a profissão de brigadista civil (profissional que atua na prevenção e no combate a incêndios). O texto aprovado é um substitutivo da deputada Keiko Ota (PSB-SP) ao Projeto Lei 7085/10.

O texto original do projeto, do deputado Roberto Santiago (PSD-SP) e do ex- deputado Edmilson Valentim (PCdoB-RJ), alterava a Lei 11.901/09, que regulamenta a profissão de bombeiro civil. Já o substitutivo revoga essa lei e substitui a denominação "bombeiro civil" por "brigadista civil" e "brigadista particular".

Segundo a relatora, a mudança de nome evita confusão entre a atividade privada de combate a incêndios e os Corpos de Bombeiros Militares. A relatora incluiu a denominação "brigadista particular" a partir de dispositivo previsto no Projeto de Lei 7234/10, do deputado Paulo Piau (PMDB-MG).

O substitutivo aprovado define o brigadista civil como o profissional que exerce, "em caráter habitual, função remunerada e exclusiva de prevenção e combate a incêndio, como empregado contratado diretamente por empresas privadas ou públicas, sociedades de economia mista, ou empresas especializadas em prestação de serviços de prevenção e combate a incêndio".

Já o brigadista particular é um brigadista civil sem vínculo de emprego.

Direitos

Além disso, o substitutivo acolhe três emendas: uma do deputado William Dib (PSDB-SP), que estabelece regulamentação para a atividade privada de combate aos incêndios; outra, do deputado Guilherme Campos (PSD-SP), define a profissão do brigadista e lhe assegura direitos trabalhistas, entre eles o uso de uniforme às expensas do empregador e o adicional de periculosidade; e a terceira, do deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ), prevê gradação das penas administrativas aplicadas às empresas que não cumprirem as disposições legais.

Tramitação

O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado ainda pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Fonte: Agência Câmara

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Coletores de lixo sofrem acidentes com materiais cortantes mal embalados.

Acidentes com materiais cortantes e perfurantes como cacos de vidro, pedaços de madeira e pregos são uma triste realidade na vida dos coletores da limpeza pública de Curitiba. Somente de janeiro a setembro de 2011, a Cavo, responsável pelo gerenciamento de resíduos da capital, registrou um total de 126 acidentes com esse tipo de material, o que representa 46% do total de acidentes de trabalho.

A coordenadora de Qualidade, Meio Ambiente e Segurança da Cavo, Kelly Sayuri Nozu, explica que esses acidentes acontecem principalmente pelo descarte incorreto dos resíduos cortantes. "A agilidade da coleta é fundamental e nesses momentos os acidentes acontecem devido ao acondicionamento incorreto do lixo."

Para aqueles que acreditam que embrulhar cacos de vidro apenas em jornal bastaria, Kelly alerta que isso não é suficiente. Para não machucar o coletor, a população precisa procurar um material mais rígido para o acondicionamento, como latas, garrafas pet ou mesmo embalagens de leite. "Os cacos de vidro podem ser embalados dentro de latinhas de leite em pó ou achocolatado. Outra possibilidade é cortar uma caixa de leite ao meio, promovendo um encaixe. Assim, fica mais seguro. Outra dica importante é fazer a separação do lixo entre reciclável e orgânico."

Campanha para incentivar descarte responsável

Além de cacos de vidro, acidentes com prego também são comuns. Isso porque pedaços de madeira são colocados no lixo ainda com os pregos grudados e o coletor acaba pisando ou machucando a mão. A recomendação nesse caso é retirar os pregos da madeira e colocá-los em um recipiente rígido.

De acordo com a Cavo, em caso de ocorrências dessa natureza os coletores são levados imediatamente ao hospital para atendimento necessário. Dependendo da gravidade do acidente, o coletor pode ficar afastado do trabalho para se recuperar.

Junto à população, a empresa procura fazer um trabalho de conscientização no local, procurando a pessoa responsável pelo descarte incorreto. "Fazemos uma panfletagem nas casas com os próprios coletores explicando sobre o descarte correto. Outro diferencial é que os nossos caminhões são adesivados com a frase `Eu embalo material cortante’, tudo para incentivar o descarte responsável", afirma a coordenadora de Segurança.

Abel de Souza Santos, que trabalha há 12 anos na Cavo, já passou por três acidentes com material cortante, sendo o último deles em agosto deste ano. "Eu recolhi uma sacola que estava no chão, num gramadinho ao lado da lixeira, e logo senti uma fisgada. Como estava chovendo, a luva deslizou. Era um caco longo e pontiagudo. Na hora sangrou bastante, mas eu fiz todos os procedimentos indicados pela empresa e não tive nenhuma complicação."
Fonte: Cavo Serviços e Saneamento S.A.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Natal - Instalação natalina exige cuidados, diz a CEA.

A Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA) orienta sobre prevenção de acidentes ocasionados por incompatibilidade na instalação de decorações natalinas. A prática anunciando o fim de ano pode custar caro se não forem tomadas as medidas necessárias quanto à qualidade nos produtos utilizados em residências e pontos comerciais.

O chefe da Seção de Segurança e Medicina no Trabalho (Sest) da CEA, Lourival Augusto Dias Filho, recomenda que no momento da compra dos equipamentos o consumidor verifique a procedência dos objetos que usam energia elétrica, principalmente os cordões de luzes e pisca-piscas, os mais utilizados.

A má conexão elétrica e o aquecimento na fiação são os maiores causadores de incêndio, diz o engenheiro eletricista. “Para evitar, deve-se observar o pino e a tomada, ambos não podem possuir folga. Isso evita que os fios derretam ou provoquem o efeito Joule, lei física que expressa a relação entre o calor gerado e a corrente elétrica que percorre um condutor em determinado tempo, os conhecidos curtos-circuitos”, explica.

Para que isso não aconteça, Lourival orienta que se verifique a capacidade e a resistência dos condutores para que estejam compatíveis com a carga elétrica requerida.

Segundo ele, como prevenção de choques elétricos, os cuidados devem ser dobrados nas decorações instaladas em ambientes externos. A dica é comprar equipamentos exclusivamente fabricados para esta finalidade. “Geralmente as pessoas deixam esses equipamentos ligados por muito tempo, causando aquecimento, seguido de acidente”, disse o chefe da Sest.

Lourival, engenheiro eletricista e especialista em perícia em incêndio pelo Corpo de Bombeiros de Brasília, garantiu que 70% dos acidentes domésticos são causados por negligência humana. Em outros casos, o ventilador e a vela são os vilões nas ocorrências de curtos-circuitos.

Ele disse ainda que em casos de curtos-circuitos a recomendação é que seja eliminada a utilização de água na tentativa de acabar com o incêndio. O ideal é recorrer ao extintor, com carga de pó (BC- CO2) para evitar maiores prejuízos.

