segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Siderúrgica multada por poluição no Rio

Rio multa siderúrgica em R$ 10,5 milhões por poluição.

A Secretaria Estadual do Ambiente do Rio de Janeiro anunciou nesta quinta-feira (1º) que aplicou multa de R$ 10,5 milhões à CSA (Companhia Siderúrgica do Atlântico) por mais uma ocorrência de chuva de prata, em Santa Cruz, zona oeste da capital, na última segunda-feira (29). A chuva de prata é formada por partículas liberadas na produção de ferro.

É a terceira vez que a empresa é autuada pelo mesmo crime ambiental. “A minha paciência com a CSA acabou”, disse o secretário Carlos Minc ao anunciar dados da fiscalização e o valor da autuação. “Não é a primeira vez que eles fazem esta lambança. Acenderam o segundo cartão amarelo. O próximo é suspensão”, completou o secretário, sinalizando que “pode embargar a companhia”.

Análises feitas pela secretaria comprovaram que, por falta de umidificação, ventos associados ao tempo seco espalharam pelos ares resíduos de escória – subprotudo da produção de ferro usado em pavimentação. Isso provocou a chamada nuvem de prata, que atingiu as localidades de Alvorada e São Fernando, onde vivem cerca de 4.000 pessoas.

Os resíduos provocam o agravamento de problemas respiratórios, dermatológicos e alérgicos, explicou a presidente do Inea (Instituto Estadual do Ambiente), Marilene Ramos. “É um pó fino que se deposita, entra na casa das pessoas, traz sujeira e as pessoas relatam problemas de pele e de respiração. É grave,”

Procurados, representantes da companhia não responderam às ligações da reportagem. Mas, em nota divulgada nesta quarta-feira (31), após vistoria dos técnicos do Inea, a CSA explicou que, com o tempo seco e as rajadas de vento do dia, o sistema que deixa o grafite úmido “não foi suficiente para impedir a suspensão das partículas”.

A CSA foi multada em R$ 4,6 milhões por poluir o entorno da siderúrgica com pó de prata por três vezes, por várias causas. A primeira multa foi aplicada em agosto de 2010 e a segunda, em janeiro de 2011. A companhia também foi obrigada a pagar um compensação de R$ 14 milhões. De acordo com Minc, o dinheiro de compensações é investido na construção de postos de saúde, controle de inundação e compensação de pescadores do entorno.

Em abril de 2012, a companhia assinou um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) com a pasta estadual e o Inea comprometendo-se a modernizar o processo de produção para evitar novos danos ao meio ambiente na região.
Fonte: Agência Brasil

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