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terça-feira, 5 de junho de 2012

Especialistas dão orientações de como se recuperar de um trauma

Em outra edição, o Bom Dia Brasil mostrou: o revestimento da turbina de um avião se soltou logo depois da decolagem e provocou pânico entre os passageiros. Mas tudo acabou bem, não passou de um susto. Ficou a pergunta: o que fazer? Como agir em uma situação de emergência, como na pane de um avião, na batida de um trem ou de um ônibus?

Muitos passageiros têm passado por esses sustos. E isso pode provocar um trauma grave? A resposta dos médicos é ampla: cada um pode reagir de uma forma, diante de um acidente, de um susto. Até mesmo fatores genéticos podem influenciar nesses casos. O importante é que dá para superar o trauma, seja com tratamento ou com a ajuda de parentes e amigos.

A fuselagem da turbina se soltou bem na hora da decolagem. E os passageiros reagiram, cada um de um jeito. "Algumas pessoas começaram a gritar para a aeromoça, outras rezaram, outras choraram", conta uma testemunha.

Foi em um voo que ia de Natal para São Paulo. Uma hora depois, o avião pousou sem problemas. Passageiros e tripulantes de outro voo que partiu de Ribeirão Preto, no interior paulista, na semana passada, também passaram apuros. Um pássaro entrou em uma das turbinas do avião, que teve de pousar pouco tempo depois de ter decolado. Como reagir a uma batida entre dois trens? Aconteceu semana passada na capital paulista. Mais de 100 pessoas foram levadas para hospitais.

Acidentes podem provocar traumas. No caso da dentista Thatiane Cristina de Freitas, o susto foi no trânsito. Depois de bater o carro, ela parou de dirigir. Já são 14 anos longe do volante. Até no banco do passageiro, Thatiane sente medo: "Se a pessoa faz uma ultrapassagem mais brusca, fico gelada, fico em choque".

Ficar nervoso e agitado durante alguns dias depois de viver uma situação inesperada é considerado normal pelos especialistas. Esse comportamento começa a preocupar quando o trauma se prolonga, persiste por mais de um mês. Aí é preciso buscar ajuda.

Quem passa por um trauma geralmente lembra com frequência do que aconteceu e sofre com isso. Ou, ao contrário, evita a todo custo falar ou reviver o acontecimento. Também pode desenvolver o que os especialistas chamam de hipervigilância, quando a vítima se mantém alerta a todo o momento.

"O problema é como isso vai influenciar a vida daquela pessoa, como a pessoa vai responder ao trauma e como esse trauma pode paralisar a vida dessa pessoa", comenta o psiquiatra Jair Borges Barbosa Neto, da Unifesp.

O tratamento é feito com terapia e medicação em alguns casos, mas a família e os amigos também podem ajudar. "Se a pessoa acabou de sofrer esse trauma, é importante que ela procure ajuda da sociedade, ajuda das pessoas que estão em volta dela. É importante ela conseguir pedir principalmente aos familiares, aos amigos, que ajudem, que acolham aquela dor. Se não tiver sendo suficiente, ela deve procurar também ajuda de profissionais da saúde ou psicologia, ou psiquiatra mesmo, se for o caso."

A Thatiane decidiu: vai ter novas aulas de direção, desta vez, com o psicólogo do lado.

De acordo com os médicos, uma pessoa pode desenvolver um transtorno de estresse pós-traumático até 10 ou 20 anos depois de ter sofrido um trauma. É o caso de veteranos de guerra.

Um estudo da Universidade Federal de São Paulo também aponta que uma em cada dez pessoas que sofrem traumas, pode desenvolver o estresse agudo, que dura cerca de um mês.
Fonte: Bom dia Brasil

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