Essas orientações são necessárias para evitar incêndios como o ocorrido na manhã desta quinta-feira, 15, no centro comercial de Macapá. Informações extra-oficiais, de comerciantes próximos à loja incendiada, dizem que o fogo começou devido a um curto-circuito na decoração natalina, instalada na vitrine do estabelecimento. O fogo tomou proporções maiores após contato com as confecções.

A queda de energia elétrica, cogitada como uma das possibilidades causadoras do incidente, foi descartada por Francisco de Carvalho Cardoso, supervisor do Centro de Operação de Distribuição da CEA (COD). Ele garantiu que não houve registro no sistema de ocorrência de queda de energia nesse horário, e que a energia somente foi desligada durante o incêndio, após solicitação do Corpo de Bombeiros.

A diretoria executiva da CEA solicita que todos tenham cautela e atenção nas festas de fim de ano. Na dúvida, procure um profissional na área de energia elétrica e somente adquiram produtos que possuam o selo do Instituto Nacional de Metrologia (Inmetro).
Fonte: correaneto.com.br

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Como você pensa o futuro da sua carreira?

Planejamento de carreira deve somar desenvolvimento de competência e vida pessoal.

Se você imagina ser gerente antes do 30 anos, diretor antes dos 40 e CEO antes dos 50, e acha que isso é um planejamento de carreira, cuidado. Segundo especialistas ouvidos pelo iG, mais do que vislumbrar os cargos que se pretende atingir, é importante que o profissional saiba desenvolver as competências necessárias para ter a capacidade e a responsabilidade requeridas para assumir as posições almejadas.

De acordo com a coach e mentora Rosa Bernholft, presidente da Alba consultoria, antes de olhar para o cargo deve-se perseguir a “excelência de si mesmo”. Segundo ela “é um equívoco o profissional pensar em uma posição que quer atingir sem ponderar se tem as competências desenvolvidas e qual é o momento de sua vida pessoal”, explica.

“Antes de pensar em ser CEO, você deve responder como vai suprir o que está precisando, hoje. A carreira tem de ter um sentido. Se não, corre-se um risco sério de que quando chegar lá, quando conseguir sentar na tão sonhada cadeira, perguntar-se: ‘e agora?’ E o pior é não ter a resposta.”

Planejamento

Elaine Saad, diretora da Right Management, afirma que pensar no futuro é mais do que importante: é fundamental. “Tudo em nossa vida exige um planejamento mínimo e a carreira não é diferente. Apesar de o mundo em que vivemos estar em constante transformação, dificultando o planejamento de longo prazo, todo e qualquer profissional deveria ter, no mínimo, uma visão de para onde está caminhando sua carreira a curto e médio prazos.”

Quando o profissional não faz esse planejamento, diz Elaine, ele automaticamente delega essa tarefa à empresa ou ao chefe. “Delegar seu destino profissional pode fazer com que ele perca a rédea e o comando do que traz felicidade, realização e plenitude. Mesmo em ambientes turvos, temos de ter na cabeça um plano mínimo de trajetória.”

Por si mesmo

A executiva de compras J. K, de 36 anos, que preferiu não se identificar, afirma que se prepara constantemente para galgar postos cada vez mais altos na companhia. “Quando era gerente de uma empresa nacional, fiz um pós-MBA internacional por minha própria conta, porque já estava me preparando para assumir uma posição mais alta. Um ano depois, recebi uma proposta para ser gerente-geral de uma multinacional e senti que estava pronta para o cargo.”

A profissional diz que apesar de acreditar que a posição ocupada na empresa não é o parâmetro mais importante, e sim a competência que se tem, ela é um balizador de onde você está. “É natural, por exemplo, um diretor acreditar que tem as habilidades necessárias para a função. O cargo está, na verdade, dentro de uma reta infinita, porque ser CEO não significa o fim”, afirma.

Para a diretora da Right Management, o mais importante é buscar desenvolvimento contínuo, seja em capacitação técnica – quando pretende ser um expert em sua área – seja construindo competências como liderança – quando quer ocupar um cargo de chefia.

“Quando o profissional opta por gerir pessoas, tem de voltar seu desenvolvimento para aspectos técnicos e comportamentais da liderança, que precisam de tempo, prática e dedicação para serem desenvolvidos. Quando ele opta pela área técnica, sua missão passa ser mais voltada à liderança de si mesmo e ao crescimento pessoal nas habilidades que tem voltadas à carreira que escolheu”, explica Elaine.
Fonte: IG Carreiras

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Exame médico periódico no trabalho, você sabe para que serve ?

De tempos em tempos todos os funcionários das empresas são convocados para o exame médico periódico. Após preencher uma ficha falando sobre todas as doenças atuais e antigas, o colaborador segue para uma rápida entrevista com um profissional de saúde. Você sabe, porém, por que ele é feito e o que a empresa quer com isso?

Os exames médicos periódicos, assim como o admissional e demissional, são exigências legais e a periodicidade com que é realizado vai depender com o risco ocupacional que o trabalho oferece ao colaborador. A sócia do Romar Advogados, advogada Carla Romar, explica que os exames serão mais espaçados quanto menor for o risco que a empresa oferece ao profissional.

Se o risco for mínimo, o exame será feito a cada dois anos, o tempo máximo permitido por lei. Mas são poucas as empresas que se enquadram nesse perfil. A periodicidade mais comum é a anual, e os riscos também mais comuns são os relacionados com o computador.

Ficar sentado por horas, por exemplo, pode afetar a coluna e a circulação. A digitação contínua no teclado pode ocasionar o LER (lesão por esforço repetitivo). Os riscos de ergonomia ajudam a fazer com que a periodicidade do exame fique cada vez menor. Carla explica que quem deverá definir o grau do risco será um médico do trabalho.

Essa verificação, porém, que pode ser anual ou semestral, por exemplo, tem dois objetivos principais. O primeiro é proteger a saúde e integridade do trabalhador, e o segundo está relacionado com questões trabalhistas. A empresa tem o direito de saber sobre o estado de saúde de seus colaboradores, o que será importante, inclusive, para se proteger na eventualidade de ações judiciais.

Carla explica que alguns trabalhadores entram na justiça contra o empregador alegando que adquiriu um problema de saúde por causa do trabalho que realizou durante os anos que se dedicaram ao serviço. Essa alegação poderá ser procedente, mas são os exames médicos que vão ajudar a comprovar a acusação.

Por esses motivos que você precisa responder se fez alguma cirurgia nos últimos anos, se é fumante ou não, se já teve hepatite, se tem doenças pré-existentes, se faz uso de medicamentos e porquê, se já teve acidente de trabalho, e todas demais perguntas que completam a lista.

