quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Retrospectiva 2010 – No ano da biodiversidade, boas e más notícias.

A Organização das Nações Unidas, ONU, declarou 2010 o Ano Internacional da Biodiversidade, para chamar atenção para a perda de espécies animais e vegetais, causada pela ação humana.

Pesquisadores aproveitaram para discutir o risco de extinção de espécies. Estima-se que 150 espécies sejam extintas todos os dias no mundo. “Estamos perdendo essa biodiversidade a uma taxa mil vezes maior do que a taxa normal na história da terra. Então, de acordo com as previsões dos cientistas, até 2030 poderemos estar com 75% das espécies animais e vegetais ameaçadas de extinção. Hoje esse número é de 36%.”, disse o secretário da Convenção sobre a Diversidade Biológica da ONU, Oliver Hillel, conforme publicado em “Ano Internacional da Biodiversidade vai discutir extinção de espécies”.

Em 2010 cientistas fizeram o 1º mapa completo do funcionamento de um ser vivo, abrindo caminho para a criação de vida artificial.

Pesquisadores e ecologistas mantiveram postura firme em defesa de seus ideais. No início do ano um confronto entre pescadores japoneses e ecologistas australianos, na Antártida, resultou no naufrágio da embarcação do grupo australiano, que combatia a pesca de baleias. Alegando pesquisa científica, pescadores japoneses desrespeitam a moratória internacional sobre a caça das baleias.

Em abril, no Pará, uma tonelada de barbatana de tubarão foi apreendida por fiscais do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, Ibama. A carga foi avaliada em cerca de R$ 30 mil e seria exportada para o Japão.

Na Suécia, depois de 45 anos, a caça de lobos foi autorizada. O governo tomou a medida com objetivo de controlar a população desses animais.

No Amazonas, em Tefé, uma pesquisadora do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, Inpa, perdeu parte da perna, ao ser atacada por um jacaré. Com lagartixas na cueca, um alemão foi preso na Nova Zelândia. As espécies, em risco de extinção estavam sendo transportadas em uma pochete com bolsos feitos sob medida.

Para se livrar da fiscalização, um suposto traficante de animais atirou espécies do 2º andar de sua residência, no Pará. Pelo menos quatro aves morreram, pois não tinham condições de voar. Foram encontrados 12 periquitos, 4 jabutis e 1 tucano, além de curiós, bicudos, sabiás e azulões.

O combate ao tráfico foi intenso, mas ainda assim, a ação de criminosos fez vítimas em todo o mundo. Na Tailândia, um carregamento ilegal de presas de marfim avaliadas em US$ 1,2 milhão, foi apreendido em julho. A carga correspondia a 117 presas de elefantes, que chegavam a pesar quase 800 quilos.

No Rio Grande do Sul, logo no início do ano, dois homens foram presos por criar ovos de tartarugas clandestinamente, para venda no estado e em países vizinhos. No interior de São Paulo, a atuação da polícia ambiental permitiu o resgate de uma sucuri gigante e 132 pássaros silvestres, durante patrulhamento aquático, nos municípios de Presidente Epitácio e Jaú.

Em março, três cativeiros de aves silvestres foram fechados em Olinda, no Pernambuco. No Piauí, mais de 200 animais silvestres foram encontrados em um uma feira livre.

Na Bahia, em Vitória da Conquista, foram apreendidos 13 canários em uma residência na Cabeceira da Jibóia, distrito de Limeira, zona rural do município de Vitória da Conquista, BA. A ação foi resultado de averiguação de uma denúncia recebida pela Linha Verde. Foi também através de uma denúncia que 157 galos de briga foram apreendidos no mesmo município em agosto.

No Rio de Janeiro, foi implantado o Dia Estadual de Repressão ao Tráfico de Animais Silvestres, celebrado no dia 1º de dezembro, com atividades educativas em todo o estado.

Em outubro, uma reportagem do G1 destacou: “Saiba qual é a rota do tráfico de animais silvestres no Brasil”. Segundo o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, Ibama, somente até setembro de 2010, mais de 8,8 mil animais silvestres pelo país. Em 2009, o número ultrapassou os 31 mil.

Boas notícias

No dia 14 de janeiro uma boa notícia: “EXCLUSIVO: Filhotes albinos de tartaruga amazônica nasceram em projeto de preservação“. Em doze anos de projeto, no Amazonas, no Centro de Preservação e Pesquisa de Quelônios Aquáticos, CPPQA/Balbina-AM, foram os primeiros filhotes.

No Rio Grande do Sul, a soltura de mais de 6 mil filhotes de tartaruga foi destaque em fevereiro. Os ovos foram apreendidos em criatório ilegal e foram monitorados até a soltura. Os animais com 10 a 15 dias, foram liberados às margens do Canal São Gonçalo, em Pelotas.

Poucos dias antes de acabar o ano, o Zoológico do Estado do Rio Grande do Sul comemorou o aniversário do chimpanzé Nilo, nascido no parque. O animal é filho de Muka, que está no parque desde 1993, e Tição, nascido no zoológico em 1981, e irmão de Sudão, de 4 anos. O nome foi escolhido em um concurso entre os visitantes.

Em novembro, outra história teve um final feliz, conforme publicamos em “EXCLUSIVO: Chimpanzé fumante recebe abrigo no Brasil depois de denúncias de maus tratos“. O chimpanzé Omega, que era atração em um restaurante libanês, foi transferido para o Instituto Conservacionista Anami, em São José dos Pinhais, no Paraná.
Fonte: AmbienteBrasil

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