Situações abusivas

Apesar de ser direito da empresa saber sobre as condições de saúde de seus colaboradores, há algumas situações que extrapolam os limites. O exame de HIV, por exemplo, nem todas as empresas têm o direito de exigi-lo. Carla Romar explica que esse exame só poderá ser solicitado, de forma legal, se o profissional estiver concorrendo a uma vaga na qual há riscos de contaminação.

Ou seja, se o trabalho for na área da saúde, em um hospital, por exemplo, é perfeitamente justificável a empresa cobrar esse exame. Inclusive, a empresa pode negar a vaga se o candidato tiver HIV, sem que isso configure discriminação ou preconceito. Mas posições em que não haja risco de contaminação, nem o exame pode ser exigido nem o candidato pode perder a vaga por ser portador da doença.

Nessa mesma lógica, há algumas questões mais delicadas, mas que a lei tenta administrar. O artigo 373-A da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) trata das vedações quanto a discriminação do trabalho da mulher. Alguns podem não saber, mas a lei permite, em algumas situações, a empresa negar um trabalho a uma mulher.

Nos casos em que a função for notoriamente incompatível com o sexo feminino, como estivador no cais no porto, por exemplo, a empresa pode recusar uma candidata feminino sem que seja configurado discriminação.

O exame de gravidez é outro dilema, pode ou não pode? A resposta é: não. De acordo com a lei, é vedado ao empregador "exigir atestado ou exame, de qualquer natureza, para comprovação de esterilidade ou gravidez, na admissão ou permanência no emprego".
Fonte: Associação Nacional de Medicina do Trabalho

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Ponto Frio deve indenizar em R$ 25 mil vendedora vítima de assédio sexual.

A rede de lojas Ponto Frio deve indenizar por danos morais, no valor de R$ 25 mil, uma vendedora assediada sexualmente pelo gerente da loja na qual trabalhava. A decisão é da 9ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho do Rio Grande do Sul (TRT-RS) e mantém sentença da juíza Luciana Caringi Xavier, da 30ª Vara do Trabalho de Porto Alegre.

A magistrada considerou o resultado dos laudos periciais, que apontou o comportamento do chefe da reclamante como fator desencadeador de transtornos psíquicos, embora a autora já tivesse predisposição a estas doenças. Ainda cabe recurso ao Tribunal Superior do Trabalho (TST).

Ao ajuizar a ação, a trabalhadora alegou que, além das vendas, era encarregada de organizar o setor em que o gerente guardava seus papéis. Este, segundo ela, começou a convidá-la para sair e a cercá-la de gentilezas, investidas que teriam sido ignoradas.

A autora informou, ainda, que o gerente tentou abraçá-la e beijá-la dentro da própria loja, ocasião em que ela o empurrou e lhe disse que não queria esse tipo de aproximação, até mesmo pelo fato dele ser seu chefe.

A partir desse momento, conforme relato da empregada, o gerente começou a tratá-la de maneira grosseira, fazendo exigências descabidas. Como exemplo, disse que se voltasse do intervalo do almoço com um minuto de atraso, ou se almoçasse em companhia de outras pessoas, era mandada embora no turno da tarde.

Também afirmou que, quando avisava que não poderia ficar até mais tarde no trabalho por já ter outros compromissos, seu chefe lhe atribuía tarefas no final do expediente, impedindo sua saída no horário previsto.

As afirmações da vendedora foram confirmadas no processo por outras colegas da loja, que também alegaram sofrer constrangimentos do mesmo tipo. Segundo os relatos, o gerente costumava chamá-las em sua sala, apelidada por ele de "QG", quando tentava tocá-las e proferia "cantadas maliciosas". Esse grupo de vendedoras, conforme os autos, fez reclamação ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) a respeito da conduta do gerente.

Baseada nestes elementos, a juíza de primeiro grau deferiu o pedido de indenização por danos morais. Na sentença, salientou que a conclusão do laudo pericial relaciona o assédio sexual sofrido com o desencadeamento de transtorno psíquico, com reação mista de ansiedade e depressão.

O documento destacou que, nesses casos em que a pessoa sofre pressão psicológica intensa, "a capacidade de lidar com eventos estressores, mesmo os não traumáticos, pode estar comprometida".

A perita afirmou, ainda, que havia predisposição para o desenvolvimento destas doenças na reclamante, que já havia se submetido a tratamento psíquico em 2001 ou 2002, antes, portanto, do início do seu contrato de trabalho na reclamada, ocorrido em novembro de 2004. Nesse contexto, atribuiu 50% da responsabilidade da sua doença à situação enfrentada pela vendedora no seu ambiente de trabalho.
Fonte: Tribunal Regional do Trabalho 4ª Região Porto Alegre

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Edifícios verdes ainda são minoria no Brasil, um dos países que mais investem em construções sustentáveis

O Brasil está em quarto lugar entre 120 países com maior número de empreendimentos que podem receber o Selo Verde, nome pelo qual é conhecido o Leadership in Energy and Environmental Design (Leed), um protocolo de avaliação e certificação internacional de edifícios ecologicamente sustentáveis. Mesmo assim, apenas 1% do que é construído no país se encaixa no conceito de sustentabilidade ambiental.

De acordo com o gerente de Relações Institucionais e Governamentais da Green Building Council (GBC) Brasil, Felipe Faria, o país está à frente de nações como Canadá e Índia em número de certificados verdes e a demanda de mercado por construções sustentáveis não para de crescer. Mas os desafios nessa área ainda são grandes, segundo Fábio, sobretudo devido ao preconceito e à falta de informação.

“Os custos operacionais da edificação são baixos e, para os governos, é muito mais fácil investir em eficiência energética do que em aumento de produção de energia. Muitos ainda acham que os custos são maiores, mas, em muitos casos, sai mais barato investir em projetos verdes. Investir em eficiência energética e uso racional de água vale muito a pena”.

O executivo da GBC Brasil participou nesta segunda-feira (12) do 13º Encontro de Energia do Rio de Janeiro (Enerj) e falou sobre as vantagens de investir em edifícios verdes e a situação do Brasil nesse setor. Ele destacou o avanço das indústrias de materiais de construção, que estão investindo muito e rapidamente em produtos de baixo impacto ambiental. “São produtos que não existiam há cinco ou seis anos, como tintas e vernizes com baixos compostos orgânicos voláteis, ligas de alumínio com 80% de reciclagem, enfim, produtos que hoje são padrão. Hoje não falta tecnologia, o importante é ter bons projetos”.

No Rio de Janeiro, o aumento do número de empreendimentos com eficiência energética e baixo impacto ambiental está associado a incentivos fiscais e leis municipais. De acordo com o presidente da Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio de Janeiro, Jorge Luiz Arraes, até o momento, mais de 160 mil metros quadrados (m²) de projetos ambientalmente sustentáveis já foram aprovados na região portuária, que passa por um processo de revitalização para a Copa do Mundo de 2014 e Olimpíada de 2016.

“São entre 13 e 15 prédios que estão seguindo todas as regras urbanísticas e ambientais da prefeitura. A legislação obriga que novos empreendimentos na área portuária obedeçam a parâmetros específicos como economia de consumo de água e reaproveitamento da água da chuva, uso de aquecimento solar, acesso facilitado para bicicletas, materiais com certificação ambiental, entre outros”.

Os empreendimentos fazem parte do projeto Porto Maravilha, da prefeitura, que abrange 5 milhões de m² de uma das áreas mais degradadas do centro da cidade, que é a zona portuária. Além de diversas intervenções sociais e ambientais, o projeto prevê o plantio de 15 mil árvores e a ampliação da área verde, que hoje ocupa apenas 2,5% da região, para 10%.
Fonte: Agência Brasil

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

LER/DORT - A epidemia da virada do século.

HISTÓRICO:

Trata-se de uma patologia que acomete as pessoas há muitos séculos.

Sinais de osteofitose marginal em ossos de punhos e joelhos foram identificados em múmias de populações pré-hispânicas, que permaneciam de joelhos por tempo prolongado, executando movimentos de flexão e extensão dos membros superiores na atividade de moer grãos.

Em 1700, Bernardo Ramazzini, médico, hoje considerado o PAI da Medicina Ocupacional descreveu afecções músculo-esqueléticas entre os notários, escribas e secretários de príncipes, acreditava ele, ser pelo uso excessivo das mãos no trabalho de escrever e relacionou, ainda, a vida sedentária, movimento contínuo e repetitivo das mãos e atenção mental para não manchar os livros .

Essa patologia que mais tarde foi chamada de “câimbra do escrivão” ou “paralisia do escrivão”, segundo Ramazzini, era secundária a três fatores básicos que, em seu conjunto, influenciavam de maneira determinante o seu aparecimento.

Eram eles: (da mesma forma que são hoje)

- Sedentarismo;

- Uso contínuo e repetitivo da mão em um mesmo movimento;

- Grande atenção mental para não borrar a escrita.

Essa doença se caracterizava por uma sensação de parestesia dos membros superiores acompanhada por sensação de peso e fadiga nos braços, podendo, ainda, estar associada a dores cervicais e/ou lombares.

A partir deste instante, estava descrita uma nova doença, que mais tarde, por possuir sintomas comuns, foi também descrita em inúmeras outras atividades.

No ano de 1833 uma descrição de grande número de casos de trabalhadores acometidos por sintomas semelhantes aos já descritos por Ramazzini ocorreu na Inglaterra, nos anotadores do serviço britânico, sendo tal fato atribuído ao uso de uma pena de aço mais pesada.

O primeiro evento de que se tem notícia de uma atividade ser considerada como causadora de uma doença profissional devido a movimentos rápidos e repetitivos data de 1908 quando, na Inglaterra, o serviço de saúde Britânico atribuiu aos telegrafistas uma nova doença denominada de “câimbra do telegrafista”, que tinha como sintoma principal a fraqueza muscular.

Surgia, a partir deste momento, uma relação entre doença – lesão – incapacidade, sendo esta considerada pela Corte Britânica como passível de indenização.

A criação e reconhecimento do conceito de doença indenizável em meados dos anos 70/80, fez com que verdadeiras epidemias destas doenças começassem a ser descritas em todo o mundo, estando as mesmas, sempre associadas a distúrbios emocionais e insatisfação pessoal ao trabalho ou no trabalho.

Problemas de ordem emocional, associados a esta nova doença epidêmica e indenizável foram analisados pelo neurologista inglês William Gowers, que considerou estas manifestações clinicas não simplesmente como um problema ligado ao tipo de trabalho, mas sim, uma verdadeira neurose ocupacional.

Em sua análise, William Gowers descreveu que, mais do que uma simples doença, apresentavam, seus pacientes, insatisfação com o trabalho, ansiedade, problemas familiares, instabilidade emocional, revolta e dificuldade de diferenciar o que verdadeiramente sentiam, daquilo que era irreal.

Até os dias de hoje, inúmeras alterações ósteo-músculo-tendíneas são descritas como doenças secundárias a Lesões por Esforços Repetitivos (LER), sendo do conhecimento de todos, o grande número de casos de: Tendinites, Tenossinovites, Peritendinites, Capsulites, Bursites entre outros, diagnosticados como de ordem profissional. Os quadros compressivos de grupos musculares só foram enquadrados no rol das doenças descritas como LER, anos mais tarde.

Verdadeiras epidemias de doenças diagnosticadas como LER ocorreram no Japão (anos 60 a 80) e na Austrália (anos 80) onde, segundo artigo publicado no – J. Rheumatology 16 (suppl. 19): 169-174:1989 com o título Medicolegal Aspects of Fibrositis Syndrome, Littlejohn, GO, analisa os fatores determinantes no aparecimento deste grande número de casos.

Atribui ele que o grande aumento no diagnóstico desta doença ocorreu pela influência dos sindicatos, publicidade, facilidade na simulação dos sintomas e o oportunismo, associado ainda à deficiência e desconhecimento na abordagem diagnóstica da doença, e a possibilidade de um sistema de compensação financeira permissivo.

No Brasil, a partir da metade dos anos 80, os números de casos de LER têm crescido de maneira assustadora, de tal forma que o INSS em sua publicação – Doenças Relacionadas ao Trabalho – Manual de Procedimento para os Serviços de Saúde, em seu capítulo 18 página 426, descreve:

“No Brasil, o aumento da incidência de LER/DORT pode ser observado nas estatísticas do INSS de concessão de benefícios por doenças profissionais. Segundo os dados disponíveis, estes benefícios respondem por 80% dos diagnósticos que resultaram em concessão de auxílio-acidente e aposentadoria por invalidez pela previdência social em 1998. O mesmo fenômeno pode ser observado na casuística atendida nos CEREST (Centro de Referência em Saúde do Trabalhador), na rede pública de serviços de Saúde (Núcleo de Referência em Doenças Ocupacionais da Previdência Social- Nusat, 1998)”.

Abordar casos de LER, hoje internacionalmente e em todas as línguas mais conhecidas de DORT, Doenças Osteomusculares Relacionadas ao Trabalho, ainda é um problema de saúde de difícil solução. O número insuficiente de médicos e equipes multidisciplinares bem preparados e com formação holística (Medicina do Trabalho + Doenças Músculo Esqueléticas + Psicofisiologia, etc) faz com que diagnósticos sejam formulados erradamente, propiciando que trabalhadores afastados por doença não profissional ou mesmo indivíduos simuladores, passem a gozar de privilégios frente a trabalhadores honestos e normais, causando uma desmotivação ao trabalho e estímulo a novos afastamentos.

SINTOMAS:

Fadiga muscular: sensação de peso e cansaço no membro afetado;

Alodínea (dor como resposta a estímulos não nocivos, que em princípio não deveriam gerar nenhum incômodo) de qualquer grupamento muscular;

Dores, formigamentos, fisgadas;

Câimbras; choques;

Inchaço;

Falta de firmeza nas mãos;

Avermelhamento da pele, Calor localizado;

Repitações (rangidos);

Dormência;

Perda de força muscular e dos reflexos;

Cisto;

Dificuldade para dormir;

Tendinite e tenossinovite dos músculos do antebraço;

Miosite/Fasciíte dos músculos lumbricais;

Tendinite do músculo bíceps;

Tendinite do supra-espinhoso;

Inflamação do pronador redondo;

Cisto gangliônico no punho;

Estresse.

Obs.: O estresse é um mecanismo normal do organismo que culmina com a secreção aumentada de alguns hormônios das glândulas supra-renais.

Este mecanismo, necessário e benéfico para o organismo, faz com que o ser humano fique mais atento e sensível diante de situações de perigo ou produtoras de tensão, colocando-o em prontidão de defesa maior para se proteger.

O estresse se torna prejudicial quando se transforma em um processo crônico, por tempo longo e sempre se repetindo. É aquele indivíduo que passa por diversas situações estressoras, freqüentemente no dia-a-dia, no trânsito, nas ruas, na profissão e em outras situações, conduzindo a manifestações doentias.

Essas manifestações se exteriorizam através de alterações orgânicas e nas perturbações psicossomáticas.

No ambiente de trabalho, algumas condições podem representar sobrecargas causadoras do estresse: as exigências e a vigilância no trabalho, a responsabilidade sobre os outros, o ambiente físico, a segurança do emprego, entre outros.

DIAGNÓSTICO:

O diagnóstico deve ser físico e, fundamentalmente emocional com análise de base, ou seja, análise do Laudo Ambiental (qualquer que seja o ambiente a ser estudado).

Por meio de exame clínico há uma anamnese bastante direcionada.

Os exames complementares normalmente não auxiliam de forma significativa o diagnóstico.

A própria Norma Técnica do INSS a respeito das LER/DORT alerta para a ineficácia desses exames.

A ultrassonografia, quando realizada em equipamentos acima de 10 Megahertz, tem auxiliado no diagnóstico de alguns casos.

Outros aparelhos podem auxiliar o trabalho do médico, como a radiografia, a ressonância magnética, a cintilografia óssea, a tomografia computadorizada e a eletroneuromiografia.

Hoje, a psicofisiologia também auxilia na análise e reabilitação de processos iniciais de LER / DORT

A psicofisiologia estuda a base fisiológica das funções motoras especialmente no que se refere aos reflexos, à postura, ao equilíbrio, à coordenação motora e ao mecanismo de execução dos movimentos

A ciência, e particularmente a Ciência Cognitiva, reconhece que o cérebro e todas as suas estruturas são a base de todo processamento de sensações, cognições, sentimentos e movimentos.

Os mecanismos são intrinsecamente ligados e, apenas a análise multidisciplinar completa pode realmente detectar e auxiliar em determinados casos. Análises ligadas ao estudo do stress (físico, emocional).

A publicação de Rapports du Physique et du Moral de l´Homme (1796 - 1802; Relações entre o físico e a moral do homem), obra de Georges Cabanis, precursor da psicofisiologia que viveu na segunda metade do século XVIII, preconiza o marco inicial da psicofisiologia. Essa disciplina progrediu lentamente até que, em 1929, o cientista alemão Hans Berger inventou a eletroencefalografia, técnica que permite registrar e interpretar as variações elétricas com sede no cérebro, cujos resultados são de utilidade para a medicina e para a cirurgia.

A análise de um Laudo Ambiental elaborado de forma correta por uma equipe multidisciplinar e que utilize também de estudos psicofisiológicos pode, de forma surpreendente, detectar “RISCOS” jamais imagináveis em uma análise cartesiana pessoal.

COMO SE ADQUIRE A LER (ou DORT):

Como a própria designação já diz, as Lesões são causadas pela prática de Esforços Repetitivos, porém, não apenas a repetição dos esforços físicos, mas, principalmente a repetição, tipo e intensidade do estímulo que a vir a provocar uma LER, sem contar a associação psicofisiológica.

-Trabalhos ou funções que exijam movimentos repetitivos.

-Falta de período de descanso durante a jornada de trabalho.

-Mobiliário e equipamento inadequado.

-Repetitividade, excesso de movimentos, falta de flexibilidade de tempo e ritmo,

-Exigência de produtividade,

-Falta de canais de diálogo entre trabalhadores e empresa,

-Pressão das chefias para manter a produtividade,

-Ambiente inadequado,

-e mais uma série de fatores que devem ser analisados de forma holística pontual.

Hoje se sabe que a má postura, seja na posição sentada ou de pé, principalmente sem descansos programados, pode ser considerada como o fator principal que pode vir a deslanchar uma LER.

CARACTERÍSTICAS DAS LER/DORT:

Nem toda dor corresponde à lesão.

Sua fisiopatologia é relativamente bem conhecida e bem demonstrada.

Ocasiona dor muito forte e costumam vir associadas, uni ou bilaterais.

Inexistência de doença subjacente.

Tratamento geralmente eficaz principalmente nas fases iniciais.

Caráter cumulativo.

Tendência ao agravamento com as recidivas e, muitas vezes. Irreversíveis.

COMO SE PREVENIR OU EVITAR A LER/DORT:

EM PRIMEIRO LUGAR – A CONSCIENTIZAÇÃO

Sim!

Para se evitar a LER/DORT o primeiro passo é a conscientização.

Em qualquer lugar onde estiver é preciso lembrar: minha postura é minha “estrutura”.

Nas pequenas ações, as grandes reações. Nos pequenos descuidos, os grandes prejuízos e com a coluna ou com nossos músculos e esqueleto, pode ser um prejuízo quase que irrecuperável.

Estas doenças são previsíveis e como são consideradas uma doença do trabalho, uma lesão ocupacional, a maior parte da prevenção é feita apenas no local do trabalho esquecendo-se que é FORA do trabalho, principalmente quem mora longe e toma muitas conduções, trabalha ou estuda FORA do trabalho, pode adquirir grandes riscos às LER. Assim a prevenção deve ser para todas as atividades, inclusive de lazer.

No trabalho

A adequação ao posto de trabalho é fundamental adaptando o posto às características biológicas, psicológicas e físicas dos trabalhadores.

A análise ergonômica do seu posto de trabalho é o determinante básico do seu desempenho, sua produtividade, sua saúde, sua qualidade de vida e a qualidade de vida da sua velhice. Isso é muito importante lembrar.

-As pausas são importantes no trabalho, conforme prevê a NR-17, dentro e FORA do trabalho.

-Desenvolver o PCMSO - Programa de Controle Médico e Saúde Ocupacional previsto pela Norma Regulamentadora número 07 do Ministério do Trabalho.

-Alertar os trabalhadores quanto aos sintomas, incentivando-os a prestar atenção em suas limitações, orientando-os a buscar auxílio médico imediato.

-Propiciar aos médicos que atendem aos trabalhadores um diálogo com a empresa, com o intuito de sugerir mudanças nas características do posto de trabalho, conforme determinam as Normas Técnicas do Ministério do Trabalho.

-Ter atitude de amparo ao trabalhador com LER/DORT, tanto em relação ao tratamento como à reabilitação.

-Ter uma política de prevenção, para que se evite o adoecimento de mais trabalhadores, conforme a NR-07.

-Suprimir as horas extraordinárias.

-Dar todo o suporte para o trabalho das CIPAs, inclusive em sua tarefa legal de analisar as causas de acidente do trabalho.

-Fazer uma análise multidisciplinar do laudo ambeintal

-"ENXERGAR" O PROFISSIONAL

É necessário intervir desde os primeiros estágios de desenvolvimento do quadro clínico, não esperar a instalação e o desenvolvimento de incapacidades permanentes.

Um dos indicadores da existência de problemas em postos de trabalho são as queixas de dor e formigamento, adormecimento, sentidas pelos trabalhadores.

Toda empresa deveria incluir no serviço de saúde e segurança um programa de vigilância de LER/DORT.

Nas pequenas ou médias empresas - como na maioria de nossas categorias - em que não se dispõe de pessoal especializado, podem-se formar pequenos grupos de pessoas interessadas no assunto, contratando-se depois assessores.

Esses grupos seriam formados por profissionais ligados à saúde, segurança, relações humanas e os trabalhadores envolvidos no sistema.

Aprenderiam a detectar os fatores de risco e realizar projetos de melhoria dos postos de trabalho.

A prevenção de LER/DORT deve pressupor mudanças que atingem o modo de se trabalhar, as relações entre colegas, as relações com a chefia, a organização do trabalho.

Assim, prevenção de LER/DORT não é sinônimo de mera troca de mobiliário.

Em casa, no lazer, na escola e em qualquer lugar:

Evitar esfregar roupas repetidamente;

Evitar torcer roupas pelo método comum utilize as palmas das mãos ou o cano da torneira, rodando as pontas das roupas;

Evitar segurar as panelas pelo cabo dê preferência às panelas de alça dupla e segure-as com a ajuda da outra mão;

Procurar não lavar vasilhas e esfregar o chão;

Evitar lustrar móveis, portas;

Utilizar uma escada segura para limpar locais mais altos, evitando forçar os braços;

Colocar os vasilhames em locais de fácil acesso; próximo ao corpo, evitar os locais muito baixo, abaixo de 60 cm do chão e acima dos ombros.

Usar sempre uma escada ao retirar ou colocar um objeto que sem ela, estaria acima dos seus ombros;

Procurar manter o seu corpo na vertical quando estiver lavando vasilhas ou roupas para não prejudicar sua coluna;

Evitar agachar-se muitas vezes ao dia;

Ao limpar o chão, dê preferência a espanador ou vassoura de cabos mais longos, se possível, usar os MOPs;

Evitar carregar peso como bolsas muito pesadas ou sacolas de compras, utilizar, para isso um carinho;

Evitar segurar na alça superior dos ônibus;

Evitar fazer tricô, crochê e bordados.

MANIFESTAÇÃO CLÍNICA:

ESTÁGIO I: Sensação de peso ou desconforto nos membros, dor localizada que piora com o movimento.

ESTÁGIO II: Dor tolerável, formigamento, piora com a jornada de trabalho, diminuição da produtividade, prognóstico favorável

ESTAGIO III: Dor persistente, formigamento, diminuição de força muscular, perda do controle dos movimentos, queda acentuada da produtividade, prognóstico reservado.

ESTÁGIO IV: Dor forte contínua irradiada para o membro afetado, diminuição de força, diminuição de sensibilidade, incapacidade para executar tarefas no trabalho ou doméstico, deformidades, atrofias, prognóstico sombrio

ESTÁGIO V: Aumento da dor, perda de movimentos, perda total de força, atrofia irreversível, estágio incapacitante.

FINALIZANDO

Os números não são precisos na maioria dos países, mas a prevalência de casos é cada vez maior, contrariando uma expectativa da década de 80, quando se pensou que o trabalho repetitivo e suas repercussões na saúde diminuiriam com o avanço da tecnologia.

Muitos países viveram situações semelhantes a esta vivida pelo Brasil nestes últimos anos, como por exemplo, o Japão na década de 70, países escandinavos e Austrália, na década de 80.

Nos Estados Unidos, por exemplo, há um aumento extremamente significativo das LER/DORT. Nos EUA, em 1981, foram constatadas 22.600 freqüências da LER, que significava, na época, 18% entre as doenças ocupacionais. Em 1994 foram registradas 332.000 freqüências, o equivalente a 65% das doenças ocupacionais.

No Brasil, é a segunda causa de afastamento do trabalho.

Somente nos últimos cinco anos foram abertas 532.434 CATs (Comunicação de Acidente de Trabalho) geradas pelas LER/DORT sem contar os trabalhadores que pleiteiam na Justiça o reconhecimento do nexo causal, em milhares de ações movidas em todo o País.

A cada 100 trabalhadores na região Sudeste, por exemplo, um é portador de Lesões por Esforços Repetitivos.

As LER/DORT atingem o trabalhador no auge de sua produtividade e experiência profissional. Existe maior incidência na faixa etária de 30 a 40 anos, e, as mulheres são as mais atingidas.

De acordo com o exame periódico realizado em 1998 pela Cassi (Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil), 26,2% dos funcionários do Banco do Brasil apresentavam algum sintoma de DORT.

As categorias profissionais que encabeçam as estatísticas são bancários, digitadores, operadores de linha de montagem, operadores de telemarketing, secretárias, jornalistas, entre outros.

Somente no primeiro ano de afastamento do funcionário, as empresas gastam cerca de R$ 89.000,00 (oitenta e nove mil reais), por caso.

A jornalista Maria José O´Neill, que contraiu e estudou a doença, se tornou uma especialista no assunto afirma: “Não existe um melhor método para se tratar a LER. É o conjunto de tratamentos - RPG, fisioterapia, acupuntura, hidroterapia - que faz o quadro clínico da LER regredir. Dentro da ortopedia a metodologia mais indicada seria a fisioterapia, mesoterapia - técnica de injetar nos tecidos subcutâneos antiinflamatórios, relaxantes musculares, misturados com algum analgésico. E a RPG - Reeducação da Postura Global: fisioterapia baseada em exercícios de alongamento.”

Nossas categorias são formadas por 60% de mulheres.

Maria José O´Neill fala da feminilização do risco da LER/DORT:

“As mulheres têm dupla jornada de trabalho, são perfeccionistas. Por exemplo, um caixa de banco e uma bancária com o mesmo posto de trabalho, se derem diferença no caixa, o homem manda descontar do seu salário e a mulher prefere ficar até encontrar o erro.”

Em virtude de todas essas abordagens problemáticas e que trazem um grande ônus a toda população mundial, desde 2000, o último dia do mês de fevereiro, é considerado Dia Internacional das Lesões por Esforços Repetitivos (LER), ou Distúrbios Ósteo Musculares Relacionados ao Trabalho (DORT) como são conhecidos, agora, no Brasil. Trata-se de um marco de extrema relevância. É a primeira vez na estória que uma doença profissional (LER) passou a ser considerada como questão de saúde pública mundial.

Uma coisa é certa: a única saída para a chamada epidemia da virada do século está na prevenção, pois sua cura, tratamento e reabilitação são muito demorados, custosos e, quase sempre irreversíveis.

Felizmente, um programa adequado de prevenção com base na Ergonomia de conscientização simples, sem muitos devaneios e muitas elucubrações, pode prevenir de forma significativa todos os problemas.
Fonte: mundoergonomia.com.br

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Por onde anda a minha motivação?

Por: Roberto Recinella *

O assunto motivação e liderança são os temas mais complexos e debatidos desde que o homem se tornou consciente da sua existência. "Cogito, ergo sum" significa "penso, logo existo". Ou ainda "dubito, ergo cogito, ergo sum", ou seja, "eu duvido, logo penso, logo existo", concluiu o filósofo e matemático francês René Descartes. Desde então milhares de livros foram escritos a respeito, e o conteúdo parece que nunca irá se esgotar.

A simples participação de seminários, palestras e cursos, isoladamente, não motivam ninguém. O máximo que podem fazer é emocionar as pessoas, estas medidas paliativas servem apenas para aliviar a empresa e seus pseudogestores da responsabilidade de incentivar e reforçar o comportamento positivo no dia a dia de trabalho.

Motivação não é o destino, mas o caminho trilhado através de um continuo processo pessoal, não apenas um evento isolado que pode ser ligado ou desligado simplesmente apertando um botão.

Motivação pode ser comparada á uma delicada flor num vaso, precisa de cuidados contínuos nas diferentes estações do ano que conforme o clima e tratamento pode desabrochar ou não. Você deve estar sempre atento aos fatores que o motivam e desmotivam.

Segundo José Roberto Heloani doutor em Psicologia Social da Unicamp, a motivação é responsável por manter acesa a vontade do profissional. Se ela for se apagando, não é só o trabalho que se torna ruim, mas a profissão também. Por isso precisa ser exercitada, mesmo que apenas pelo próprio profissional.

Apesar de diversos fatores externos influenciarem no processo de motivação, nenhum deles tem tanta importância como o ambiente interno isto é o que acontece dentro de você. A isso chamamos de auto-motivação.

Você alguma vez já parou pra observar crianças brincando? Elas estão sempre motivadas, seus olhos brilham toda vez que lhe contam uma aventura que tiveram durante o dia. Não existe necessidade de motivar crianças. O dia sempre é emocionante para elas, uma jornada de descobertas, por isso elas já acordam hiper-motivadas.

Agora tente colocar regras em suas brincadeiras, tirar o fator imaginação e espontaneidade e veja o que acontece.

Recentemente uma empresa de consultoria em gestão de pessoas conduziu uma pesquisa para avaliar qual a maior dificuldade enfrentada pelos profissionais no trabalho atualmente e percebeu que a instabilidade não é mais a grande preocupação do profissional brasileiro. Dos 484 votos, 28% apontaram a falta de motivação na empresa em que trabalham. Em segundo lugar, com 16%, ficou o gerenciamento de conflitos.

Imaginemos uma empresa fictícia qualquer do mercado.

Quando uma pessoa é contratada por uma empresa, ela entra extremamente motivada. Disposta a contribuir, alterar processos, oxigenar o ambiente com novas idéias e com grandes expectativas de crescer com a empresa. Mas com o tempo tudo se perde. O que afinal faz com que estas pessoas se desmotivem com o passar do tempo em uma empresa?

Em minha opinião existem três fatores básicos.

Primeiro, a falta de perspectiva de futuro aliada a uma rotina enfadonha de trabalho. No inicio tudo parece possível, enxergamos oportunidade de mudanças e crescimento em todos os lugares. Animados apresentamos projetos e idéias aos superiores que as tratam com desdém e a falta de reconhecimento aparece logo em seguida.

Uma pesquisa realizada há algum tempo nos Estados Unidos perguntou aos gestores o que eles achavam que mais motivava a sua equipe. Depois, foram à equipe e perguntaram o que realmente os motivava. O primeiro fator de motivação segundo os gestores foi bons salários, já a equipe colocou isso como o quinto fator, na opinião da equipe o primeiro fator de motivação era o reconhecimento, que sequer apareceu dentre os cinco fatores na lista de resposta dos gestores.

Observe como a percepção sobre motivação muda completamente entre os gestores e a equipe, a pesquisa demonstra que todos os fatores importantes para a equipe estavam ligados a atitude e não a questões financeiras ou de estrutura.

Oscar Motomura fundador e principal executivo do Grupo Amana-Key quando esteve com o físico Arno Penzias Prêmio Nobel de 1978 lhe fez a seguinte pergunta: Como é liderar uma equipe de aproximadamente três mil cientistas brilhantes espalhados pelo mundo? Como motivar estes cientistas? Simples! – disse ele! – "Está vendo este armário? Está cheio de brindes como camisetas, chocolates (barras de 5 quilos), bombons, canecas e pequenas lembranças. É assim que reconheço o trabalho dessas pessoas. Dando-lhes presentes de pequeno valor financeiro, mas de grande valor sentimental". Simples!

Atualmente, a identidade pessoal e a profissional são quase uma só. Não reconhecer o profissional é o mesmo que negar sua condição como pessoa. Isso é profundamente desmotivador.

O segundo motivo que leva a desmotivação na empresa é a burocracia chamada amigavelmente pelas empresas de processo de trabalho. Não há motivação que resista á um bom e extenso relatório, alem do seu efeito colateral matar a criatividade & inovação.

A burocracia caracteriza o homem como sendo um elemento de comportamento único, desconsiderando que as pessoas agem e reagem cada um a sua maneira, cerceando assim a liberdade e premiando a rotina.

Todo profissional sabe que, às vezes, a sensação de esgotamento com relação ao cotidiano das organizações beira o limite do suportável. E o desejo de continuar trabalhando feliz e empenhado diminui a cada dia. Em um ambiente árido como este fica difícil que a motivação brote e sobreviva.

O terceiro motivo é você gestor (chefe, líder, gerente ou como quiser ser reconhecido) em qualquer nível hierárquico que ocupe. Lembre-se que todos somos considerados gestores já que no mínimo você é gestor de si mesmo.

Embora "ninguém motive ninguém", já que a motivação é um processo interior do homem, o gestor deve criar, no ambiente de trabalho, condições mínimas para que os funcionários se motivem.

O gestor pode proporcionar este ambiente de motivação a seus funcionários todos os dias, através de suas atitudes.

Mas nesta equação existe uma incógnita com que os gestores tem muita dificuldade de lidar. A competência. Muitas vezes um colaborador apresenta um desempenho superior e o gestor olha-o com espanto, sentindo-se ameaçado, e o que deveria ser uma convivência pacifica se torna um jogo de gato e rato, ou seja, perseguição.

O saudoso Eduardo Botelho contava que muitas vezes era chamado para falar numa empresa, com a necessidade de motivar os seus colaboradores, pois estavam com o astral muito baixo. E ele sempre respondia: "Sem problema, mas no dia seguinte elas continuarão motivadas? Quando olharem para a empresa, para os chefes e para suas tarefas, continuarão motivadas ou ficarão ainda mais desmotivadas pelas diferenças entre o que eu lhes disser e a realidade em que vivem?".

O mundo corporativo sem duvida é demotivador, não respeita o ser humano, fomenta a competição a beira da ética ao mesmo tempo em que preconiza o trabalho em equipe, é complacente com contratos psicológicos e políticas de corredor, prega a inovação e a pró-atividade, mas pune o erro, promove a liberdade sem se desvencilhar da hierarquia e do poder, exige flexibilidade apesar de continuar rígida, continua utilizando direta ou indiretamente as teorias de Skinner* nas políticas de gestão, enfim não é fácil conviver neste ambiente caótico.

Mas a boa noticia é que sua vida não se resume simplesmente, ou pelo menos não deveria, ao trabalho.

A vida de cada um de nós é recheada de momentos difíceis, desafios, dores, problemas, pressões de todos os lados, mas também de amor, superação, alegria, amizade, sucesso.Tudo isso faz parte da vida, e como você irá enfrentar isso está em suas mãos, depende de você.

A capacidade de se automotivar é uma das mais invejadas habilidades do ser humano. Isto por que as pessoas que a possuem podem se tornar ilimitadas. Irradiam uma energia inesgotável, têm a capacidade de sempre extrair algo positivo dos problemas e retirar lições preciosas dos piores acontecimentos. Elas pintam o mundo com as suas próprias cores.

Pessoas automotivadas não ficam aguardando condições favoráveis para agir, elas criam estas condições, não dependem de situação econômica, da empresa, ou do governo.

Sempre que sou abordado com perguntas do tipo "Como faço para ser automotivado?" Acabo decepcionando as pessoas, pois elas esperam que eu lhes responda com uma receita pré-formatada. As pessoas que fazem esse tipo de perguntas geralmente estão buscando a motivação fora de si em fatores externos e a própria definição de automotivação contempla os fatores internos de motivação, você tem que encontra-la dentro de si mesmo.

Por isso respondo com outra pergunta: Quanto tempo do seu dia você reserva para você? Para auto-analisar e promover uma reflexão sobre si mesmo e seus objetivos. Freqüentemente você fecha para balanço para avaliar sua evolução e adaptar sua estratégia? É preciso tomar uma atitude o quanto antes e reservar um tempo para si mesmo.

Automotivação é um exercício constante de reflexão sobre nós mesmos, de perceber como estamos e o que podemos fazer, se você não está satisfeito. Mude é uma questão de atitude.

*Burrhus Frederic Skinner, eminente psicólogo contemporâneo nascido nos Estados Unidos em 1904. Lecionou nas Universidades de Harvard, Indiana e Minnesota. Trabalhou sobre a conduta em termos de reforços positivos (recompensas) contra reforços negativos (castigos).

Suce$$o

* Roberto Recinella
Fonte: administradores.com.br

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Ibama exige plano para prevenir vazamento de navio no MA

O Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) notificou nesta quarta-feira (7) a Vale e a empresa fabricante e operadora do cargueiro carregado de minério e óleo que apresentou rachaduras no Maranhão que apresentem um plano preventivo para conter um possível vazamento do navio.

Segundo o superintendente do Ibama no Maranhão, Pedro Leão da Cunha Soares Filho, o órgão solicitou que os documentos fossem apresentado até quinta-feira (8).

"Não há derramamento hoje, nem de óleo de nem carga. O que solicitamos é algo preventivo, já que a embarcação está carregada e foi deslocada do porto, onde estava atracada, para uma área mais segura distante da costa, onde as duas rachaduras no casco podem ser consertadas", informou ele.

A assessoria de imprensa da Vale informou que caberia à empresa fabricante do navio, a coreana STX Pan Ocean, tomar as providências. O G1 procurou a STX, um dos maiores graneleiros do mundo e que cuja sede no Brasil fica no Rio de Janeiro, e foi informada que os responsáveis estavam reunidos por volta das 18h30 para decidir a questão e não havia informações sobre se eles falariam com a imprensa.

Retirada de combustível

Conforme Soares Filho, não há prazo para que o conserto do casco comece a ser feito, o que só deve começar, segundo ele, a partir da próxima semana.

"A prioridade é a retirada do combustível, que são cerca de mais ou menos 10 mil toneladas de óleo. Em seguida será retirada a carga de minério de ferro, outras 360 mil toneladas. Só depois é possível começar o conserto", afirma.

Técnicos do Ibama estão acompanhando os trabalhos. "A segurança está sendo reforçada e pedimos à empresa um plano de contenção preventivo para ser realizado até o fim dos reparos no navio", disse ele.

O navio apresentou problemas do domingo, quando era carregado com cerca de 360 mil toneladas de minério de ferro no porto de Ponta da Madeira, em São Luís, em Maranhão, e seguiria com destino ao porto de Rotterdam, na Europa.

Segundo a Capitania dos Portos do Maranhão, houve o que a princípio seria uma rachadura no casco, e o fato foi comunicado à Marinha. Desde então, o navio ficou atracado e técnicos avaliam a origem do problema. De acordo com a Capitania, o navio foi deslocado nesta terça-feira (6) do píer para uma área mais profunda e segura, a cerca de 9 km da costa, para que as primeiras inspeções tenham início.
Fonte: G1